Estudos Bíblicos
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A ética na sustentabilidade das relações de trabalho: o caso de Onésimo e Filêmon
O presente artigo pretende analisar a relação de serviço entre senhor e escravo presente na Carta a Filêmon, relação esta que serve de pano de fundo para este escrito paulino. Para tanto, serão observados os argumentos usados por Paulo no intuito de promover, mesmo entre duas posições sociais tão antagônicas e conflitantes (devido a seus interesses intrínsecos), uma relação que esteja pautada na ética sustentável1 dentro dos padrões cristãos. A partir dessa nova relação, torna-se possível também o aprimoramento das relações de trabalho dentro da igreja e da sociedade
Parábolas em questão
O autor procura demonstrar, com exemplos de algumas parábolas presentes nos evangelhos sinóticos, que elas não servem apenas como um simples relato extraído da vida cotidiana, cujo objetivo seria facilitar os ensinamentos de Jesus. Elas seriam interrogações propostas, causando estranheza, provocando o ouvinte-leitor a ir além do que ela narra. Ela não tanto explica quanto questiona;não é para ser compreendida, de pronto, mas para permanecer no íntimo, mexendo com as pessoas. É um apelo a ser interpretada
“Bendito és tu, Senhor, Deus de nossos Pais”: o Hino dos Três Jovens em Dn 3 (versão grega)
Este artigo tem como foco uma análise histórico-social de Daniel 3,52-90, que mostra o hino dos três jovens, amigos de Daniel, sendo cantado enquanto estavam dentro da fornalha ardente. Esse trecho, escrito em grego e incluído na versão de Daniel da Septuaginta, mostra que no período pós-revolta dos Macabeus contra o governo selêucida de Antíoco IV havia um sentimento de que Deus tinha feito grande intervenção por Israel. A análise do texto procurará mostrar justamente de que maneira se apresenta essa crença e em que ambiente esse texto foi elaborado. Outro aspecto importante de análise será a relação desse hino com o material do Antigo Testamento, especialmente com os Salmos, mostrando como profundas tradições populares foram perpetuadas nas gerações seguintes
O papel identitário dos hinos de Apocalipse 4 e 5
Nosso propósito neste artigo é analisar as peças hínicas de Apocalipse 4 e 5 e refletir sobre o papel das mesmas na construção e manutenção da identidade social e religiosa dos leitores e ouvintes do livro no seu momento de produção. Argumentamos que os hinos registrados nas obras do movimento de Jesus possuíam um papel significativo na definição da autodescrição dos membros das igrejas, quer por representarem o que se cantava nas comunidades, quer como sugestão do que cantar. Cantar, então, não apenas descreve a divindade ou fala com ela, mas dá ao que canta um forte senso de identidade pessoal e social. Nos hinos, o fiel expressa o que ele, se ainda não é, pelo menos gostaria de ser
Editorial. Dossiê: Gênesis a Apocalipse sem fundamentalismos
Editorial, v. 35, n. 140 (2018)
A violência surgida no seio da criação e a necessária recriação (Gn 6,5–9,17)
A realidade da violência crescente e seu viés religioso exigem reflexão dentro das próprias religiões. Assim, este artigo tem por objetivo refletir a violência a partir do relato do dilúvio, uma vez que o texto bíblico justifica o cataclismo em razão da violência crescente no seio da criação. Por ter um caráter exegético-hermenêutico a reflexão começa por situar o texto bíblico em seu contexto e considerar a história do próprio texto. Num segundo momento, analisa-se narrativamente o texto canônico, buscando um eixo principal apesar de seu caráter compósito, para em seguida considerar a mensagem e sua atualidade
Lucas: o Evangelho da Misericórdia!
O presente artigo é uma reflexão transversal do Evangelho buscando ver como Lucas quis apresentar Jesus e a sua mensagem marcados pelo aspecto da misericórdia e compaixão. Jesus é o Messias misericordioso. O rosto do Pai que Ele revela é de um Deus rico em misericórdia. Os fatos narrados no Evangelho estão marcados pela misericórdia e pela compaixão. Por isso, espera-se também do leitor e dos seguidores de Jesus a prática da misericórdia: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)