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    Militantes negros nos Estados Unidos e no Brasil: King Jr., Malcolm X e militantes brasileiros envolvidos na atuação do Movimento Negro Unificado, relações possíveis (1950-1980)

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    As militâncias brasileiras organizadas no período final da ditadura civil militar apontam líderes estadunidenses como referências e, erroneamente, essa influência foi compreendida, por alguns, como mera cópia do modelo. O presente artigo busca situar as bases históricas em que se formou a militância estadunidense, tomando como exemplo dois ícones desse movimento, Martin Luther King Jr. e Malcolm X, as possibilidades de diálogo entre eles, assim como as trajetórias e as ações de ativistas brasileiros que estiveram envolvidos na atuação do Movimento Negro Unificado. O corpo documental, constituído por entrevistas, biografias, discursos e obras bibliográficas, foi utilizado como meio de acessar as visões de mundo desses indivíduos e os discursos por eles fabricados ou repelidos. Em síntese, amparados no passado histórico e na luta contra o racismo, brasileiros e estadunidenses denunciavam o preterimento social e econômico, ao passo que apontavam os caminhos de reversão dessa realidade. As direções, contudo, eram diversas.Palavras-chave: militantes negros - racismo - transnacional - autoidentificação positiva.AbstractThe Afro-Brazilian militancy organized in the final period of the Civil-Military Dictatorship, pointed to African American leaders as references, and that influence was wrongly understood by some as a mere copy of their model.. This article seeks to identify in which  historical bases was the African-American militancy formed, taking the example of two icons of this movement (King Jr. and Malcolm X), and the possibilities of dialogue between them and Afro-Brazilians activists, who were engaged with the Unified Black Movement. The documental series is understood as a way of accessing the worldviews of these individuals and the discourses they fabricated or rejected; composed of interviews, biographies, speeches and bibliographical works. In sumy, supported in the historical past and the fight against racism, Brazilian and U.S. activists denounced social and economic postponement as they also pointed to the paths of reversing this reality; the directions, however, were multiple.Keywords: afro militants - racism - transnational - positive identification

    Bravas mulheres a favor de si

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    Conexões Estados Unidos-Cuba e os primórdios do império informal

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    O lugar dos mapas na história de Borno

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    O neto de escravos que foi um dos maiores editores do Brasil imperial

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    Luiza Bairros – uma “bem lembrada” entre nós, 1953-2016

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    Luiza era a última a dormir. Ela tinha um fusca amarelo. Até hoje eu me pergunto como ela conseguia carregar todas nós naquele fusca amarelo. E ela só ia embora quando deixava a última em casa. Não existia essa coisa de lhe deixar no ponto do ônibus. Aquele fusca levava cada uma de nós na nossa casa

    A literatura como mecanismo de luta pelo reconhecimento social de mulheres negras na obra Um Defeito de Cor

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    O texto descreve e analisa a obra Um defeito de cor (2006), da brasileira Ana Maria Gonçalves, considerado um dos livros mais importantes da literatura do século XXI. A ideia é demonstrar, por meio das memórias de Kahinde/Luísa, uma mulher negra, ex-escrava, cega e à beira da morte, como a atual literatura produzida por escritoras afrodescendentes, ao plasmar em suas obras um modelo original de raça e de gênero, permite explorar a história sob um ângulo diferente daquele usualmente adotado pela literatura tradicional, possibilitando novas representações valorativas e a superação de estereótipos preconceituosos e excludentes relacionados com raça e gênero. A obra em análise, por transcender as narrativas tradicionais e ser portadora de mensagens capazes de traduzir desejos de valorização, superação de condições concretas de existência e de emancipação de pessoas oprimidas, abre caminho para descentralizar os discursos conservadores que fomentaram, historicamente, estereótipos preconceituosos e invisibilizaram as identidades de indivíduos negros e as lutas para conquistar direitos historicamente negados. Consideramos que esta literatura histórica contemporânea e crítica é capaz de se converter em um poderoso mecanismo de luta em favor do reconhecimento social da raça negra, particularmente da mulher.Palavras-chave: Literatura de mulheres negras - histórias de escravas - reconhecimento social de negras.AbstractThe text describes and analyzes the work Um defeito de Cor (2006) by the Brazilian author Ana Maria Gonçalves, considered one of the most important books of 21st century Brazilian literature. The idea is to demonstrate, through the memories of Kahinde / Luisa, a black woman, ex-slave, blind and on the verge of death, how the current literature produced by Afro-descendant women writers, by translating into their works an original model of race and gender, allows us to explore history from a different angle than those models usually adopted in traditional literature, making possible new representations of value and overcoming biased and exclusionary stereotypes related to race and gender.  By transcending traditional narratives, carrying messages capable of translating desires for valorization and overcoming the concrete conditions of existence and emancipation of oppressed people, the literary work under analysis paves the way for decentralizing conservative discourses that historically fostered prejudiced stereotypes and made invisible the identities of black people and their struggles to conquer historically denied rights. We consider that this historical and critical literature can become a powerful mechanism of struggle in favor of the social recognition of the black race, particularly women.Keywords: Black women literature - slave stories - black people - social recognition

    O medo

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    Afro-Ásia
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