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    Na cobertura da retaguarda : mulheres angolanas na luta anticolonial

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    In Angola, in the narratives about the war of independence, there is a common recognition that ordinary women contributed to the anti-colonial struggle, highlighting the countless activities and tasks carried out by these women in the war of national liberation. In this sense, based on oral testimonies and military sources, this article highlights the role of women, based on the work carried out in the liberated zones, in their maintenance and sustainability, and outside these zones, in specific actions, in the different provinces of Angola. I argue that a group of anonymous women, many of them peasants, maintained an “anti-colonial economy”, seeking to maintain a certain autonomy for the struggle, independent of the Portuguese administration. In view of this, I believe that they should be considered “guerrillas” and not just “combatants”, in order to call into question the secondary position to which they were relegated by historiography and by subsequent narratives about the war of liberation.Em Angola, nas narrativas sobre a guerra de independência, é corrente o reconhecimento de que mulheres comuns contribuíram na luta anticolonial, ressaltando-se as inúmeras atividades e tarefas desenvolvidas por essas mulheres na guerra de libertação nacional. Neste sentido, com base em depoimentos orais e fontes militares, este artigo acentua a atuação de mulheres, a partir dos trabalhos realizados nas zonas libertadas, em sua manutenção e sustentabilidade, e fora dessas zonas, em atuações específicas, nas diferentes províncias de Angola. Argumento que um conjunto de mulheres anônimas, muitas delas camponesas, mantiveram uma “economia anticolonial”, buscando manter certa autonomia para a luta, independente da administração portuguesa. Em vista disso, acredito que elas devem ser consideradas “guerrilheiras” e não apenas “combatentes”, de modo a colocar em questão a secundarização a que foram relegadas pela historiografia e pelas narra tivas posteriores sobre a guerra de libertação

    Uma grande história de resistência e liberdade

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    Review of:FUNES, Eurípedes. Nasci nas matas, nunca tive senhor: história e memória dos mocambos do Baixo Amazonas. Fortaleza: Plebeu Gabinete de Leitura, 2022. 495 p.Resenha de:FUNES, Eurípedes. Nasci nas matas, nunca tive senhor: história e memória dos mocambos do Baixo Amazonas. Fortaleza: Plebeu Gabinete de Leitura, 2022. 495 p

    Tributo a um legado voltado ao futuro

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    Review of:VASCONCELOS, Pedro de Almeida. O universo conceitual de Milton Santos. Curitiba: Editora CRV. 2020. 216 p.Resenha de:VASCONCELOS, Pedro de Almeida. O universo conceitual de Milton Santos. Curitiba: Editora CRV. 2020. 216 p

    Banzeiro, rebojo

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    Review of:BRUM, Eliane. Banzeiro Òkòtó: uma viagem à Amazônia Centro do Mundo. São Paulo Companhia das Letras, 2021. 448pResenha de:BRUM, Eliane. Banzeiro Òkòtó: uma viagem à Amazônia Centro do Mundo. São Paulo Companhia das Letras, 2021. 448

    As disputas regionais no Brasil do ponto de vista de São Paulo

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    Review of:WEISTEIN, Bárbara. A cor da modernidade: a branquitude e a formação da identidade paulista. São Paulo: Edusp, 2022. 655 p.Resenha de:WEISTEIN, Bárbara. A cor da modernidade: a branquitude e a formação da identidade paulista. São Paulo: Edusp, 2022. 655 p

    O avesso da pele, o luto e a melancolia

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    Review of:TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. 192 p.Resenha de:TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. 192 p

    História das relações de gênero, história global e escravidão atlântica: sobre capitalismo racial e reprodução social

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    Bringing into connection the scholarship on social reproduction and racial capitalism shows that the global history of Atlantic slavery is a gendered story; and the gendered history of Atlantic slavery is a global story. Attending in particular to reproductive labor in all its forms, and to the centrality of gender relations to the transmission of property and status, enables greater understanding of Atlantic slavery as a critically important aspect of modern global history. Indeed, without attention to gender and specifically to reproductive work, the global history of Atlantic slavery will inevitably be partial and incomplete. The reproductive work of women in Africa, as well as in the Americas, should be understood as an integral part of the development of Atlantic slavery, and thus of racial capitalism.A conexão entre os estudos sobre reprodução social e capitalismo racial mostra que a história global da escravidão atlântica é uma história de gênero; e a história de gênero da escravidão atlântica é uma história global. Abordar particularmente o trabalho reprodutivo, em todas as suas formas, e a centralidade das relações de gênero na transmissão de propriedade e status possibilita uma maior compreensão da escravidão atlântica como um aspecto extremamente importante da história global moderna. De fato, sem atentar às relações de gênero e especificamente ao trabalho reprodutivo, a história global da escravidão atlântica será inevitavel mente parcial e incompleta. O trabalho reprodutivo das mulheres na África, assim como nas Américas, deve ser entendido como parte integrante do desenvolvimento da escravidão atlântica e, portanto, do capitalismo racial

    Rompendo com o mundo que Gilberto Freyre criou: convergências entre o movimento negro e anticolonial no processo de emancipação e crítica à hegemonia cultural

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    As a theoretical premise, the article starts from a transnational perspective to observe two phenomena and their interrelationships. First, we are interested in understanding, according to the international context of the emergence of human rights, the role of Gilberto Freyre and his theses in the rapprochement between Brazil and Portugal in the 1950s. At this point, we propose to intertwine studies on racial democracy and Lusotropicalism in favor of an interconnected understanding of these concepts and their interrelationships in the discursive reconfiguration of these two states. In a second moment,  understanding the process of cultural emancipation as a foundational stage of political organization and therefore the fight against racism and colonialism, we direct our gaze to the reception and criticism of Freyrian theses by voices in the Brazilian black movement and leaders of the anti-colonial struggle in Portugal.Como premissa teórica, o artigo parte de uma perspectiva transnacional para observar dois fenômenos e suas inter-relações. Primeiramente, nos interessa compreender, segundo a conjuntura internacional da emergência dos direitos humanos, o papel de Gilberto Freyre e suas teses na reaproximação entre Brasil e Portugal na década de 1950. Neste ponto, propomos entrecruzar os estudos sobre democracia racial e lusotropicalismo em prol de um entendimento interconectado desses conceitos e suas inter-relações na reconfiguração discursiva desses dois Estados. Em um segundo momento, entendendo o processo de emancipação cultural como estágio fundacional da organização política e do combate ao racismo e ao colonialismo, direcionamos nosso olhar à recepção e crítica das teses freyrianas por vozes do movimento negro brasileiro e lideranças da luta anticolonial em Portugal

    A Bahia como campo

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    Review of:SANSONE, Livio. Estação etnográfica Bahia: a construção transnacional dos Estudos Afro-brasileiros (1935-1967). Campinas: Editora da Unicamp, 2022. 317 p.Resenha de:SANSONE, Livio. Estação etnográfica Bahia: a construção transnacional dos Estudos Afro-brasileiros (1935-1967). Campinas: Editora da Unicamp, 2022. 317 p

    A busca por “um escravo [de] nome Laudelino”: possibilidades de fazer História entre a oralidade, o arquivo e a etnografia

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    This article deals with the research techniques and methods utilized in a study of a rural black community called Barra II, in the municipality of Morro do Chapéu, Bahia, Brazil; specifically, the attempt to trace an enslaved person named Laudelino. Using oral history, ethnography and archival research, it was possible to reconstruct the trajectory of Laudelino and other captives who joined free black people, forming extended families in the backlands of Bahia. The process of cross-referencing historical sources, driven by memories of slavery, reveals the particularities of slavery in this region, also showing black farmers forms of sociability and territorial occupation. New approaches on slavery and post-abolition in northeastern Brazil increasingly need to dialogue with black communities self-identified as quilombos, actively listening to them and valuing memory as a privileged source for historical reconstruction.Este artigo trata das técnicas e metodologias empregadas na pesquisa sobre a formação do quilombo Barra II, localizado no município de Morro do Chapéu, Chapada Diamantina, Bahia, a partir da busca por um escravizado chamado Laudelino. Utilizando a História Oral, a Etnografia e a pesquisa em arquivos, foi possível recuperar a trajetória de Laudelino e de outros cativos que se uniram a negros livres para a formação de famílias extensas no sertão baiano. O processo de cruzamento de fontes, conduzido pelas memórias do cativeiro, revela as peculiaridades da escravidão sertaneja, bem como as formas de sociabilidade e ocupação territorial dos lavradores negros desde a segunda metade do século XIX. As novas abordagens sobre a escravidão e o pós-abolição nos municípios brasileiros precisam, cada vez mais, dialogar com as comunidades negras rurais e quilombolas, escutá-las ativamente e valorar a memória enquanto fonte privilegiada para a reconstrução histórica

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