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Projeto Semana da Consciência Negra: Resgate e Conscientização da População Negra
Considerando a grande injustiça sofrida pela libertação da escravatura,deixando-os a própria sorte, os mesmos começaram a se aglomerar emgrupos, em várias regiões e lugares, construindo assim, os quilombos e asconhecidas favelas. Trazidos para o Brasil, de forma desumana, submetidos amaltratos. Apesar de toda esta situação convém observar que os negros sãodotados de uma inteligência e capacidade de superação sem igual. Asociedade branca e racista os expõem a situações de rebaixamento eexclusão. Porém tentam embranquecer todo os movimentos que são iniciadospela população Negra como fizeram com o samba, o pagode e, atualmentecom o funck. Apesar de todas as injustiças o negro se reafirma cada vez maiscom força e raça. Haja visto o destaque dos irmãos Rebouças na confecção dotúnel que deram o seu nome. Muitos negros superam as situações dedescriminação e injustiça. Com o objetivo elucidar, esclarecer e trazer debatespara o ambiente laboral da UFRJ, desde de 2013, no Hospital UniversitárioClementino Fraga Filho-HUCFF, pelo Setor de Treinamento da Divisão deRecursos Humanos, foi criado o projeto Semana da Consciência Negra, queanualmente, em novembro. O 1º encontro teve como tema a Origem dosSambas Enredos que contavam em versos e prosas; em 2014 o tema foi aInserção da População Negra em relação ao Acesso à Educação (realizado noCentro de Ciências e Saúde (CCS)). A partir de 2015 este projeto tem sidorealizado pela Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ, pelo SIAP – Seçãode Integração e Aperfeiçoamento de Pessoas, que em 2015 homenageou oprof. Historiador Joel Rufino (In Memoriam). Em 2016, homenageou a primeiraengenheira negra Sra Enedina Alves Marques (In Memoriam). Em, 2017homenageamos o pesquisador Wilson Prudente abordando a tese CotasRaciais no Supremo Tribunal Federal (In Memoriam). No ano de 2018, a ProfaVanda Maria de Souza Ferreira foi a homenageada, com a temática História daÁfrica e Cultura Afro-brasileira. Em 2019, a homenagem foi para romancista,contista e poeta profa Maria da Conceição Evaristo de Brito. Em época depandemia, em 2020 será realizada live com a escritora Sandra Coleman, quereside nos Estados Unidos, e a professora adjunta no NEPP/UFRJ FernandaBarros que abordará sobre a Situação da População Negra na Atualidade
MATRIZ GUT NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO: EXPERIÊNCIA DA APLICAÇÃO EM UMA UNIDADE ACADÊMICA
O presente trabalho objetivou a aplicação da Matriz GUT em uma Unidade Acadêmica como ferramenta de auxílio na priorização de resolução de problemas para gestão do processo de tomada de decisão. A proposta metodológica foi oriunda da participação na disciplina “Organização e Processo de Tomada de Decisão”, ofertada em caráter interdisciplinar nos cursos de graduação da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que se consistiu no estudo e aplicação de ferramentas de gestão em uma instituição pública. Optou-se como lócus para realização do trabalho, a aplicação da Matriz GUT no Centro de Formação Interdisciplinar (CFI) que é uma unidade acadêmica da Ufopa com a missão de promover a articulação das diversas áreas do conhecimento em prol da construção de uma abordagem institucional interdisciplinar de seus programas acadêmicos e gerenciais, por meio da oferta de ensino, nas modalidades que se mostrarem adequadas, integrado à pesquisa e à extensão. Obteve-se autorização institucional por meio de ofício em 17 julho de 2017. Realizou-se visitas in loco no mesmo mês para o levantamento de informações em documentos como Relatórios de Atividades, atas de reuniões, Plano de Desenvolvimento da Unidade (PDU) e informações prestadas pelos servidores. Como resultado foram elencados 10 problemas: Número de funcionários insuficientes para atender as demandas; Aumento de demanda de atividades por funcionários; Falta de autonomia da Unidade para resolutividade de problemas; Falta de apoio institucional; Diminuição de recursos orçamentários; Falta de isonomia em processos administrativos; Desmotivação dos servidores; Falta de valorização dos servidores; Ruptura e descontinuidade da proposta do modelo acadêmico; Falta de definição sobre o papel institucional do CFI. Com a aplicação da matriz GUT o problema priorizado foi a “Falta de definição sobre o papel institucional do CFI”. Compreendeu-se esta problemática está no cerne das principais questões referente ao desenvolvimento institucional e implica nos processos internos referentes ao modelo acadêmico institucional adotado causando sobrecarga aos servidores. Verificou-se que a ruptura e descontinuidade da proposta acadêmica do CFI, é um problema complexo que exige um estudo mais abrangente para que se busque resolutividade pois envolve questões de cunho político que estão correlacionadas ao projeto de desenvolvimento institucional. Conclui-se que a utilização da Matriz GUT possibilitou uma avaliação quantitativa dos problemas da Unidade Acadêmica dando indicativos à priorização de ações corretivas e preventivas para que problemas sejam eliminados (parcialmente ou em sua totalidade)
Análise da construção narrativa dos TAEs
Com base e no cruzamento entre os temas debatidos por Stuart Hall, em A Identidade Cultural na Pós-Modernidade (2005), Michel Foucault, em A Ordem do Discurso (1996) e Microfísica do Poder (2014), e Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida (2001), analisar a construção narrativa contemporânea protagonizada pelos Técnicos Administrativos em Educação (TAE) da UFRJ. Neste sentido, os TAEs lutam por espaços que diferem da premissa semântica inicial, determinada por construções conotativas pela legislação e pelas relações entre os técnicos e outros segmentos universitários, que sempre determinaram de forma sólida, sem possibilidade de movimentação, quais os lugares de circulação, os espaços de fala que poderiam ser atribuídas ou não aos técnicos. Então, há uma busca constante para que se saia da cochia dos acontecimentos univeristários, procurando a coadjuvação e o protoganismo no proscênio da cena univesitrária dentro e fora da UFRJ, e até mesmo na cena nacional. Podemos dizer, em princípio, que este protagonismo vem sendo costurado desde a construção das bases sindicais, mas que estão se solidificando nos últimos quatro anos principalmente por conta de alguns espaços de luta que foram conquistados. Sobre estes espaços podemos falar na luta antirracista, por meio da Câmara de Políticas Raciais, na busca por um ambiente universitário menos violento, com a articulação na Comissão de Direitos Humanos e Combate às Violências, pela busca em reacender a Universidade para os Trabalhadores. Com isso, a análise discursiva e dessa narativa se faz importante, pois que demonstra a luta na construção de novos sentidos para o TAE, para os lugares que ele pode sim ocupar e pelo direito de escrever em conjunto a História da Universidade no Brasil
ENSINO EM ESPAÇOS NÃO-FORMAIS DE EDUCAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE
Introdução: A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é uma instituição de ensino que abraça em sua estrutura um número de 16 espaços de memória, que abordam diferentes temas, da antropologia às ciências exatas. Nesse contexto, os cursos da saúde também se organizam para promover a valorização da sua história. Objetivo: Descrever a elaboração de um curso sobre educação não-formal em parceria com outros centros de memória. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, que aborda a construção de um curso de extensão realizado pelo Museu da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN), durante a pandemia da COVID-19 em parceria com profissionais representantes de outros espaços de memória da saúde brasileira. Resultados e discussão: O Museu da EEAN é um espaço fundado em 2017 onde são realizadas atividades de ensino, pesquisa e extensão, que visam valorizar e preservar a história da saúde brasileira, através de palestras e visitas guiadas, que alcançam diferentes grupos e áreas, como o ensino médio-técnico, cursos de graduação e pós-graduação. Devido à pandemia e a interrupção das atividades presenciais, as práticas virtuais tornaram-se essenciais para a difusão do conhecimento e manutenção do funcionamento do museu. Desta forma, elaborou-se um curso para apresentar ao público as bases teóricas e ações que envolvem a aprendizagem em espaços não-formais, utilizadas regularmente a cada visita guiada. Para isso, foram convidados estudantes extensionistas e docentes de outros espaços de memória da saúde para que se estabelecesse um diálogo e intercâmbio de experiências entre as instituições e assim apresentar aos ouvintes os resultados de diferentes práticas relacionadas ao ensino em espaços não-formais de educação. O curso contou com três encontros semanais e participaram docentes e discentes bolsistas do Museu de Anatomia, Museu da EEAN, Museu da Geodiversidade e Espaço Memorial Carlos Chagas, todos ligados à UFRJ, bem como escolas públicas municipais. Todos puderam apresentar suas perspectivas sobre o uso de museu como espaço de ensino. Conclusão: Um espaço de memória possui um enorme potencial educativo quando são adotadas estratégias que promovam a interação dialógica entre o condutor da visita, o visitante e o espaço. No âmbito dos espaços da saúde da UFRJ, o curso contribuiu para a aproximação do público durante a pandemia, além do fortalecimento e intercâmbio das ideias implementadas pelos distintos grupos
BRINQUEDOTECA HOSPITALAR BRUNO QUEIROZ: A LUTA PELA QUALIDADE NO DIREITO DE BRINCAR- RELATO DE EXPERIÊNCIA
As brinquedotecas hospitalares são amparadas pela Lei Federal 11.104, de 21/03/2005 que trata da obrigatoriedade da instalação de brinquedotecas hospitalares em unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em internação. Elas surgem para garantir à criança internada um espaço destinado ao ato de brincar, a fim de colaborar no seu tratamento e abrandar traumas que possam surgir com a internação. Estudos apontam que, embora exista uma grande quantidade de benefícios, a brinquedoteca hospitalar ainda não é uma realidade presente em todos os hospitais infantis, e que a maioria das que foram implementadas trabalham com dificuldades. O objetivo deste trabalho é apresentar a Brinquedoteca Bruno Queiroz (antiga sala de Recreação), localizada na Unidade de Pacientes Internados do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da UFRJ, que após 30 anos de existência, não só ganhou o privilégio de ser ressignificada como ampliou essa possibilidade para outras brinquedotecas hospitalares. Um espaço, que apesar de todas as adversidades, apostou na qualidade do trabalho e no direito de a criança brincar e reinventar a sua história, num momento atípico da sua infância, fazendo com que seja um sujeito ativo dentro de um universo no qual a passividade se faz presente. A brinquedoteca Bruno Queiroz segue as orientações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, através de medidas e procedimentos, no sentido de orientar a organização dos grupos de crianças a serem atendidas, de acordo com as precauções de contato. O setor conta com uma equipe de quatro profissionais, que são mediadoras desse processo. Antes do atendimento às crianças, é realizada a organização da sala e, em seguida, visita às enfermarias para organização dos grupos que serão atendidos. O olhar e a interatividade presentes nesse espaço ajudam a garantir a participação das crianças e de seus acompanhantes em diversas atividades lúdicas, artísticas, literárias e culturais, tendo como recursos: o acervo de brinquedos, jogos e livros (que são doados); eventos temáticos e todas as formas de expressão artística. Ao longo do ano, alguns projetos são desenvolvidos: “Pacientes fazendo Arte”, “Enfeitando o corredor”, “Aniversariantes do dia” e “Conhecendo o hospital”. A relação causa x efeito dentro de uma UPI, normalmente nos remete a imagem de doença, dor, sofrimento, tristeza. Porém, neste setor, que costumamos chamar de uma ilha de possibilidades dentro do oceano revolto, trabalhamos com a criança, seus desejos e possiblidades.
Atuação da psicologia no Serviço de Saúde do Trabalhador do HUCFF
Este estudo descreve as representações sociais de profissionais da área de saúde do trabalhado da UFRJ/SESAT, sobre prazer e sofrimento no trabalho. A pesquisa tem fundamentação teórica na Psicodinâmica do Trabalho e na Teoria das Representações Sociais. A metodologia adotada é de orientação qualitativa, utilizando-se a técnica dos grupos de servidores do HUCFF como principal meio de coleta dos dados. Os participantes da pesquisa reconhecem a existência de situações que geram prazer e sofrimento, com o objetivo de diminuí-las e de potencializar as vivências de prazer na Organização. Objetivos: O objeto deste estudo são as representações de profissionais do HUCFF, sobre prazer e sofrimento no trabalho. Para descrever o campo representacional construído por esses profissionais, partimos das seguintes perguntas de pesquisa: • Quais são as representações construídas por estes profissionais do Hospital a respeito do sofrimento e prazer no trabalho? • Quais são as fontes de sofrimento no trabalho, na visão desses profissionais? • Como diminuir o sofrimento no trabalho, ou transformá-lo em sofrimento criativo? • Como potencializar o prazer no trabalho? • Qual é o impacto do sofrimento patogênico sobre o indivíduo e sobre a organização? • Qual é o papel do Psicólogo em face do fenômeno "prazer e sofrimento"? A intenção primordial da pesquisa não é demonstrar que os profissionais do HUCFF, não sofrem mais sim, acolhemos todos nas perspectivas como legítimos componentes do campo representacional da UFRJ construído pelos profissionais do SESAT. Todos os profissionais da instituição serão acolhidos pelos profissionais do Serviço de Saúde ao Trabalhador.
Traçando o Perfil Étnico-Racial/Gênero dos Servidores Docentes e Técnico Administrativos em Educação da UFRJ
Introdução Essa proposta visa traçar o perfil do corpo docente e de técnicos administrativos em educação (TAES) na UFRJ, no tocante aos aspectos de raça e seus entrelaçamentos com o gênero. Se justifica não só pela ausência de informações capazes de instrumentalizar o gestor público como também para dar visibilidade à realidade na qual estamos inseridos. O perfil étnico-racial poderia se tornar um elemento irrefutável de práticas institucionalizadas e sistêmicas de racismo. Fundamentação O racismo institucionalizado proporciona, reproduz e reforça relações sociais assimétricas entre negros e brancos. Se mostra como resultado do funcionamento das instituições que confere, ainda que indiretamente, desvantagens e privilégios a partir da raça1. Isso evidencia o que os negros brasileiros já sabem, sofrem e denunciam: o racismo no Brasil existe e seus efeitos são profundos 2. Em relação ao seu enfrentamento, a UFRJ aprovou a política de cotas para o acesso à graduação, em 2012. Mas, nos faltam elementos que permitam aferir a representatividade de negros no espaço de ensino e no seu corpo profissional. Objetivos Traçar o perfil étnico-racial de servidores da UFRJ, de forma a fornecer instrumento para a elaboração de políticas futuras de enfrentamento do racismo institucional Metodologia Pesquisa quali-quantitativa que visa construir um conjunto de informações relacionadas ao perfil dos servidores docentes e TAES da UFRJ, a partir da identificação de características gerais e coleta de dados para circunscrição do objeto de estudo, com a aprovação do CEP. Análise e discussão dos resultados parciais Os resultados iniciais mostram que a UFRJ possui 4181 servidores docentes. A classe da maioria dos ativos é de associado (1511) e adjunto (1206). Destes, 3689 possuem a titulação de Doutorado. Em relação ao gênero, 2206 é masculino e 1975 feminino. Há no quadro de professores substitutos 533 profissionais. No quadro de TAES, a UFRJ possui 9062 servidores. Destes 3637 estão localizados na área hospitalar e 5425 em outras áreas. Se considerarmos o gênero de TAES o predomínio é feminino, com 4726 mulheres e 4336 homens. Conclusão. Os resultados possibilitados pelo levantamento em sistemas junto a pró reitoria de pessoal servirão de base para segunda etapa do estudo que será a pesquisa de campo. Uma das políticas possibilitadas na UFRJ, foi o reforço da necessidade de aplicação e avaliação da eficácia da Lei Federal nº 12.990/14e do Decreto nº 9.508/2018.
IMPACTOS ECONÔMICO-SOCIAIS ENVOLVENDO MEI, ME E EPPS EM COMPRAS PÚBLICAS NOS "HOSPITAIS" MULTICAMP DA UFRJ A PARTIR DA ANÁLISE DE PREGÕES ELETRÔNICOS
Os “hospitais” universitários da UFRJ movimentam setores econômicos que vão além da área farmacêutica e uma parcela de seus contratos são formalizados através de pregões eletrônicos, por muitas vezes, com MEI, ME e EPPs. A partir daqui define-se o objeto da pesquisa, delimitando a área de exploração: desenvolvimento econômico e impactos sociais dentre pequenas empresas envolvidas em compras públicas nos "hospitais" Multicamp da UFRJ a partir da análise de pregões eletrônicos e suas políticas de tratamento diferenciado. O objetivo geral do presente estudo é investigar o impacto econômico e social local causado a partir do crescimento na adoção de pregões eletrônicos por parte dos “hospitais” multicampi da UFRJ junto às empresas que usufruíram de tratamento diferenciado a partir da lei 123/06 entre os anos de 2014 e 2020, tendo como base pesquisas documentais para elaboração de indicadores, em sua maioria de acesso público em sites governamentais, submetendo à luz da literatura que permeia o tema. Como objetivos específicos elegemos: (1) Verificação analítica dos pregões eletrônicos dos hospitais multicampi da UFRJ diante do recorte temporal estipulado: 2014 – 2020; (2) Identificar as empresas que se encaixam no instrumento legal fornecido pela lei 123/06 que atuaram nos pregões eletrônicos; (3) A partir de um sistema de amostragem, identificar os pregões que tiveram participação exclusiva de MEI, ME e EPPs para verificação da evolução da licitação: todos os itens foram cobertos? Houve cancelamento? O pregão foi deserto? (4) A partir de um processo de coleta de dados junto às empresas, verificar a evolução estrutural ou declínio das mesmas; (5) Averiguar a questão de geração de emprego e renda a partir da sintetização dos dados recolhidos; (6) Identificar e tratar as ideias centrais dos gestores das empresas envolvidas na coleta de dados a partir da aplicação da metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) (Lefèvre & Lefèvre). (7) Verificar a participação de empresas de outros estados e municípios vizinhos à cidade do Rio de Janeiro nos pregões eletrônicos dentro do objeto proposto. A discussão sobre compras públicas no Brasil é recheada de estigmas, visto o desenvolvimento do senso comum relacionado ao tema, que levanta um ar de desconfiança, principalmente por falta de conhecimento (é extremamente técnico). A simplificação dos problemas no Brasil é submetida à corrupção, logo, à administração do dinheiro público. Enfatizo que a corrupção não é o tema da pesquisa, pois, discordo desta simplificação, porém, não pode deixar de ser discutida
A atuação do Nutricionista na fiscalização técnica em contratos de alimentação nos Restaurantes Universitários da UFRJ
A eficiência de um contrato está relacionada ao acompanhamento de todas as fases de sua execução, o que ocorre de forma dinâmica. Os profissionais envolvidos na gestão e fiscalização de contratos em instituições públicas federais possuem grande responsabilidade com o cumprimento do objeto do contrato de forma eficiente. O objetivo deste trabalho é discutir a atuação do nutricionista e identificar as atribuições como fiscal técnico de contrato de serviços continuados de alimentação e nutrição. Foi realizada uma revisão bibliográfica e uma análise empírica dos fatores relacionados à qualidade na prestação de serviços e atuação dos nutricionistas como fiscais técnicos dos serviços de alimentação prestados nos Restaurantes Universitários da UFRJ. Segundo a Instrução Normativa n° 05 de 2017, a fiscalização técnica avalia a execução do objeto do contrato podendo ser utilizado o Instrumento de Medição de Resultado (IMR). Além da avaliação do desempenho, possíveis penalidades podem incidir em descontos no pagamento da empresa. O Termo de Referência (TR) é o documento que deverá nortear com clareza o contrato do ponto de vista organizacional e legal durante a prestação de serviço. Segundo a Resolução CFN n°600 de 2018, ao nutricionista compete atribuições específicas na gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) e como fiscal em UAN atua com embasamento técnico científico visando a promoção da saúde da clientela. Nos RU da UFRJ o modelo de terceirização foi uma alternativa para que permitisse conceder à empresa o desenvolvimento de todas as atividades operacionais na produção de refeições. Contudo, esse modelo poderia distanciar e reduzir a autonomia da instituição em relação ao processo produtivo. Portanto, a equipe de fiscalização planejou e implantou medidas de controle de qualidade que apontam critérios objetivos e tangíveis para que o fiscal verifique a execução do contrato. O TR e o IMR são importantes instrumentos que contribuem para garantir uma prestação de serviço com qualidade. Características positivas: Boa qualificação profissional dos nutricionistas, padronização de processos, protocolos pré-estabelecidos e frequente avaliação da satisfação dos usuários através da ouvidoria da Universidade. A atuação dos nutricionistas ocorre conforme atribuições da fiscalização técnica de contratos em relação à Nova Instrução Normativa, de 2017. Por fim, sugerimos algumas adequações visando a melhoria do processo e atendimento a legislação. A capacitação profissional em nutrição contribui para uma fiscalização mais eficiente e para a promoção de saúde nos RU. O modelo proposto demonstrou ser eficiente na fiscalização dos contratos de alimentação.
Análise sobre as apropriações cinematográficas possíveis do conceito de sadomasoquismo
O presente artigo visa abordar como Marquês de Sade e Leopold Sacher-Masoch foram entes de influência cultural/intelectual no cenário europeu e como essa riqueza antropológica terminou por levá-los a receberem diferentes apropriações no cinema. Consideramos o sadomasoquismo como um conceito polissêmico, assim tentamos relacionar diferentes leituras de tal termo a diferentes aspectos ressaltados em certas produções. Nosso aporte teórico se mostra bastante variado, indo desde a leitura das próprias obras de Sade e Sacher-Masoch até comentadores mais recentes como: Michel Foucault, Gilles Deleuze, Jorge Leite Jr., Rodrigo Gerace etc. Nossa conclusão envolve ver como o cinema sempre possuiu margem para diferentes apropriações do erótico e como não há uma visão correta e derradeira do sadomasoquismo no cinema, mas diferentes leituras dependendo dos elementos que estão sendo ressaltados