Estudos Bíblicos
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    Expediente - v. 33, n. 131 (2016)

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    Expediente, v. 33, n. 131 (2016)

    A metáfora da propiciação na Primeira Carta de João

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    Coloca-se a questão da interpretação da terminologia de sacrifício e vítima de propiciação aplicada a Jesus na 1ª Carta de João, muitas vezes entendida num sentido quase mecanicista de apagamento dos pecados pelo sangue de Jesus ou, pior, num sentido de uma exigência de pagamento sangrento por parte de Deus. Diante disso propõe-se uma exegese dos textos de 1Jo 2,12 e 1Jo 4,7-10, considerando o contexto do escrito. Depois, faz‑se uma dupla abordagem semântica, primeiro, levando em consideração o contexto e a linguagem dos sacrifícios do Antigo Testamento; segundo, o uso dessa terminologia em João (e em Paulo/Hebreus). No fim conclui-se que se trata de uma metáfora fundamental, impossível de excluir da teologia e da catequese bíblicas, mas que deve ser explicada como metáfora ao público de nossas comunidades

    Reino de Deus e reinos terrenos: algumas traduções controvertidas em textos politicamente relevantes do NT

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    Reino de Deus e reinos terrenos: algumas traduções controvertidas em textos politicamente relevantes do Novo Testamento. O artigo examina as diferentes traduções propostas para a expressão “reino de Deus” e para dois textos politicamente relevantes do NT: Mc 10,42-45 e Jo 18,36. Constata-se que as versões bíblicas correntes nem sempre traduzem certos termos com a precisão e originalidade aos quais fazem jus

    Bíblia e mística: pista para uma espiritualidade integral

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    O texto desenvolve uma reflexão sobre a mística bíblica como fonte de renovação da mística cristã, propondo pistas para uma espiritualidade integral, que se desenvolve através de uma experiência religiosa que produz autoconhecimento num nível mais profundo como um sentimento de criatura e uma consciência da alteridade, aprofundando-se por meio de uma concepção integral de ser humano e da existência como um todo

    A espiritualidade e a mística de Jesus: um olhar a partir dos Evangelhos

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    O presente artigo tem como objetivo apresentar aspectos da espiritualidade e da mística de Jesus, conforme se percebe nas entrelinhas dos Evangelhos Sinóticos e, de modo especial, no Evangelho segundo Marcos. O texto marcano expõe para o leitor as ações e os ensinamentos de um homem que, ao viver a essência da espiritualidade judaica, cultivou uma mística de profunda intimidade amorosa com Deus, que se expressou substancialmente por meio da compaixão solidária para com as pessoas que sofrem todo tipo de doenças físicas e mentais, decorrentes em grande parte do empobrecido contexto socioeconômico da Galileia, na primeira metade do século I, sob domínio do Império Romano

    Salmo 120: o lamento de um pastor marginalizado

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    O Salmo 120 abre a coleção Cânticos das Subidas. Esta posição assinala o grau de importância desta composição. O gênero lamentação marcou a liturgia, particularmente, dos séculos VI e V aC. No caso do Salmo 120, o salmista é uma pessoa atormentada pela calúnia dos proprietários de ovelhas de duas localizações estrangeiras. Servindo como pastor, o salmista sente-se marginalizado pelos donos do gado. Sem forças para reagir contra as forças opressoras, o queixoso pontua a sua oração em três partes: “livra minha vida dos lábios mentirosos”; “Ai de mim!”; e “Eu sou paz”. Estas três expressões ajudam a revelar o caráter desse piedoso judeu que, em consequência da guerra, migrou para regiões vizinhas em busca de trabalho e subsistência

    Os escravos de Corinto e os escravos análogos do Brasil

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    No Século I da nossa era, o modo de produção romano era o escravagista. A economia do império se movia, fortemente, dentro daquele sistema. Paulo Apóstolo, na Primeira Epístola aos Coríntios, apresentou uma alternativa àquele esquema dominante: sair do sistema imperial e, na ekklesía, viver comunitariamente, trabalhando com as próprias mãos. No Século XXI, no Brasil, existe, agora, uma situação análoga de escravidão: a) servidão por dívida; b) trabalhos forçados; c) condições degradantes; d) jornadaexaustiva. Como Paulo Apóstolo, os grupos resistentes e de fé, juntamente a outros grupos que lutam pela justiça, estão com a determinação firme de que a escravatura análoga do Brasil tem que terminar, com urgência, pois “é para a liberdade que Cristo nos libertou”

    A voz profética dos excluídos: sonhos de muitos e teimosia dos pequenos em Jo 9,1-41 e nos índios Tapuia

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    Ver a realidade como ela é, falar, exigir, ser livre e ter autonomia pode ser crime: os súditos não podem ter opinião própria. Contudo, o ex-cego de Jo 9 e os tapuia (Rubiataba-GO) desafiaram os que tentavam oprimi-los e se tornam testemunhas de resistência para muitos grupos que são impossibilitados de ver; por outro lado, os dirigentes e autoridades são surdos porque não querem ouvir a voz libertadora dos subalternos. Nosso escopo é mostrar que, no ex-cego e nos tapuia, temos dois exemplos libertadores de subalternos que falam e se apresentam, incomodando os opressores, questionando as estruturas e ressuscitando a esperança de muitos índios, negros, mulheres excluídas e silenciadas pela ideologia dominante

    Quando se vive como irmãos há bênção e vida para sempre! Uma análise do salmo 133

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    Este artigo buscou aprofundar a compreensão sobre o sentido do salmo 133 por meio de uma leitura da sociedade antiga de Israel quanto ao convívio entre irmãos e a partir de suas relações com o salmo 88, um dos mais tristes do saltério. Como uma bem-aventurança, o salmo diz o que é importante na vida: o viver prazeroso entre irmãos, que dá sentido e beleza à vida. A conclusão do salmo no v. 3, com a promessa de bênção e vida, evoca o v. 1, um elogio à vida fraterna, estabelecendo uma relação entre estes elementos: um relacionamento harmonioso entre irmãos traz a bênção de Deus que se manifesta em vida longa. O salmo 133 convida-nos a olhar para o óleo perfumado e para o orvalho da manhã e entender que a vida só tem sentido se partilhada entre irmãos. Mesmo que houver dor e sofrimento, a solidariedade e a mão estendida dos irmãos tornam a vida bela e longa

    Uma aproximação entre vida eterna e longevidade a partir de Jo 5,24

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    O presente artigo busca aproximar a temática joanina da vida eterna com a longevidade. Tal discussão é perfeitamente possível, pois, no quarto evangelho, a vida eterna não é tratada apenas como aquilo que se espera na pátria futura, ou no mundo que o fiel adentrará pela ressurreição, mas é manifestação do dom da vida no hoje, e que, deste modo, nos provoca a pensar na longevidade não somente como viver muitos anos, mas em vivê-los com qualidade. Em João, vida e vida eterna são termos correlatos, e, devida a sua recorrência, constituem-se como eixo fundamental no bloco que inicia em 4,46 e se encerra em 5,47, e possibilitam ao leitor-ouvinte perceber que nos dois relatos de cura (filho do funcionário real e paralítico de Betesda) há a manifestação da vida por meio de Cristo, já que ele tem o poder de dá-la (Jo 5,21). A partir de Jo 5,24 vê-se que crer e escutar a palavra são condições essenciais para ter a vida eterna e não ser julgado. Portanto, partindo deste texto, compreender-se-á a dinâmica da vida eterna enquanto tema teológico de João, e sua pertinente relação na discussão da longevidade

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