Afro-Ásia
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Inflexões índicas na diáspora atlântica e nas dinâmicas do trato de seres humanos na África Centro-Oriental, ao longo do século XIX
Given the flow of East Central African captives towards American societies, the aim of the article is to examine the nineteenth-century dynamics of this trade to and in Brazil, as well as. In East Africa, networks of shipowners and merchants of various nationalitieswerecentered around native and Portuguese power centers—such as Mozambique Island, coastal sheikdoms and sultanates, the port of Quelimane, the prazos of Zambezia—accounted for increasing proportion of the trade. With time, compulsory recruitment increased. These historical processes profoundly altered the stability of African societies already weakened by other events. The second part of the article analyzes primary sources and bibliography, the article argues that the trajectories of the “Mozambiques” in the diaspora, summarized in the first part of the paper, were shaped by paths of displacement and rooted in African histories that must be considered.Tendo em vista os fluxos de africanos centro-orientais em direção às sociedades americanas, especialmente Cuba e Brasil, a partir da década de 1820, o objetivo do artigo é reafirmar sua presença na escravidão oitocentista, bem como examinar as dinâmicas do tráfico na África Centro-oriental, seja avaliando processos de razia e apreensão, seja detalhando o envolvimento de interesses variados. Concentrações de armadores, donos de navios, mercadores de muitas nacionalidades, articulados entre si e em torno de centros de poder e da administração portuguesa -- a ilha de Moçambique, os xecados e sultanatos da costa, o porto de Quelimane, os prazos da Zambézia -- deram conta de volumes crescentes, estendendo no tempo as atividades do recrutamento compulsório. Processos históricos que alteraram profundamente a eventual estabilidade de sociedades africanas já fragilizadas por outras circunstâncias traumáticas. Compilando fontes e referenciando a bibliografia, insiste-se no fato de que as trajetórias dos “moçambiques” em diáspora, sintetizadas na primeira parte, foram precedidas por percursos de deslocamentos e lastros em histórias africanas que devem ser levadas em conta
O protagonismo do CEAO em políticas públicas
Remembrance: 65 Years of the Afro-Oriental Studies CenterMemória: 65 anos do Centro de Estudos Afro-Orientais - CEA
Monumenta Albertiana: a biblioteca africanista de Alberto da Costa e Silva
Homenagem a Alberto Vasconcellos da Costa e Silv
Muito além do Brasil meridional: histórias de escravidão e liberdade nas américas
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SILVA, Lúcia Helena Oliveira; RODRIGUES, Jaime; SOUZA, Airton Félix Silva (orgs.). Escravidão e Liberdade: estudos de gênero & corpo, memória & trabalho. São Paulo: FFCH, 2023, 470 p.Resenha de:
SILVA, Lúcia Helena Oliveira; RODRIGUES, Jaime; SOUZA, Airton Félix Silva (orgs.). Escravidão e Liberdade: estudos de gênero & corpo, memória & trabalho. São Paulo: FFCH, 2023, 470 p
Fragmentos de nós
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SILVA, Ana Célia da. Fragmentos de mim. Salvador: Editora Katuka, 2023. 336 p.Resenha de:
SILVA, Ana Célia da. Fragmentos de mim. Salvador: Editora Katuka, 2023. 336 p
“Bahia Pelô Negro”: pode o subalterno (sujeito da racialidade) falar?
This article revisits the theme of representation by examining the relationship between difference and transparency. I argue that the current purchase of multiculturalism and diversity marks the ‘officialization’ of the 1980s politics of difference, which refashioned previous formulations of racial and cultural difference without challenging their ontological premises. Through a reading of the Bloco Olodum’s 1988s carnival lyrics, I chart the articulation of signifiers of Africanity, as a marker of cultural difference, which writes the black Brazilian as subaltern subject without producing a particular version of a (self-)transparent (interior/temporal) African subject. Not only does the interpretive strategy I deploy show how an attention to social scientific knowledge’s role in production of modern (post-Enlightenment) subject is crucial for a critique of the notion of difference informing the global principles of multiculturalism and diversity. More importantly, it also indicates why the logic of exclusion, the prevailing account of social subjection has been now added to the arsenal of racial subjection.Este artigo revisita o tema da representação examinando a relação entre diferença e transparência. Argumento que a atual assimilação do multiculturalismo e da diversidade marca a “oficialização” da política da diferença dos anos 1980, que reformulou proposições anteriores de diferença racial e cultural sem alterar suas premissas ontológicas. Por meio de uma leitura das letras do Bloco Olodum do Carnaval de 1988, traço a articulação dos significantes da africanidade, como marcadores da diferença cultural, que inscreve o negro brasileiro como sujeito subalterno sem produzir uma versão particular de um (auto)transparente (interior/temporal) sujeito africano. A estratégia interpretativa que emprego não mostra apenas como uma atenção ao papel do conhecimento científico social na produção do sujeito moderno (pós-iluminismo) é crucial para uma crítica da noção de diferença, que informa os princípios globais do multiculturalismo e da diversidade. Mais importante é também indicar por que a lógica da exclusão, a explicação predominante da sujeição social, foi adicionada ao arsenal da sujeição racial
Fluxo, refluxo e retorno do tráfico entre o Golfo do Benin e o sul da América
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MATHEUS, Marcelo Santos e MÜGGE, Miquéias Henrique (orgs.).Africanos minas-nagôs no Rio Grande do Sul (séculos XVIII, XIX e XX).São Leopoldo: Oikos, 2024. 280 p.Resenha de:
MATHEUS, Marcelo Santos e MÜGGE, Miquéias Henrique (orgs.). Africanos minas-nagôs no Rio Grande do Sul (séculos XVIII, XIX e XX). São Leopoldo: Oikos, 2024. 280 p
O campo de estudos das emancipações e do pós-abolição: origens, desdobramentos e interpretações em perspectiva historiográfica
The central theme of this article is Black freedom in Brazil and the ways it has been addressed in different contexts: first, in the public debate of the nineteenth century; later, in various fields of study produced from the twentieth century onwards. The general objective is to provide an overview of the field of emancipation and post-abolition studies in Brazil, identifying its origins and antecedents, its main themes and recurring debates, as well as its developments. Additionally, I aim to demonstrate that, since the nineteenth century, there has been an ongoing struggle to define the subjects responsible for the end of slavery in Brazil. Among the parties involved in this competition are the monarchy, symbolized by Princess Isabel and her title as the “redeemer” of the enslaved; the emancipation laws and the legislators who formulated them; the abolitionist movement and its agents; the Republicans who challenged the monarchy’s emancipatory stance; and, finally, the “people,” the “anonymous masses of the streets,” the “popular classes” within which the agency of Black individuals was first recognized, albeit incipiently, in the early twentieth century, especially in the Republican press and the Black press aligned with Republicanism.O tema central deste artigo é a liberdade negra no Brasil e as formas como ela foi abordada em diferentes contextos: primeiro, no debate público oitocentista; depois, em diferentes campos de estudos produzidos a partir do século XX. O objetivo geral é fornecer um panorama a respeito do campo de estudos das emancipações e do pós-abolição no Brasil, identificando suas origens e antecedentes, seus temas principais e debates recorrentes, bem como seus desdobramentos. Além disso, busco demonstrar que, desde o século XIX, há uma disputa constante pela definição dos sujeitos responsáveis pelo fim da escravidão no Brasil. Entre as partes envolvidas nesta competição constam a monarquia, simbolizada pela princesa Isabel e seu título de “redentora” dos escravizados; as leis emancipacionistas e os parlamentares que as formularam; o movimento abolicionista e seus agentes; os republicanos que contestavam a disposição emancipacionista da monarquia; e, por fim, o “povo”, a “massa anônima das ruas”, as “classes populares” no interior das quais se reconheceu pela primeira vez, de forma incipiente, no início do século XX, o protagonismo dos negros, especialmente na imprensa republicana e na imprensa negra alinhada com o republicanismo
Afrikanístika: as origens dos ‘Estudos Africanos’ na União Soviética, 1929-1945
From the beginnings in the 1920s until the end of the Second World War, African studies in the USSR were carried forward by a group of revolutionary intellectuals working under difficult material conditions and in a delicate political context. Soviet researchers were prevented from conducting fieldwork in colonised territories, and from accessing primary documentation. Internal political turmoil, the “cultural revolution” in the late 1920s, the Great Terror in the 1930s, and the outbreak of war against Nazi Germany had a direct impact on intellectual life generally, and on African studies in particular. Despite the empirical weakness of their work, these researchers attempted to break away from an ethnographic approach to the study of African societies, which dominated in Western universities at the time. This article describes the development of this field of study and its different phases in the Soviet Union, based on the trajectories of several important figures.Dos seus primórdios na década de 1920 até ao final da Segunda Guerra Mundial, os estudos africanos na URSS foram conduzidos por um grupo de intelectuais revolucionários que trabalhavam sob condições materiais difíceis e em um cenário político delicado. Os pesquisadores soviéticos foram impedidos de realizar trabalho de campo nos territórios colonizados e de aceder à documentação primária. A turbu- lência política interna, a “revolução cultural” no final da década de 1920, o Grande Terror na década de 1930, e a eclosão da guerra contra a Alemanha nazista impac- taram diretamente a vida intelectual, e os estudos africanos em especial. Apesar da fraqueza empírica dos seus trabalhos, esses pesquisadores tentaram romper com uma abordagem etnográfica do estudo das sociedades africanas, formato dominante nas universidades ocidentais da época. O artigo apresenta a conformação desse campo de estudos e suas diferentes fases na União Soviética a partir das trajetórias de algumas figuras importantes
Alberto Vasconcellos da Costa e Silva (São Paulo, 12 de maio de 1931 – Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2023): esta homenagem
Homenagem a Alberto Vasconcellos da Costa e Silva: apresentaçã