Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

Portal de Conferências da UFRJ
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    Menstruação: o perigo da sexualidade feminina no século xix

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    Ao longo dos séculos, o Brasil passou por diversas transformações políticas, históricas, sociais e culturais, e assim o país transitou do período pré-colonial à República que conhecemos. Em meio a tantas mudanças no Brasil, faz-se necessário analisar e refletir a identidade da mulher na sociedade brasileira, pois através do conhecimento sobre o passado e seus ensinamento ao longo das gerações que é possível perceber a estrutura identitária que forma o país. Inicialmente, esse estudo pretende abordar como as estruturas religiosa, médica e política influenciam, estigmatizam e controlam a individualidade e sexualidade das mulheres por meio da menstruação. No entanto, a ênfase maior desse trabalho é sobre o final do século XIX e, em alguns momentos, o início do século XX poderá ser exposto

    PROMOÇÃO E PREVENÇÃO EM SAÚDE ESTUDANTIL EM TEMPOS DE PANDEMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA SEMANA DE SAÚDE DO ESTUDANTE REALIZADA PELA DISAE/PR7

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    Este resumo objetiva relatar a experiência do trabalho coletivo da equipe da Divisão de Saúde do Estudante (DISAE), inserida na Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PR7) da UFRJ, no campo da promoção e prevenção em saúde. Para isso, optou-se por apresentar a Semana de Saúde do Estudante, II Mostra de Práticas de Promoção e Prevenção em Saúde, realizada de forma online, entre os dias 21 e 25 de setembro de 2020. O evento tem como principal objetivo mobilizar a comunidade acadêmica para a temática da promoção e prevenção em saúde dos/as estudantes da UFRJ, dimensões fundamentais para garantir a permanência de qualidade, sendo frente estratégica de atuação no campo da assistência estudantil. Além disso, tem como outros objetivos: conhecer e dar visibilidade às ações de promoção e prevenção em saúde que já são realizadas pelo corpo da UFRJ e estimular a criação e desenvolvimento de espaços de promoção e prevenção em saúde nesta Universidade. A primeira edição do evento foi realizada em 2019, de maneira presencial na Faculdade de Letras no Campus Fundão. No presente ano, devido ao distanciamento social ocasionado pela pandemia de COVID-19, a equipe decidiu realizar o evento totalmente online. Foram oferecidas 18 oficinas de promoção e prevenção em saúde desenvolvidas por atores da comunidade universitária, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos administrativos e docentes, totalizando 74 oficineiros/as. As atividades incluíram: terapia de florais; yoga; meditação; acupuntura; oficinas de culinária; literatura; e saúde bucal; e rodas de conversa sobre acolhimento coletivo; prevenção ao suicídio; pós-graduação, trabalho e saúde mental; epilepsia; AVC; fatores que influenciam o uso de medicamentos pela comunidade; e enfrentamento ao COVID-19. Através dessas atividades buscou-se oferecer aos/às estudantes a oportunidade de conhecer e vivenciar novas formas de cuidar da saúde. O evento recebeu 3677 inscrições de 477 pessoas interessadas em participar das oficinas, em sua maioria discentes de graduação (93%). Para a equipe, o desafio de realizar essa atividade de maneira remota foi positivo, visto que uma quantidade diversificada de oficinas foi ofertada e conseguiu atingir um grande público, que na sua maioria desconhecia o trabalho da divisão. Em parte, esses resultados podem ser atribuídos ao uso da tecnologia de videoconferência, que possibilitou a participação de estudantes e oficineiros/as de outros campi. Quanto à avaliação dos estudantes e oficineiros/as que participaram do evento, foi destacada a importância da promoção e da prevenção em saúde em tempos de distanciamento social

    O GRUPO DE ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA (GOP) COMO ESPAÇO DIALÓGICO DE CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS E IDENTIDADES PROFISSIONAIS

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    Nas duas últimas décadas, os estudos na área de Educação têm apontado para a necessidade de mudanças conceituais e estruturais significativas na formação de professores, dentre as quais merecem destaque:  i) a articulação, integração e colaboração entre universidade e escola, por meio de relações dialógicas, mais horizontalizadas; ii) a perspectiva de aprender a profissão dentro da profissão, isto é, a partir da prática docente e do cotidiano da escola, lócus dos  grupos  profissionais; iii) a conexão entre formação inicial e continuada. O presente trabalho tem por objetivo compartilhar as ações realizadas, em 2020, pelas Técnicas em Assuntos Educacionais Joyce Teixeira e Bety Corrêa, em um dos Grupos de Orientação Acadêmica (GOP), instância do Complexo de Formação de Professores (CFP) que se configura como uma política interinstitucional de formação docente concebida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em implementação desde 2016, cujos pressupostos buscam enfrentar estes desafios, a partir do estreitamento da relação entre universidade, escolas e sociedade, na troca dialógica dos diferentes saberes produzidos nestes espaços e na valorização da docência, tendo como principais aportes teóricos Nóvoa (2009, 2017), Zeichner (2010), Shulman (2005),  Roldão (2009, 2017), Cochran-Smith, Lytle (1999, 2012) e  Tardif, Lessard (2005). As principais atribuições do GOP são acolher e orientar grupos de estudantes de licenciaturas acerca do seu percurso formativo e desenvolvimento profissional. As atividades realizadas com um grupo de 16 estudantes ingressantes  do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UFRJ, por meio virtual, tiveram como centralidade, no primeiro semestre: i) construção de vínculos e de sentido de pertencimento ao curso e à universidade; ii) trocas sobre suas vivências durante o isolamento social, provocado pela pandemia. Já  no segundo semestre, foram abordados os seguinte temas: i) estrutura curricular do curso; ii) novos desafios e aprendizagens como estudantes universitárias e no Período Letivo Excepcional;  iii) áreas de atuação do pedagogo; iv) percursos formativos pela ótica do estudante veterano; v) a extensão na formação universitária. A vivência destas ingressantes neste grupo vem contribuindo para a construção de sua identidade como estudantes desta universidade, para o estreitamento de vínculos entre elas e delas com o curso, representando uma iniciativa importante no sentido de sua permanência e direcionamento em sua trajetória profissional, especialmente neste momento no qual as interações presenciais foram interrompidas

    Instituições de ensino superior como espaços criativos e culturais: uma análise sobre participação do público e os desafios na gestão dos museus da UFRJ

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    Responsáveis por preservar, pesquisar e difundir o patrimônio universitário, os museus da UFRJ são instituições que buscam, de forma criativa, transformar o conhecimento universitário em produtos e experiências culturais para o público, utilizando os recursos disponíveis. Porém, a redução no repasse de verbas públicas e a concorrência com outras atividades de lazer (GARCIA, 2003) desafiam estas equipes a fidelizar seus frequentadores e capturar novas audiências. Neste sentido, a comunidade interna representa um público com alto potencial visitador e divulgador. Contudo, neste panorama, surgem algumas questões: nossa comunidade, tão numerosa e diversa, conhece e frequenta estes locais? Os atuais recursos são suficientes? Quais são as dificuldades para manter a estrutura e criar novas atividades? Ferramentas de marketing, gestão e comunicação são utilizadas? Essas indagações, portanto, deram origem ao objetivo principal deste trabalho: analisar os desafios enfrentados na gestão dos museus da UFRJ tendo como ponto de partida a participação da comunidade interna como público frequentador. Compuseram o escopo desta pesquisa os museus com espaço físico próprio e abertos ao público, totalizando treze instituições. Como metodologia, dois formulários online foram enviados: um à comunidade interna e outro aos gestores, entre maio e agosto de 2020. Os resultados, de natureza quantitativa, foram cruzados para perceber a estrutura e recursos disponíveis, e, assim, tentar compreender as avaliações da comunidade quanto à programação, estrutura e comunicação destes locais. Das 556 respostas, 98.2% já ouviram falar destes museus e 89% visitaram. Sites e redes sociais são os meios mais utilizados para obter informações sobre esses locais. Programação foi a categoria mais bem avaliada, enquanto estrutura e comunicação obtiveram avaliações majoritariamente regulares. Ainda assim, cerca de 92.7% indicariam estes museus a terceiros. Essas impressões dialogam com o panorama fornecido pelos gestores. A programação é múltipla, com atividades realizadas interna e externamente e em parceria com outras instituições. Estrutura e comunicação são as principais dificuldades, visto que os atuais recursos humanos, financeiros e materiais são insuficientes. São poucas as ferramentas de marketing, comunicação e gestão implementadas para suprir estas lacunas, porém há um grande interesse em capacitação nestas áreas, o que pode auxiliar neste processo. Espera-se, portanto, que esses resultados subsidiem o planejamento de novas ações e contribuam para a formulação de políticas culturais e de comunicação, realçando a importância deste patrimônio junto à sociedade. Referência bibliográfica: Garcia, N. G. O Museu entre a cultura e o mercado: um equilíbrio instável. Portugal: Edições Instituto Politécnico de Coimbra, 2003

    O PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO (AVADES) EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA OS SEUS PROCESSOS DE IMPLEMENTAÇÃO.

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    RESUMO: Introdução: O presente estudo refere-se a uma pesquisa com o objetivo de   identificar a percepção dos funcionários de uma Universidade Federal do Rio de Janeiro, em relação ao novo programa de avaliação de desempenho de seus funcionários, denominado AVADES contribuindo para a melhoria do programa. Fundamentação: Recorreu-se aos procedimentos da pesquisa bibliográfica, documental e de campo para a coleta dos dados e a métodos mixtos para o tratamento dos dados com o objetivo de conhecer a opinião dos servidores quanto a utilização do programa AVADES e implementar novas ideias difundindo a opinião dos participantes. Exposição dos principais objetivos: (1) Saber como os avaliados e avaliadores percebem o novo sistema de avaliação e em que medida reconhecem a sua pertinência. (2) obter coerência e características convergentes entre o que se avalia e como se avalia (os postulados do referencial teórico) e o praticado pela instituição. Metodogia aplicada: O estudo adotou uma abordagem avaliativa centrada nos participantes, quer avaliados, quer avaliadores, e na sua percepção do processo avaliativo. Adotou-se uma perspectiva teórica da avaliação que prioriza o seu papel formativo. Recorreu-se aos procedimentos da pesquisa bibliográfica, documental e de campo para a coleta dos dados e a métodos qualiquanti para o tratamento dos dados, obtidos por intermédio da aplicação de um questionário a uma população de 82 servidores da Faculdade de Letras da UFRJ. Análise e discussão dos resultados parciais ou finais e conclusão: Os resultados demonstraram a percepção dos servidores acerca do novo programa de avaliação. Os resultados da avaliação demonstraram a baixa presença de diversas práticas elencadas pelo referencial teórico utilizado na avaliação de desempenho, principalmente, aquelas relacionadas à qualidade do processo de avaliação e ao seu retorno. A maioria dos servidores não obteve feedback da avaliação e o escasso diálogo com as chefias não lhes permitiu exercer uma efetiva gestão do desempenho dos servidores ao longo do ciclo anual de trabalho.Também indicaram a necessidade de melhoria do instrumento de avaliação objetivando  o aprimoramento contínuo do serviço público prestado ao cidadão.  O estudo sugere a adoção de uma série de ações para que o potencial formativo da avaliação possa se tornar realidade e para que o desempenho dos servidores passe a estar alinhado com os objetivos estratégicos da Universidade.

    Curso preparatório para o mestrado (LIpE / NIDES) uma práxis de 2015 a 2020: Avanços e retrocessos na adaptação ao isolamento social

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    Desde 2015, o curso Preparatório para Mestrados é uma das ações do Laboratório de Informática para Educação (LIpE/NIDES-POLI). O curso tem sido ministrado de forma presencial, sendo que, em 2019, mantendo o presencial, o MOODLE também foi utilizado em atividades assíncronas.Com a Pandemia, a equipe pedagógica viu o desafio de manter e adaptar o curso considerando o isolamento social. Este trabalho, mesmo ainda com resultados preliminares, busca contribuir com o campo da educação e tem por objetivo observar e relatar avanços e retrocessos da adaptação para atividades totalmente não presenciais.O Preparatório, assim como as demais atividades do LIpE, possui os pressupostos teórico metodológicos participativos baseados em THIOLLENT (2000), no uso de tecnologias sociais (DAGNINO, 2004) e na apropriação da cultura digital (BARRETO, 2015). Contamos com três objetivos específicos: a aprovação dos estudantes em seleções de pós graduação; formação continuada de educadores (FERNANDES, 2015) e contribuições na gestão participativa (NOVAES, 2004) em ambiente organizacional da UFRJ.A metodologia aplicada para realização deste trabalho foi a observação participante (MINAYO, 2015) considerando os pesquisadores/educadores como participantes, juntamente com os alunos.O curso baseia-se num processo autocrítico e em ambientes de aprendizagem colaborativa (CAMPOS, 2003). Neste sentido, a cada ano, uma nova versão teórico-programática compõe-se das contribuições coletadas, em avaliações ao final de cada encontro, do ano anterior. Antes da pandemia, no processo de apropriação da racionalidade científica, a linguagem oral era utilizada através da apresentação dos alunos em seminários, seguidos de rodas de conversa. A linguagem escrita e digital era usada de forma progressiva.O isolamento trouxe uma guinada teórico-metodológica, e as reformulações, desta vez, não partiam das relações presenciais construídas entre a coordenação e a turma.No primeiro módulo, durante a pandemia, a equipe pedagógica utilizou interações com os alunos de forma preponderantemente assíncrona, com poucas rodas de conversa síncronas. Num processo avaliativo verificou-se que apropriação oral, o ambiente colaborativo e de troca com os educadores foi prejudicado. Neste segundo módulo a equipe experimenta tecnologias digitais para aulas síncronas, buscando uma aproximação maior à metodologia anterior a pandemia.Ainda não se revelam de forma conclusiva todos os avanços e retrocessos na adaptação ao isolamento social, no entanto, já foi observado que não bastam tecnologias avançadas, é preciso garantir seu acesso e principalmente a metodologia para seu uso. Esta adaptação também evidencia a importância do educador ao longo do processo de ensino-aprendizagem

    Intérpretes de Libras garantem a acessibilidade de pessoas surdas nas atividades presenciais e remotas da UFRJ

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    Atividades onde atuam intérpretes de Libras têm barreiras a informação, comunicação e conhecimento eliminadas, possibilitando as pessoas surdas a terem uma participação mais efetiva nas que são desenvolvidas na UFRJ. Em meio ao cenário contemporâneo, esta é uma das universidades que mais contam com esses profissionais no seu quadro de servidores efetivos. Porém, as demandas estão exigindo uma oferta cada vez maior destes. Os dados que se tem hoje sobre a quantidade de surdos que estudam nessa instituição, os eventos que acontecem com frequência e a entrada de novos alunos a cada novo semestre demonstram que a UFRJ está cumprindo seu papel social de permitir o acesso à educação respeitando a diversidade tão grande existente no nosso país, sem privilegiar uma classe específica. No entanto, isso não implica a garantia da permanência dos alunos surdos na instituição, haja vista que outras demandas são necessárias para o sucesso do aluno surdo. Destacamos que o profissional intérprete de Libras é indispensável para a educação de surdos. Assim, os objetivos deste trabalho são: apresentar essas informações por meio de palestra virtual, alcançando principalmente os servidores que trabalham na UFRJ, para que esses se conscientizem de algumas das necessidades pertinentes aos alunos das comunidades surdas; incentivar esses servidores a atuarem de forma inclusiva, para que tornem suas atividades acessíveis ao disponibilizar intérpretes de Libras; orientá-los sobre como solicitar a atuação de intérpretes da Diretoria de Acessibilidade da UFRJ nos eventos que a Universidade organiza; e apresentar brevemente algumas das atividades que contaram com a presença de intérpretes de Libras durante esse período de trabalho remoto, fato gerador de ainda mais visibilidade a esta instituição de ensino superior. Para este trabalho, utilizamos o estudo de caso (GOODE; HATT, 1979). Constatamos que, atualmente a UFRJ têm, pelo menos, uns 60 alunos de comunidades surdas em 13 cursos distintos, sendo que nem todos contam com intérpretes nas aulas. Nos eventos “Festival do Conhecimento” e “UFRJ faz 100 anos”, por exemplo, houve a maior quantidade viável de palestras acessíveis em Libras, com temas muito importantes que puderam ser compreendidos pelos estudantes surdos. Atualmente, a UFRJ conta com mais de 60 alunos de comunidades surdas em 13 cursos distintos, mas nem todos dispõe de intérpretes nas aulas. A Universidade é aberta à comunidade surda e atividades importantes são desenvolvidas para eles. Infelizmente, autoridades responsáveis no governo não tem se atentado a essas necessidades. Apesar desses líderes passarem uma imagem contrária na mídia, não fornecem a esta, nem a outras instituições de ensino superior, os recursos para empregar mais desses intérpretes. Assim, não há dúvidas de que a Universidade, ao contar com um número cada vez maior destes profissionais, se tornará uma instituição cada vez mais acessível, beneficiando toda a comunidade acadêmica

    Atas do CONSUNI: revelando fatos e curiosidades

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    A Divisão de Preservação Documental, que integra o Arquivo Central/Sistema de Arquivos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem como uma de suas principais atribuições preservar o patrimônio documental de guarda permanente. Ultimamente a divisão vem desenvolvendo o projeto de preservação e acesso aos livros de atas do Conselho Universitário (CONSUNI), relevante para as comemorações do centenário da universidade. Dentre as etapas contempladas, ressalta-se aqui a descrição de informações baseada na Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE), a qual vinha sendo elaborada até a eclosão do estado de pandemia provocado pela Covid-19, que modificou a rotina laboral dos servidores da UFRJ. Apesar de as atas serem registros das sessões ordinárias e extraordinárias do Conselho Universitário, o trabalho realizado até então revelou não somente decisões pertinentes da então Universidade do Rio de Janeiro e, posteriormente, Universidade do Brasil mas também possibilitou levantar fatos e curiosidades relativos aos períodos aos quais se referem, além de identificar personalidades que destacaram-se nacional e internacionalmente e outras que nomeiam vias e instituições da cidade do Rio de Janeiro - reiterando que esta era a capital da República na época em questão. Trata-se de uma abordagem informativa a partir dos documentos arquivísticos, considerando que tais informações serão disponibilizadas futuramente na base de dados Mnemosine a fim de que tanto a comunidade acadêmica quanto os cidadãos em geral tenham acesso à memória institucional da primeira universidade brasileira

    Ciência por Elas 2020

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    Inspirado no projeto “Meninas com Ciência”, do Museu Nacional (UFRJ), o Ciência Por Elas é voltado a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras e pesquisadoras universitárias apresentam as pesquisas que desenvolvem, realizam atividades práticas e explicam a vivência das diferentes profissões.A iniciativa foi realizada presencialmente em 2018 e 2019, no Campus da USP de Ribeirão Preto, com dez palestras distribuídas em cinco dias e 50 vagas disponíveis (47 participantes em 2018 e 33 em 2019). Nesta edição, devido à pandemia da COVID-19, os encontros foram adaptados para a modalidade online, com oito palestras, duas em cada sábado do mês de setembro, com a participação ao vivo de 269 meninas no total. Até o momento já são mais de 976 visualizações da playlist disponibilizada no canal do YouTube do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), onde foi transmitido o evento.Os temas abordados na edição 2020 foram: água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela COVID-19 e recifes da Amazônia.Segundo dados da ONU Mulheres e da Unesco, embora 74% das meninas tenham interesse em ciência, tecnologia e matemática, apenas 35% das alunas de ensino médio se inscrevem para cursos científicos de graduação nas universidades e somente 28% dos pesquisadores em todo mundo são mulheres. Se 600 milhões de meninas e mulheres tivessem acesso às áreas de ciência, tecnologia e inovação, 144 países em desenvolvimento aumentariam o PIB em 8 trilhões de dólares.O evento é organizado em parceria pelo IEA-RP, Centro de Terapia Celular (CTC-USP), Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID-USP) e o Laboratório EcoHumanTox, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).A realização desta primeira edição na modalidade online apresentou novas possibilidades de ampliar o acesso ao público feminino em escala nacional, já que antes o evento era restrito a pesquisadoras (palestrantes) e alunas que residiam na cidade de Ribeirão Preto. Se no início a proposta parecia um desafio, na prática se mostrou um sucesso. Desde o período das inscrições até as apresentações, que reuniram cientistas de instituições brasileiras e portuguesas, o Ciência por Elas mostrou-se mais forte e abriu caminhos inovadores para as futuras edições

    Panorama da Educação: uma ferramenta de comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira

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    Em 2020, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP deu início à Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, uma iniciativa financiada pelo Santander Universidades com o objetivo de contribuir na formulação de políticas públicas em cidades de médio porte. A Cátedra tem duração de quatro anos e optou por focar os dois primeiros na educação. A previsão inicial era que, além dos estudos e parcerias com instituições da área e responsáveis pela formulação dessas políticas, também fossem realizados eventos abertos ao público, como forma de apresentar as atividades da Cátedra. Com a pandemia de covid-19 e a necessidade de isolamento social, os eventos presenciais foram suspensos na universidade e buscou-se novas formas de contato com o público. Nesse intuito, foram criados perfis da Cátedra no Facebook e no Instagram, além de um canal no Telegram, para que se pudesse difundir informações sobre os estudos e outras atividades. Para gerar um maior engajamento e criar um contato direto do titular da Cátedra com o público, surgiu a ideia de postar vídeos semanais, com 15 a 25 minutos de duração, em que ele fala do trabalho desenvolvido e comenta outros assuntos ligados ao universo da educação. A série ganhou o nome de Panorama da Educação e passou a ser postada, desde o dia 20 de julho, às segundas-feiras tanto nas redes sociais da Cátedra quanto no canal do IEA-RP no YouTube. O material é gravado via Google Meet e editado na plataforma gratuita DaVinci Resolve. Em pouco mais de três meses, foram produzidos 13 vídeos que obtiveram 328 visualizações, 36 curtidas e 15 compartilhamentos no Facebook, com alcance de 1423 pessoas; 715 visualizações (no IGTV), 155 curtidas e 1 comentário no Instagram; e 417 visualizações e 49 curtidas no Youtube. Ainda no YouTube, a playlist com todos os vídeos do Panorama da Educação é a mais acessada de 2020 no canal do IEA-RP. Além de prestar contas sobre as atividades, a iniciativa tem sido importante para aumentar o número de seguidores nos perfis da Cátedra, que hoje giram em torno de 184 no Facebook e 535 no Instagram. Os resultados são positivos, apesar do pouco tempo de existência do projeto, e pretende-se ampliar seu alcance, ainda neste ano, por meio da produção de um podcast aproveitando-se o material de áudio para divulgação em plataformas como Spotify, iTunes e Google Podcast

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