Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

Portal de Conferências da UFRJ
Not a member yet
    3173 research outputs found

    Um olhar sobre o processo adaptativo na escolarização dos estudantes da Educação Infantil

    No full text
    O objeto terá a proposta de elaborar um estudo referente ao processo de adaptação na Educação Infantil, como um trabalho que analisa a necessidade do estudante adaptar-se à nova realidade e a importância da instituição oferecer as condições adequadas. O objetivo é de discutir acerca da complexidade de tal período na vida da criança, na busca de compreender que é um momento ímpar para o desenvolvimento intelectual, afetivo e social. A metodologia tem como base a pesquisa bibliográfica, que engloba um conjunto de autores, tais como: Ahmad (2009); Áries (1981); Fortunati (2009); Kramer (2006); Oliveira (2002); Ortiz (2000). A investigação é composta por uma variedade de assuntos sobre: O contexto histórico da concepção de infância; O papel da família, do professor e da escola diante da fase de integração escolar. A evolução histórica acerca do conceito de infância é um estudo que se desenvolveu no decorrer do tempo, que no primeiro momento foi considerado a vida do sujeito, enquanto na segunda etapa analisou-se a história, o meio social e a cultura do indivíduo. O período de socialização é uma etapa complexa para os estudantes no momento que ingressam a escola, seja durante a escolarização e toda vez que muda de nível escolar. O procedimento de adaptação começa na relação com os familiares, uma vez que os pais têm um papel fundamental no momento de preparar diariamente o filho para as aulas, tendo em vista que não basta apenas matricular e esperar que a escola faça o resto. Para mediar a dificuldade e o conflito emocional existente no período da escolarização, a escola, o professor e a família aparece como uma peça fundamental para acolher, cuidar e adaptar, que pode contribuir para o bem estar, o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças. Concluiu-se que, a instituição precisa buscar o constante diálogo com a família, a planejar as ações em parceria com os demais profissionais e a oferecer a estrutura apropriada, além de proporcionar a reflexão de que a organização, o planejamento e a participação orientada é um método que pode contribuir para o processo adaptativo dos aluno(a)s.   Palavras-chave: Processo. Adaptativo. Educação. Infantil.   REFERÊNCIAS   AHMAD, Leila Azize Souto. Um breve Histórico da Infância e da Instituição de Educação Infantil. São Paulo: V.00. p.eletrônica. Junho de 2009. ARIES, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. FORTUNATI, Aldo. A Educação Infantil como Projeto da Comunidade: crianças, educadores e pais nos novos serviços para infância e a família. A experiência da San Miniato: Porto Alegre, Artamed, 2009. KRAMER, Sônia. A Infância e sua singularidade. In: BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: FNDE, 2006. OLIVEIRA, Z. de M. R. de. Educação Infantil: Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. ORTIZ, Gisele. Adaptação e Acolhimento: Um cuidado inerente ao projeto educativo da instituição e um indicador de qualidade do serviço prestado pela instituição. 2000. Disponível em: < http: // www. revistaescola . abril . com . br /gestão-escolar / acolhida-gisele-ortiz.pdf > Acesso em: 12 de Outubro de 2020

    Dilemas na carreira profissional da população LGBTQIA+: relatos de uma história de vida

    No full text
    Dilemas na carreira profissional da população LGBTQIA+: relatos de uma história de vida   As organizações se tornaram espaços heterogêneos, partilhados por indivíduos de diferentes gêneros, etnias, classes sociais, religiões e orientações sexuais (ALVES; GALEÃO-SILVA 2004). A discussão sobre a população LGBTQIA+ tem crescido como tema de pesquisa e havido interesse sobre sua admissão e estratégias de sobrevivência profissional, como por exemplo, nos estudos de Carrieri, Souza e Aguiar (2014). Este é um estudo exploratório baseado em uma história de vida que busca situar a investigação no eixo de conexão entre as carreiras e a população LGBTQIA+. Utilizou-se as teorias sobre gênero, sexualidade e carreira, tomando como recurso analítico os turning points que surgem a partir de situações de dilemas e conflitos (DELUCA e ROCHA-DE-OLIVEIRA,2016). Toda a ênfase em uma pesquisa desse tipo recai sobre o processo e busca compreender como a história da vida do entrevistado ajuda a explicar suas posições a respeito da temática tratada. Sua principal característica é deixar o entrevistado livre para narrar, pois através da narrativa a pessoa dá sentido à sua vida e constrói sua realidade (BRUNER, 1991). Além de inúmeros contatos pelo WhatsApp, ocorreram duas entrevistas que posteriormente foram transcritas pela pesquisadora e analisadas com base na análise do discurso desenvolvida por Foucault (1999, 2002, 2003). Os relatos do entrevistado versaram sobre sua origem familiar, histórico acadêmico e profissional e percepção da influência da homossexualidade na sua trajetória. De acordo com Marre (1991, p. 89), o método biográfico objetiva “a partir da totalidade sintética que é o discurso de um indivíduo, reconstruir uma experiência humana vivida em grupo e de tendência universal”. O sujeito da pesquisa é o Matheus Felippe. Como ele mesmo se descreve, é filho adotivo de uma indígena e um pai cego, gay, negro e de uma família pobre que superou os desafios que a vida lhe impôs e hoje é palestrante, digital influencer, relações públicas, mestrando, além de líder de diversidade e inclusão no Sicredi. A trajetória do Matheus ratifica o entendimento da carreira como uma sequência não linear e com reinterpretações constantes de significados. Mostra como as mudanças de tempo e espaço impactaram seu status e a forma de lidar com suas angústias. Em nível organizacional, o entrevistado oferece inúmeras alternativas para que as empresas passem a tratar de forma séria a questão da inclusão, especialmente através do estabelecimento de metas sociais.   Palavras-chaves: carreira, trabalho, LGBTQIA+

    Uma experiência de arquitetura de microsserviços no desenvolvimento de uma infraestrutura tecnológica de apoio educacional com a API do Google Classroom

    No full text
    Os Microsserviços são uma abordagem moderna de desenvolvimento de software e consistem em aplicações desmembradas em componentes independentes, o que contribui para a valorização da granularidade, facilita o gerenciamento e a integração, possibilita escalabilidade, reutilização e aumenta a resistência a falhas. Essa abordagem vem sendo utilizada pela Equipe de Desenvolvimento da Superintendência de Tecnologia da Informação da Universidade Federal Fluminense. Um dos produtos de software desenvolvidos nesse padrão de arquitetura foi o Sistema Acadêmico da Pós Graduação (SisPos), que permite aos Administradores da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) e Coordenadores de curso realizarem o gerenciamento de candidaturas, alunos, editais, docentes, cursos, pesquisadores, disciplinas e currículos dos cursos de Pós-Graduação. O estilo arquitetural do SisPos, desenvolvido em linguagem Ruby com o framework Rails, possibilitou o desenvolvimento ágil de uma infraestrutura tecnológica de apoio educacional utilizando uma API (Application Programming Interface) do Google que possibilita integração de sistemas acadêmicos com o Google Classroom, produto do G Suite for Education que disponibiliza salas de aula virtuais. O projeto de integração do SisPos à API do Google Classroom foi desenvolvido com a metodologia Scrum e o time de desenvolvimento contou com três integrantes. Para validação das funcionalidades foram realizados testes de modelo, requisição, integração e feature com a ferramenta Rspec e as gems Capybara e Selenium. Após a realização dos testes e procedimentos de homologação, o serviço foi disponibilizado em produção e a documentação foi disponibilizada no Portal do Conhecimento da Universidade. Como perspectivas futuras, continuaremos trabalhando para a manutenção do sistema e suporte ao cliente, de modo que possamos coletar métricas de uso e identificar novas necessidades. O projeto desenvolvido é uma contribuição para facilitar o gerenciamento de informações, materiais e atividades dos estudantes dinamizando o processo de ensino-aprendizagem através da tecnologia, o que é imprescindível na atualidade, sobretudo no contexto atual da pandemia causada pelo Sars-CoV-2. Além disso, é uma iniciativa para garantir integração e padronização das tecnologias disponibilizadas para a comunidade acadêmica, visto que um projeto similar foi previamente realizado para integração do Google Classroom ao Sistema Acadêmico da Graduação (idUFF)

    Atendimento psicossocial à mulheres em situação de violência de gênero durante a pandemia da Covid-19: limites e desafios

    No full text
    A pandemia da Covid-19 e a consequente migração do trabalho na modalidade presencial para o remoto trouxe novas demandas e a necessidade de diversas categorias profissionais adequarem suas práticas à nova realidade. Neste trabalho, partimos das experiências profissionais no atendimento à mulheres em situação de violência de gênero no Centro  de Referência de Mulheres da Maré Carminha Rosa e no Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida, que são projetos de extensão do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ, e que integram a Política de Enfrentamento da violência contra a mulher do Estado do Rio de Janeiro . Desde o início da suspensão das atividades não essenciais na UFRJ, ambos os centros tiveram que lidar com a problemática de dar continuidade aos acompanhamentos que já eram realizados de forma presencial em uma modalidade à distância, bem como a de criar condições para que outras mulheres em situação de violência pudessem acessar seus serviços de maneira remota. Isso demandou múltiplos e novos desafios, tais como: 1- A dificuldade de acesso à internet e às tecnologias  necessárias para o atendimento remoto por parte de algumas mulheres; 2- A criação de novas estratégias de ação e divulgação para o acesso de novas usuárias a esses centros; 3- O fato de algumas mulheres residirem com seus agressores, o que torna o atendimento remoto extremamente arriscado, já que o espaço de fala destas seria em seus próprios domicílios; 4- Os impactos na comunicação e no vínculo entre profissional e usuária devido à especificidade do atendimento o remoto, que é realizado por meio de chamadas de vídeo, áudio e mensagens de texto; 5 - As falas mais diretas das usuárias no primeiro atendimento que dificultam a identificação de demandas implícitas; 6- O próprio deslocamento do trabalho para o ambiente doméstico e os possíveis efeitos disso na vida privada do profissional, dado que o conteúdo de nossa escuta e intervenção - a violência e privação de direitos - que usualmente é permeado de forte conteúdo emocional. Temos por objetivo neste trabalho apontar os desafios do trabalho remoto mais especificamente no âmbito do atendimento psicossocial às mulheres em situação de violência realizados nos dois Centro de Referência. Para tanto, usaremos a metodologia de exposição oral das experiências e aprendizado nesse período. Como resultados pretendemos apontar a importância da continuidade deste atendimento no enfrentamento à violência de gênero contra a mulher.Palavras-chaveviolência de gênero contra a mulher; atendimento psicossocial; trabalho remot

    Teorias de Justiça, Base Nacional Comum Curricular e Declaração Universal dos Direitos Humanos como instrumentos de promoção da cidadania e combate à intolerâncias

    No full text
    O presente artigo discute as teorias de justiça como um estímulo ou ferramenta para promover a cidadania e combater intolerâncias, especialmente a religiosa nas escolas. Utiliza-se a metodologia da pesquisa documental e bibliográfica. Para tanto, é necessário discutir questões da filosofia política em Michael J. Sandel, que abordam conceitos de Bem-Estar, Liberdade e Virtude, bases da organização de uma sociedade e que estão intimamente ligados ao conceito de Justiça. Segundo Sandel (2015), há pelo menos três formas diferentes de se pensar sobre leis e justiça, e suas motivações: “aumentar o bem-estar, respeitar a liberdade e promover a virtude. Cada uma delas aponta para uma forma diferente de pensar sobre justiça” (SANDEL, 2015, p.13). Uma sociedade justa procura promover a virtude de seus cidadãos? Ou a lei deveria ser neutra quanto às concepções concernentes à virtude, deixando os cidadãos livres para escolher, por conta própria, a melhor forma de viver? Esta discussão dividiu o pensamento político em antigo e moderno. Em Aristóteles podemos verificar a relação entre lei, cidadania e justiça. Aristóteles ensina que a justiça significa dar às pessoas o que elas merecem. E para determinar o que cada um merece, devemos estabelecer quais virtudes são dignas de honra e recompensa. Ele sustenta que não podemos imaginar o que é uma Constituição justa sem antes refletir sobre a forma de vida mais desejável. Para ele, a lei não pode ser neutra quanto à qualidade de vida. Contrariando a proposição de Aristóteles, filósofos políticos modernos — de Immanuel Kant (2008), no século XVIII, a John Rawls (2005), no século XX — afirmam que os princípios de justiça que definem nossos direitos não devem ser baseados em nenhuma concepção particular de virtude ou da melhor forma de vida. Para eles, uma sociedade justa respeita a liberdade individual de escolher a própria concepção do que seja uma vida boa. Desse modo, é possível afirmar que as teorias antigas de justiça, partem da virtude, já as teorias modernas iniciam-se pela liberdade. Considerando que não nos cabe esgotar os pontos fortes e fracos das teorias sobre justiça, concluímos que utilizá-las como base para propor soluções de aproximação entre a legislação educacional vigente, especialmente a Base Nacional Comum curricular e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no intuito de promover o exercício da cidadania e combater intolerâncias, especialmente a religiosa nas escolas.

    Avaliação de Desempenho na UFRJ: Desafios e Perspectivas

    No full text
    A UFRJ vem implementando ao longo dos últimos dois anos o  Programa de Avaliação de Desempenho   dos servidores técnico-administrativos (AvaDes), um projeto idealizado há mais de 10 anos.  As mudanças no Programa de Avaliação de Desempenho tornam-se necessárias para atender o PCCTAE, instituído pela lei nº 11.091 de 12 de janeiro de 2005.   Este plano traz a vinculação entre o desenvolvimento do servidor na carreira à progressão por capacitação profissional e à progressão por mérito profissional, assim como prevê o desenvolvimento do servidor vinculado ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Segundo o PPCTAE o PDI deve contemplar plano de desenvolvimento dos servidores, envolvendo um programa de avaliação de desempenho.  Pontua, ainda,  que a avaliação de desempenho funcional dos servidores, como processo pedagógico, deve ser realizada mediante critérios objetivos decorrentes das metas institucionais, referenciada no caráter coletivo do trabalho e nas expectativas dos usuários. Em 2008, a Lei 11784, que dispõe sobre a reestruturação do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo, traz importantes considerações quanto à avaliação de desempenho, de forma que deva subsidiar a política de gestão de pessoas. Segundo esta lei, a avaliação de desempenho dos servidores deve estar relacionada às metas institucionais visando controle dos trabalhadores por meio de metas individuais, metas relacionadas à equipe de trabalho e, consequentemente, às metas da organização como um todo. Partindo-se deste cenário, em 2018 inicia-se a fase de implementação do novo sistema de avaliação na UFRJ, através de um projeto-piloto. Em 2019 inicia-se a implementação do programa em toda a UFRJ, rompendo com o padrão de avaliação, trazendo impactos para a discussão nas unidades de suas organizações hierárquicas, que deveriam estar presentes no sistema, e impactos também quanto ao fato de não mais o servidor ser avaliado pela chefia, mas também haver avaliação da chefia pelo servidor e a autoavaliação dos servidores. Acompanhar o processo de implementação do Programa de Avaliação de Desempenho dos servidores técnico-administrativos na UFRJ, problematizando os dados encontrados, em especial no que tange as relações hierárquicas nos dão indícios de questões e possíveis caminhos a serem considerados para o planejamento de ações e políticas no âmbito da gestão de pessoas na universidade. Nos propomos nesta apresentação apresentar os dados encontrados, desafios identificados e possibilidades futuras quanto ao planejamento institucional para a construção de ações para o fortalecimento da Política de Pessoal na UFRJ

    O ESTUDO DAS EMOÇÕES: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DOS ARTIGOS APRESENTADOS NA DIVISÃO ACADÊMICA DE GESTÃO DE PESSOAS E RELAÇÃO DE TRABALHO DO ENANPAD

    No full text
    Este artigo tem como propósito identificar e analisar a produção científica no campo da Administração no que diz respeito aos trabalhos que abordam os estudos das emoções no trabalho. Foram selecionados artigos referentes aos Encontros da Associação Nacional de Pós-Graduação em Administração (EnANPAD) no período de 2015 a 2019, perfazendo um total de 678 trabalhos, tendo sido considerado apenas a divisão acadêmica de gestão de pessoas e relações de trabalho do ENANPAD. Desse total de artigos apresentados, apenas 46 artigos se propuseram a abordar em algum grau o tema emoções relacionado ao trabalho. Dentre os assuntos abordados nos artigos destacou-se a quantidade de trabalhos voltados para a pesquisa do estresse ocupacional e também a síndrome de Burnout e como eles podem ser diagnosticados em diversas áreas, dentre elas: área de saúde (enfermagem), caixas de bancos, área de metalurgia, técnicos em educação, apontando suas diversas causas e o quanto ele pode prejudicar a saúde do trabalhador. Outro tema de destaque foram as pesquisas voltadas ao prazer e o sofrimento no ambiente de trabalho, também chamada pelo termo de “psicodinâmica do trabalho”. Diversas áreas foram demonstradas entre elas: prazer e sofrimento na vivência de médicos oncologistas; prazer e sofrimento no esporte de alto rendimento; prazer e sofrimento, um estudo com assistentes sociais. Podemos concluir então que as pesquisas em emoções voltadas para o trabalho são bem heterogêneas e quanto esse tema ainda pode ser explorado, visto que, a maioria das pesquisas ainda estão muito focadas nos subtemas: estresses e prazer e sofrimento

    Baratas, de Scholastique Mukasonga, através de olhares feministas: diálogos entre questões de gênero e sexualidade

    No full text
    Este trabalho busca compreender e analisar trechos do romance Baratas, de Scholastique Mukasonga, através de um olhar contemporâneo e feminista, dando prioridade à vertente do feminismo negro, pois trata-se de uma autora marcada por sua etnia, gênero e classe social. Analisaremos a obra com trechos que exemplificam a interseccionalidade tão pontual nesta narrativa e refletiremos acerca da questão da sexualidade e como isso está relacionado ao gênero e ao contexto histórico e social vivido em Baratas. A obra nos faz repensar cada vez mais o movimento feminista e suas vertentes, e se de fato ele responde às necessidades de tantas variações de vivências no gênero feminino

    CONSIDERAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE CIBERES-PAÇO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E HOMEOFFICE: UMA ANÁLISE SOBRE O PAPEL DO TELETRABALHO NA GESTÃO UNIVERSITÁRIA DURANTE A COVID-19

    No full text
    Este trabalho tem como objeto a análise das intersecções existentes entre a infraestrutura das tecnologias intelectuais do ciberespaço e a relação com a administração pública considerando a implantação do modelo laboral de home office tendo em vista a necessidade de garantia da suficiência administrativa para concretização de demandas e processos de gestão universitária durante a pandemia do Coronavírus. No final do mês de março de 2020, a disseminação do Covid-19 (SARS-CoV-2) foi considerada pandemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estimulou os países a adoção de estratégias para a desaceleração da propagação viral, pautando-se pelo distanciamento social como medida de achatamento da curva de contaminação da população. Com o objetivo de diminuir a proliferação do vírus, os setores e departamentos ligados às instituições de ensino superior no Brasil, publicaram portarias e resoluções orientando o trabalho em caráter home office para garantir o cumprimento de demandas universitárias, sobretudo aquelas voltadas para áreas essenciais e prioritárias. Nessa perspectiva, o ciberespaço surge como um conjunto de tecnologias intelectuais que fornece uma infraestrutura a partir de plataformas digitais de comunicação, interação e alimentação de banco de dados por parte de servidores administrativos. Em apertada síntese, o ciberespaço pode ser definido como “espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores” de modo que oferece uma estrutura e alicerce técnico para a mediação de demandas na relação resultante do homem com a máquina, utilizando-se dos princípios da ubiquidade e não-presença (LEVY, 1999, p.92). Em outras palavras, o ciberespaço permite a concretização de demandas administrativas em qualquer local, por parte do servidor, desde que exista acesso a internet e equipamentos eletrônicos compatíveis. O ciberespaço permite a utilização de endereço eletrônico, acesso remoto, aplicativos de mensagens instantâneas, programas de streaming, base de dados VPN, aplicativos de reuniões virtuais (Microsoft Teams), programas de gerenciamento de processos (SEI) além de plataformas digitais universitárias (FIPLAN, SGE, SAGRES, SIP). Esta pesquisa utiliza método indutivo, analisando questões particulares para se chegar a uma generalização. Utiliza-se como método de procedimento, o método comparativo, por analisar as inferências entre elementos distintos. Enquanto técnica de pesquisa foi adotada a pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica no sentido de atingir os resultados. A pesquisa ainda encontra-se em fase embrionária, mas aponta elementos que dão sentido ao ciberespaço enquanto mediador tecnológico para concretização de demandas administrativas tendo como vantagem o aumento da produtividade e maior qualidade na estruturação de processos

    Do purgatório de Dante ao renascimento: conexões entre acervos documentais e produção de conhecimento na Universidade.

    No full text
    Documentos são artefatos que conduzem continuamente as atividades humanas no intuito de comprovar e/ou orientar rotinas de trabalho. No espaço universitário, os registros documentais percorrem diferentes instâncias. Eles circulam por salas de aula, departamentos, gabinetes e laboratórios. A presença de documentos nestes locais frequentemente termina em um destino comum, por vezes denominado de arquivo. Este concentra um amplo conjunto de registros nem sempre armazenados em condições satisfatórias, seja por uma organização caótica, seja por ausência de estrutura básica de acondicionamento. Nestas situações é comum caixas e pastas amontoadas de maneira improvisada, quer em salas, depósitos ou até no chão de corredores. Sobre este cenário, propomos representar tais situações como “purgatório”. A analogia com a obra de Dante Alighieri permite compreender que os arquivos, assim como o purgatório, nada mais expressam que o lugar à espera de um julgamento, e a incerteza sobre o seu destino, apenas prolonga o sofrimento, de modo que documentos seguem acumulados indiscriminadamente, sem separar o joio do trigo. Na avalanche progressiva produzida, perpetuam-se obscuridades, tornando-se remota qualquer chance de extrair informações relevantes de um emaranhado desconexo de papéis. Neste sentido, propomos como alternativa outra metáfora: o renascimento. Renascer significa renovar, ressurgir. Contudo, a maior contribuição em servir-se da palavra renascimento está em utilizá-la no contexto do movimento histórico renascentista (iniciado na mesma Itália de Alighieri). Nesta aproximação, entre movimento renascentista e arquivos, outros sentidos podem ser alcançados. O principal deles é o de considerar renascimento, assim como o ocorrido no séc XIV-XVI, como o momento de retomada da razão, ou seja, de um período de retorno ao senso crítico. Assim, propomos uma revalorização de documentos abandonados e esquecidos através de uma observação criteriosa  capaz de reconhecer valores informativos, fazendo-os retornar à vida, renascendo. Realizar este procedimento é um processo que demanda basicamente uma técnica: leitura. Um exemplo que ratifica tal afirmativa é a descoberta recente realizada por uma estudante a respeito de um texto inédito de Machado de Assis, o qual foi localizado por um simples olhar atento para uma das seções do jornal da época, que indicava a autoria. Quantos outros achados poderiam ser realizados em acervos desconhecidos de uma instituição centenária como a UFRJ? Nossas experiências na universidade comprovam numerosas possibilidades de estudos capazes de serem munidos por fontes documentais da própria instituição. O trabalho técnico, nesta condição, torna-se fundamental como meio de aproximação entre potenciais pesquisadores e acervos. Renascer é necessário

    1

    full texts

    3,173

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Portal de Conferências da UFRJ is based in Brazil
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇