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Explorando as mídias sociais: da coleta à análise dos dados
O marketing digital ganhou grande relevância por conta da pandemia do coronavírus; nesse período de crise, as medidas de isolamento levaram diversos segmentos a promoverem seus produtos e serviços através das mídias sociais. Com o grande volume de dados gerados nestas mídias, surge uma nova demanda para definir as métricas utilizadas para o seu monitoramento. Dessa forma, o Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI/UFRJ) reformulou a sua Base Gerencial (BAGER), com o intuito de extrair das mídias sociais informações para analisar e avaliar as atividades das bibliotecas em tempos de pandemia e a Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BT/CFCH/UFRJ), visando atender a essa solicitação, precisou adequar e intensificar o monitoramento das coletas estatísticas. Mas, como e quais informações extrair dessas mídias sociais: Twitter, Facebook e Instagram? A Biblioteca do CFCH através desse relato aponta como o monitoramento dessas mídias é realizado: Qual a importância da coleta e leitura dos dados estatísticos fornecidos? Quais ferramentas utilizar para o monitoramento? Como identificar se os caminhos seguidos para promover o produto ou serviço estão atingindo o seu objetivo? Observamos que cada mídia oferece recursos próprios para sua coleta de dados. O Twitter apresenta a opção estatísticas, que inclui duas modalidades: Página (dados compilados por mês) e Tweet (dados exibidos por tweet). Este também nos permite exportar relatórios de dados por tweet ou por dia, uma opção ainda mais completa e adotada pela biblioteca, que favorece a análise mais detalhada de nossas métricas de acesso e engajamento. O Facebook, por sua vez, na modalidade fanpage, fornece a opção Informações e o recurso Exportar dados (Página, Publicação ou Vídeo). Já no Instagram, acessando Informação visualizamos os dados de acesso e engajamento, no entanto o período de coleta e os dados são pré-determinados e organizados pela mídia. Sendo assim, coube à BT/CFCH estabelecer diretrizes de coleta e tabulação de dados para o melhor monitoramento de suas mídias
Diversidade na Carreira Pública: uma análise do perfil dos servidores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades e Institutos Federais
O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil dos servidores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades e Institutos Federais, a partir da discussão de contextos de carreira e considerando os marcadores sociais de diferença, gênero, raça e classe. Para tal fez uso de pesquisa com enfoque quantitativo descritivo, não probabilístico, transversal do tipo levantamento. Obteve-se 746 respostas, destas, 721 válidas, sendo 159 na região Sudeste, 294 na Sul, 110 no Nordeste, 48 do Centro-oeste e 110 do Norte do país. A análise dos dados evidencia predominância de força jovem, que permanecerá no quadro público por décadas. Verifica-se a existência de mobilidade intergeracional com relação ao acesso ao ensino superior e alta titulação atrelada ao alcance de melhoria salarial. O perfil de estabilidade, normalmente associado ao servidor público está em mudança, tanto pela maior mobilidade geográfica quanto pela realização de vários concursos com mobilidade entre órgãos. Embora o perfil aponte o crescimento da presença de mulheres, negros e egressos de escola pública, quando se analisam os rendimentos médios verifica-se a segmentação de grupos, reproduzindo diferenças nos marcadores individuais. Entende-se que um olhar para grupos específicos, que evidencie a diferença e heterogeneidade na constituição dos quadros públicos, pode contribuir na construção de políticas de pessoal mais efetivas
Palco aberto no Campus UFRJ-Macaé: atividade cultural que promove bem-estar, integração e pertencimento.
O Palco Aberto é uma iniciativa de técnicos administrativos do Campus UFRJ-Macaé, com início no ano de 2017, cuja pretensão inicial pautou-se na criação de um espaço semanal para apresentação de música ao vivo e outras artes, como forma de gerar integração entre a comunidade universitária e o fortalecimento do sentimento de pertencimento. Portanto, trata-se de experiência relacionada à Gestão Pública Universitária. A atividade tem duração de 2 horas e acontece ao meio-dia, entre o horário dos turnos de aula. Um palco com instrumentos, microfones e caixa de som é montado no pátio e toda a comunidade pode tocar os instrumentos, cantar ou fazer outra apresentação artística. Não há pré-requisitos, como ensaios, por exemplo. No Palco Aberto, se ouve e se vê de tudo um pouco, do rock ao baião, do samba à música clássica. Ainda que a iniciativa e coordenação da atividade seja realizada por técnicos, a participação majoritária é de discentes, não só da UFRJ como também de outras instituições que fazem parte do Polo Universitário em Macaé. Também há presença de docentes e outros trabalhadores das instituições. A cada semana é possível identificar novos participantes, que são estimulados por outros colegas, tornando, assim, contínuo o fluxo de participações. Em breve pesquisa realizada com o público do Palco Aberto, bem como pelas postagens em redes sociais, como no instagram por exemplo, percebe-se que a atividade tem atingido seu objetivo promovendo integração, pertencimento e bem-estar. Os depoimentos afirmam que o Palco Aberto é um momento de descontração, integração e boa energia, colaborando para a redução do estresse em um ambiente universitário com muitas cobranças, principalmente em períodos de provas. Após o Palco Aberto, o retorno para as atividades é mais leve e prazeroso. Há, ainda, relatos descritos nas redes sociais, de participantes que encontraram no Palco Aberto mais um motivo para continuar sua trajetória na universidade, sendo um espaço de alegria, interação com outros colegas e troca de afetos. No Palco Aberto não há julgamentos, todos são recebidos com carinho e aplausos do público. Diante do exposto, conclui-se que o Palco Aberto, enquanto atividade cultural no ambiente universitário, tem o potencial de gerar benefícios para a saúde mental, melhorando as relações entre as pessoas da comunidade universitária e com as próprias atividades desenvolvidas por cada um. Nesse sentido, o impacto positivo vai além dos benefícios individuais, alcançando o contexto universitário como um todo, deixando-o mais leve e acolhedor.
UNIRIO e pandemia: o trabalho dos técnicos-administrativos em educação e profissionais terceirizados
Após 45 dias do início das modificações dos regimes de trabalho na UNIRIO, motivadas pela pandemia de COVID-19 e pelo vácuo de políticas institucionais voltadas aos servidores administrativos, um coletivo de TAE’s organizou um questionário para minimizar o silenciamento desses profissionais. A Ordem de Serviço (OS) do Gabinete da Reitoria nº 10, de 30/06/2020, que determinava o reinício das atividades essenciais dos profissionais contratados, condicionando o trabalho remoto àqueles de grupo de risco e/ou cuidadores de alguém infectado, motivou o arrolamento de dados, nos mesmos moldes, dos trabalhadores terceirizados. Apresentamos aqui, então, os resultados do levantamento feito por dois questionários distintos, divulgados nos e-mails institucionais e nas redes sociais pelo Coletivo UNI-vos: o primeiro, em 01/05/2020, para técnicos-administrativos; e o segundo, em 05/07/2020, para terceirizados. Buscamos abarcar todas as realidades de trabalho durante a pandemia: presencial, remoto, revezamento e aquele cuja atividade foi suspensa totalmente. Propusemos questões sobre a dinâmica pessoal e familiar, saúde física e mental, além de informações de ordem laboral como lotação, modalidade de trabalho, grau de participação na tomada de decisão sobre a organização do trabalho remoto e, específico aos terceirizados, tempo e meios de deslocamento casa-trabalho. Esses levantamentos objetivaram dar visibilidade a setores sub-representados na Universidade e incentivar a implementação de um instrumento institucional, de maneira ampliada e sistemática. E, embora com alcance limitado – 80 respostas de técnicos e 50 de terceirizados – obtivemos resultados significativos: atingimos profissionais de todos os espaços, retratando suas condições de trabalho. Evidenciou-se a falta de transparência nas tomadas de decisão e planejamento coletivo, pouca interação entre os setores e precárias condições de trabalho. Para além dessas problemáticas, surgem outros desafios diários, como a atenção aos filhos em idade escolar e idosos; o suprimento das próprias condições de trabalho com equipamentos e internet adequados, além da falta de limites do horário de labor. Os trabalhadores do hospital universitário relataram o fornecimento irregular de EPI’s e o receio em contaminar familiares e afetos. Sobre os terceirizados, o Coletivo Uni-vos, desde a publicação da OS GR nº 10, movimentou-se no sentido de revertê-la. A revogação pela OS GR nº 11 alcançou poucos avanços, como o adiamento do trabalho presencial. Entendemos que as condições do retorno ao trabalho presencial devem ser discutidas pelo conjunto dos trabalhadores da Universidade: docentes, técnico-administrativos e terceirizados. Esperamos que estes relatórios inspirem um instrumento equivalente pela UNIRIO, no qual haja comprometimento em dar consequências aos resultados
Vídeo-cordéis - uma ação do Projeto de Extensão "Arautos do Mundo"
O Projeto de Extensão " Arautos do Mundo, coordenado por duas funcionárias técnicas administrativas usa componentes do patrimônio histórico cultural brasileiro para o aperfeiçoamento pessoal e profissional de seu público alvo. O contato com a capoeira, a cultura de diversos povos indígenas e agora com a literatura de cordel resultou na produção de uma série de vídeos que demonstram o quanto temos contribuído para a sensibilidade sócio-cultural de servidores da UFRJ, usuários dos serviços do Instituto de Psiquiatria e demais membros da comunidade externa. Este material audiovisual demonstra como é possível associar educação em direitos humanos e comunicação participativa através do contato com bens materiais e imateriais que remetem à história, à memória e à identidade brasileiras. Nestas expressões da comunidade brasileira vivas, mutantes e atuais, a presença indígena e de matriz africana ainda é negada, portanto entendemos que o contato com elas é fundamental, pois nos desafia a reconhecermos em nós mesmos esta diversidade. Os ‘vídeo-cordéis’ que começamos a produzir durante o isolamento social são fruto deste nosso trabalho que se iniciou com rodas de conversa e entrevistas com capoeiristas, indígenas e pesquisadores destes temas e visitas guiadas a espaços históricos e culturais por eles indicados. Assim, elaboramos dois ‘vídeo-cordéis’, a partir do contato com a história do cordel, a visita guiada a Academia brasileira de Literatura de Cordel e a roda de conversa com o presidente da mesma e o contato com as vídeo-aulas, nos canais do youtube de Antônio Nóbrega e do Instituto Brincante. No primeiro deles abordamos os desafios que enfrentamos devido a covid-19 e ao isolamento social e cada um gravou com seu celular em separado seus versos de cordel. No segundo, contamos a história de nosso projeto de extensão e a gravação foi feita coletivamente em videoconferência
A Qualidade de Vida do Trabalhador em um mundo competitivo: como alcançar metas e manter produtividade?
O panorama atual das economias globalizadas é visto como altamentecompetitivo, onde a produtividade e qualidade estão pareadas, a Qualidade de Vida doTrabalhador (QVT) está perdendo espaço em meio às pressões que o mercado impõe demaneira vital para as organizações se manterem reconhecidamente. No século XXI, emcrescente processo de inovações, como a indústria 4.0 que oferece a seus investidoresalta produtividade com um quantitativo menor de recursos humanos, células produtivascomo os micro-empreendedores e startups, provocam uma revolução no mercado detrabalho, capazes de levar a mão de obra a se autoavaliar para adaptar-se aatualidade.(TESSARINI, G Jr.; SALTORATO, P, 2018). O desemprego estrutural, arevolução tecnológica informacional, a Globalização, a severa recessão econômicamundial provocaram profundas mudanças e a busca por novos métodos tecnológicos eorganizacionais que desde década de 90 vem progressivamente influenciando omundo.(GORENDER, 1995).Diante deste cenário, como coincidir qualidade produtivacom qualidade de vida de seus trabalhadores? Através de pesquisas em: estudo de casos,onde pesquisaremos qualitativamente através de entrevistas, consulta de pagers, de fatoshistóricos para entendermos melhor este fenômeno
A ROTINA E O ACESSO AO ATENDIMENTO ODONTOPEDIÁTRICO E SEUS BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE
O presente resumo tem como objetivo informar acerca de tratamento de crianças residentes na comunidade e arredores que chegam à odontopediatria procurando orientação e tratamento odontopediátrico. Todos recebem instruções de higiene oral e prevenção à carie.O acesso às clínicas é feito através de triagem marcada por telefone ou presencial; a quantidade de vagas depende do fluxo de atendimento; a triagem seleciona a clínica tendo como critérios a idade e a complexidade de cada tratamento.Também é oferecido diariamente atendimento emergencial na clínica de referência em Traumatismo Dentário com acompanhamento, sendo mais uma especialidade oferecida aos pacientes. Fazemos, em média, 250 atendimentos por semana, 1000 por mês, totalizando 8000 pacientes por ano. As crianças são atendidas pelos alunos do cursos de Doutorado, Mestrado Acadêmico e Profissional, Especialização(que atende a clínica de Crianças - de 0 a 3 anos - a clínica de Pacientes com Necessidades Especiais - de 0 a 12 anos e a clínica de Especialização - de 3 a 6 anos), Atualização, Odontopediatria I e II e clínica de Aperfeiçoamento. As emergências são somente para crianças cadastradas, já que, atualmente, só há atendimento a pacientes cadastrados nas clínicas, não havendo emergência externa de clínica.A cada semestre há o registro médio de 200 a 300 novos pacientes selecionados pela triagem do departamento.Há significativo empenho para mostrar à sociedade a importância que deve ser dispensada à primeira dentição e os cuidados para preservá-la, pois muitas pessoas ainda acreditam de maneira extremamente equivocada que "se vão nascer outros dentes não teria maior gravidade ou importância em perder a primeira dentição".Trabalhamos especialmente com a prevenção e em decorrência disso sempre informamos de maneira explícita aos pacientes da importância do retorno ao dentista a cada 6 meses ou de acordo com o índice de cáries de cada criança.Quando considerarmos que o início do tratamento se dá na faixa de 0 a 15 anos, ouvirmos dos responsáveis: "se não tem dente, para que dentista?" Prestamos ampla e adequada orientação inicial aos pais da maneira de como se deve proceder para que se minimize a possibilidade de ocorrência de cáries nos seus filhos, assim também como os cuidados necessários para manutenção de adequada saúde bucal, acarretando numa dentição saudável, ressaltando a importância e o dever da escovação supervisionada, não deixando esta atribuindo função apenas por conta da criança, devendo ser acompanhada e supervisionada sempre por seu responsável
Expo-Bib - Microplático
A Biblioteca Central do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (BC/CCMN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) atende cerca de 800 pessoas por dia. O projeto Expo-Bib foi criado visando aproveitar o espaço físico da unidade de informação (UI) num local de exposições temáticas. Os objetivos desse projeto são: 1) Utilizar a biblioteca — instituição com grande poder emancipatório que deve ser percebida como um organismo vivo — como um espaço de transmissão de informação utilizando para isso diversos veículos; 2) Despertar consciência social, ambiental, política e cultural no corpo acadêmico sobre os temas abordados nas exposições e; 3) Promover a biblioteca, atraindo mais usuários para utilizar a UI. O primeiro tema da Expo-Bib foi o microplástico que ocorreu entre junho e agosto de 2019. Esse tema foi escolhido devido a urgência de se discutir novos modelos de sociedade onde o ser humano deve respeitar os limites do sistema terrestre afim de modificar as ações que nos levam ao Antropoceno. A quantidade de plástico acumulado nos oceanos multiplicou-se por dez desde o ano 2000, segundo a revista Nature. A própria água causa desfragmentação dos plásticos despejados na natureza. Garrafas, copos, canudos, sacolas acabam se decompondo em partículas cada vez menores. Os microplásticos já estão matando diversos animais marinhos e aves por se acumularem em seu trato gastrointestinal e está presente no nosso sal marinho. A metodologia utilizada para realização da exposição foi: 1) Criação da equipe de trabalho para administração do projeto; 2) Integração de toda a equipe da biblioteca com o projeto, solicitando para os servidores que guardassem e levassem todo lixo composto por plástico consumido no mês de abril de 2019 para a UI; 3) Pesquisa e criação da parte informativa da exposição; 4) Pesquisa e criação da arte da exposição; 5) Ensaio fotográfico das praias da cidade universitária da UFRJ visando elucidar a poluição por plásticos na realidade da universidade; 7) Abertura da exposição para o público; 8) Arrecadação de tampinhas plásticas para doação à instituições de caridade. O resultado foi muito positivo. Durante os três meses de exposição mais de mil pessoas viram a amostra entre alunos, professores, servidores e público externo. Realizamos algumas visitas guiadas para aposentados participantes de um projeto de computação da SINTUFRJ e para os participantes do 10º Ciclo de Estudos em Ciência da Informação. Atualmente estamos criando alternativas para continuar o projeto no formato virtual
VIRTUALIDADE, MEMÓRIA E MUSEU: UM ESTUDO DE CASO NA BIBLIOTECA PLÍNIO SUSSEKIND ROCHA DO INSTITUTO DE FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
O tema do trabalho é o Museu Virtual do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF/UFRJ), um espaço cibernético voltado para a memória institucional do IF/UFRJ, que em 2020 faz 56 anos e ocupa um lugar de destaque entre as instituições de ensino e pesquisa no Brasil que reverbera no exterior. O trabalho aponta uma problemática contemporânea a respeito da virtualidade nos museus e a organização de conteúdos dos acervos materiais e virtuais. A pesquisa elenca as atualizações e revisões elaboradas nos tópicos que compõem a ferramenta de disseminação da informação; ou seja: a inclusão de fotos do Professor Fundador Plínio Sussekind Rocha e da Professora Sarah de Castro Barbosa no tópico Fotografias; organização de conteúdo para o tópico Levantamento documental; e elaboração de um termo de consentimento, denominado carta de autorização, para o tópico história oral, que é composto por entrevistas com os professores eméritos e ex-alunos da Instituição. Dentro deste contexto, podemos afirmar que a questão elaborada para o presente trabalho foi atendida; ou seja, os conteúdos do Museu Virtual do IF/UFRJ que necessitavam de atualização, revisão e inclusão de imagem, fotos e informação eram os tópicos: Fotografias, Levantamento documental e História oral. Seguindo a mesma linha de raciocínio, podemos também atestar que os objetivos traçados para esta pesquisa foram cumpridos, pois todos os tópicos do serviço online já estão atualizados e revisados, constando as modificações e de acordo com os padrões de uma ferramenta de disseminação de informação; podendo ser acessado através do link http://biblioteca.if.ufrj.br/museu-virtual/. Destacamos que o referido site continuará em constante adaptação e atualização, como por exemplo, a inclusão de novos Instrumentos Científicos, Pesquisa Documental, Fotografias, etc. Neste primeiro momento, o Museu Virtual continua fazendo parte do site principal da Biblioteca Plínio Sussekind Rocha do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro - IF/UFRJ, porém, futuramente, espera-se que ele seja um site independente, dentro da página do Instituto de Física. Ressalta-se que há um enorme campo de trabalho para a disseminação de informação científica nas universidades públicas brasileiras, e esse trabalho é urgente, pois as novas Tecnologias da Informação e Comunicação redefiniram a forma de trabalho nas Bibliotecas. Acredita-se que o Museu Virtual da Biblioteca do Instituto de Física cumpra este papel de disseminador da informação, fazendo com que a Biblioteca busque realizar um trabalho ligado aos interesses da comunidade científica, onde ela participa, interroga e descobre valores
TRABALHO REMOTO, TELETRABALHO, TRABALHO EXTERNO, TRABALHO PRESENCIAL: O QUE NOS RESERVA O FUTURO?
A partir dos anos 2000 inúmeras modalidades de reality show (culinária, design, festas, etc.) foram desenvolvidas, em vários países, e um dos objetivos deste tipo de programa é estimular as habilidades dos participantes, de principiantes à profissionais já estabelecidos, na busca de um dinheiro extra para abrir e/ou potencializar o seu próprio negócio: os empreendedores, os novos patrões de si mesmos. Independente da modalidade os reality shows trazem, segundo Sibilia (2016, p.33), “os códigos do espetáculo midiático, cada vez mais assimilados pelo conjunto da população, com os impulsos neoliberais que renovaram o capitalismo’. Podemos inferir que os “novos códigos de renovação do capitalismo” passam pelo espetáculo e pela redução do tempo, e assim sedimentam a efemeridade. Poucos percebem que as habilidades profissionais, físicas, sociais, comportamentais estão cada vez mais vinculadas ao fator tempo. A maioria desses programas tem uma etapa em que o grande elemento desafiador é “fazer o que lhe pedem no menor tempo possível”. O trabalhador-máquina: programável e otimizado. A compressão do tempo e espaço é analisada por Harvey (2008, p.257) na transição do fordismo para a acumulação flexível, em que a rápida implantação de novas formas organizacionais (subcontratação, transferências de sedes, just-in-time etc.) e novas tecnologias produtivas reduziram o “tempo de vida” dos produtos. A pandemia do COVID-19 potencializou esse movimento que já vinha se desenhando no mundo do trabalho, principalmente ao trabalhador da iniciativa privada, mas que se apresenta agora aos servidores públicos. A necessidade do isolamento social levou os servidores públicos a viverem a situação de prover o seu trabalho. Ao ser colocado na modalidade, não regulamentada, de “trabalho remoto”, servidores passaram a trabalhar de suas casas arcando com todas despesas: luz, acesso a internet, telefonia celular, computador, plataformas, cadeira, mesa, impressora, scanner, toner, etc. As Instituições Federais de Ensino (IFES), alvo dos ataques do atual governo federal, abraçou a causa da luta contra a COVID-19, sem medir esforços para continuar a atender a sociedade e a retomada das aulas de forma remota. A Instrução Normativa 65/2020, ao regulamentar o Teletrabalho expressa a necessidade de mensuração da prestação do serviço público, trazendo conceitos acima destacados para a esfera pública, assim como o distingue do Trabalho Externo. A partir da leitura e análise dos normativos existentes, e da atual etapa de desenvolvimento do capitalismo, pretendemos apresentar porque as IFES não devem aderir ao teletrabalho, e buscar novas formas de organização