Estudos Bíblicos
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A “pegada ecológica” dos Impérios do Médio Oriente nas denúncias proféticas
O ser humano sempre disputou o espaço vital, o seu ambiente, com outros seres vivos. Esta disputa tornou-se mais acirrada com a evolução da agricultura e o surgimento das cidades e dos impérios. Esta disputa deixou marcas na natureza, hoje verificáveis por meios científicos. O presente estudo procura encontrar, sobretudo, nos textos das críticas proféticas aos impérios e monarquias do antigo Médio Oriente as marcas desta disputa, hoje chamada “pegada ecológica”
Editorial. Dossiê: Textos bíblicos, frutos de experiências transformadoras e a memória de Milton Schwantes
Editorial, v. 29, n. 114 (2012)
Misericórdia quero! Uma ética do cuidado a partir das entranhas
A misericórdia é uma das características marcantes e distintivas do sentir e do agir de Deus na história da humanidade, que busca e realiza transformações profundas em quem age e em quem é favorecido por esta ação. O artigo apresenta esta característica com base em textos da Bíblia cristã e busca elucidar e motivar uma ética do cuidado eficiente. Tem também por objetivo perceber o ‘como’ desta ação misericordiosa de Deus e das pessoas, argumentando em favor de uma sinergia da ação misericordiosa de quemcrê em Deus no seguimento e no discipulado: Deus continua agindo compaixão por meio de pessoas que se deixam tocar por sua misericordiosa e transformadora ação
Gálatas: Discurso e realidade: elementos de uma leitura conflitual
A Carta aos Gálatas, de autoria paulina, aborda uma problemática urgente e definitiva para as primeiras comunidades cristãs. Gerado no ventre judaico, o segmento de Jesus tinha que optar pela sua autonomia ou pela vinculação ao judaísmo oficial. Desligando-se da matriz que o gerou, corria o sério risco de perder os privilégios político-sociais que o cercariam e, mais ainda, colocar-se sob o signo da ameaça imperial. Entre Israel e Jesus estava Roma. Paulo, nessa missiva, assume a causa da liberdade definitiva, quebrando os paradigmaschave que porventura prendiam o movimento de Jesus à sua matriz judaica. Sem os grilhões da circuncisão, sem a lei do puro/impuro, sem a vigilância da Torá deveriam os cristãos caminhar na dispensação da graça. Tal liberdade, em Paulo, ganha impulso universalista: no novo Reino não perduram classificações de gênero e etnia, mas todos são iguais perante Deus
Paz – shalom – eirene – py’a guapy: em busca de uma terra sem violência e sem males
No contexto da homenagem a pessoas que lutam pela paz, o artigo examina criticamente alguns conceitos veterotestamentários de “paz” e “guerra”, em particular traços violentos do imaginário em torno de Yahweh que determinam até hoje nossa pastoral e espiritualidade. A seguir apresenta três conceitos alternativos que podem ajudar a construir uma imagem mais pacífica da divindadee viver a mística dela: a crítica feminista libertadora, a religiosidade guarani e a espiritualidade quaker
Entre pazes, violências e esperanças: o lamento de Jesus sobre Jerusalém – impactos no Belo Monte de Antonio Conselheiro
O artigo interessa-se por Lc 19,41-44, passagem que atribui a Jesus um anúncio, em forma de lamento sobre o triste destino de Jerusalém. Mas principalmente considera leituras que dessa passagem se fizeram em momentos da história do cristianismo, por figuras tão distantes e díspares como Orígenes, no século III e frei João Evangelista de Monte Marciano e Antonio Conselheiro, no século XIX do sertão brasileiro de fins do século XIX
Jesus cura no caminho: traços de uma antropologia da saúde no evangelho de Marcos
O evangelho de Marcos, no qual, nas entrelinhas de uma cristologia, percebe-se os traços de uma antropologia, nos mostra um Jesus pés no chão, em contato direto com as pessoas excluídas da sociedade de sua época. Na segunda parte do evangelho, a partir do capítulo 8, na viagem para Jerusalém, o destaque é o “caminho”, ao longo do qual Jesus explica aos discípulos suaação libertadora no meio dos pobres e desvalidos de seu tempo. E, no caminho, Jesus cura e liberta. Tal prática de Jesus inspira o Grupo de Peregrinas e Peregrinos do Nordeste (GPPN) que programam caminhadas ao encontro do povo brasileiro sofrido, em situações diversas, continuando o caminho de Jesus, curando pela solidariedade e serviço aos mais pobres de nossa sociedade.Assim foi a peregrinação de julho de 2011, posta em foco neste artigo, na 4ª parte, “A cura no caminho, hoje”