Estudos Bíblicos
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    A boa-nova que tudo renova: um olhar a partir de Jesus

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    O presente artigo versa sobre a simbolização da resistência política presente em Ap 17,1-18. Nesse sentido, busca-se analisar as relações entre o conjunto de símbolos utilizados no texto e a resistência política das comunidades cristãs diante da opressão do Império Romano no alvorecer do cristianismo. A partir de uma metodologia de natureza bibliográfica, o presente trabalho fomenta uma reflexão crítica entre o texto e o contexto do Apocalipse enquanto literatura engajada diante da oposição a condiçõesopressoras às quais muitas comunidades cristãs estavam submetidas. Está dividido em duas partes: o Apocalipse em seu contexto sociopolítico e análise hermenêutica de Ap 17,1-18 a partir do uso de símbolos no texto em questão como resistência política

    Ecologia humana em Babel

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    A história da Torre de Babel é uma das histórias mais conhecidas do Antigo Testamento. Nas diferentes tradições religiosas, em especial na judaica e cristã, a história da confusão de línguas tem o seu lugar. Portanto, não há cristão ou judeu que não conheça esta história. Porém, a história narrada em Gênesis 11,1-9 não chama atenção somente por ser conhecida no universo religioso ou mesmo fora dele. O que mais impressiona é a maneira como o texto do livro de Gênesis é lido e interpretado. Na leitura e interpretação tem havido uma perspectiva hegemônica ao longo de praticamente toda história cristã. Nesta visão, a narrativa é fundamentalmente expressão de castigo. O presente estudo tem o objetivo de investigar a origem da leitura e a interpretação hegemônica de Gênesis 11,1-9. Através de uma revisão bibliográfica e do estudo exegético, propõe alternativas de interpretação da passagem. Além disso, resgata elementos do texto que subsidiam a discussão da ecologia humana hoje

    A teologia do puro e do impuro como representação de controle social

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    The post-exile period produced a different understanding of what should be considered pure and impure. Those who returned from the Babylonian exile, aiming to intensify the exercise of political and economic power, reorganized the concepts of pure and impure as a representation of social control. In this sense, the religious discourse becomes a form of power, capable of reorganizing the social space in such a way that the pure can be equated with those in the center and the impure with those on the periphery, terms used to explain the social dynamic that is created around the concepts of holiness and impurity.Operíodo denominado de pós-exílio produzirá uma compreensão diferente a respeito do que deveria ser considerado puro e impuro. Aqueles que retornaram do exílio da Babilônia, com o objetivo de intensificar o exercício do poder político e econômico, reorganizaram os conceitos de puro e impuro como uma representação de controle social. Nesse sentido, o discurso religioso se torna uma forma de poder, capaz de reorganizar o espaço social de modo que os puros possam ser equipados aos que estão no centro e os impuros aos que estão na periferia, termos utilizados para explicar a dinâmica social que se cria ao redor dos conceitos de santidade e impureza

    Apocalíptica no Evangelho de Marcos e uma lembrança do Milton

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    O Evangelho de Marcos foi escrito pelos anos 70 dC. Duas situações, na conjuntura mundial, estão por trás da elaboração do texto final: a crise no centro do Império Romano, onde, em um ano e meio, foram assassinados quatro imperadores e a destruição total da nação Israel, com seu templo e todas as grandes instituições. Os cristãos estavam anunciando o Evangelho nesse tempo cheio de tensões e conflitos. Era necessário proclamar o Reino de Deus (Mc 1,15)

    Editorial. Dossiê: Bíblia: uma Paideia libertadora

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    Editorial, v. 29, n. 113 (2012)

    Jesus, caminho e ensinamento de Deus

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    O autor faz uma análise da relação/distinção entre a paideia grega e a Torá hebraica. Por Torá não se deve compreender, por primeiro, “lei”, mas “instrução, ensino”. Ela era aberta a todos, era uma instrução prática para uma vida sadia e feliz. Enquanto que a paideia grega era mais direcionada aos “cidadãos”, preparando-os para a vida na pólis. No entanto, mesmo na Grécia, percebeu-se a ligação que existe entre lei e sabedoria. Averdadeira sabedoria, para Israel, é uma vida segundo a Vontade de Deus. Jesus, também, se mostrará como “caminho, verdade e vida”. Ele é a halaká, o modo de proceder que conduz a Deus. Jesus é a sabedoria e a pedagogia de Deus, referência última de nossa vida

    Aprendendo com a Bíblia a arte de bem-viver

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    Em tempos pós-modernos, com crises econômicas, políticas, culturais e ecológicas, os cristãos são desafiados a manter viva sua identidade a partir do mistério de Cristo. As autoras procuram demonstrar que a proposta cristã é um caminho válido para a arte do bem-viver. Desejar a felicidade e evitar o sofrimento sempre foram aspirações humanas em todas as culturas. Aprender a arte de bem-viver com a Bíblia implica em aprender de Jesus e com Jesus o amor íntegro e incondicional a Deus e ao próximo. Seguir Jesus é humanizar-se

    “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46): aprendendo a derrotar o Mal

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    O artigo pretende observar a pedagogia de Jesus em momentos decisivos da vida humana, quando o ser humano se sente abandonado e coberto de males. O foco recai sobre a questão da indiferença e do abandono. A autora coloca em paralelo as versões do escritor José Saramago, em O Evangelho segundo Jesus Cristo e o cineasta Wim Wenders, com sua película Alice nas Cidades e a passagem do evangelho de Mateus sobre o grito de Jesus na cruz.Omundo de hoje, de diversos modos, sente o abandono de Deus. Conclui-se que um suposto abandono pode pender para o bem. No sofrimento é possível não ser patético, mas evitar a indiferença, olhar para o outro e caminhar junto. É o que demonstra, na prática, Jesus ao colocar-se no lugar dos seus semelhantes, experimentando, em sua vida e na cruz, a condição de toda a humanidade

    "Cuando tenga la tierra": os desterrados, brava gente, enfrentando o latifúndio

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    Starting from the conflictive situation of the landless peasants in their historical struggle to reconquer the expropriated territories, looking for light and strength, we will revisit the Word of God (in the accounts of Gen, Dan and Jt) alive and palpable in the conflicts as a key to biblical reading. Our political-pastoral journey involves conflicts, tensions. The temptation is to reduce conflict into disharmony, imbalance and death. But no! Confronting conflict is a bright ray in the dark night we are going through and that requires us to respond to inequality, violence, abuse, control of body-territories. Our lexicon and our pronouncement are based on the conflict between the Bible and the hermeneutic field/social place that assumes the conflictive horizon of territorial struggles, of the just and legitimate claims for land, its materiality and historicity, mystical, ultimate motivations. The article is inscribed in the (ins)urgent task and permanent exercise of analysis of the reality of the oppressed classes and also wants to be a critical intervention/militancy for another world, without the fences and walls of the latifundium.Partiendo de la situación conflictiva de los campesinos sin tierra en su lucha histórica por reconquistar los territorios expropiados, buscando luz y fuerza, revisaremos la Palabra de Dios (en los relatos de Gen, Dan y Jt) viva y tangible en los conflictos como clave de lectura bíblica. Nuestro camino político-pastoral implica conflictos, tensiones. La tentación es reducir el conflicto a desarmonía, desequilibrio y muerte. ¡Pero no! El enfrentamiento al conflicto es un rayo luminoso en la noche oscura que atravesamos y que nos exige responder `a la desigualdad, a la violencia, al abuso, al control de los cuerpos-territorios. Partindo da situação conflituosa dos camponeses sem-terra na luta histórica para reconquistar os territórios expropriados, buscando luzes e forças, revisitaremos a Palavra de Deus (nos relatos de Gn, Dn e Jt) viva e palpável nos conflitos como chave de leitura bíblica. Nossa caminhada político-pastoral envolve tensões e conflitos. A tentação é a de reduzir o conflito a desarmonia, desequilíbrio e morte. Mas não! O enfrentamento ao conflito é um raio luminoso na noite escura pela qual atravessamos e que nos exige uma resposta à desigualdade, violência, abuso, controle de corpos-territórios. Nosso léxico e nossa pronúncia estão assentados no conflito entre a Bíblia e o campo/lugar social hermenêutico que assume o conflitivo horizonte das lutas territoriais, das reivindicações justas e legítimas por terra, sua materialidade e historicidade, mística, motivações últimas. O artigo se inscreve na (ins)urgente tarefa e exercício permanentes de análise da realidade das classes oprimidas e quer ser também intervenção crítica/militância por outro mundo, sem as cercas e muralhas do latifúndio

    Expediente - v. 28, n. 111 (2011)

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    Expediente - v. 28, n. 111 (2011)

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