1020 research outputs found

    A criação de artefatos documentais e a história dos estudos afro-americanos

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    Review of: CUNHA, Olívia Maria Gomes da. The Things of Others: Ethnographies, Histories, and Other Artefacts. Leiden and Boston: Brill, 2020. 756 p.Resenha de CUNHA, Olívia Maria Gomes da. The Things of Others: Ethnographies, Histories, and Other Artefacts. Leiden e Boston: Brill, 2020. 756 p

    Cura, memória e política em Moçambique

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    Resenha de:SANTANA, Jacimara Souza. Médicas-sacerdotisas: religiosidades ancestrais e contestação ao sul de Moçambique (c. 1927-1988). Campinas: Editora da Unicamp, 2018. 383p

    Castas, raças e a política colonial na Índia

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    Em Homo hierarchicus (1966), Louis Dumont apresenta o sistema das castas como uma instituição social central da Índia e o opõe ao fenômeno do racismo, que o autor relaciona a sociedades nominalmente igualitárias nas quais perduram desigualdades justificadas com base em argumentos biológicos. Buscando uma alternativa a esta análise estruturalista clássica, o artigo aponta para os contextos históricos em que as castas se tornaram importantes organizações sociopolíticas e sofreram diversas remodelações: busca-se mostrar como as disputas locais, que envolviam colonizadores, elites brâmanes, protonacionalistas e até líderes dalits, contribuíram para a consolidação e disseminação do sistema de castas em todo o subcontinente. Nos diversos discursos, tanto a casta quanto a raça foram usadas como argumento não apenas para incentivar processos de identificação ou distanciamento, mas também para justificar tratamento desigual e exclusão ou reivindicar direitos específicos.Palavras-chave: casta | raça | colonialismo | Índia. Abstract:In Homo hierarchicus (1966), Louis Dumont presents the caste system as a central social institution in India and opposes it to the phenomenon of racism, which the author relates to nominally egalitarian societies in which inequalities justified by biological arguments persist. Seeking an alternative to this classic structuralist analysis, this article points to the historical contexts in which caste became an important sociopolitical organization and underwent several remodelings: it seeks to show how local disputes involving colonizers, the Brahmin elites, proto-nationalists and even Dalit leaders contributed to the consolidation and dissemination of the caste system throughout the subcontinent. In various discourses, both caste and race were used as arguments not only to encourage processes of identification or distancing, but also to justify unequal treatment and exclusion or to claim specific rights.Keywords: caste | race | colonialism | India

    Entre Senegâmbia e Angola: comércio atlântico, protagonismo africano e dinâmicas regionais (séculos XVII e XIX)

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    Este artigo tem por intenção discutir o funcionamento do comércio de longa distância no interior de duas regiões que foram profundamente integradas às malhas do comércio atlântico, a Senegâmbia e a Angola Central, em dois momentos de reconfiguração econômica dessas macrorregiões: a intensificação do contato dos povos da Senegâmbia com o comércio atlântico nos séculos XVI e XVII e as novas demandas por gêneros coloniais de Angola em meados do XIX, após a proibição legal do tráfico de escravizados. Para isso, analisamos as dinâmicas sociais e econômicas pré-existentes nas regiões, os agentes comerciais envolvidos neste comércio, bem como a circulação de mercadorias atlânticas, debatendo por fim sobre as transformações políticas, sociais e econômicas causadas por esses processos históricos.Palavras-chave: comércio atlântico | agência | Senegâmbia | Planalto Central angolano.  Abstract:This article discusses the operation of long distance trade within two regions that have been deeply integrated into networks of Atlantic commerce, Senegambia and Central Angola, during two periods when these macro-regions were undergoing economic reconfiguration: the intensification of contact by Senegambian peoples with Atlantic trade in the 16th and 17th centuries, and the new demands for colonial goods from Angola in the mid-1800s, after the real prohibition of the slave trade. Thus, we analyze the preexisting social and economic dynamics in the regions, the commercial agents, and the circulation of Atlantic goods, debating the political, social and economic transformations caused by these historical processes.Keywords: atlantic commerce | agency | Senegambia | Angolan Central Highlands

    Fotografias e histórias

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    Resenha de:FOX-AMATO, Matthew. Exposing Slavery. Photography, Human Bondage, and the Birth of Modern Visual Politics in America. Nova York: Oxford University Press, 2019. 343p

    Do Valongo ao Porto Maravilha: uma análise marxista da história do porto do Rio de Janeiro

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    Resenha de:GONÇALVES, Guilherme Leite; COSTA, Sérgio. Um porto no capitalismo global: desvendando a acumulação entrelaçada no Rio de Janeiro. São Paulo: Boitempo, 2020. 152p

    A distinção dos dois tipos de maracatus: a invenção de um conceito

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    Este artigo discute a historicidade do conceito da distinção existente entre os maracatus, que os categoriza em baque virado (nação) e baque solto (rural), e que foi fruto da ação de pesquisadores como Guerra Peixe e Katarina Real. O artigo mostra os indícios de como eram os maracatus antes do vaticínio feito por Guerra Peixe ao final de suas pesquisas entre os anos de 1949 a 1952, e de como estas foram negociadas ao longo dos anos para se estabelecer entre os maracatuzeiros, confluindo para o formato existente nos dias atuais. Para este trabalho, foram utilizadas análises de jornais, entrevistas com antigos maracatuzeiros, além de extensa revisão bibliográfica.Palavras-chave: maracatus de baque solto - maracatus de baque virado - Carnaval - Guerra Peixe - cultura. Abstract: The paper looks at the historicity of concepts on the characterization of maracatu variations and diversity, which has been classified as baque virado (nation-style or turned-around beat) and baque solto (rural-style or maracatu of free beat), as per researchers Guerra Peixe and Katarina Real. The analysis indicates the signs of what maracatus was like before the statements made by Guerra Peixe at the end of his research, between 1949 and 1952, and how they were negotiated over the years to be established among maracatuzeiros themselves, achieving the current forms. For this work, newspapers and interviews with former maracatuzeiros were used as main sources, and an extensive bibliographic review was performed.Keywords: maracatu baque solto – maracatu baque virado – Brazilian Carnaval – Guerra–Peixe – culture

    A quantas mãos se escreve a História da literatura? A política das divergências teóricas na Indonésia

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    Este artigo parte de uma história das origens da literatura moderna indonésia que, por muito tempo, foi aceita como oficial: ela conta como os nativos das então chamadas Índias Orientais Neerlandesas desenvolveram sua expressão literária devido a políticas educacionais da coroa holandesa, sobretudo o pacote de reformas promulgado em 1901 conhecido como Ethische politiek. O novo código colonial não só injetou dinheiro público para difundir os saberes, como criou uma editora oficial da colônia, a Balai Pustaka, que dali em diante monitoraria o material literário “adequado” para a população local. Analisam-se as implicações futuras dessa medida (que terminou por monopolizar o mercado editorial indonésio e calar autores dissidentes) e o surgimento recente de releituras da história das origens da modernidade literária no país.Palavras-chave: historiografia da literatura | Literatura indonésia | Balai Pustaka | Andries Teeuw | Pós-colonialismo. Abstract:This paper begins with a history of the origins of modern Indonesian literature, one that  for a long time has been accepted as the official version: accordingly, natives of what was then called the Dutch East Indies developed their literary expression due to the educational policies of the Dutch crown, especially after the reform package promulgated in 1901 known as Ethische politiek. The new colonial code not only had injected public money in order to spread knowledge, but also created an official publishing house in the colony, the Balai Pustaka, which thitherto would have monitored the ‘proper’ literary material for the local population. We analyze the future implications of such a measure (one that ended up creating a monopoly over the Indonesian editorial market and stifling dissident authors), as well as the recent onset of reinterpretations of the history of origins of literary modernity in that country.Keywords: historiography of literature | Indonesian literature | Balai Pustaka | Andries Teeuw | Postcolonialism

    A construção de personagens nos romances de Pepetela e a imaginação da nação angolana

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    Este artigo tem como objetivo refletir sobre a construção de um imaginário acerca da nação angolana nas páginas dos romances do escritor Pepetela, mais especificamente em A geração da utopia, escrito entre 1991 e 1992. A partir de um debate sobre como os conceitos de nação e raça ainda permaneciam problemáticos no período pós-independência, podemos visualizar através do romance a tensão ainda existente na sociedade angolana nos anos 1990, parte de um debate político dentro do MPLA que influenciou diretamente o desenvolvimento de uma ideia de Estado e nação do país. Nesse sentido, os romances de Pepetela vão muito além de uma concepção de literatura pautada pela escrita ficcional, e passam a ser fundamentais para refletirmos sobre o imaginário angolano sob uma perspectiva histórica e política.Palavras-chave: Pepetela | Angola | Nação.  Abstract:This article analyzes the construction of a collective imaginary about Angola in the novels of the writer known as Pepetela[1] , more specifically, the novel A Geração da Utopia, written between 1991 and 1992. By discussing how the concepts of nation and race remained problematic in the post-independence period, we can see through the novel the  tension still existing in Angolan society at that time he 1990s and which was part of a political debate within the MPLA, directly influencing the development of an idea of State and nation. In this sense, Pepetela's novels go far beyond a conception of literature as merely fictional writing,  becoming fundamental for reflections on the Angolan imaginary from historical and political perspectives.Keywords: Pepetela | Angola | Nation

    Marku Ribas: encruzilhadas afro-sônicas através da diáspora

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    Este ensaio pretende explorar a música do cantor, compositor e multi-instrumentista Marku Ribas. Utilizando-se das chaves teóricas propostas por Paul Gilroy, assim como de correntes epistemológicas como a Negritude[1] e o pan-africanismo, para abarcar o conteúdo estético e político da obra de Marku, situada numa estrutura rizomórfica da afrodiáspora, assim como de reafirmação de uma identidade negra. O texto está dividido em três seções. O ensaio primeiro discute a trajetória do músico antes de sua viagem, em 1968, à França. Posteriormente, há a análise do disco do grupo em que Marku Ribas participou em Paris, o Batuki. E, por último, uma discussão sobre seus dois primeiros discos solo, gravados em 1972 e 1975.Palavras-chave: Marku Ribas - exílio - música do Atlântico negro - afrodiáspora; pan-africanismo. Abstract:This essay explores the music of singer, songwriter, and multi-instrumentalist Marku Ribas. By using theoretical ideas proposed by Paul Gilroy, and epistemological lines of thought such as Négritude and pan-Africanism, this essay illustrates the expression of a rhizomorphic structure of African diaspora and a reaffirmation of black identity as seen in Marku’s oeuvre. Divided into three sections, the essay first discusses the musician’s trajectory before his trip to France in 1968. The analysis then turns to the group Batuki’s homonymous album, of which Marku participated in Paris. Lastly, the essay closes with an examination of his first two solo albums, which were recorded in 1972 and 1975.Keywords: Marku Ribas – exile – music of the black Atlantic – African diaspora – pan-Africanism.[1]       Neste artigo utilizamos as palavras “Negritude” e “negritude” com diferentes significados: a primeira com “N” maiúsculo se refere ao movimento da Négritude de Cesáire, Senghor e Damas, movimento político-literário da década de 1930 desenvolvido pelos autores em Paris, França. Já a grafia com “n” minúsculo se refere a um conceito multifacetado: “negritude passou a ser um conceito dinâmico, o qual tem um caráter político, ideológico e cultural. No terreno político, negritude serve de subsídio para a ação do movimento negro organizado. No campo ideológico, negritude pode ser entendida como processo de aquisição de uma consciência racial. Já na esfera cultural, negritude é a tendência de valorização de toda manifestação cultural de matriz africana. Portanto, negritude é um conceito multifacetado, que precisa ser compreendido à luz dos diversos contextos históricos.”. Petrônio Domingues, “Movimento da negritude: uma breve reconstrução histórica”, Mediações – Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 10, n. 1 (2005), pp. 25-40. É também uma alternativa de tradução do termo blackness

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    Afro-Ásia
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