Estudos Bíblicos
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    Jesus e a “estrangeira” em Mc 7,24-30

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    The Lord, as he is called by the syro-phoenician, is presented in the pericope of Mk 7:24-30 as the true stranger and even dependent upon the welcome of another. Among the places where Jesus was in his public life, acting against the forces of evil, stands out his passage through lands not intended to be spaces for the reception of the Messiah. In a relatively simple text, with the participation of a few characters, a liberating and enlightening dialogue is developed capable of showing the full opening of the message of God, which generates life, for the reception of those who are its recipients. However, this universality, characteristic of the message, sometimes runs up against human limits, particularly in its announcers, and becomes a source of oppression and exclusion of the different. Here dialogue is a determining factor so that the announcers of the message open themselves to the novelty of welcoming the other in order not to betray the first vocation of the Divine Word, the generation of the Good, of the Kingdom of God, and not of the evil of the “anti-kingdom”.O Senhor, como é chamado pela siro-fenícia, é apresentado na perícope de Mc 7,24-30 como o verdadeiro estrangeiro e até mesmo dependente da acolhida de outrem. Dentre os lugares em que Jesus esteve na sua vida pública, atuando contra as forças do mal, destaca-se a sua passagem por terras não destinadas a serem espaços de acolhida do Messias. Num texto relativamente simples, com atuação de poucos personagens, desenvolve-se o diálogo libertador e esclarecedor, capaz de fazer transparecer a abertura total da mensagem de Deus, geradora de vida, para a acolhida daqueles que são seus destinatários. Porém, esta universalidade, característica da mensagem, esbarra por vezes nos limites humanos, de modo particular nos seus anunciadores, e torna-se fonte de opressão e exclusão do diferente. Aqui, o diálogo é fator determinante para que os anunciadores da mensagem abram-se à novidade da acolhida do outro a fim de não trair a vocação primeira da Palavra Divina, a geração do Bem, do Reino de Deus, e não do mal do “antirreino”

    Editorial. Dossiê: Palavra de Deus e palavra dos homens: o poder da comunicação na Bíblia

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    Editorial, v. 33, n. 132 (2016)

    Jesus: sacerdote misericordioso e fiel (Hb 2,17)

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    Este artigo primeiramente analisa Hebreus como texto bíblico, na sua autoria, forma literária e conteúdo.  É o único documento do Novo Testamento que fala de Jesus como sacerdote e sumo sacerdote. Porém esses atributos de Jesus são sempre ligados à vida d´Ele antes da sua glorificação.  Embora outros textos bíblicos enfatizem a necessidade de um sacerdote ser puro e perfeito, Hebreus avança quando descreve Jesus como sacerdote “perfeito e misericordioso”.  Essa qualidade de misericórdia na vida de Jesus se manifesta primeiramente na sua solidariedade com as pessoas, especialmente os sofridos e pecadores.  O autor sugere que a raíz dessa prática de Jesus é a sua identificação com a espiritualidade e missão do “Servo do Senhor”, tão bem retratadas em Deutero-Isaías.  Conclui insistindo que nisso se acha a caraterística dos discípulos-missionários/as do Senhor hoje, que devem tornar visível o rosto misericordioso de Deus, especialmente aos pobres e pecadores, como insiste o Documento de Aparecida

    Qual é o nome dele?

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    Este artigo reflete sobre a experiência religiosa do povo de Israel, cujo Deus se manifesta sob diversos nomes, de acordo com cada momento histórico-cultural. A partir desta experiência entendem-se as manifestações de outras tradições culturais, como a dos indígenas e a dos afro-brasileiros com as diversas denominações a seus Deuses. A pertença a uma tradição religiosa é fundamental para a descoberta e manutenção da identidade original de cada grupo, o que confere sentido ao cotidiano da sua ida e o faz sentir-se protagonista da história e compromissado na construção de um novo mundo. O diálogo inter-religioso torna-se um caminho enriquecedor para a mútua aprendizagem e para assumi-lo em conjunto – a unidade na diversidade – o projeto de vida digna sem exclusão. Neste sentido, o êxodo israelita, como evento libertador de um povo, permanentemente celebrado, torna-se paradigma para todas as gerações e culturas, motivador da esperança militante. Será somente Iahweh, o nome divino revelado a Moisés, o único verdadeiro? Na Bíblia e nas diversas tradições culturais, encontramos outros nomes para a divindade: Elohim, Ruah, El Shaddai, Astarte, Ogum, Iemanjá, Iansã, Hã-Hã-Hãe... Afinal, qual é o nome Dele

    Expediente - v. 31, n. 123 (2014)

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    Expediente, v. 31, n. 123 (2014)

    Dilúvio na Bíblia: a violência humana e a nova ordem da natureza com justiça

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    The article presents the account of the flood and its reinterpretations throughout the Bible, as a proposal for the salvation of the earth and humanity. Both in the original report and in the other references, there is a rescue dimension, according to which human violence and the chaos of nature are overcome by the justice of a new order and a new covenant. Noteworthy is the character Noah who, with his family, represents the model of an upright and righteous person. The aim of the article is to enhance the positive aspect of the flood, in texts from the Old and New Testaments, with its reinterpretations to restore order in chaotic moments in history. Methodologically, the analysis starts from the account of the flood in the book of Genesis and selectively presents three texts from the Old and three texts from the New Testament, in which the same proposal of righteous order is reestablished. It is proposed, therefore, to overcome readings of the flood as punishment, in view of interpretations that value the peace covenant with respect to nature and universal justice.O artigo apresenta o relato do dilúvio e suas releituras ao longo da Bíblia, como proposta de salvação da terra e da humanidade. Tanto no relato original quanto nas demais referências, há uma dimensão de resgate, segundo a qual a violência humana e o caos da natureza são superados pela justiça de nova ordem e nova aliança. Destaca-se o personagem Noé que, com sua família, representa o modelo de pessoa íntegra e justa. O objetivo do artigo é valorizar o aspecto positivo do dilúvio, em textos do Antigo e do Novo Testamento, com suas reinterpretações para restabelecer a ordem em momentos caóticos da história. Metodologicamente, a análise parte do relato do dilúvio no livro do Gênesis e apresenta, seletivamente, três textos do Antigo e três textos do Novo Testamento, em que a mesma proposta de ordem justa se restabelece. Propõe-se, com isso, superar leituras do dilúvio como punição, em vista de interpretações que valorizem a aliança de paz com respeito à natureza e com justiça universa

    A Torre de Babel e a transmodernidade: confluências possíveis

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    The objective of this paper is to indicate some convergences between the context of meanings of the biblical account of the Tower of Babel in Gen 11, 1-9 and the philosophical concept of transmodernity. For this, a hermeneutics of the text of Genesis is applied, exploring its literary strategy marked by irony and its message of contesting the pretensions of standardization and centralization of Babel as a denial of the post-flood cosmic order marked by the imperatives of Genesis 9, 1: “Be fruitful, multiply and fill the earth”. To understand the concept of transmodernity, two articles by the Argentine philosopher Enrique Dussel are mobilized, who understand it as a decentralized postmodern critique, not referenced by modernity or by Europe, but built from the periphery of the world. Thus, interpreted from their references, the biblical account and the transmoderity find convergences through their appeals for plurality and diversity, as counterpoints to the totalitarian uniformity and centralization, characteristics both of Babel and of modernity.O objetivo desse artigo é indicar algumas convergências entre o horizonte de significados do relato bíblico da torre de Babel de Gn 11, 1-9 e o conceito filosófico de transmodernidade. Para isto, lança-se mão de uma hermenêutica do texto de Gênesis explorando sua estratégia literária marcada pela ironia e a sua mensagem de contestação das pretensões de uniformização e centralização de Babel como negação da ordem cósmica pós-dilúvica marcada pelos imperativos de Gn 9, 1: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei-a terra”. Para a compreensão do conceito de transmodernidade são mobilizados dois artigos do filósofo argentino Enrique Dussel o qual a compreende como crítica pós-moderna descentralizada, não referenciada pela modernidade ou pela Europa, mas tecida a partir da periferia do mundo. Assim, interpretados a partir de suas referências, o relato bíblico e a transmodernidade encontram convergências por meio de seus apelos por pluralidade e diversidade, como contrapontos à uniformização e à centralização totalitarizantes, características tanto de Babel e quanto da modernidade

    “Praças cheias de velhos e velhas e de meninos e meninas” (Zc 8,1-8): a longevidade e presença de Deus no espaço público

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    Zacarias 8,1-8 traz promessas de recomeço a partir do espaço público. A praça é o local por excelência da presença de Javé. A praça terá lugar para aqueles que eram impedidos de viver: velhos e velhas e meninos e meninas ocuparão seus espaços na nova cartografia de Jerusalém. Mas para tanto a própria cidade de Jerusalém precisará passar por uma profunda transformação a fim de se construir e constituir a partir da verdade e da justiça. Não mais a violência e a morte. Na praça se respira vida longa aos pobres

    Religião e formação de classes na antiga Judeia

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    Judeia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social, de autoria do alemão Hans G. Kippenberg, cuja primeira edição é de 1978. A edição brasileira é de 1988, baseada na segunda edição alemã ampliada de 1982. O livro procura relacionar o conteúdo das tradições religiosas judaicas com a vida social dos judeus. Duas tendências antagônicas, isto é, a de formação de classes sociais e aquela da solidariedade, formam dois complexos divergentes de tradição que fundamentam osconteúdos religiosos dos movimentos judaicos de resistência. O sistema de endividamento das famílias, especialmente camponesas, está na base desta análise. O sistema tributário imposto pelos helênicos e romanos acabou degenerando no crescente empobrecimento e escravização dos pequenos agricultores. O progresso social realizou-se contra as antigas tradiçõesda solidariedade. Enfim, o complexo tradicional rural-sacerdotal, sancionado por Neemias, como resistência à formação de classes, perdeu definitivamente sua força. Como reação, surgem os movimentos messiânicos e as revoltas, principalmente as dos Macabeus em 167-142 aC; a guerra de 66-73 dC; e a revolta de Bar Kosiba em 132-135 dC. Foi a tradição religiosa que serviu como elemento crítico face às situações novas criadas pela helenização, fazendo da salvação o direito dos oprimidos

    O plano de Deus a partir dos relatos da criação: perspectivas teológico-pastorais

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    Este artigo quer analisar os relatos da criação (Gn 1 e 2), procurando compreender o que a Sagrada Escritura quer dizer, iniciando com os mesmos. Os textos são distintos, apresentam uma linguagem figurada e são provenientes de épocas e contextos diferentes. Em suas origens, cada texto tinha por objetivo responder às indagações de seu contexto. Como abertura da Sagrada Escritura, descrevendo poeticamente um acontecimento originário, apresentam o plano de Deus, apontando o que é essencial paraa vida e as relações humanas. Nada tem valor maior que a vida humana. Esta, por sua vez, é fruto de um conjunto de relações

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