Estudos Bíblicos
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O Catecumenato e a Palavra de Deus
A experiência de fé é fruto da convivência humana, escuta atenta e abertura pessoal ao transcendente. A convivência humana se dá ao longo da história, no desenvolvimento das diferentes culturas e na relação de homens e mulheres envolvidos na ânsia de defender suas vidas diante dos perigos naturais que tornam mais próxima a realidade da morte. Pela escuta atenta, os seres humanos possuem a capacidade de reconhecerem-se mutuamente como membros de uma comunidade onde o mínimo para sua sobrevivência está pautado na escolha entre a fraternidade e o egoísmo, entre a liberdade e o domínio opressor. A fé, experiência pessoal e comunitária, é a disposição interna de acreditar em novas possibilidades de vida e superação ante o mal que aflige. Esta experiência é passível de transmissão e, além disso, de ser educada, por meio de um método, o Catecumenato, a partir dos relatos da Palavra de Deus
Palavra de esperança: reflexões a partir da Verbum Domini
Este artigo consiste num comentário da terceira parte da Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Verbum Domini”. O autor expõe sinteticamente a estrutura geral do documento para, em seguida, refletir sobre o que está contido na última parte intitulada de Verbum Mundo, referindo-se à missão da Igreja como anunciadora da Palavra de Deus ao mundo. Constitui-se em Palavra de esperança, relacionada ao compromisso social no empenho de promoção dos direitos humanos, de liberdade, de reconciliação e de fraternidade universal
Ambição: o mal que ameaça a comunidade (Mc 10,35-45)
We intend with this article to identify the presence of evil in the Christian community, manifested in the ambition of the disciples from the passage Mark 10:35-45. As Jesus walked with the Twelve to Jerusalem, having already announced the passion three times, the disciples remained indifferent to his teaching and fed false ideas of power and prestige in the light of the existing models. The consequences of this incomprehension of an authority exercised by the service, as Jesus wanted, results in the division of the community, creating a climate of rivalry among the disciples. With this Jesus intervenes, to catechize them again, and thus combating the evil ingrained in them, presenting the availability to serve as a credential for being his follower.Pretendemos com o presente artigo identificar a presença do mal na comunidade cristã, manifestado na ambição dos discípulos a partir da perícope Mc 10,35-45. Enquanto Jesus caminhava com os Doze para Jerusalém, tendo já anunciado a paixão por três vezes, os discípulos continuavam indiferentes ao seu ensinamento e alimentavam falsas ideias de poder e prestígio, à luz dos modelos vigentes. As consequências dessa incompreensão de uma autoridade exercida pelo serviço, como quis Jesus, resulta na divisão da comunidade, criando um clima de rivalidade entre os discípulos. Com isso Jesus intervém, catequizando-os novamente, e assim combatendo o mal entranhado neles, apresentando a disponibilidade ao serviço como credencial para o seu seguimento
Jesus em confronto com as forças do mal no templo de Jerusalém: um olhar a partir de Mc 11,15-19
One of Jesus’ most daring actions against the forces of evil is his intervention by moving out the sellers from the Jerusalem Temple. Undoubtedly, this is a very important episode for understanding the messianic action of Jesus. Proof of this is that the narrative is present in the four Gospels. Why would Jesus have acted with such ethical indignation? What evil forces were being denounced with this symbolic gesture? In search of these answers, from Mk 11:15-19, we seek to understand the reach of the Good News of Jesus.Uma das ações mais ousadas de Jesus contra as forças do mal é sua intervenção expulsando os vendedores do Templo de Jerusalém. Sem dúvida, trata-se de um episódio muito importante para a compreensão da ação messiânica de Jesus. Prova disso é que a narrativa está presente nos quatro evangelhos. Por que Jesus teria agido com tamanha indignação ética? Que forças maléficas estavam sendo denunciadas com esse gesto simbólico? Em busca dessas respostas, a partir de Mc 11,15-19, procuramos compreender o alcance da Boa-nova de Jesus
Amor de Deus pelo estrangeiro
O amor de Deus pelo estrangeiro é único no livro do Deuteronômio e incomum no Antigo Testamento. E, além disso, o terceiro mandamento do decálogo prescreve que o estrangeiro deve repousar no sábado como qualquer israelita repousa neste dia. Ele não pode ser obrigado a realizar trabalhos para os israelitas enquanto eles repousam neste sétimo dia. Nas leis complementares, que atualizam e concretizam este princípio orientador e norteador do decálogo, encontram-se sete leis que são um verdadeiro conjunto de prescrições de promoção e assistência social do estrangeiro. Deste modo ele não figura entre os grupos sociais pobres da sociedade israelita nos séculos VII e VI a.C. O amor de Deus e dos israelitas pelo estrangeiro inauguram a sociedade nova e alternativa de igualdade e solidariedade, sem empobrecidos e excluídos
Ecosofia: Olhar os pássaros e aprender com os lírios em busca de nosso lugar na comunidade da Vida. Uma leitura orante de Mt 6,24-34
O século XXI traz a marca das grandes catástrofes, tanto ambientais quanto sociais, herança do “desenvolvimento” e do progresso”, resultado da “grande aceleração” no uso de bens da natureza nestes tempos de capitalismo globalizado. Avaliar de que forma leituras da mensagem bíblica e cristã se vinculam às bases da ciência e da economia que abalam as condições de Vida no planeta é indispensável. No entanto, é ainda mais importante, a partir deste primeiro passo, gerar elementos de conversão que nos indiquem formas alternativas de habitar o planeta. A Encíclica Laudato Si’ inspira um movimento importante no reposicionamento da Igreja Católica, e fortalece propostas que diversos teólogos e teólogas vêm desenvolvendo na Ecoteologia. Neste artigo propomos uma leitura ecosófica de Mt 6,24-34. Reinterpretar, reler, converter em busca de nosso lugar na comunidade da Vida. Este é o convite do artigo
Jesus pratica a misericórdia diante de uma mulher pecadora (Jo 7,53–8,11)
Este artigo apresenta um breve comentário sobre a perícope da mulher adúltera do Evangelho de João. Apesar da dificuldade em explicar a origem da narrativa, trata-se de um bonito e profundo texto que contrapõe a interpretação da Lei pelos escribas e fariseus e a práxis libertadora do verdadeiro mestre Jesus. Enquanto os primeiros utilizam-se da Lei de Moisés para condenar a morte uma mulher flagrada em pecado de adultério, Jesus em sua práxis salvadora provoca nos acusadores um exame de suas próprias consciências e ensina que a Lei não é para a morte, mas ela existe para a promoção da vida! Jesus é mestre que vê a condição de pecado, não condena e dá possibilidade de vida nova. Deste modo, a perícope tem traços de “minievangelho” porque contêm o cerne do ensinamento cristão: a misericórdia e libertação
Culto desagradável a Deus: a denúncia profética da falsa religião em Is 1,10-20
O estudo de Is 1,10-20 tem como objetivo explicitar a denúncia profética do culto que não agrada a Deus. A reflexão parte da identificação dos personagens da perícope isaiana – Deus e seus adoradores – e suas relações, para mostrar como, na Bíblia, religião e ética se interligam. Culto sem ética é culto vazio, portanto, Deus não o aceita, embora possa impressionar pela imponência. O culto verdadeiro exige conversão dos adoradores. A conversão, nesse caso, acontece como prática do direito e da justiça, no trato como os mais fracos da sociedade. O profeta alude à paciência divina com os falsos adoradores, na esperança de mudarem de vida e se tornarem aptos para o culto agradável a Deus, iniciado com a misericórdia em favor dos irmãos fragilizados
Editorial. Dossiê: Tradução da bíblia: ferramentas, desafios e violências
Editorial, v. 33, n. 131 (2016)
Editorial. Dossiê: Idolatria: a questão ter ou não ter imagens?
Editorial, v. 31, n. 124 (2014)