3173 research outputs found
Sort by
Contribuições da Psicologia Escolar frente à ansiedade na adolescência: uma experiência no IFMA/ Campus São Luís – Monte Castelo
Resumo A compreensão de que os sujeitos que interagem na escola devem ser vistos em sua totalidade, cujo comportamento sofre influência de uma multidimensionalidade de aspectos, tem contribuído para a ampliação do campo de atuação da Psicologia Escolar. Este estudo objetiva provocar a reflexão acerca das possibilidades de contribuição do psicólogo no contexto escolar, trazendo uma experiência do Serviço de Psicologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA Campus São Luís – Monte Castelo, voltado para a saúde mental dos alunos adolescentes que sofrem de ansiedade. O artigo apresenta três sessões. Na primeira sessão, faz-se uma breve contextualização histórica da Psicologia Escolar. A segunda enfatiza a importância do trabalho interdisciplinar entre Educação e Psicologia. A terceira sessão contextualiza o Serviço de Psicologia do IFMA e a demanda de trabalho junto a alunos com ansiedade e relata o trabalho que vem sendo realizado por este setor, no sentido de contribuir para o enfrentamento dessa problemática dos alunos no ambiente escolar. Os resultados positivos do trabalho revelam a importância da Psicologia no ambiente escolar, enquanto uma área de atuação que tem muito a contribuir para a construção de um clima organizacional saudável e equilibrado na escola, de modo a favorecer a qualidade do ensino e o bom desempenho dos alunos
O PROFESSOR SUPERVISOR ESCOLAR E A ATIVIDADE COTIDIANA: ASPECTOS TECNOLÓGICOS-COMPUTACIONAIS
O presente artigo tem como objetivo demonstrar como o supervisor escolar percebe o uso das tecnologias educacionais dentro da escola. Busca-se compreender como esse profissional é importante nesse processo de informatização e incentivo ao uso das tecnologias. O uso das tecnologias educacionais ainda é muito restrito, embora seja uma forma de facilitar o trabalho do professor no que concerne à organização dos seus trabalhos e planejamentos. Atualmente, a escola é chamada a enfrentar o desafio de inserir essas tecnologias no seu dia a dia, de forma a fazer o uso dessas para melhorar a oferta de seus serviços. Além disso, a escola também é responsável pela transmissão do conhecimento produzido historicamente ao longo do tempo e, sobretudo, pela renovação deste, não sendo possível ignorar as mudanças que ocorreram e ocorrem no conhecimento decorrente das transformações sociais e, principalmente, tecnológicas das últimas décadas, requerendo adaptações rápidas em virtude das demandas de uma sociedade em transformação. O conhecimento não pode ser visto como algo acabado, pressupondo estimular o educando a buscar as mais diversas formas e meios, na perspectiva de transformar as informações disponíveis em conhecimentos, construindo seus próprios conceitos. O tipo de pesquisa utilizada no presente estudo é a bibliográfica, criando-se a expectativa de que os leitores possam ter suas respostas sanadas ao consultar o referido trabalho
Serviço da Web do Sistema de Pessoal da UFRJ para Recuperar Dados de Servidores
Muitos sistemas da UFRJ que precisam ser acessados ou são destinados ao uso dos próprios servidores (docentes e técnicos-administrativos) precisam de dados pessoais e funcionais que estão cadastrados no Sistema de pessoal da UFRJ (SIRHu). Para evitar que esses funcionários precisassem digitar os mesmos dados nos novos sistemas da UFRJ, acarretando armazenamento redundante e perda de tempo, foi criado um serviço da web para o SIRHu. Portanto, nos sistemas que o usam, basta que o usuário entre um CPF, SIAPE ou parte do nome para que o serviço da web faça a consulta ao banco de dados do SIRHu e retorne os dados caso servidores sejam encontrados. O serviço está implementado em PHP 5.6 usando o framework Laravel 5.2, implantado num servidor CentOS. Ele usa apenas a parte de modelos (para modelar a classe de um funcionário) e controladores (para executar a busca dos dados) do Laravel, não necessitando de telas e banco de dados. Os recursos do serviço da web só retornam os dados de uma visão criada na base do SIRHu, que podem ser necessários à maioria dos sistemas, apenas repassando os dados no formato JSON ou XML para a aplicação cliente, sem lidar com eles diretamente. Se uma coluna for adicionada ou retirada dessa visão, o serviço retornará mais ou menos colunas, respectivamente, sem ser necessário alterar o código do serviço da web. Nesse caso, apenas a aplicação cliente terá de ser alterada para pegar dados novos ou deixar de pegar dados retirados da visão. Para dar maior segurança no acesso aos dados, apenas os sistemas implantados em redes internas pré-determinadas da UFRJ podem acessar o serviço. Para desenvolvimento local ou testes, pode-se usar uma VPN cujo acesso é restrito a desenvolvedores da UFRJ explicitamente autorizados. Então, mesmo que se acesse uma rede de dados da UFRJ, não haverá permissão para usar o serviço. Com isso, dados sensíveis de servidores correm menos riscos de serem vazados. Para facilitar o uso do serviço por aplicações clientes, há uma extensa documentação com exemplos em PHP e Java, as linguagens mais usadas pela diretoria de desenvolvimento de sistemas da UFRJ (DevTIC). Por fim, algumas das aplicações da UFRJ que o usam são o SisUFRJ, SGCE, CLAC e o novo PIBIAC
Comissão Interna de Eventos: uma integração Acertada
No início do terceiro mandato do Decano do Centro de Tecnologia, Prof. Walter Issamu Suemitsu, sempre comprometido em apoiar e incentivar os programas para o bem estar e qualidade de vida do corpo social deste Centro, foi criada e aprovada em reunião de Conselho de Centro, em fevereiro de 2019, a Comissão Integrada de Eventos – CIE, do Centro de Tecnologia. A CIE é composta por Técnicos Administrativos em Educação – TAE, de cada Unidade do Centro de Tecnologia: Escola Politécnica; Instituto de Macromoléculas Heloísa Mano (IMA); Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES); Escola de Química (EQ) e Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), como também, representantes dos órgãos de classe: SINTUFRJ e ADUFRJ. Com o objetivo de concentrar as atividades, unindo esforços e iniciativas de caráter social, artística, cultural e de qualidade de vida de cada Unidade deste Centro de Tecnologia. A Comissão Interna de Eventos, atua pensando junto a todos os membros, na criação de um calendário anual de palestras e atividades que contemplem as necessidades de cada Unidade, com o foco / assuntos que remetam a reflexão, esclarecimentos, ressignificação e mudança de comportamentos. Contamos também com a parceria de outras Instituições da UFRJ, como: Instituto de Nutrição, Escola de Educação Física e Desporto, CPST/PR4, entre outras. Esta Comissão faz parte da rotina de trabalho do Setor de Integração e Aperfeiçoamento de Pessoas (SIAP) da Decania do CT, que desde março de 2020, considerando o afastamento social devido a COVID-19, continua realizando suas atividades, adaptando-as para a forma virtual, através de lives com temas de interesse para toda a Comunidade
Integração acadêmica e trabalho remoto: uma possibilidade ou um arranjo conjuntural? Reflexões a partir da experiência da Coordenação de Integração Acadêmica do Centro de Tecnologia da UFRJ
Este trabalho tem como objetivo comparar as vantagens, as limitações e os desafios entre atividades remotas e presenciais a partir da experiência da Coordenação de Integração Acadêmica do Centro de Tecnologia da UFRJ. A pandemia provocada pelo Covid-19 exigiu medidas de interrupção abrupta das atividades acadêmicas e administrativas presenciais provocando adaptações e transformações nos processos de trabalho. Abortar um processo planejado e gerar uma nova dinâmica exigiu aquisição de conhecimento e operação de tecnologias ainda não usuais no nosso cotidiano laboral. A Coordenação de Integração Acadêmica do CT, como toda a universidade, foi desafiada pela conjuntura pandêmica a se adequar de forma emergencial à situação. Este trabalho se apresenta como uma reflexão sobre as atividades desenvolvidas nos Projetos Clube da Escrita do CT e Conversações CT e no Programa de Formação Docente. Essas experiências estão no campo de atuação em temas transversais a todas as unidades que compõem o Centro de Tecnologia no que tange a integração acadêmica. Avaliamos que ambientes educacionais pressupõem trocas, compartilhamentos, diálogos e debates. Essas ações no ambiente virtual ficam limitadas aos referidos âmbitos e muitas vezes, unilaterais. Embora o alcance seja inquestionavelmente ampliado, o indicador numérico, no nosso entender, não deve ser critério para ações educadoras. Ações articuladas e coletivas podem proporcionar uma melhor ambiência aos alunos de graduação e pós-graduação, servidores TAs e docentes para a convivência e a integração institucional. Entendemos que essas ações se constituem e se consolidam na relação humana presencial
Decreto nº 10.502/2020: Retrocesso à Inclusão de estudantes com deficiência
O trabalho intenta mostrar possíveis impactos, a médio e longo prazo, na acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência causados pelo Decreto nº 10.502, de 30 de setembro de 2020. E, discutir as repercussões da nova Política Nacional de Educação Especial proposta pelo Governo Federal. Ao historicizar o processo de criação da Lei de Cotas, em 2012, observa-se que as Instituições Federais de Ensino Médio e de Ensino Superior se tornaram espaços mais democráticos quando passaram a refletir a diversidade existente na sociedade (estudantes vindos de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e indígenas). Mas a diversidade não estava completamente representada. Somente quando a Lei 13.409/2016 foi sancionada, passou-se a estender às pessoas com deficiência o direito de acesso e permanência a esses espaços, por meio de ações afirmativas. Isso foi possível porque as pessoas com deficiência haviam avançado muito em seus direitos e conquistado a prerrogativa de serem incluídas nos mesmos espaços escolares que os demais estudantes. Ao longo de décadas a legislação brasileira vem assegurando a inclusão de pessoas com deficiência. O Decreto nº 10.502, de 30 de setembro de 2020 cria uma ruptura nesse processo. Metodologia: Análise dos principais documentos que tratam da inclusão na Educação, promulgados a partir da Lei nº 93994/1996 (LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) até o Decreto nº 10.502/2020 para identificação do “novo” ponto de partida na luta pela inclusão, artigos de referência sobre práticas inclusivas na educação e webnários que versem sobre a Política Nacional de Educação Especial contida no Decreto. Conclusão: A partir dos dados coletados acredita-se que a política de inclusão proposta pelo Decreto nº 10.520 terá efeito de retrocesso nos avanços obtidos nas últimas décadas acerca da inclusão de pessoas com deficiência. Por isso, não se pode ser favorável ao mesmo. A bandeira aqui defendida é que segregar não é incluir. O momento vivenciado hoje em nosso país exige a união de todos para que se possa refrear o retorno ao ideário de espaços apartados para pessoas com e sem deficiência e de uma Universidade aberta para poucos. A forma capacitista com que o Decreto se apropria da temática da inclusão, parte de concepções equivocadas que circulam sobre inclusão escolar, que precisam ser desmistificadas, pois do contrário corre-se o risco de retirada de direitos e recolocação das pessoas com deficiência como etc. da história
Desnaturalizar a avaliação e deslocar sentidos sobre as subjetividades: um convite à escola em tempos de pandemia
Em meio aos muitos deslocamentos e efeitos provocados pela pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), a presente comunicação se propõe a ser um convite a pensarmos sobre as práticas avaliativas realizadas na escola, considerando-as como dispositivos pedagógicos que produzem subjetividades. Este trabalho se desdobra de uma pesquisa de doutorado em andamento, que se dedica a investigar as relações estabelecidas e os sentidos produzidos pelas práticas avaliativas na escola, e possui como referência teórico-metodológica a pesquisa-intervenção e a Análise Institucional francesa. A partir de conceito-ferramentas encontrados no pensamento foucaultiano, esta comunicação pretende provocar desnaturalizações com relação à avaliação, em especial àquela que se volta a acompanhar e verificar a aprendizagem em sala de aula. Em diálogo com a literatura produzida no campo da Avaliação Educacional, há uma percepção comum que, de modo dominante, na prática cotidiana, o significado de avaliar está fortemente relacionado à classificação de estudantes, tendo a aplicação de provas a finalidade de obter dados a partir dos quais serão geradas tais classificações. No atual contexto, em que nos deslocamos ao formato remoto em muitas redes de ensino, reconhecemos que é fundamental dar visibilidade às críticas já produzidas pelo campo de estudos e pesquisas da Avaliação Educacional a esta perspectiva classificatória, bastante presente nas práticas avaliativas produzidas na escola e que tendem a ser reproduzidas neste novo formato. Ao compreender os estudos sobre Avaliação Educacional sob uma perspectiva multidisciplinar, em que recebem contributos teóricos de diversas áreas, vemos um campo múltiplo de possibilidades, que evidenciam lógicas de compreensão do conhecimento, de concepções de aprendizagem e de desenvolvimento humano. Entendemos ainda que é possível articular aos debates sobre as subjetividades, dialogando com autores da Filosofia da Diferença, que deslocam os sentidos que são recorrentemente associados à noção de subjetividade. A partir das provocações tecidas nesta comunicação, pretendemos colocar em análise o que vem sendo produzido pelos sujeitos praticantespensantes da avaliação na escola e pensar caminhos que estejam na contramão de qualquer intenção de normalização. Consideramos operar de um modo outro, que favoreça a criação de práticas na escola capazes de pensar a avaliação como espaço para a produção de existências e experiências mais acolhedoras, criativas, solidárias e democráticas
Gestão de Pessoas e Desenvolvimento durante a Pandemia de Covid-19 para trabalhadores da área da saúde
Apresentamos a sistematização da experiência de um Grupo de Trabalho reunido para propor atividades para a organização interna do trabalho durante a Pandemia da Covid-19, orientada pelas necessidades de capacitação profissional, considerando os impactos e desdobramentos da Pandemia no trabalho e exercício profissional de trabalhadores. Pensar a Gestão das Pessoas que trabalham na área da saúde, responsáveis diretamente e indiretamente pelo atendimento ao público atingido em suas condições de vida e saúde durante a Pandemia é um desafio que mobiliza/deve mobilizar medidas que atendam às necessidades dos serviços, ao mesmo tempo que requer atenção às necessidades dos profissionais para que possam atender às requisições do trabalho e às suas próprias necessidades, como trabalhadores e como pessoas vivenciando na sociedade o contexto da Pandemia. Nos referenciamos em produção própria, já incorporando a premissa metodológica de incorporação dos saberes e conhecimentos produzidos e/ou sistematizados pelo corpo social da Instituição, assim garantindo sua expressão e contribuição para o desenvolvimento pessoal e institucional. Nosso principal objetivo era implementar, a partir do desenvolvimento de um projeto piloto, em conjunto com uma equipe de trabalho administrativo, um Programa de Capacitação Institucional particularizado, articulado às ações desenvolvidas pela UFRJ, a partir do levantamento e definição das necessidades institucionais; da identificação de funções e atividades desenvolvidas e as relações interna; assim como estabelecer um mecanismo e/ou fluxo para orientação e encaminhamento de necessidades pelo corpo social, identificando na UFRJ potenciais parcerias internas para atender as demandas de capacitação identificadas. Para implementação dessa proposta voltada tanto ao desenvolvimento pessoal quanto ao desenvolvimento profissional dos trabalhadores, entendeu-se como requisito a participação dos profissionais desde o processo de construção e uma validação dessa necessidade e incentivo, por parte dos gestores e coordenadores locais. Ademais, a preeminência de adaptação às novas condições e estratégias de trabalho em decorrência das medidas de biossegurança e objetivos para o enfrentamento do Covid-19, ao passo que evidenciaram o potencial dessa proposta, também demonstraram um fator dificultador da sua construção no momento atual
OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS DOCENTES DO CURSO CIÊNCIAS BIOLÓGICOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO NO ENSINO REMOTO
Pandemia de COVID19 trouxe consequências nunca imaginadas para o mundo. A rotina da população teve de ser repensada e adaptada devido à necessidade de isolamento social. Com a educação não foi diferente e dentro dessa nova realidade a UFTM- Universidade Federal do Triângulo Mineiro, implementou diretrizes para minimizar os impactos causados pela suspensão das aulas e o transtorno da modificação do calendário acadêmico. Desde o início do isolamento social, o Ministério da Educação tem editado portarias que regularizam as atividades educacionais, como por exemplo, a Portaria 544 de 16 de junho de 2020 que autoriza em caráter excepcional a substituição das disciplinas presenciais em cursos regularmente autorizados, por atividades letivas que utilizem recursos educacionais digitais, tecnologias de informação e comunicação ou outros meios não convencionais. Assim a UFTM retornou as atividades acadêmicas, adaptando o ensino presencial por práticas pedagógicas mediadas por plataformas digitais, como aplicativos com os conteúdos, tarefas e notificações, iniciando a implantação do Período Suplementar Emergencial (PSE), estabelecido pela portaria 01 do Conselho de Ensino. O ensino remoto trouxe uma nova perspectiva de ensino, mas também evidenciou inúmeras dificuldades aos usuários, tanto alunos como professores. Nesse estudo espera-se identificar, através da pesquisa qualitativa, os desafios enfrentados pelos docentes no ensino remoto, particularmente os docentes do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFTM, analisando e demonstrando, através de entrevista e estudo de caso, as metodologias direcionadas ao ensino remoto, a necessidade ou não de aperfeiçoamento das mesmas e o aprendizado no que tange ao uso de novas tecnologias educacionais, buscando a reinvenção do ENSINAR e do APRENDER, produzindo conhecimento para a toda comunidade acadêmica
Álbuns, documentos, obras e memórias de um pintor e professor catedrático: Marques Junior no Setor de Memória e Patrimônio da EBA
Em 2019, o Setor de Memória e Patrimônio da EBA recebeu doação de vários documentos que pertenceram ao professor Marques Junior (1887-1960), catedrático de Modelo Vivo em 1950 na Escola Nacional de Belas Artes, que ainda estavam de posse da família e foram oferecidos pela sua sobrinha neta. Entre álbuns de fotografia, de registros e documentos, somada às obras de pintura e desenho constantes no acervo, é possível reescrever a trajetória de um artista que, como aluno e professor da Escola, pode ser considerado um dos exemplos emblemáticos de formação e atuação artística acadêmica da primeira metade do século XX.Os álbuns “Minha vida artística – 1905 a 1943”, “Concurso de Desenho de Modelo Vivo”, “Exposição Marques Junior no Museu Nacional de Belas Artes – maio 1943” trazem importantes registros que permitem mapear o ambiente acadêmico e artístico no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do novecentos, a partir das memórias escolhidas pelo próprio pintor-professor, desde os tempos de estudante.Com esse manancial documental, pretendemos apresentar a relação entre vida e obra de um artista que transitou por vários papeis, dando conta de sua atuação estudantil e profissional, seu círculo social, dos ambientes domésticos e institucionais em que transitou, dos eventos em que promoveu e participou e das obras que registram suas escolhas estéticas, permitindo compreender a inexorável realidade da arte para além de suas próprias imagens