3173 research outputs found
Sort by
MEMÓRIA INSTITUCIONAL E HISTÓRIA PÚBLICA: AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA UFRJ
A História centenária da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem como traço marcante, desde a sua origem em 07 de setembro de 1920, a fragmentação de suas unidades e, por conseguinte, de seus acervos, que se encontram dispersos em seus diversos campi e lugares de memória. Destaco neste trabalho a importância do projeto de pesquisa que coordeno na Divisão de Memória Institucional (DMI) do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ referente à reflexão sobre os diferentes lugares de memória da Universidade e de seus acervos e como a efeméride dos cem anos vem estimulando diversas unidades e o corpo social da instituição no trabalho memorialístico e de divulgação científica histórica nas redes sociais e canais de comunicação. A DMI, além de promover a disseminação e a análise do acervo e patrimônio universitário, estimula também a orientação de novas pesquisas de Iniciação Científica entre os estudantes de graduação que se apropriam destes acervos como fontes e objetos. Também atuamos junto à sociedade na divulgação científica nas redes sociais da DMI dos resultados das pesquisas e destes acervos institucionais analisados. Promovendo, dessa maneira, não apenas a divulgação científica histórica sobre/de a Universidade, mas, sobretudo, um debate nestes canais mencionados com um público que nem sempre é do campo da História, mas que tem uma identidade com a UFRJ, até mesmo uma memória afetiva com a instituição, com isso, contribuímos para refletir sobre alguns paradigmas referentes à Universidade, e sempre mantendo o compromisso metodológico e teórico possibilitando a ampliação do debate com a sociedade
Saúde Mental na Pandemia: Assistência Estudantil em Grupos Online
INTRODUÇÃOEste trabalho tem o objetivo de apresentar o grupo Vivências na Quarentena, desenvolvido pela equipe da Divisão de Saúde do Estudante (DISAE) / PR7 desde abril de 2020. Pretende-se criar um espaço de acolhimento, escuta e troca entre os estudantes nesse momento de pandemia e de isolamento social, buscando promover saúde mental, bem como a prevenção de agravos. É realizado de forma online, duas vezes por semana com uma duração média de uma hora e vinte minutos.FUNDAMENTAÇÃOA saúde como parte da política de assistência estudantil é fundamental para garantir a permanência de qualidade dos estudantes na universidade. Os impactos gerados por uma pandemia podem alterar significativamente sua qualidade de vida, tanto nos aspectos de saúde física quanto mental. Diante disso, a equipe da DISAE planejou e vem realizando o projeto em tela com o objetivo de garantir o apoio em saúde mental de que os estudantes precisam para manter o vínculo com a universidade. EXPOSIÇÃO DOS PRINCIPAIS OBJETIVOSPretende-se ser um ponto de ligação e de vínculo entre o estudante e a universidade, pois a imposição do isolamento social cortou alguns laços com a vida social.METODOLOGIA APLICADASão realizados grupos online, utilizando plataformas de reunião virtual (“zoom” / ”google meet”). Para participar dos grupos, que acontecem às terças e quintas às 14h, os alunos realizam inscrição através de um formulário no Google e um e-mail é enviado aos inscritos contendo o link para acesso à sala virtual. O grupo acontece com pelo menos 3 integrantes da equipe. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS PARCIAIS Foram realizados até o momento (15/10/20) 57 grupos com 193 alunos inscritos (sendo que o aluno pode participar mais de uma vez) de diversos cursos de graduação e de pós-graduação. Os grupos têm sido espaço de trocas potentes entre os participantes, que têm retornado semanalmente aos encontros. CONCLUSÃOConclui-se que o espaço coletivo, de aproximação entre pares, com apoio de equipe da área de saúde mental, contribui com a assistência estudantil, pois amplia o escopo dessa política para além da bolsificação, compreendendo que a permanência estudantil depende de fatores para além do financeiro. E que nesse momento de pandemia é preciso que a equipe se adapte às novas condições objetivas para manter o trabalho com e para os estudantes
União Pró-Vacina: informação e desinformação nas mídias digitais
No Brasil, a cobertura vacinal até 2015 registrava um ótimo panorama, com 95% de cobertura das vacinas em crianças de até um ano de idade, porém essa taxa vem caindo e atingiu em 2019 o seu patamar mais baixo. Essa queda na cobertura das vacinações permitiu que doenças controladas retornassem, como foi o caso do sarampo que voltou ao Brasil em 2018 e em 2019 registrou mais de 18 mil casos com 15 óbitos. A pesquisa lançada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Avaaz “As fake news estão nos deixando doentes” ajuda a compreender melhor a questão. O documento revela que 7 entre 10 brasileiros acreditam em fake news sobre vacinação, esse número é maior entre os usuários que se informam via mídias sociais. As ações institucionais comunicativas na área da saúde repetem um padrão pouco inovador e não conseguem responder a tempo essas ameaças potencializadas pelas plataformas digitais. Ciente da urgência de enfrentar esse cenário, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP articulou uma iniciativa denominada União Pró-Vacina (UPVacina), cujo objetivo é unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil organizada para atacar diretamente esse problema, planejando e coordenando atividades conjuntas com metas para o curto, médio e longo prazo. Nesse primeiro momento, as ações da iniciativa estão sendo realizadas em duas frentes: produção de conteúdo qualificado sobre as vacinas com linguagem adaptada às novas mídias e diferentes públicos; combate às fontes de informações falsas e enganosas, desmistificação e correção às desinformações. Em menos de um ano de projeto, a União Pró-Vacina já realizou e publicou diversas análises que ajudam a compreender a produção e distribuição de conteúdo antivacina nas mídias digitais, e também produziu dezenas de peças comunicativas, como apostilas digitais, hotsite, infográficos e vídeos que ajudam a elucidar e esclarecer a temática com evidências científicas.
A Assistência Estudantil e a permanência no Ensino Superior
A Divisão de Apoio ao Estudante – DAE/PR7 entende que Assistência Estudantil – AE não deve se limitar ao reducionismo de “carência financeira”, mas contemplar o conceito de necessidades para a permanência no Ensino Superior, e necessidades são as materiais e as imateriais, pois a evasão e o trancamento ocorrem também por questões subjetivas, tais como racismo, machismo, xenofobia, LGBTfobia, saúde mental, insivibilidades, dentre outras questões. Com base nisso e também com as imposições que a pandemia trouxe, a DAE criou a série temática, de frequência mensal, para abordar questões que são vivenciadas pelos estudantes na universidade. A série temática aborda questões próprias dos universitários e, para essa aproximação, optou-se pelo uso das redes sociais Facebook e Instagram da PR7 como forma de difundir informação para combater o preconceito que ocorre na Universidade, que é um reflexo da sociedade. A metodologia da estruturação desse trabalho analisou a melhor forma de atingir os alunos, a interação na escolha do tema por meio de enquetes no Instagram, a elaboração de pesquisas pelo Google Forms, a gravação de vídeo-depoimentos de estudantes, buscando dar voz a segmentos invisibilizados na universidade, como mulheres negras, indígenas, comunidade LGBT+, refugiados, estrangeiros. A série temática se organiza em uma postagem semanal: Na primeira semana, há o “Fique por Dentro”, que apresenta o tema do mês, buscando contribuir para a visibilidade e a representatividade do segmento e, com a informação, reduzir preconceitos e estereótipos. Nas demais semanas, há o “DAE Indica”, sugerindo filmes, documentários, artigos, livros que ajudem na ampliação da informação; “Personalidades” ou elaboração de “Glossário”, “Pesquisa” e “Vídeo-depoimento”, que dá espaço para alunos falarem de suas vivências, dificuldades, dores, preconceitos que sofrem na UFRJ e ouvi-los sugestões do que a UFRJ pode fazer para que seja plural e um lugar de respeito e acolhimento. As pesquisas são sistematizadas para que se possa melhor conhecer nosso público alvo e as informações subsidiem a elaboração de ações da AE que melhor atendam suas demandas. O alcance foi amplo e o retorno positivo, chegando a 17614 pessoas (apenas entre junho e agosto). Isso demonstra o interesse, aceitação e importância de abordar a AE como universal, criticando a visão de que ela seja restrita a “bolsas”, focada no viés da “carência financeira”. O trabalho rompeu os muros da UFRJ, chegando ao CRESS-RJ e equipamentos de outras políticas sociais, resultando em entrevista na Rádio da UFRJ
PAINEL COVID-19/HUCFF: VIGIL NCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR COM USO DE DADOS EM TEMPO REAL
Introdução: O presente trabalho se enquadra no eixo da Saúde sendo uma contribuição efetiva ao melhor desempenho na tomada de decisão em gestão hospitalar no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Fundamentação: A rápida propagação da COVID-19 no Brasil exige da vigilância epidemiológica mecanismos que garantam a notificação oportuna dos casos suspeitos. Quando se dispõe de tecnologias de informação e de recursos humanos qualificados, aliadas a uma eficiente comunicação à comunidade, torna-se possível desenvolver instrumentos que aperfeiçoem os processos de notificação e monitoramento. Objetivo: Relatar a experiência do Serviço de Epidemiologia e Avaliação (SEAV) do HUCFF no desenvolvimento de um sistema de informação para notificação e monitoramento dos casos suspeitos de COVID-19 atendidos na instituição. Métodos: O sistema foi desenvolvido pelo Laboratório de Informação para Gestão Hospitalar (LaBIGh-SEAV) em parceria com a Coordenação de Informática e Rede (CIR) responsável pela tecnologia da informação e avaliado no que diz respeito às questões técnicas e operacionais pela equipe responsável de vigilância epidemiológica. O sistema permite a sinalização dos casos de acordo com as definições do Ministério da Saúde e a identificação imediata dos casos pela equipe de vigilância epidemiológica, que desencadeia um processo de coleta e qualificação dos dados. Resultados: A implantação do sistema proporcionou: a notificação dos casos suspeitos de COVID-19 através do prontuário eletrônico em tempo oportuno e o acompanhamento dos testes laboratoriais e monitoramento dos desfechos, permitindo a qualificação da informação repassada à esfera municipal. Os dados gerados pelo sistema tornaram-se fonte para a construção de um dashboard no Power BI®, disponibilizado publicamente no site do hospital, que é atualizado automaticamente em intervalo regular com informações sobre os pacientes atendidos. Conclusão: Além de aprimorar o processo de notificação para a rede de vigilância, o uso de tecnologia da informação permite ao gestor hospitalar o acompanhamento em tempo real das informações sobre os atendimentos aos pacientes suspeitos ou confirmados com COVID-19 no HUCFF, fornecendo subsídios para o planejamento das ações de gestão. Destaca-se a importância da integração entre as áreas de vigilância epidemiológica e tecnologia da informação para se dispor de tecnologia e pessoal qualificado, visando o desenvolvimento de tais sistemas em curto espaço de tempo para otimizar os processos de vigilância, incluindo a oportuna notificação dos casos com informações qualificadas e a tomada de decisão pelos gestores hospitalares a partir desses dados
Extrato Ubuntu, relato de uma proposta nutricional, barata e de baixo risco, para auxiliar na melhora da saúde e aliviar os sintomas de problemas respiratórios associados à COVID-19.
Neste trabalho é apresentado o relato da elaboração de um produto nutricional e sua utilização na proteção do organismo neste quadro de emergência sanitária global. Elaborado a partir de temperos, suplementos alimentares e uma erva de uso popular no trato de afecções do sistema respiratório (spirulina, moringa, gengibre, ginseng, noz moscada, Ginkgo biloba, maca peruana, marapuama, colorau, cravo da índia, canela, curry, guaraná em pó, extrato de própolis, limão, mel e guaco), tal produto foi concebido à luz de um conjunto de informações técnicas colhidas sobre a utilidade de cada um dos ingredientes, onde se verifica, para os nutracêuticos que constituem estes alimentos, atividades biológicas pertinentes aos cuidados com a saúde que este período de pandemia exige, como: imunomoduladora, indutora da hematopoiese, antiviral, protetora do sistema cardiovascular, protetora do sistema nervoso central, antimicrobiana, antioxidante,etc. O Extrato Ubuntu foi concebido como uma resposta nutricional preventiva, que seria produzido na forma de um extrato hidroalcoólico - uma garrafada - e utilizado sob a forma de frascos borrifadores, a exemplo do extrato de própolis - com sugestões de 3 borrifadas de 3 a 6 vezes ao dia de acordo com estado de saúde, para melhorar a resposta imunológica e a proteção do organismo durante a pandemia. Contudo, o uso deste por pessoas que foram acometidas pela COVID-19 mostrou também sua utilidade no auxílio a melhora do estado de saúde, com prazos de percepção de recuperação de 3 a 7 dias. Também foram percebidas utilidades em quadros de rinite alérgica, sinusites persistentes, como antiinflamatório tópico e no auxílio da melhora de condição hematológica. Foram produzidos mais de 500 frascos, com 30 mL de conteúdo, que foram distribuídos a quem necessitasse. A percepção do seu poder humanitário encorajou a busca por apoio institucional - ainda sem sucesso -, para entrega desta proposta à universidade, vislumbrando que esta pudesse ser avaliada, melhorada e quiçá produzida e entregue a sociedade como uma ferramenta democrática que pudesse auxiliar na interrupção do ciclo de mortes desencadeado por esta pandemia e proteger a população, com atenção aos mais vulneráveis e aos trabalhadores de serviços essenciais. Este produto foi denominado como Extrato Ubuntu, em alusão ao significado do termo africano, da etnia Zulu, como um apelo a reflexão sobre o papel do ser humano durante a sua existência. Ubuntu significa: "Uma pessoa só é uma pessoa por meio de outras pessoas."; ou, de um modo mais sintético:"Eu sou porque nós somos.
A Formação Permanente dos Técnico-Administrativos no âmbito da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas na UFTM
A Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas- PNDP é uma política que legitima o desenvolvimento permanente do servidor público federal, proporcionando e incentivando-o em suas ações de capacitação e qualificação no serviço público federal. O que vem de encontro aos preceitos de uma Formação Permanente /Continuada do servidor público federal. A Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, foi o lócus de pesquisa, sendo analisado o panorama da Qualificação e Capacitação dos Técnicos-Administrativos em Educação, no período 2006-2016. As fontes utilizadas são documentais, constituindo-se de portarias institucionais, identificadas com Portarias de Incentivo à Qualificação e Portarias de Progressão por Capacitação Profissional. As portarias foram publicadas nos Boletins de Pessoal e Serviços da UFTM no período 2006-2016, sendo de publicação mensal. A pesquisa analisa os impactos da PNDP, na qualificação e capacitação dos TAEs da UFTM, desde a implantação da política em 2006 até 2016, apresentando-se um panorama desses profissionais paralelo a expansão da Universidade. A Metodologia Aplicada caracteriza-se como uma pesquisa quali-quantitativa, Estudo de Caso e de perfil longitudinal. As fases para o delineamento de um Estudo de Caso na UFTM, constituíram-se de: a) Coleta de Dados em documentação da instituição – as portarias; b) Seleção do público-alvo - os TAEs; c) Análise e interpretação de dados realizados a partir do banco de dados, que foi elaborado por informações das portarias; d) Elaboração do relatório com apresentação de gráficos, quadros e tabelas. Na UFTM No período de 2006 a 2016 foram publicadas 4.224 portarias de TAEs, sendo: a) 1.436 portarias de Incentivo à Qualificação com 1.436 cursos sendo a Especialização representada com 46% do total, quanto ao gênero dos servidores são 67% do sexo feminino e 33% do sexo masculino; b) 2.788 portarias de Progressão por Capacitação Profissional com 5.344 cursos de capacitação, sendo 66% dos servidores do sexo feminino e 34% do sexo masculino. Os TAEs da UFTM demonstraram pela documentação analisada que, a partir de 2006, incentivados pela PNDP obtiveram progressões nos níveis da carreira para os diversos cargos. Ocorrendo assim, a consolidação da formação permanente dos profissionais para a expansão da Universidade.
ALMIR PAREDES CUNHA: ALUNO, PROFESSOR E DIRETOR DA EBA/UFRJ
O presente artigo descreve as minhas atividades como aluno, professor e Diretor, na antiga Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil e na atual Escola de Belas Artes da UFRJ, pelo período de mais de cinquenta anos. Como aluno, frequentei as disciplinas, do curso de graduação de Professorado de Desenho; como professor, ministrei diversas disciplinas tanto dos cursos de graduação como dos de pós-graduação; como diretor tive meu mandato entre os anos de 1976 e 1980. Entre as diversas atividades, também se destacam a chefia de departamento e a participação em diferentes conselhos superiores
MACHINE LEARNING APLICADA PARA CRIAR UM MODELO PREDITIVO DE EGRESSOS DE APOSENTADORIAS PARA A UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
O estudo tem como objetivo verificar a viabilidade de usar Inteligência Artificial (Machine Learning) para criar um modelo preditivo para fazer previsões de egresso por aposentadoria na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, um órgão do serviço público federal, identificando assim os seus cargos e os seus setores que mais serão afetados com as aposentadorias neste ano. Foram analisados, com estatística descritiva, os dados dos servidores ativos e servidores inativos (Aposentados), buscando os atributos que são mais relevantes para o desenvolvimento, e para escolha de uma técnica de Marchine Learning. Após essa análise, será criado o modelo preditivo de egresso, e também será feita a verificação da acurácia e da precisão do modelo, verificando assim se o modelo poderá ou não ser utilizado para fazer as previsões. Verificado a acurácia e a precisão será feita a previsão, gerando assim o relatório com as quantidades de servidores que poderão aposentar neste ano. E assim, podemos também aproveitar o modelo para gerar a previsão de aposentadoria para os próximos anos, sendo necessário somente fazer o treinamento do modelo com os dados atuais
Extensão Universitária: Oficina sobre a Lei Maria da Penha no Campus UFRJ Duque de Caxias Professor Geraldo Cidade
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o município de Duque de Caxias, em janeiro de 2019 foi considerado a cidade do estado do Rio de Janeiro com o maior índice de registro de violência doméstica. Diante deste fato, a Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Suporte Acadêmico (CODESA), em outubro de 2019, realizou a oficina “Um tapinha, dói, humilha e mata” que aborda a Lei 11340 de 07 de agosto de 2006. A legislação cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha. Recebe esse nome pelo reconhecimento da trajetória de luta de Maria da Penha Maia Fernandes em busca de justiça para que seu agressor fosse punido. O principal objetivo da oficina foi a multiplicação da informação acerca da tipificação da violência doméstica e familiar contra a mulher. O público-alvo foram alunos que cursavam o Ensino Médio nas escolas públicas do entorno. A metodologia adotada consistiu na abordagem do conteúdo programático em três etapas: no primeiro momento da oficina, foi apresentado a história de vida e luta da Maria da Penha, depois, foi trabalhado de forma lúdica, o ciclo da violência e posteriormente, a caracterização das formas de violências tipificadas na lei: violência física, violência psicológica, violência sexual e violência patrimonial. Ou seja, os participantes tiveram que elencar cada fato real apresentado com o tipo de violência. E no momento final, foi divulgado o número 180, o Disque Denúncia. Reconhecendo que a extensão é o meio que possibilita a instituição reafirmar seu compromisso social com as demandas dos grupos sociais mais vulneráveis, afirma-se que a oficina contribuiu para a ampliação do acesso da comunidade, jovens e adolescentes ao conteúdo da Lei Maria da Penha. Acredita-se que a ação educativa foi de fundamental importância para o atual contexto social, político e econômico, como uma ferramenta para fomentar a prevenção da violência doméstica e familiar contra as mulheres. Participaram da oficina a equipe da CODESA como coordenação da atividade, quinze estudantes dos cursos de graduação como monitores e cerca de 150 participantes externos: estudantes das escolas estaduais do entorno, professores e pessoas da comunidade