Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

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    Acessibilidade na Educação Superior: compartilhando experiências

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    A inclusão de pessoas com deficiência no Ensino Superior é um tema incipiente nas pesquisas em Educação e por isso mesmo, é importante discutir novas práticas que vem sendo realizadas neste âmbito de forma a contribuir com esta área. Desde 2018, a Diretoria de Acessibilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro efetua seleção de alunos para atuarem como Facilitadores de Aprendizagem. Esses Facilitadores realizam atividades junto a estudantes com deficiência, visando a derrubada de barreiras atitudinais, comunicacionais, metodológicas, instrumentais e arquitetônicas. Esta estratégia de inclusão tem sido empregada por outras instituições em escolas da Educação Básica, no Ensino Superior e na Educação Profissional Técnica de Nível Médio. Este resumo tem como objetivo apresentar o trabalho dos facilitadores durante o período letivo excepcional de 2020 e o nível de satisfação dos alunos com deficiência do curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O questionário é semiestruturado e foi preenchido via formulário eletrônico enviado aos alunos. Algumas das principais atividades tem sido a transcrição das aulas para alunos com deficiência auditiva e a adaptação de textos para alunos com deficiência visual. Os resultados iniciais demonstram que é bom o nível de satisfação dos estudantes com essa estratégia de inclusão. É notório que os reajustes são necessários e que o trabalho dos técnicos administrativos em educação é essencial para auxiliar, mediar e preparar tecnicamente os facilitadores na área da acessibilidade e inclusão. A contínua capacitação dos técnicos e facilitadores também é muito importante, considerando que a inclusão não deve ser compreendida como um mote apenas dos docentes e sim de toda comunidade acadêmica

    Diálogos, reflexões e perspectivas sobre a efetivação dos direitos de estudantes com deficiência na UFRJ, a partir da Lei Nº 13.409 de 28/12/2016

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    Este trabalho objetiva promover reflexões sobre o acesso, a permanência e a conclusão de estudantes com deficiência na UFRJ, a partir da Lei Nº 13.409 de 28/12/2016. Para tanto, historiciza legislações, políticas públicas e orientações acerca da organização prévia que a instituição deveria seguir, atos preparatórios anteriores ao ingresso de estudantes com deficiência, materiais e recursos de apoio para acolhimento desta parcela de estudantes e apresenta o perfil dos 740 (setecentos e quarenta) estudantes com deficiência dos cursos de graduação e pós-graduação da UFRJ. Em seguida, discorre sobre as estratégias empregadas pela instituição para minimizar as barreiras que impedem a equiparação dos direitos aos estudantes com deficiência. Destaca-se a atuação dos Facilitadores em Libras - estudantes em formação que atuam mediando as atividades e preparando graduandos e pós-graduandos de áreas diversas. Importante ressaltar que o aumento do quantitativo de estudantes com deficiência na Instituição trouxe alguns aprendizados: a inclusão para se efetivar requer uma estrutura mínima; quem precisa se preparar para as questões essenciais dessa área (conhecimentos teóricos são requeridos não apenas de docentes, precisando ser disseminados, de forma contínua, também entre os demais trabalhadores, independentemente do tipo de vínculo); o conhecimento das regras do jogo (qual é a legislação em vigor? O que precisamos providenciar?). Como agravante, há o momento histórico atual, onde a pandemia de Covid-19 criou a necessidade de distanciamento social. A solução provisória adotada pela UFRJ foi o PLE (Período Letivo Excepcional) e novas soluções estão sendo requeridas. Por fim, para que se possa preparar melhor o acolhimento e a assistência aos estudantes com deficiência, dar suporte aos servidores e discentes dessa universidade e partilhar esta trajetória com outras instituições interessados na temática, enfatiza-se realizar um esforço conjunto em prol da inclusão. Não é apontar o dedo para algumas pessoas ou setores responsabilizando-os exclusivamente pela questão, mas ter o comprometimento de propor alternativas e iniciativas, em colaboração, considerando a realidade institucional. Esse é um processo culturalmente lento e difícil, mas de degrau em degrau, reafirma-se o compromisso de construir a acessibilidade que queremos e podemos

    Acessibilidade e Acolhimento em Tempo de Pandemia

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    Segundo dados da Diretoria de Acessibilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DIRAC/UFRJ), neste ano de 2020 temos cerca de 400 estudantes com deficiência em nossa instituição. Sendo assim, a UFRJ tem se debruçado em pensar cada vez mais ações para acolher e incluir esses alunos segundo a lei que os representa, que "institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência)" (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015). De forma pioneira, a Sala de Acessibilidade da Faculdade de Letras (FL) foi criada em 2011 (hoje recebendo a denominação de Núcleo de Inclusão e Acessibilidade - NIA), com a incumbência de dar suporte acadêmico aos estudantes com qualquer especificidade funcional assim como a funcionários e professores da comunidade UFRJ. Com o passar dos anos, a política foi restringindo e direcionando para acolhimento e criação de estratégias pedagógicas apenas para alunos com deficiência que procuravam o NIA. Em 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19 – que atingiu o mundo inteiro, tendo se iniciado no Brasil em meados de fevereiro –, tivemos que pensar maneiras de realizar atividades diversas de forma segura para a população. E nesse momento de isolamento total, a equipe GT Pedagógico do NIA (que possui formação pedagógica, em psicopedagogia e em neuropsicopedagogia) sensibilizou de forma voluntária e criou estratégias para dar apoio e acolhimento aos alunos com deficiência e suas famílias neste momento tão difícil. Entendendo que esse trabalho teria uma importância muito maior durante uma pandemia, também foi oferecido aos servidores da FL e ao público externo, e ainda com a preocupação de manter o ambiente saudável para os pais dos alunos. Foram realizadas atividades de estimulação Cognitiva com recursos de redes sociais comuns a todos, e com linguagem simples e de maneira prazerosa, para um total de três turmas: atividades on-line baseadas em conhecimento nas funções executivas (FONSECA, 2013) cerebrais, base para o aprendizado, como atenção, percepção, planejamento, organização, controle dos impulsos, metacognição, flexibilidade e assim por diante. É essa atuação do GT Pedagógico do NIA/FL/UFRJ na pandemia e seus resultados que pretendemos apresentar. FONSECA, Vitor, Papel Das Funções Cognitivas, Conativas E Executivas Na Aprendizagem: Uma Abordagem Neuropsicopedagógica, Rev. psicopedagogia. vol.31 no.96 São Paulo, 2014."

    O curso de extensão O ser e o fazer técnico-administrativo nas universidades públicas: uma experiência de formação aproximando TAEs de instituições de ensino de todo o país

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    O presente trabalho apresenta um relato de experiência do curso de extensão “O ser e o fazer técnico-administrativo em educação nas universidades públicas”, iniciado em 09 de setembro e ainda em andamento, com previsão de conclusão em 02 de dezembro de 2020. A proposta do curso surge a partir de conversas entre técnicos/as-administrativos/as em educação e tem como objetivo provocar o debate da categoria sobre o seu trabalho e seu papel na universidade pública. Sua história, a importância da atividade técnico-administrativa, a carreira, o racismo, a homofobia e o sexismo, a violência no local de trabalho, a necessidade de sua organização, a mudança no perfil da categoria e a sua participação nos conselhos superiores da universidade, a defesa da universidade pública e a Universidade para os Trabalhadores são alguns dos temas trabalhados nos encontros. Encerramos as inscrições com 891 técnicos/as-administrativos/as inscritos/as, representando um total 99 instituições de ensino espalhadas por 25 estados do país e Distrito Federal. Para atender o elevado número de inscrições foram necessárias adaptações à metodologia inicialmente pensada e a ampliação da equipe de extensionistas. Para além das implicações práticas na organização do curso, a grande procura por inscrições denota também que a ausência de espaços de formação que reflitam sobre o trabalho e a história de técnicos/as-administrativos/as em educação não está restrita à UFRJ, mas é uma realidade comum às universidades públicas, de modo geral. Apesar do curso ainda estar em andamento, já é possível identificar resultados dessa experiência a partir do retorno dos/as cursistas, seja por e-mail ou mensagens na plataforma virtual AVA@UFRJ, onde o curso é realizado. Dessa forma, o presente trabalho pretende apresentar como foi o processo de elaboração deste projeto, o perfil dos cursistas e os principais acúmulos e desafios encontrados até este momento.

    As concepções de universidade sob o olhar de Marilena Chauí (2003) e as políticas públicas de inclusão da pessoa com deficiência no ensino superior

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    O presente trabalho é um resumo sobre o artigo produzido como forma de avaliação final da disciplina “Educação e Sociedade” do curso de Mestrado em Administração Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina. Neste trabalho apresentar-se-ão os principais pontos do artigo que teve por objetivo estabelecer um diálogo entre as concepções de universidade abordadas no texto “A universidade pública sob nova perspectiva”de Marilena Chauí (2003) e as políticas públicas de inclusão da pessoa com deficiência no ensino superior. Primeiramente, para entendermos a implantação da política de cotas nas universidades públicas federais, precisamos compreender as concepções de universidade a partir do olhar de Marilena Chauí ( 2003). As transformações ocorridas na sociedade relacionadas ao modo de produção e a adoção do neoliberalismo influenciaram na concepção e na finalidade da universidade. Essas mudanças também afetaram a escolha dos gestores quanto ao tipo de política institucional a ser implantada nas instituições de ensino superior e na forma como os docentes dessas instituições desenvolvem seu trabalho. Após análise do referencial teórico utilizado, compreende-se que expansão do ensino superior ocorreu por meio de políticas de democratização e de inclusão. Ao longo do artigo, pode-se verificar que as políticas públicas estão amparadas na própria Constituição Federal. O direito à educação constitui direito social previsto no art. 6º da Constituição Federal de 1988 e relaciona-se com o princípio da dignidade da pessoa humana sendo fundamental para o crescimento da pessoa como cidadão. Ressalta-se também uma remodelação do Estado Social que se mostrou interventor através da implantação do sistema de reservas de vagas nas Instituições de Ensino Superior. Acrescente-se que a forma como o gestor concebe a universidade influenciará na tomada  de decisão acerca  das políticas a serem implementadas na instituição. Se o gestor compreende a universidade enquanto instituição social pública, o modelo de gestão que adotará será o da gestão pública, o qual tem por objeto atender a sociedade.

    Softwares livres e gratuitos, tecnologias educacionais no apoio às aulas remotas da Poli UFRJ

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    No período da grande pandemia, no ano de 2020, aglomerações precisaram ser evitadas a fim de diminuir os riscos de contágios por Covid-19. Este cenário afetou diferentes ambientes da sociedade, incluindo o ambiente educacional. As aulas presenciais foram suspensas e estratégias precisaram ser pensadas a fim de dar continuidade à formação dos alunos. Aulas remotas foram adotadas como alternativa para continuidade dos estudos nos cursos de Graduação em Engenharia, da Escola Politécnica - UFRJ. Nas aulas remotas os atores estão fisicamente distantes. Foi preciso buscar recursos para aproximarem professores, alunos e conteúdos. As tecnologias educacionais, com seus recursos de informação, comunicação e interação, exercem papel importante nesta aproximação, pois agrupam recursos tecnológicos capazes de apoiarem positivamente as construções das aulas remotas. Entretanto, somente a adoção das tecnologias não garante o sucesso educacional. É preciso estabelecer os objetivos educacionais que se deseja alcançar e buscar tecnologias que possam apoiar ações direcionadas a estes. Existem tecnologias que favorecem a transmissão de conteúdos, tecnologias que favorecem a construção de conhecimentos e tecnologias que favorecem ambas as abordagens pedagógicas. Neste contexto, este trabalho se desenvolve com pesquisas sobre tecnologias educacionais, com a apresentação das tecnologias pesquisadas e com o apoio aos professores no uso destas. As pesquisas sobre tecnologias educacionais buscaram conhecer ferramentas existentes e suas características, principalmente apoiadas por softwares gratuitos e softwares livres, programas computacionais que são bastante utilizados e possuem licenças de uso livre. Como produtos destas pesquisas foi aprimorada a Lista de Softwares de Apoio, que está disponível no endereço http://sti.poli.ufrj.br/softwares-de-apoio, e foi desenvolvido o curso "Recursos para a criação de aulas remotas", que está disponível no endereço http://www.moodle.poli.ufrj.br. Estes produtos foram apresentados aos professores, que também receberam treinamento sobre o uso do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) da Escola. O AVA da Escola é apoiado pelo software livre Moodle e compreende um espaço na Internet que agrega recursos de informação, comunicação e interação, local onde aulas remotas podem ser disponibilizadas e acessadas.  Para apoiar o uso das tecnologias nas aulas remotas, os professores contaram com acessos livres aos produtos apresentados e com o suporte de uma equipe de analistas de TI, que esclareceram dúvidas e apresentaram orientações. Esta estrutura foi parte das estratégias que contribuíram para a continuidade das aulas de Graduação da Escola, que estão em andamento

    Análise dos resultados parciais da elaboração do Plano Museológico do Museu Nacional/UFRJ: Etapa I - Diagnóstico Institucional

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    O presente trabalho apresenta os resultados parciais do processo de elaboração do Plano Museológico do Museu Nacional/UFRJ. O plano museológico é um documento de planejamento estratégico específico para museus cuja elaboração é obrigatória, segundo a legislação brasileira (Lei 11.904/2009). Seu processo de elaboração vem sendo coordenado por uma Comissão específica composta por servidoras/es técnicos-administrativos instituída em novembro de 2019. A metodologia de elaboração foi construída a partir das formulações apreendidas durante uma oficina de capacitação promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus para servidores da UFRJ (2019), do estudo da legislação aplicada aos museus e da análise de planos museológicos de outras instituições afins. À esses procedimentos, foram consideradas as especificidades do MN/UFRJ, tais como o grande porte da instituição, sua trajetória institucional, a realidade vivenciada pós-incêndio e o fato deste ser o primeiro plano museológico elaborado nesta instituição. Para a construção do documento, a Comissão adotou uma estratégia de ação dividida em três etapas que privilegiou a participação do maior número de servidores. Tal estratégia visou tanto conscientizar sobre a pertinência da realização do documento, quanto facilitar sua implementação e efetiva utilização durante o prazo de vigência do plano museológico. Durante a “Etapa I - Diagnóstico Institucional”, foram promovidos 32 (trinta e dois) encontros de janeiro a março de 2020 em que pudemos escutar 130 pessoas diferentes dentre servidores do Museu Nacional/UFRJ e de outros museus da UFRJ, discentes, bolsistas de IC e profissionais contratados que trabalhavam no MN/UFRJ. Nesses encontros foram abordados a identidade institucional, a missão, a visão, os valores e uma análise de ambiente (matriz SWOT, que identificou forças, fraquezas, oportunidades e ameaças). A partir disto, foram feitas uma compilação das relatorias dos encontros que identificou 2089 tópicos de contribuição sobre o Museu Nacional/UFRJ. Como resultado da Etapa I, foi elaborado um documento de veiculação interna com a compilação dos tópicos de forma a compor um diagnóstico institucional. Esse documento vem subsidiando o desenvolvimento das etapas II e III (elaboração de programas e projetos) cujo andamentos tem se dado neste segundo semestre de 2020. O desenvolvimento da Etapa I de Elaboração do Plano Museológico se deu de forma muito enriquecedora, pois permitiu uma amplo processo de participação e escuta, apesar dos desafios metodológicos e das necessidades de adaptação de procedimentos diante da pandemia da Covid-19

    Monografias.poli, desenvolvimento de um repositório digital para facilitar os acessos aos trabalhos de conclusão de curso da Poli UFRJ

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    A cada período acadêmico, alunos dos cursos de graduação em Engenharia da Escola Politécnica UFRJ, após aprovação, entregam suas monografias e seus trabalhos para serem disponibilizados para futuras pesquisas. As entregas dos trabalhos de forma impressa geram a necessidade de ampliação de espaços físicos para os seus armazenamentos e impõe limites aos seus acessos, pois não podem ser consultados simultaneamente por vários leitores. O desenvolvimento de um repositório digital surgiu como alternativa para minimizar os problemas apresentados. Em uma definição geral, os repositórios digitais são sistemas de informação que permitem armazenar, resgatar e disponibilizar coleções de informações digitais. Funciona também como uma tecnologia educacional a medida em que permite o acesso ao aprendizado e ao conhecimento. O repositório digital monografias.poli foi desenvolvido e disponibilizado com apoio de tecnologias de softwares livres. Foram utilizados a linguagem de programação PHP, o banco de dados MySQL, o software para edição de imagens Gimp e o sistema operacional Linux – versão servidor. Os softwares livres são programas computacionais que possuem licenças de uso livre, são gratuitos e são bastante utilizados. A adoção de um repositório digital apresentou como principais vantagens os acessos simultâneos aos trabalhos, a possibilidade de acessos aos trabalhos de qualquer dispositivo conectado à Internet e a possibilidade de acessos aos trabalhos em qualquer momento. Os usos de metadados e de recursos de busca contribuíram para facilitar a recuperação dos trabalhos armazenados. Metadados facilitam a identificação, a descrição, a organização e a localização de conteúdos digitais. Outra característica sobre o uso de metadados está na interoperabilidade entre sistemas. Conteúdos podem ser pesquisados e acessados de outros sistemas. O padrão de metadados adotado no repositório monografias.poli é o Dublin Core. Como resultado, o repositório digital monografias.poli vem sendo utilizado e alimentado desde 2010. Está disponível na Internet no endereço http://www.monografias.poli.ufrj.br e possui, atualmente, mais de 4.300 trabalhos armazenados. Mensalmente, recebe mais de 5.000 acessos diretos e seus trabalhos possuem mais de 30.000 consultas diretas e indiretas

    A invisibilidade da literatura lésbica

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    O presente trabalho apresenta como se deu a marginalização da literatura lésbica, mais concretamente a literatura que é escrita por mulheres homossexuais, cujos propósitos concernem à homossexualidade feminina, e tem como objetivo comprovar a invisibilidade desses escritos. Como análise metodológica, foi utilizado a pesquisa em alguns livros, são eles: O segundo sexo, de Simone de Beauvoir; Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, de Regina Dalcastagnè; A ordem do discurso, de Michel Foucault; e, por fim, o artigo Heterossexualidade compulsória e a existência lésbica, de Adrianne Rich. O trabalho é dividido em três partes: na primeira, é apresentada a visão da sociedade moderna que decai sob a figura feminina; na segunda parte, é trabalhada a marginalização da mulher lésbica (esclareço assim, que o termo “lésbicas” será tratado aqui como uma definição que abrange mulheres que têm em comum o fato de desejarem relações sexuais ou afetivas apenas com outras mulheres) e da sua (re)existência na sociedade atual; como terceira, e última, a conclusão. Quando se fala de homossexualidade feminina se paira todo um silêncio, pensar no adjetivo “lésbica” após a palavra “literatura” significa nomear uma realidade que é invisível no mundo real e mais ainda no mundo literário. Portanto, é preciso entender que a literatura funciona como um dispositivo político que afeta diretamente o mundo e é preciso criar novas práticas culturais que insiram esse amor marginal no cotidiano

    A Representação da Rainha de Sabá no Alcorão

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    Com a propagação do Islã, foi estendido um véu de abominação sobre a memória do período pagão, a Jaḥiliya, datado entre os séculos IV e VI a.C. , tido com a era da ignorância. Devido a isso , há poucos registros sobre o pré-islamismo no geral, no entanto com a ajuda de escassos recursos históricos, arqueológicos e discursivos, muitos deles de vias estrangeiras e fontes islâmicas descrevendo seus antecessores, se puderam verificar aspectos que caracterizaram esta época, assim podemos ter acesso às questões relacionadas à identidade e estrutura social dos povos desse período, que por meio da expressão de sua espiritualidade, dotada de um panteão composto em sua maioria de deuses do gênero feminino, demonstra a valorização e importância desses aspectos para o meio. Mediante isso, este artigo apresenta uma análise dos indícios do imaginário Árabe pré-islâmico sobre o feminino, seu possível lugar de liderança e de poder, indagando como a seleção de certos elementos teóricos usados para elaborar esses lugares correspondem aos aspectos presentes nesta sociedade

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