1020 research outputs found

    O Afropessimismo e a antinegritude do mundo

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    Review of: WILDERSON III, Frank B. Afropessimismo. São Paulo: Todavia, 2021. 400 p.  Resenha de: WILDERSON III, Frank B. Afropessimismo. São Paulo: Todavia, 2021. 400 p.  

    Em busca da "redenção de Cam": racialidade e interseccionalidade numa prisão de mulheres

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    This article discusses the overlap between racial constructs in Brazil and their configuration in intramural environments, recognizing the prison as a relatively impermeable locus in the process of Black identity construction in Brazil during recent decades. The paper discusses the formative elements of modern racism, taking into account specificities of the Brazilian context in the face of foundational experiences of African kidnapping and enslavement in the colonial period and their legacies, the concepts of whitening, racial contract and raciality device, as intelligibility categories of contemporary racism and its reinventions in societies that have experienced modern slavery. These categories are analyzed based on the reports on interracial relations elaborated by a cisgender woman and a transgender man, inmates in a female penitentiary in São Paulo, and show how the oppression experienced in an intersectional way, by racialized prisoners, imposes additional difficulties on them in their process of recognizing a Black identity.  O artigo tem como objetivo discutir os atravessamentos do constructo racial no Brasil e sua configuração em espaços intramuros, reconhecendo a prisão como um dos lócus que permanece pouco permeável ao processo de construção da identidade negra vivenciado nas últimas décadas no país. Discute-se os elementos formadores do racismo moderno, levando em conta as especificidades do contexto brasileiro frente à experiência fundante do sequestro e da escravização africana no período colonial e seus prolongamentos, através dos conceitos branqueamento, contrato racial e dispositivo da racialidade, como categorias de inteligibilidade do racismo contemporâneo e suas reinvenções em sociedades que vivenciaram a escravidão moderna. Tais categorias são analisadas a partir dos relatos sobre relações inter-raciais elaborados por uma mulher cisgênero e um homem transgênero, reclusas (os) numa prisão em São Paulo, e revelam como as opressões vividas de modo interseccional, pelas presas racializadas, lhes impõem dificuldades adicionais ao processo de reconhecimento da identidade negra.  

    Tarzan, um negro: para uma crítica da economia política do nome de “África”

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    Since 1912, countless texts – novels, radio shows, comic strips, television serials, films – have produced and articulated representations of Africa in narratives featuring Tarzan, a character created by the US author Edgar Rice Burroughs (1875-1950). Taking the name of “Africa” as a reference, the texts which surround and inhabit the name of “Tarzan” belong both to a Western genealogy and to a cross-cultural history. After examining the economy of the global circulation of the “Tarzan” trademark, I give a brief and schematic description of Tarzan’s filmography, which allows me to interrogate what I call the occidentalist name-in-closure of “Africa”. At last, by means of a close reading of Jean Rouch’s Moi, un noir (1959) as a prism through which Tarzan’s global circulation can be interpreted and reinvented, I suggest possibilities of imaginative overflow, opening up the cross-cultural spacing of the writing of “Africa” as political economy of the name of “Africa”.  Desde 1912, inúmeros textos – romances, programas de rádio, histórias em quadrinhos, seriados de televisão, filmes – produziram e articularam representações da África em narrativas envolvendo Tarzan, criado pelo estadunidense Edgar Rice Burroughs (1875-1950). Tomando o nome de “África” como referência, os textos que orbitam e habitam o nome de “Tarzan” pertencem a uma genealogia ocidental e a uma história transcultural. Após abordar a economia da marca registrada “Tarzan ®” em sua circulação global, uma descrição breve e esquemática da filmografia de Tarzan me permite interrogar o que chamo de nomenclausura ocidentalista da “África”. Finalmente, por meio de uma leitura atenta de Moi, un noir (1959), de Jean Rouch, como um prisma através do qual a circulação global de Tarzan pode ser interpretada e reinventada, sugiro possibilidades de transbordamento imaginativo, abrindo o espaçamento transcultural da escritura da “África” como economia política do nome de “África”

    Escravos brancos no Brasil oitocentista:: tráfico interno, distinções raciais e significados de ser branco durante a escravidão

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    The reflections presented here are part of an ongoing broader research on theconcept of whiteness in Brazil during the time of slavery. The article seeks to analyze the meanings and practices involved in the emergence of captives described as white sold in Brazil after the end of the Atlantic slave trade in 1850, attracting the attention of the press. Such cases lend themselves to research on the complex links between color, enslavement, and freedom. More broadly, the paper analyzes the racial aspects that defined the boundary between the enslaved and free population, placing the concept of whiteness at the center of racial analysis, an unusual approach among Brazilian historians.As reflexões aqui presentes fazem parte de uma pesquisa mais ampla sobre os significados de ser branco no Brasil escravista. Neste artigo, o objetivo é analisar os sentidos e as práticas envolvidos no aparecimento de escravos brancos que, no contexto das consequências geradas pelo fim do tráfico atlântico, foram vendidos no mercado interno brasileiro e se tornaram conhecidos na imprensa durante a segunda metade do século XIX. São casos que se prestam à investigação acerca dos complexos vínculos estabelecidos entre cor, escravidão e liberdade. De forma mais específica, buscamos analisar os aspectos raciais da linha que estabelecia a separação entre escravos e livres, bem como situar o branco no centro da análise racial, procedimento ainda pouco usual entre historiadores brasileiros

    Liberdade negada

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    Resenha de:SÁ, Gabriela Barreto de. A negação da liberdade: direito e escravização ilegal no Brasil oitocentista (1835-1874). Belo Horizonte: Letramento; Casa do Direito, 2019. 175p

    Situando a África Ocidental pré-colonial na história econômica global

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    Review of: GREEN, Toby. A Fistful of Shells: West Africa from the Rise of the Slave Trade to the Age of Revolutions. Chicago: University of Chicago Press, 2019. 614p.  Resenha de: GREEN, Toby. A Fistful of Shells: West Africa from the Rise of the Slave Trade to the Age of Revolutions. Chicago: University of Chicago Press, 2019. 614p.

    Mapeando a diáspora:: turismo afro-americano de raízes no Brasil

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    Review of: PINHO, Patricia de Santana. Mapping Diaspora: African American Roots Tourism in Brazil. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2018. 253 p.Resenha de: PINHO, Patricia de Santana. Mapping Diaspora: African American Roots Tourism in Brazil. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2018. 253 p

    Catarina Juliana e sua sociedade de culto: rituais e práticas religiosas na Angola setecentista

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    This article describes and interprets the religious practices performed by the Angolan priestess Catarina Juliana (and her cult group) in an inland region of the Kingdom of Angola during the 18th century. The rituals and symbols described in the inquisitorial process against Catarina Juliana are interpreted based on a hermeneutic and comparative analysis, using an approach coming from symbolic anthropology. The case analyzed shows that Angolans, even when baptized in the religion of the colonizers, continued their traditional religious practices. It seeks to demonstrate that different rituals, previously led by specialized priests, came to be accumulated by the banganga of the same cult society in 18th century Angola.Este artigo descreve e interpreta as práticas religiosas realizadas pela sacerdotisa angolana Catarina Juliana (e sua sociedade de culto) em uma região interiorana do reino de Angola durante o século XVIII. Os rituais e símbolos descritos no processo inquisitorial contra Catarina Juliana são interpretados a partir de uma análise hermenêutica e comparativa, e o aparato conceitual do estudo é fornecido pela antropologia simbólica. O caso analisado revela que angolanos, mesmo quando batizados na religião dos colonizadores, resistiam em suas práticas religiosas tradicionais. Procura-se, aqui, demonstrar que diferentes rituais, antes conduzidos por sacerdotes especializados, passaram a ser acumulados pelos banganga de uma mesma sociedade de culto na Angola setecentista.

    Tecendo redes imperiais: uma dimensão asiática do comércio britânico de escravos no Atlântico no século XVIII

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    The eighteenth century saw the development of the Atlantic slave-based economy, sustained by a constant supply of labor from the African continent. On the Atlantic coast, in order to purchase captives foreign merchants had to meet local demands for trade commodities, notably Indian cotton textiles, which became a crucial product. During this period, the Anglo-Asian trade, conducted by the English East India Company, played a central role in the supply of Indian textiles for British slave traders. This paper addresses how British merchants procured textiles in India for Atlantic Africa. By examining this question, the paper illustrates a global cotton trade that extended between the areas where Indian textiles were produced and Atlantic Africa. Finally, the paper argues that the so-called “triangular trade” narrative should be replaced by another perspective that emphasizes the agency of African consumers and South Asian weavers.O século XVIII assistiu ao desenvolvimento da economia escravista atlântica, sustentada pela constante oferta de mão de obra do continente africano. Para comprar cativos africanos na costa do Atlântico, os mercadores estrangeiros tinham que atender às demandas expressas dos africanos, notadamente os tecidos indianos de algodão, que se tornaram o “carro-chefe” das mercadorias. Nesse período, o comércio anglo-asiático, conduzido pela Companhia Britânica das Índias Orientais, desempenhou um papel central no fornecimento de têxteis indianos para os comerciantes de escravos britânicos. Este artigo aborda como comerciantes britânicos adquiriam têxteis na Índia para a África Atlântica. Ao examinar essa questão, o artigo ilustra o comércio global de algodão, das áreas de produção de têxteis indianos para a África Atlântica, e, em última análise, argumenta que a narrativa do chamado “comércio triangular” precisa ser substituída por outra perspectiva, que destaque o protagonismo de consumidores africanos e de tecelões sul-asiáticos

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    Afro-Ásia
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