Estudos Bíblicos
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A terra está de luto e seus habitantes murcham (Oséias 4,1-3) – uma profecia que mostra a relação entre humanidade e natureza
A arte de humanizar-se: uma releitura de Gn 2,4b-25
O objetivo deste artigo é elucidar o Projeto de Deus a respeito do ser humano e sua relação existencial segundo o relato Javista da Criação (Gn 2,4b-25), e a resposta cristã ao sentido da existência e à liberdade humana. O ser humano, criatura de Deus, tem luzes e sombras, possibilidades e limites. Suas relações existenciais são necessárias no processo de sua autoconsciência e de sua humanização. Apesar das suas ambiguidades, a bênção do Criador permanece com ele; sua misericórdia o acompanha
Reflexões sobre Jó: falar de Deus e ter experiência de Deus
O livro de Jó entrou em choque com a teologia deuteronomista dominante no pós-exílio. Em questão estava a doutrina da retribuição, dos bons e dos maus. A destruição do Reino de Israel e de Judá foi interpretada como justa punição divina pelas infidelidades cometidas contra a aliança de Deus com seu povo no Sinai. Durante o exílio cresceu a consciência de que observância da Lei traz as bênçãos divinas ou a felicidade, e a desobediência causa as maldições, o sofrimento. Neste contexto, o presente estudo pretende acompanhar Jó em seu processo de transformação, que pelo sofrimento o leva à conversão, da justiça baseada na observância da Lei para a gratuidade do amor de Deus. Nesse processo de conversão delineia-se um caminho de espiritualidade que vamos acompanhar
A pandemia e os impactos na evangelização: será preciso refundar a Igreja?
A pandemia, com o Covid-19, degenerou as relações tradicionais de Igreja, culto e presença. As igrejas já contavam com muitos que não frequentavam mais os templos e as cerimônias religiosas, especialmente entre as novas gerações. O que farão os padres depois da pandemia? Irão eles reaprender os caminhos da evangelização dos tempos apostólicos? O discipulado é uma aliança entre o Mestre e seus seguidores. Será que muitas igrejas se tornarão museus ou espaços para turismo cultural
Memória e gratidão: reformas no entendimento de quem se recusa a perder a esperança (Lm 3)
O presente artigo traz o tema da gratidão em perspectiva de mulheres. Analisa o livro de Lamentações em sua estrutura literária e redacional, discute a hipótese de autoria feminina dos poemas. Fazendo o recorte sobre o capítulo 3, explora a centralidade da gratidão em meio a sítios militares e devastações. Dá voz às mulheres que pranteiam, como a viúva e a carpideira. Apresenta a lógica da gratidão como produção de encantamento e desconstrução da ira divina. Propõe uma reforma no entendimento para sobrevivência em tempos de crise, para se escolher aquilo que se deve lembrar e aquilo que se deve esquecer
A morte dos deuses no Salmo 82: o discurso religioso como caminho de opressão ou libertação
Este artigo visa a investigação do Salmo 82: a frequência das palavras “elohim” e a quem essas repetições se referem? O que é a assembleia divina? Quem são os deuses? As motivações desse Salmo, e o que ele representa como virada na concepção religiosa sobre Javé, também farão parte de nossa análise. Tendo como preocupação as formas antagônicas com que a religião pode se apresentar (libertação ou opressão), este trabalho visa apresentar, também, uma denúncia, tal qual a do Salmo. Onde a face exploradora da religião precisa, como os deuses do Salmo 82, ser aniquilada
Editorial. Dossiê: Cuidar da vida
Presentation, v. 37, n. 143 (2021).Editorial, v. 37, n. 143 (2021)
Violência e misericórdia nos Profetas Bíblicos dos séculos VIII e VII a.C.
A Palestina é um corredor natural de ligação entre os continentes da África, Ásia e Europa. Era uma região cobiçada e disputada pelos impérios do Antigo Oriente Médio. O domínio sobre este corredor significava o controle do comércio e das riquezas que por ali fluíam. O objetivo deste pequeno estudo é mostrar como os profetas dos séculos VIII e VII a.C., de Israel e Judá, se posicionaram frente ao sofrimento do povo causado pelas injustiças internas e, agravado, pela crueldade e violência da invasão da Assíria e da Babilônia