Estudos Bíblicos
Not a member yet
700 research outputs found
Sort by
Aspectos místicos no corpus paulino
A vida cristã se fundamenta numa fé fundamentalmente mística. O Apóstolo Paulo deve ser considerado o primeiro grande místico cristão. O conteúdo cristológico de sua fé e seu estilo de vida são os parâmetros para as características místicas da fé e da vida de qualquer cristão. “Já não é Paulo que vive, mas é Cristo que vive nele”; “o viver é estar em Cristo”; “o corpo é o templo do Espírito Santo”; a fé no “Cristo morto e ressuscitado” é uma fé mística; “a Igreja como o corpo de Cristo”; como “lugar da presença de Cristo”; esperar pela “libertação deste corpo de morte”; viver na “esperança do encontro com Cristo”... Todos estes ensinamentos são expressões da mística cristológica de Paulo, modelo para a vida cristã em todos os tempos. A mística paulina perpassa o corpus das cartas paulinas. Esta mística paulina justifica o que o teólogo Karl Rahner expressou, nos anos 60 do séc. passado: “O cristão do futuro ou será místico, ou não será cristão”
O novo na liturgia no Livro do Deuteronômio: pode a centralização da liturgia ser nova e libertadora?
O estudo da liturgia no livro do Deuteronômio tem duas partes. A primeira descreve as causas da centralização do calendário litúrgico no templo de Jerusalém. E a segunda destaca os elementos novos, criados pelos liturgistas deuteronômicos, por causa da centralização da oferenda dos sacrifícios, das festas e comemorações no santuário central de Jerusalém. O ponto alto destas ações litúrgicas são as refeições comunitárias dos israelitas diante de Javé. Ninguém pode ser excluído ou marginalizado. Elas transformam a sociedade israelita na família de Javé e no seu povo santo. Elas promovem a fraternidade entre eles. Por isso, não pode mais existir nela empobrecidos e excluídos
Cantai a Iahweh um cântico novo!
Ao pesquisar o uso do sintagma “cântico novo” constatou-se que ele é usado apenas seis vezes dentro do saltério e uma vez em Is 42,10. As seis passagens bíblicas são analisadas tentando mostrar, respeitando o contexto literário e sempre que possível o contexto histórico, que elas não são apenas a repetição de algo do passado, mas, uma realidade sempre nova e atual
Frei Gorgulho: um evangelizador
Este artigo apresenta um resumo biográfico sobre Frei Gilberto da Silva Gorgulho. Frei Gorgulho estudou filosofia com os dominicanos no Brasil e, posteriormente, rumou para Toulouse, França, onde fez estudos teológicos na graduação e pós-graduação. Na École Bibilique et Archéologique de Jérusalem fez sua pós-graduação. Em São Paulo lecionou na Escola Dominicana de Teologia, na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, no Instituto Pio XI e na PUC-SP, onde atuou no Departamento de Ciências da Religião. Foi assessor teológico do Cardeal Paulo Evaristo Arns, por ocasião dos Sínodos dos Bispos, em Roma, bem como nas conferências da Igreja Católica, organizadas pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), em Puebla e Santo Domingo. Em companhia do Cardeal Paulo Evaristo Arns, atuou na defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar. Programou e coordenou um vasto programa para a formação de ministros da palavra, envolvendo milhares de pessoas na Arquidiocese de São Paulo
Paulo, o comunicador da Palavra de Deus
Partindo da lembrança da experiência de Frei Gilberto Gorgulho de pregar o evangelho na televisão, em ambiente urbano (paulista), procura-se discernir alguns critérios usados pelo apóstolo Paulo na evangelização das grandes cidades do Mediterrâneo. O artigo visa estimular a reflexão sobre em que consiste, segundo a experiência de Paulo, pregar o evangelho de Jesus Cristo numa cidade
O escravo sofredor: uma leitura do Quarto Canto de Yhwh
O presente artigo trabalha o quarto Canto do Servo Sofredor (Is 52,13– 53,12), a partir do método histórico-crítico, bem como uma aproximação hermenêutica entre a figura do Servo do quarto Canto e a mulher negra no período colonial brasileiro, evidenciando as aproximações de escravidão, solidariedade e libertação tanto dos exilados do período babilônico, como as mulheres negras escravizadas no Brasil colonial
Gn 11,1-9: contramito torre de Babel ao mito da fundação de Babilônia
Propõe-nos o “contramito” de Gn 11,1-9, a torre de Babel, como crítica ao poderio babilônico. O destino dos impérios assassinos e opressores está nas mãos de Deus. A “confusão” (babel) e o conflito são subjacentes aos projetos que deixam o povo de fora e tentam impor a visão e interpretação dos poderosos
Da infidelidade à fidelidade
Is 58,1-12 condena, através da prática do jejum, os abusos que surgem no meio do povo, em seu retorno do exílio babilônico. Denuncia a corrupção do direito e da justiça, a perversão dos valores e práticas religiosas, a falsa piedade de quem se esconde em ritualismos vazios. Abomina o culto desligado da prática da justiça, da paz e da solidariedade. Mostra tentativas de reconstrução do povo, do templo e de Jerusalém na época da dominação persa, com projetos que não funcionaram porque partiram das elites sem a participação e o envolvimento do povo. A comunidade renovada pela misericórdia de Deus descobre o sentido de sua missão e faz de sua casa um espaço aberto de acolhimento aos que sofrem injustiças. Apresenta a tradição bíblica do jejum e os compromissos que este ato exigiu do povo e exige também hoje de quem o pratica
Estes servos de Yahweh... os animais. Anotações sobre o cuidado a partir do Deuteronômio
De acordo com a narrativa bíblica, os animais foram criados por Deus antes dos seres humanos. De acordo com a perspectiva evolucionista o caminho foi o mesmo, primeiro os animais, depois os seres humanos. Nos dias atuais os ecologistas nos chamam a atenção para o cuidado com o meio-ambiente e têm denunciado o maltrato de animais de forma efusiva. Inúmeras fundações são criadas para promover o cuidado e adoção de animais abandonados. Cabe, porém, uma reflexão bíblico-teológica sobre o trato dos animais. Muitas vezes eles aparecem no texto bíblico como professores de Yahweh para corrigir o ser humano de seus exageros no desprezo aos seus semelhantes. Animais também são servos de Yahweh, Francisco de Assis parece ter captado muito bem essa perspectiva. Um olhar sobre a lei do Deuteronômio abre um espaço para a revisão da nossa ética do cuidado, os animais e o cuidado com os animais nos trazem preciosos ensinamentos sobre o cuidado também com o ser humano