Estudos Bíblicos
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Expediente. Dossiê: Contribuições para o Estudo da Bíblia - 25 anos
Expediente, v. 26, n. 100 (2008)
Salmo 38: um grito de socorro
Psalm 38 describes a drama of a faithful Jew. He shared his problems in a family celebration. His main complaint is about his physical illness. Also, he spoke that he is missing his friends, and about his own sins. The hard physical limitations hinder him from achieving happiness. However, he trusted in God. The suffering of the complainer offers a good opportunity to exercise pastoral care.Entre as lamentações incluídas no Saltério, o Salmo 38 mostra o drama de um fiel javista que expõe seus problemas pessoais, no culto doméstico. Seu principal lamento diz respeito à sua enfermidade física, porém ele o estende à fuga dos amigos e suas próprias faltas. Apesar das duras limitações que o impedem de ter uma vida feliz, ele se revela uma pessoa confiante na resposta de Deus. O lamento desse salmista possibilita o exercício do cuidado pastoral
As “Feras” do Apocalipse 13: as imagens do poder e o poder das imagens
O Apocalipse é uma obra literária com capacidade para instigar uma leitura teológica contemporânea dos percalços históricos enfrentados pela Igreja, em especial, e pelas pessoas vitimadas pelas diversas formas de desempoderamento e consequente desumanização. Enfocar o capítulo 13 permite observar, através da trama arquitetada entre as “Feras” e o “Dragão”, como o jogo das “imagens” e “símbolos” pode se prestar ao aniquilamento da diversidade das culturas, valores e ideias humanas. Entende-se o Apocalipse e sua forma literária. Segue-se a compreensão da sua estrutura elementar. Compreende-se os aspectos fundamentais dostermos “poder” e “imagem”. Propõe-se que o critério de discernimento apresentado pelo texto subsidie leituras atualizadas e críticas das formas de violência contra os setores desconsiderados das sociedades modernas
“Felizes somos nós, Israel, pois aquilo que agrada a Deus a nós foi revelado” (Br 4,4)
O presente texto tem o objetivo de convidar o leitor a fazer uma leitura do Livro de Baruc que chegou até nós graças à versão grega da Septuaginta. O livro tem o mérito de conservar o sentimento religioso dos israelitas dispersos pelo mundo todo após a ruína de Jerusalém e a perda de quase todas as suas instituições. Mostra como eles conservaram viva a consciência de ser um povo adorador do verdadeiro Deus. A mensagem de Baruc estimulou o povo de Israel e nos estimula, também hoje, a ter sempre uma firme confiança na Palavra de Deus, pois ela é convite à liberdade e à fraternidade
Desejo de poder opressor e desejo de riqueza: ídolos a expulsar da “casa” e do “caminho”
the adversary of the Kingdom of God, fuel the desires of power and wealth in humanity. In a society tempted by Satan, power becomes oppressive and wealth becomes unfair. Jesus confronts these forces of evil even within the group of people who are closest to him and who follow his way. The desire to occupy the best places and to be the greatest among the others always turned up among the disciples of Jesus, who had to be warned against the worldly interests they carried. Service and sharing are not only alternatives to power and possession, but the only humanizing way of living our power of being.As forças do mal, que se manifestam em diversos momentos e lugares pela ação do adversário do Reino de Deus, alimentam os desejos de poder e de riqueza na humanidade. O poder torna-se opressor e a riqueza injusta numa sociedade tentada por satanás. Jesus confronta-se com essas forças do mal até mesmo dentro do grupo de pessoas que lhe são mais próximas e que seguem o seu caminho. O desejo de ocupar os melhores lugares e ser o maior entre os demais sempre aflorou no meio dos discípulos e discípulas de Jesus, que tiveram de ser advertidos contra os interesses mundanos que carregavam. Serviço e partilha não são apenas alternativas ao poder e à posse, mas a única maneira humanizante de viver nossa potência de ser
A “aliança com toda a carne”: perspectivas ecológicas na narrativa do dilúvio
Uma leitura “ecológica” da narrativa do dilúvio – sobretudo, do seu final, no capítulo 9 de Gênesis, quando Deus celebra uma “aliança com toda a carne”, isto é, com todas as suas criaturas –, em comparação com o poema da criação, em Gn 1, é a proposta do presente artigo. São explicitadas muitas inter-relações entre esses dois textos do Gênesis, principalmente, a presença dos mesmos elementos da natureza. Nesse contexto, ganha especial sentido ecológico a aliança selada entre Deus e sua criação, revelando que, ao invés de uma história de destruição e morte, o dilúvio é regenerativo para toda a criação, pois esta tem a oportunidade de um novo começo, passando do caos ao cosmo. Os humanos somos chamados a compartilhar a responsabilidade pela salvaguarda da paz na criação, pois Deus “pedirá contas do sangue”, isto é, da vida