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Novos desafios para as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero em tempos de isolamento social
O presente trabalho objetiva a apresentação das estratégias de trabalho remoto construídas pela equipe do Centro de Referência de Mulheres da Maré Carminha Rosa considerando as imposições de isolamento social no contexto da Pandemia do novo Coronavírus, COVID-19. O Centro de Referência, um projeto de extensão da UFRJ, como parte integrante da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres desenvolve ações de acolhimento e acompanhamento a mulheres em situação de violência, bem como outras atividades relacionadas à promoção dos direitos das mulheres e enfrentamento das desigualdades e violências. Das dificuldades encontradas para o desenvolvimento das atividades em formato remoto, a maior delas foi viabilizar o acesso das mulheres à equipe do Centro de Referência através de outro formato que não o presencial. Para tanto, foi selecionada uma equipe de comunicação para definir e implementar estratégias de mobilização das Redes Sociais. A partir desta ação foi estruturada uma nova lógica de funcionamento do serviço, em que foram reconfigurados os papéis de cada profissional e extensionista, a identidade visual do serviço, as conexões interinstitucionais, as plataformas de trabalho, dentre outros. As redes sociais do Centro de Referência, a nova porta de entrada institucional, se tornaram o principal foco das ações desenvolvidas. Daremos destaque, ainda, à articulação da Rede de Apoio às Mulheres da Maré que, neste período, reuniu diversas profissionais de diferentes instituições localizadas na Maré com o objetivo de construir um fluxo de atenção às mulheres em situação de violência na Maré. Para concluir, consideramos que a construção em conjunto de novos formatos de atuação foi fundamental para o êxito das propostas. As ações em comunicação, que alcançaram lugar de destaque neste momento, têm sido efetivas no que se refere à viabilização do acesso das mulheres ao serviço. A reestruturação do fluxo institucional e das conexões interinstitucionais tem atendido às demandas, considerando as limitações e possibilidades do contexto atual
Jogo do TAE: elaboração, confecção e aplicação de uma proposta de educação não-formal para a categoria
O presente trabalho é um relato de experiência resultado da aplicação do Jogo do TAE, produto educacional elaborado no programa de mestrado profissional do PROFEPT no IFPR. O Jogo do TAE é um jogo de tabuleiro, inspirado no Jogo da Vida e no Life's Game, para ser jogado de dois a cinco participantes. A elaboração, confecção e aplicação do Jogo do TAE teve como objetivo fornecer uma proposta lúdica de educação não-formal, de aprendizado, conhecimento e discussão dos temas da carreira, da legislação (específica e dos servidores federais), da educação pública e dos IFs. Vários são os autores que tratam da questão do lúdico na educação e da criação e aplicação de jogos na educação, seja formal ou não-formal. Os jogos didáticos aparecem como suporte didático que alia as relações interpessoais ao aperfeiçoamento cognitivo por meio de uma atividade lúdica e estimulante. Atuam como mediadores, o que pode favorecer um aprimoramento cognitivo por meio das relações interpessoais, promovendo a compreensão dos conteúdos e processos científicos por auxiliar na atividade de abstração dos participantes.O conceito de educação não-formal está quase sempre vinculado a ideia de educação cidadã – de uma educação profundamente politizada - e de democratização do conhecimento. O não-formal responderia a um processo sociopolítico, cultural e pedagógico de formação para a cidadania, presente em movimentos sociais, populares e organizações comunitárias como os sindicatos e associações.Foram realizadas nove partidas de aplicação com diferentes públicos, entre TAEs, docentes, pessoas que já foram servidores em outras áreas, e mesmo pessoas que não são servidoras. As aplicações foram feitas por meio de observação sem interferência em algumas rodadas e da observação-participante em outras e foram muito ricas. Algumas aplicações foram presenciais e outras virtuais. O fato de terem surgido muitas discussões sobre o conteúdo do jogo, sugestões e contribuições de mudanças e melhorias, mostram que o jogo, apesar de suas limitações, demonstrou-se dinâmico e cumpriu tanto seus objetivos educacionais, quanto, em conjunto com estes, objetivos lúdicos e de diversão. Desta forma sugere-se que o Jogo do TAE pode ser utilizado por diversos públicos e em especial por sindicatos, associações, Comissão Interna de Supervisão (CIS) e pelas próprias instituições e suas áreas de gestão de pessoas para que os TAEs, os servidores e a comunidade acadêmica em geral - e mesmo outras pessoas interessadas - aprofundem seus conhecimentos sobre os temas do jogo e em especial sobre a carreira e identidade TAE
Análise da Acessibilidade Web de Sistemas Institucionais da DevTIC - UFRJ
A Web tem se tornado ambiente de atividades diárias, especialmente nos últimos meses devido ao isolamento social causado pela pandemia de Covid-19. Os portais governamentais brasileiros ainda apresentam diversas barreiras para a acessibilidade. A universidade, por sua natureza, tem o compromisso com a disponibilização da informação para todos quer seja nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, ou nas atividades de cunho administrativo que dão apoio ao funcionamento da instituição. Além disso, a legislação brasileira dispõe de dispositivos que apoiam a acessibilidade, pois, de acordo com a Lei 13.146 (BRASIL, 2015), se deve assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoas com deficiência, visando à inclusão social e à cidadania. Tais condições incluem o acesso igualitário à informação e aos serviços públicos. Nesse contexto, o Núcleo de Identidade Visual da DevTIC, vinculado à Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFRJ, desenvolveu um estudo com objetivo de verificar o grau de acessibilidade dos sistemas institucionais da Universidade para identificar possíveis barreiras de acesso e os principais problemas que possam ocorrer nesse âmbito. Tal pesquisa pode favorecer a inclusão de servidores e alunos com deficiência visual. O método de pesquisa foi composto por quatro etapas: (i) Levantamento bibliográfico dos avaliadores automáticos e leitores de tela; (ii) Identificação e definição de um subconjunto dos critérios do padrão E-MAG: marcação, conteúdo/informação e formulários; (iii) Realização de um estudo exploratório e (iv) Avaliação dos resultados. Embora a DevTIC já tenha iniciado o desenvolvimento de um trabalho de boas práticas de acessibilidade web, tais como menu de acessibilidade, âncora de acesso rápido, ferramenta de libras – Vlibras e curso de acessibilidade para desenvolvedores, com base na análise dos resultados desta pesquisa, ficou evidenciado que diferentes aspectos das recomendações do documento do E-MAG ainda não são atendidos nas aplicações web avaliadas. Comparando-se o resultado dos softwares de avaliação automáticos com resultado do leitor de tela NVDA, pode ser evidenciado que os sistemas apresentam mais problemas quanto à navegação e estrutura, principalmente no acesso ao menu. Os demais itens como acesso aos formulários e informações apresentam bom resultado. Outro ponto relevante do levantamento realizado foi que diversos estudos encontrados na literatura, como Da Silva (2020), demonstraram que o ideal é a combinação dos métodos de avaliação envolvendo avaliadores automáticos, testes com usuários e inspeções por especialistas
Manual do Pesquisador ECO/UFRJ
Com a agilidade característica da Cibercultura, surgem a todo momento novas ferramentas na Web 2.0 que tentam conectar pesquisadores promovendo a interação entre eles. Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), novas práticas e processos automáticos abrem caminhos para a comunicação científica frente ao constante aumento da produção de conhecimento acessível na Internet. Naturalmente ligada a estas inovações digitais, a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como Instituição de Pesquisa, pode aproveitar melhor essas oportunidades para nortear seus pesquisadores, instruindo como divulgar seus projetos e linhas de pesquisas online, com o melhor aproveitamento para a Instituição e para o próprio. Este projeto tem como objetivo principal mapear as principais ferramentas de comunicação científica utilizadas atualmente no Brasil através de uma pesquisa exploratória com base em produções acadêmicas, relatos da comunidade científica e notícias, para assim propor uma possível utilização destas pela comunidade acadêmica da ECO/UFRJ. A metodologia adotada neste projeto envolve uma pesquisa exploratória com base em estudos, relatos da comunidade científica, informações de Instituições Governamentais (portais de transparência, dados abertos) e notícias. Durante a pesquisa, é realizada revisão bibliográfica dos conceitos de Comunicação científica e Cibercultura, e as transformações proporcionadas na Web 2.0. O estudo das ferramentas tem uma abordagem histórica, detalhando as estruturas e singulares de cada uma, tal como políticas estabelecidas, problemas identificados pela Comunidade Acadêmica, relatórios de acessos, quantidade de acervo e manuais dos portais, tanto institucionais quanto manuais elaborados por pesquisadores (usuários) e disponibilizados na internet. Ao final desta análise, estas ferramentas serão apresentadas em um manual institucional de boas práticas de comunicação científica para esta Instituição Pública de Pesquisa. O manual está em fase de testes e deve ser liberado ainda em 2020
AÇÕES DO PROJETO DE EXTENSÃO COMUNIDANÇA EM TEMPOS DE COVID-2019
Este trabalho decorre da análise sobre a metodologia e adequações do Projeto de Extensão Comunidança para o formato remoto durante a pandemia. O intuito é provocar uma reflexão para potencializar ações futuras. O projeto existe há 16 anos e realiza ações de extensão através da Arte. Oferece 14 modalidades de dança em uma grade que articula o conhecimento desenvolvido nos Cursos de Dança e o conhecimento trazido pelos integrantes, mestres populares urbanos, alunos oriundos da comunidade interna e externa da UFRJ e parceiros: três escolas municipais – Noel Rosa, Núcleo de Arte Nise da Silveira e Clube Escolar Fundão e o Centro de Referência da Mulher Suely Souza de Almeida/UFRJ. O momento inicial foi paralisante, mas a necessidade de preservar a saúde física e mental e como resistência à doença e às políticas públicas que afetam e sucateiam a educação e a cultura do país foi amadurecendo a ideia de como manter o funcionamento do projeto. Repensamos as nossas ações para que o tripé universitário e as cinco diretrizes da extensão pudessem ser atendidos. Mas como fazer isto com escolas fechadas e os alunos em suas casas? A única parceria que mantinha a sua ação com o público externo que conseguimos somar forças de imediato foi com o CRMSSA. Através de salas de reunião com a equipe montamos uma capacitação com seis encontros, com a duração de três horas cada. Realizamos duas rodas de conversa com a equipe gestora das escolas e podemos trocar muito conhecimento sobre o desenvolvimento e os resultados das nossas ações. Durante o período de capacitação iniciamos as lives semanais pelo nosso Instagran e a partir dessa proposta pudemos perceber a possibilidade de retorno com as aulas pela plataforma Zoom. Lançamos o V Seminário Comunidança totalmente online e durante três dias transmitimos ao vivo por todas as nossas mídias mesas redondas, performances e uma mostra coreográfica. Como desdobramento constituímos a I Revista virtual do projeto e um acervo onde articulamos os projetos de extensão visibilizando as suas ações através de vídeos e imagens. Temos os aspectos negativos dessa ação remota: cerca de 10% dos alunos que integram o projeto não conseguiram acompanhar as ações por falta de equipamento tecnológico e dos 900 alunos inscritos mantemos 15 alunos por modalidade. Podemos concluir que na forma remota potencializamos as nossas ações, mas que esse formato restringe a participação e/ou exclui parcela significativa dos envolvidos com o projeto. Referências FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? tradução de Rosisca Darcy de Oliveira. prefácio de Jacques Chonchol. 7ª ed.Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983. GADOTTI, Moacir. Extensão Universitária: Para quê? https://www.paulofreire.org/images/pdfs/Extens%C3%A3o_Universit%C3%A1ria_-_Moacir_Gadotti_fevereiro_2017.pdf visitado em 25/06/2020. PAULA, J. A. - A extensão universitária: história, conceito e propostas. Interfaces - Revista de Extensão, v. 1, n. 1, p. 05-23, jul./nov. 2013.
AÇÕES DO SERVIÇO DE SAÚDE DO TRABALHADOR PARA A PREVENÇÃO E CONTROLE DA TRANSMISSÃO DE COVID-19 ENTRE OS PROFISSIONAIS NO HUCFF-UFRJ
Com o cenáro pandêmico que se instalou em 2020, as unidades de saúdes tiveram que implementar planos de contigência para o enfrentamento ao Coronavírus. Inserida em uma unidade de referência para tratamento da Covid-19, a Divisão de Recursos Humanos (DRH) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), através do Seviço de Saúde do Tabalhador (SESAT) teve atuação estratégica na linha de frente deste enfrentamento. O SESAT vem trabalhando intensamente nas ações de prevenção e controle e tratamento da infecção por Covid-19 entre os profissionais do HUCFF. Os objetivos deste estudo são: Descrever as ações estratégicas do SESAT no contexto da pandemia por Coronavírus; identificar o número de profissionais encaminhados para teste diagnóstico de Covid-19; analisar os resultados desta triagem diagnóstica ao longo de um recorte temporal.. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, com dados produzidos entre os meses de março e outubro de 2020, onde foi possível concluir que em torno de 35% dos casos suspeitos foram confirmados para covid-19. A partir dos dados apresentados, é possível observar que abril foi o mês com o maior número de casos suspeitos e o maior índice de confirmados. Avaliando o potencial de transmissão da Covid-19 no âmbito do HUCFF as ações desenvolvidas pelo SESAT no âmbito da pandemia são pautadas nas premissas de: minimizar a exposição dos profissionais ao coronavírus e controlar a transmissão de Covid-19 entre os profissionais do HUCFF, no contexto da saúde ocupacional, com vistas a minimizar o absenteísmo e ocorrências de acidentes de trabalho por coronavírus
Experimentações em divulgação científica e cultural no Secult-FE/UFRJ
As dimensões da arte, da educação e da cultura atravessam, de diversas maneiras, uma pluralidade de ações e atividades ligadas à cena universitária, sejam elas ligadas ao ensino, à pesquisa ou à extensão. Pode-se dizer que a universidade produz cultura ao mesmo tempo em que produz conhecimento, já que nenhum tipo de conhecimento científico pode existir de modo isolado da dimensão cultural que o engloba. Em 2016, foi criado na Faculdade de Educação da UFRJ o SeCult - Setor de Cultura, Comunicação e Divulgação Científica e Cultural. Constituído como espaço de coordenação de projetos ligados à promoção da arte, da ciência e da cultura, o SeCult atua tanto como um polo de produção, pensamento e circulação de ideias em variados suportes e formatos, como também como um laboratório de experimentações e práticas em divulgação científica, priorizando o diálogo com o público geral e a sociedade. Este trabalho apresenta algumas das diretrizes, objetivos, desafios e modos de atuação do SeCult, comentando acerca de seu cotidiano, planejamento, da presença constante dos estudantes e de suas atividades, equipes e projetos. Para além de uma vivência institucional, trata-se de esboçar potencialidades em torno da cultura e da educação na universidade
Setor de Comunicação do CFCH: integrando a área das Ciências Humanas e Sociais
O presente trabalho pretende apresentar os resultados obtidos até aqui pelo Setor de Comunicação do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Secom/CFCH) da UFRJ. Criado em janeiro de 2013, o Secom/CFCH tem como fundamento o caráter gratuito, laico, autônomo, democrático e socialmente referenciado desta universidade e, como norte, a difusão do pensamento produzido na área das Ciências Humanas e Sociais. Procuramos atuar como ferramenta estratégica de administração da Decania do CFCH, a partir de três frentes de trabalho: Comunicação Institucional, Divulgação Científica e Memória Institucional. Assim, aplicamos os princípios da Comunicação Integrada, desenvolvida por Kunsch (2003), aliando elementos do Jornalismo, Publicidade e Relações públicas, com o auxílio das ferramentas analógicas e digitais disponíveis. O foco do Secom/CFCH é realizar a divulgação das decisões da Decania do CFCH, Superintendência Administrativa, coordenações, Biblioteca e demais setores; as deliberações colegiadas do Conselho de Coordenação e do Conselho Diretor; os projetos de extensão desenvolvidos por esta Decania – Espaço Jessie Jane Vieira de Souza e Compartilhando Leituras -; bem como as atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas pelas unidades que compõem este Centro. A partir do conceito de “comunicação” em Sodré (2014), para quem comunicar significa “vincular, relacionar, concatenar, organizar ou deixar-se organizar pela dimensão constituinte, intensiva e pré-subjetiva do ordenamento simbólico do mundo” (op. Cit, p.9), nosso objetivo é integrar a comunidade de professores, técnicos e discentes, buscando articular saberes e experiências diversas e transdisciplinares, promovendo o diálogo entre diferentes públicos e áreas do conhecimento. Para isto, utilizamos os seguintes canais de comunicação: site, perfis no Facebook, Instagram e Twitter, Lista de transmissão no WhatsApp, canal no Telegram, canal no YouTube, boletins especiais (Covid-19 e UFRJ 100 anos) e programa “Humanidades”, a ser veiculado pela Rádio UFRJ. As informações recebem um tratamento comunicacional e são adaptadas de acordo com o tipo de público e o canal em que serão veiculadas. Também mantemos contato permanente com os profissionais de comunicação das unidades deste Centro, de modo a amplificar o alcance do trabalho de divulgação. Em tempos de pandemia e trabalho remoto, temos intensificado nossas atividades, atuando também no suporte das plataformas online. Referências bibliográficas: KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. Ed. ver. Atual. e ampl. – São Paulo: Summus, 2003. SODRÉ, Muniz. A Ciência do Comum. Notas para o método comunicacional. Petrópolis, RJ : Vozes, 2014
A prospecção da informação aliada aos dados de pesquisa e a ciência aberta em tempos de pandemia: o caso da COVID-19
O trabalho trata de algumas iniciativas de prospecção da informação, dados de pesquisa e dos dados abertos da pesquisa científica no enfrentamento da COVID-19. Além disso, tal estudo mapeia e define os principais conceitos de prospecção da informação, mapeamento informacional, dados de pesquisa e dados abertos da pesquisa científica, já que ambos estão localizados no escopo da chamada "ciência aberta", cuja preocupação primordial é tornar a atividade de pesquisa mais transparente, mais eficiente e mais colaborativa. Sobre a metodologia aplicada, a pesquisa contou com levantamento bibliográfico, e análise de exemplos brasileiros e estrangeiros de como a ciência aberta tem sido aliada no processo de enfrentamento da COVID-19, além da análise de alguns repositórios institucionais de acesso aberto, e de como essas ferramentas estão auxiliando os pesquisadores no combate à pandemia. Este trabalho, também, busca ressaltar o reuso de dados na ciência, e seu papel de suma importância para que o maior número possível de pesquisadores tenha acesso aos dados acumulados por seus antecessores. É importante detalhar os materiais que podem ser considerados como um dado de pesquisa, e a pertinência de cada um deles para poder documentar o processo de uma determinada pesquisa científica. Em relação à importância da ciência aberta para os dados da pesquisa, o trabalho foca no acesso aberto a publicações e a uma maior transparência do financiamento público. No que se refere aos protocolos no tratamento da COVID-19, o trabalho destrincha as informações encontradas nos seguintes repositórios de acesso aberto: iris, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o GenBank, além da Dimensions, uma base de dados de pesquisa. Sobre as iniciativas brasileiras de acesso aberto no que se refere ao enfrentamento da pandemia, o trabalho mapeia o que tem sido feito por algumas instituições e universidades públicas. Como contribuições futuras, o trabalho pretende colaborar com os estudos acerca da ciência aberta e suas contribuições para a pesquisa científica, além de gerar reflexão sobre o papel primordial das universidades, instituições científicas e institutos de pesquisa no enfrentamento à pandemia da COVID-19
A divulgação científica nas redes sociais do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho em tempos de pandemia
O Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF), museu de ciência e tecnologia do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), ao longo de seus vinte anos, tem se mostrado uma instituição relevante para preservação do patrimônio científico-cultural brasileiro, tendo em vista seu considerável acervo com mais de 5 mil itens. Sua preocupação com educação patrimonial e divulgação científica também se tornou patente ao longo do tempo, sobretudo nos últimos cinco anos, por meio da exposição “A História da Ciência no Brasil: o capítulo do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho” e em oficinas culturais e científicas desenvolvidas no próprio EMCCF ou em eventos em outras instituições afins. Com o início da pandemia de COVID-19, em março de 2020, e a consequente interrupção das atividades presenciais do museu, o desenvolvimento de conteúdo para as redes sociais, que já era vislumbrado, tornou-se uma importante alternativa ao momento adverso. Com isso, a divulgação científica, pautada na criação de conteúdo autoral nas redes sociais do museu, tornou-se a principal atividade desenvolvida pelo museu. Todo o conteúdo autoral é publicado no Instagram e no Facebook e conta com identidade visual própria, desenvolvida pela equipe de comunicação visual do museu. A produção é feita em cinco colunas com propostas diferentes, sendo elas: “Fique de olho” – Produção textual, semanal, de tema livre, abordando as mais variadas áreas do conhecimento (biologia, história, geografia, etc). “Fique de olho, especial COVID-19” – Produção textual, semanal, a respeito de temáticas que se relacionem à pandemia do novo coronavívurs. “Mito ou verdade” – Produção mensal, em formato de vídeo, com duração de aproximadamente três minutos, que visa à desconstrução e elucidação de controvérsias, mitos, superstições e crendices populares. “Peça do mês” – Produção mensal, que combina linguagem imagética com linguagem textual, com o objetivo de apresentar instrumentos e objetos preservados na exposição e na reserva técnica do museu, bem como o trabalho feito pela equipe de conservação. “Quem sou eu? Onde estou?” – Produção mensal, que combina linguagem imagética com linguagem textual, com o objetivo de apresentar a trajetória das personalidades que dão nome às vias e edifícios da UFRJ. Desde o início das ações de divulgação científica nas redes sociais do EMCCF, é possível verificar um considerável aumento no engajamento das publicações, o que é muito importante, pois contribui não só para uma maior visibilidade do museu, mas também para fomentar a apropriação do conhecimento científico pelo público