Estudos Bíblicos
Not a member yet
    700 research outputs found

    Maria Madalena: paradigma da missão das mulheres na Igreja

    No full text
    In 2016 Cardinal Robert Sarah, prefect of the Congregation for Divine Worship and the Discipline of the Sacraments in the Vatican, issued a decree in which, according to Pope Francisco will, it was established that the liturgical memory of Saint Mary Magdalene was elevated to liturgical feast. The festive celebration of the person as a saint, is another stage in a long process, in which her image has been constantly reframed. Starting from the 1st century (when she is inserted in the narratives of the Gospels), we realize that different stereotypes served to describe and define her. She was shaped according to convenience. Therefore, the Vatican decree, issued twenty centuries after the character’s first registration, instigates our reflection. It makes us think about the continuity, and relevance of the character’s presence in the ecclesiastical imaginary. From the analysis of this document, some questions can be raised: How the character was characterized during this long journey? What is the meaning and importance of this decree in the 21st century? Why is this character still considered a paradigm? The admission of Magdalene as a model of conduct for women, points to which changes, raises which expectations?No ano de 2016 o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, emitiu um decreto no qual, segundo a vontade do Papa Francisco, estabeleceu-se que a memória litúrgica da santa Maria Madalena fosse elevada a Festa. A celebração festiva da personagem como santa, é mais uma etapa de um longo processo, no qual sua imagem foi constantemente ressignificada. Partindo do século I (momento no qual é inserida nas narrativas dos Evangelhos) percebemos que estereótipos distintos serviram para descrevê-la e defini-la. Era moldada conforme a conveniência. Sendo assim, o decreto do Vaticano, emitido vinte séculos depois do primeiro registro da personagem, instiga nossa reflexão. Faz-nos pensar sobre a perenidade e relevância da presença da personagem no imaginário eclesiástico. A partir da análise desse documento, algumas questões podem ser fomentadas: Como a personagem foi caracterizada durante esse longo percurso? Qual o significado e importância desse decreto no século XXI? Por que essa personagem continua sendo considerada como paradigma? A admissão de Madalena como modelo de conduta para mulheres, aponta para quais mudanças, suscita quais expectativas

    “Até quando, Senhor?”: do grito de sofrimento à confiança no Senhor em tempos de crise e pandemia à luz do Salmo 13

    No full text
    Inserted in Book I of the Psalter (Ps 3–41), Ps 13 is an individual lamentation in which the psalmist presents all his suffering before the Lord, pleads, and, finally, expresses his trust in the Lord. The observation of syntactic, semantic and stylistic elements facilitates the determination of its structure in three sections: in the first (Ps 13.1-3), after the title (v. 1), the lament is presented (Ps 13.2-3), which is heard before the Lord through the repeated and emphatic question “how long, o Lord?”; in the second (Ps 13.4-5), the psalmist raises his plea (Ps 13.4abc) and expresses the motivation for this request for help (Ps 13.4d-5c); in the third (Ps 13.6), there is a declaration of trust and praise, given to the Lord, who works in his life. The elements of section II seem to mirror section I. And, in general, this Psalm, which is a model of the Psalms of lamentation, reveals the movement established in the life of the person praying: the cry for help and a situation of torment (Ps 13.2-3) towards the definitive exit from this state of deep crisis. In the end, feeling heard by the Lord, the psalmist raises his “hymn of praise” sung in brief words (Ps 13,6cd), but grounded in the safe and firm action of the Lord. For all these reasons, Ps 13 presents itself as an important path of prayer for the human being who lives in the midst of crises in this time of the pandemic.Inserido no Livro I do Saltério (Sl 3–41), o Sl 13 é uma lamentação individual na qual o salmista apresenta todo o seu sofrimento diante do Senhor, suplica e, por fim, manifesta a sua confiança no Senhor.  A observação dos elementos sintáticos, semânticos e estilísticos facilita a determinação da sua estrutura em três seções: na primeira (Sl 13,1-3), após o título (v. 1), é apresentado o lamento (v. 2-3), que se faz ouvir diante do Senhor por meio da repetida e enfática pergunta “até quando, Senhor?”; na segunda (Sl 13,4-5), o salmista eleva a sua súplica (v. 4abc) e manifesta a motivação deste pedido de ajuda (v. 4d-5c); na terceira (Sl 13,6), há a declaração de confiança e o louvor, prestado ao Senhor, que age em sua vida. Os elementos da seção II parecem espelhar a seção I. E, de modo geral, este Salmo, que é um modelo dos Salmos de lamentação, revela o movimento estabelecido na vida do orante: do grito de socorro e de uma situação de tormento (v. 2-3) rumo à saída definitiva deste estado de crise profunda. Ao final, sentindo-se ouvido pelo Senhor, o salmista eleva o seu “hino de louvor” cantado em breves palavras (v. 6cd), mas alicerçado na ação segura e firme do Senhor. Por todos estes motivos, o Sl 13 apresenta-se como um importante caminho de oração para o ser humano que vive em meio às crises neste tempo de pandemia

    Movimentos populares socioambientais: lugar teológico, outros lugares e perspectivas

    No full text
    O presente estudo não se detém sobre um determinado tema ou texto bíblico específico. Antes contempla os movimentos populares socioambientais, muitas vezes animados pela Palavra de Deus. Examina como surgem e se organizam tais movimentos em torno de interesses coletivos, como a defesa e promoção de uma vida digna do povo menos favorecido. Esses movimentos reúnem pessoas de diferentes Igrejas cristãs e de outras religiões ou os que se dizem ateus, todos unidos pelo objetivo comum do cuidado pela vida. Tais movimentos são um lugar teológico onde se promove e se exerce a cidadania

    Expediente - v. 36, n. 141 (2019)

    No full text
    Expediente, v. 36, n. 141 (2019)

    Editorial. Dossiê: Raízes do louvor bíblico

    No full text
    Editorial, v. 36, n. 141 (2019)

    Um decálogo para ler a Bíblia

    No full text
    O artigo elenca dez orientações – decálogo – para a leitura proveitosa da Bíblia. São apontados elementos relativos ao texto bíblico, as línguas bíblicas, gêneros literários, contextos das tradições, hermenêutica, métodos de interpretação e, por fim, a abertura para contínuas releituras, decorrentes da reserva inesgotável de sentido dos livros que compõem a Bíblia. Um ponto fundamental é a hermenêutica bíblica com espírito ecumênico posto em risco pelas leituras fundamentalistas e historicistas

    Apocalipse 12: A força dos pequenos. A mulher como grande sinal

    Get PDF
    Apocalipse significa revelação de uma mensagem até então velada. O livro se apresenta também como profecia, mensagem em nome de Deus, no gênero de visões e sonhos e num código que deixa o texto claro para os iniciados. A trama aponta não para o futurológico fim do mundo, mas para o fim do mal, na ótica do Cordeiro que, mesmo imolado, continua de pé. O cap. 12 é um ato em três cenas. 1) v. 1-6: a mulher frágil, na iminência do parto, enfrenta o dragão, que não mira a mulher senão o filho, que é arrebatado. A mulher não é arrebatada: a comunidade cristã continua sua luta. 2) v. 7-12: o anjo Miguel é o próprio Deus combatendo pelos seus, os que dão testemunho da fé. A batalha empreendida no Céu é símbolo da batalha empreendida na Terra pelos cristãos. 3) v. 13-18: segundo enfrentamento. A continuidade da perseguição atualiza a perenidade das hostilidades sofridas por quem não se curva às atrocidades do poder dominante. A lição: esperança em meio à tribulação. Os pequeninos, sujeitos à história, prosseguem sua luta, pois são fortes na fé. Não esperam uma intervenção de Deus, que os privilegie e lhes isente do sofrimento; apenas buscam sua força para pisar os falsos-astros

    Expediente - v. 37, n. 143 (2021)

    No full text
    Masthead, v. 37, n. 143 (2021).Expediente, v. 37, n. 143 (2021)

    Os símbolos de uma utopia paradisíaca em Is 11,1-9

    Get PDF
    Este artigo estuda e analisa exegeticamente uns dos textos mais emblemáticos e fascinantes da Bíblia. Trata-se da perícope de Is 11,1-9. Neste estudo, vemos a perícope como fonte de inspiração na luta contra aqueles que oprimem, subalternam, escravizam e dominam arbitrária e inescrupulosamente os fracos, os pobres, os desvalidos e os menos favorecidos, na esperança e aspiração do sonho de dias melhores, onde haverá justiça, retidão, equidade, segurança e paz

    A Palavra de Deus testada em terra estranha a trajetória do debar Yhvh no escrito dêutero-isaiânico

    Get PDF
    Os conceitos centrais do NT têm sua origem no AT e foram assumidos já na versão grega. Antes disso, no entanto, venceram um percurso considerável na história do pensamento do antigo Israel e do judaísmo incipiente. O conceito debar Yhvh (leia-se ’Adonai!), palavra de Deus em hebraico, foi ganhando densidade a partir da prática profética, mas foi fora da terra de origem que Israel o percebe indispensável para dar sobrevida à geração no exílio. O artigo procura refazer o percurso no escrito dêutero-isaiânico

    297

    full texts

    700

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Estudos Bíblicos
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇