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A gestão da Extensão Universitária no Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro de 2011 a 2021
O Instituto de Geociências (IGEO) é uma unidade do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. A Direção Adjunta de Extensão do IGEO atua, desde 2011, de forma sistemática para a ampliação e consolidação das ações extensionistas na unidade. Objetivamos: Identificar as experiências extensionistas existentes; Estruturar o desenvolvimento das atividades extensionistas institucionais; Ampliar o alcance da extensão nos departamentos do IGEO, através da difusão de informações; Apoiar à realização das ações em curso e às novas propostas; Amplificar a visibilidade, a voz e a integração entre estudantes, técnicos e professores, com planejamento e desenvolvimento de ações conjuntas. Procuramos, assim, abrir e fortalecer os canais de comunicação entre o conhecimento científico e demandas sociais, trazendo-as para um campo de debate e pensamento sobre a Universidade que queremos hoje e no futuro. Nas ações apoiadas pela Extensão do IGEO valorizamos: o diálogo com os parceiros e o público, o impacto sobre a formação discente e a sociedade, a interdisciplinaridade, e a integração pesquisa e o ensino. Neste sentido, atuamos fortemente de forma inclusiva e construtiva, no processo de atualização do registro das ações, bem como na implantação de novas ações extensionistas, utilizando consultorias pedagógicas aos proponentes. Em 2017 implantamos a Câmara de Extensão, composta por: Coordenadores de Extensão dos Departamentos de Geografia, Geologia e Meteorologia; representantes do Museu da Geodiversidade, programas institucionais; técnicos administrativos e discentes. A Câmara tem se dedicado ao planejamento de ações articuladas, à avaliação e apoio às atividades de extensão, às discussões sobre demandas e avaliações sobre políticas e editais de extensão e ao planejamento dos modos de divulgação das ações do IGEO. Em 2012, o IGEO tinha 23 ações de extensão registrados na Pró-Reitoria de Extensão. Em 2021, tem 65, verificando-se um aumento expressivo, o qual acompanha a implantação efetiva em 2017 da obrigatoriedade de 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades de extensão. É importante destacar que as ações de extensão têm fomentado novos temas de pesquisa e a articulação entre alguns dos laboratórios/núcleos/grupos de pesquisa existentes, o que configura uma das nossas metas e revela a importância de se ampliar o envolvimento do corpo social da unidade nas ações extensionistas, bem como o aumento de pessoal na equipe da direção. Em conjunto, estes desafios implicam num esforço de fortalecer as conquistas da Extensão na UFRJ e no IGEO, dando continuidade aos processos de consolidação da sua estrutura de funcionamento
Sistema de Agendamento Unificado dos Equipamentos Culturais da UFRJ (SAUECult-UFRJ)
A questão espacial permeia a vida de todos aqueles que desejam realizar qualquer atividade em qualquer que seja a área do conhecimento. E, apesar da existência de inúmeros equipamentos culturais na UFRJ - aqueles que salvaguardam a memória e experiências e os que recebem eventos, quer sejam científicos ou culturais, quer sejam tradicionais, eruditos ou populares -, os organizadores enfrentam uma verdadeira Via-crúcis à procura de um local apropriado para execução de seu projeto.A nossa hipótese é a de que podemos simplificar a procura e o processo de gestão desses espaços, portanto, este trabalho tem o propósito de contribuir para a criação de uma ferramenta automatizada que centralize as informações sobre os equipamentos culturais da UFRJ e seja um facilitador no agendamento dos referidos equipamentos, aqui definidos como o conjunto de espaços edificados, da UFRJ, constituídos para a interlocução, difusão e fomento das diversas práticas acadêmico-culturais; ou seja, auditórios, salas multiuso e salões, teatros, centros culturais, e de todos os suportes físicos para o desenvolvimento das atividades: refletores, projetores, microfones etc.A primeira necessidade estabelecida foi a de caracterizar a cultura como elemento transversal às atividades-fim da Universidade, ou seja, ao ensino, à pesquisa e à extensão. A partir daí, apontaram-se os primeiros desafios de natureza conceitual e metodológica para instaurar uma demarcação preparatória dos equipamentos culturais em sua dimensão espacial.Para compor esta proposta foi necessário quantificar os equipamentos culturais existentes na UFRJ e analisar o funcionamento de suas estruturas administrativas, seus objetivos, dinâmicas de utilização, infraestrutura e outros mecanismos, informações importantes que obtivemos por meio de aplicação de questionários distribuídos entre os gestores dos espaços, entrevistas com os Decanos e com alguns gestores de experiências similares. Estes procedimentos nos ratificaram a necessidade de criação de um sistema que auxilie na articulação entre os espaços de cultura e os organizadores de atividades acadêmico-culturais.As contribuições que um sistema desta natureza pode proporcionar para os diversos personagens fazedores de cultura, são inúmeras, pois, além de facilitar a procura do local adequado em tempo hábil, poderá: gerar relatórios que facilitem na construção de políticas de eventos, manutenção e utilização dos equipamentos; dar visibilidade às atividades realizadas, possibilitando a interação entre os diversos programas, projetos etc.; Otimizar o uso desses equipamentos e socializá-los; Programar atividades em conjunto com outras áreas do conhecimento; Conhecer a Universidade por meio de suas produções etc.
Projeto RECICLAB: Química Verde e Sustentabilidade
O projeto RECICLAB atua no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2018 até o presente, campus Fundão, e a sua concepção foi baseada na ideia de fazer valer no cotidiano institucional práticas de Química Verde e de Sustentabilidade preconizadas teoricamente nos cursos de formação acadêmicos. O projeto é uma iniciativa voltada à gestão ambiental nas instituições públicas por meio da reavaliação dos processos de trabalho e do processo educativo sob a ótica do melhor aproveitamento dos recursos hídricos e dos insumos necessários à prática da Química no contexto pedagógico, ou seja, no processo de ensino e de aprendizagem. Assim, o projeto discute o uso racional da água no ambiente laboratorial, sobretudo no desperdício da água dos destiladores, a correta destinação dos resíduos gerados nas aulas e sua possibilidade de redução e reaproveitamento, evitando-se o despejo na rede de esgoto (ODS 6 e 12). O projeto busca o diálogo com o público externo acerca do Desenvolvimento Sustentável por meio de ações sob a forma do curso EaD Mudanças Climáticas (ODS 13), oficina Sustentabilidade (Agenda 2030), evento e pelas redes sociais. Seu público é o corpo social do IQ-UFRJ e estudantes e docentes da educação básica e profissional
Injustiças Ambientais de Duque de Caxias - TOXIC TOUR
No ano de 2017, em parceria com o Museu Vivo do São Bento (MVSB), foi criado o projeto de extensão “Os dez anos do Campus UFRJ Duque de Caxias Professor Geraldo Cidade”. Este projeto, aprovado internamente na UFRJ, ainda está ativo e possui 2 dimensões: 1a- a construção de um “acervo de memória” de formação do Campus UFRJ no município de Duque de Caxias e 2a- realização de visitas guiadas a locais que apresentam graves problemas ambientais, situando-os dentro da história do município. Esta segunda atividade, denominada “Toxic Tour”, está sendo submetida à 1a Mostra Virtual de Projetos (MOVIP). O “Toxic Tour” visa, não só colocar a comunidade acadêmica do nosso Campus e os alunos das escolas, frente a frente com comunidades de baixa renda que estão sendo mais diretamente afetadas por múltiplas formas de poluição, mas também fazer germinar ideias, eventualmente de caráter tecnológico, que possam minimizar estes efeitos. Através do fortalecimento da interação da UFRJ Campus Duque de Caxias Professor Geraldo Cidade com o Museu Vivo do São Bento, pretendemos, não só aumentar o sentimento de pertencimento de nossa Instituição ao município de Duque de Caxias, mas também, aproximar os alunos das escolas e a população local da comunidade acadêmica da UFR
Conexão ODS e Encontro Empresarial Local
Existem recursos destinados a desenvolver programas de ações sociais e ambientais e que não estão sendo aproveitados. O montante de perda destes recursos, somam aproximadamente 16% a 18% da economia circulante no município, portanto um valor significativo a favor da comunidade, onde os empresários e cidadãos do município podem mobilizar ações ordenadas para o atendimento às exigências legais
O performer enquanto sujeito protagonista: limites conceituais e empíricos na indeterminação e colaboração
AUTOCUIDADO: CONQUISTANDO UM SONO RESTAURADOR
Introdução: O presente trabalho faz parte dos conteúdos desenvolvidos para contemplar as ações de trabalho da Seção de Promoção e Prevenção em Saúde do Trabalhador da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador. E apresenta um vídeo contendo 10 (dez) etapas com sugestões para estimular o autocuidado em prol de um sono restaurador, visando melhoria da saúde e qualidade de vida dos trabalhadores da UFRJ, baseado em uma pesquisa do Ministério da Saúde. Fundamentação: A pandemia trouxe a necessidade de isolamento social, mudanças drásticas na vida pessoal e reorganização do processo de trabalho, aumentando a exposição às telas azuis de computador e celular e o agravamento de sintomas de ansiedade e insônia. Sem rotina de horários para alimentação, sono e vigília, o ritmo circadiano desregulou, desencadeando irritabilidade, estresse, e baixa produtividade no trabalho. Uma noite mal dormida contribui para o desequilíbrio emocional e metabólico, favorecendo o surgimento de doenças como obesidade, diabetes e enfraquecimento do sistema imunológico. Objetivos: Estimular uma rotina saudável de cuidados pessoais e recuperar o equilíbrio fisiológico, mental e emocional. Metodologia: Elaboração de vídeo informativo, com sugestões de autocuidado para a construção de hábitos de vida saudáveis e mudanças comportamentais para uma boa noite de sono, com alternativas não medicamentosas de potencial efeito reparador. Resultados: De acordo com Ministério da Saúde, na Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, mais de quarenta por cento da população investigada relatou episódios de insônia, diminuição da produtividade e estresse associados à pandemia. Para amenizar tais condições, muitos optaram pelo uso de remédios para dormir. Conclusão: A pandemia afetou o padrão de sono de boa parte dos brasileiros, devido ao aumento da ansiedade e insegurança diante da falta de emprego, alimentação, moradia e dificuldade nas relações interpessoais. A qualidade do sono é objeto de estudo de inúmeras pesquisas, pois nesse período, o organismo restaura suas funções, como regeneração muscular e produção hormonal. Especialistas recomendam entre sete e nove horas de sono. Apontam também que o tratamento não medicamentoso deve ser sempre a primeira opção, incluindo uma alimentação saudável e prática de atividade física regular. Importante destacar que um sono restaurador e de qualidade gera impactos positivos na manutenção da saúde e bem-estar
Os usos políticos e disputas por memória na construção da Cidade Universitária da UFRJ
A Cidade Universitária da UFRJ é um projeto da ditadura do Estado Novo (1937-1945), mas somente inaugurada durante o governo democrático de Getúlio Vargas, em 1953. Entretanto, o seu crescimento e expansão foram retomados durante a ditadura civil-militar (1964-1985), a partir do incremento financeiro e investimentos para a conclusão das obras interrompidas diversas vezes pelos governos anteriores. E por isso mesmo, é um espaço de recordação que representa estas memórias em disputa. Pois a sua reinauguração, em 07 de setembro de 1972, foi usada pelo presidente militar Médici numa perspectiva de legado histórico de sua gestão e a importância de seu governo entregar a Cidade Universitária não somente para a comunidade acadêmica da UFRJ, mas também para o país naquele momento ditatorial que celebrava os sesquicentenário da pátria
DESIGN DIDÁTICO PARA CURSOS ONLINE NO MOODLE: UM INÉDITO-VIÁVEL NA UFRJ E PARA ALÉM DELA EM TEMPOS PANDÊMICOS
Diante da necessidade de isolamento imposta pela pandemia da Covid-19, as instituições de ensino precisaram desenhar estratégias e buscar soluções para garantir aos estudantes meios para dar continuidade aos seus estudos. A adoção pelo ensino remoto emergencial foi a primeira estratégia para que as atividades não parassem por completo. No contexto em que os investimentos na educação pública básica e superior sofrem com o sucateamento como projeto de governo, professores e professoras se viram diante de uma realidade inédita e precisaram repensar as suas práticas e concepções de ensino e aprendizagem para ensinar a distância mediado pelas tecnologias digitais em rede, embora com pouca ou nenhuma estrutura e condições de realização do seu trabalho, sobretudo na educação básica. Do mesmo modo, as Instituições de Ensino Superior (IES) investiram no suporte tecnológico aos estudantes por meio de fornecimento de chip para acesso à internet banda larga, acesso gratuito a softwares e aplicativos de webconferência, além de migrar a sala de aula presencial para os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Neste contexto, o curso de extensão Design Didático para cursos online no Moodle (DDMoodleUFRJ) foi concebido no intuito de suprir parte das demandas formativas dos servidores públicos da UFRJ e de todo o Brasil para atuar com as tecnologias digitais em rede e, sobretudo, para atuar na perspectiva da Educação Online (SANTOS, 2009) no Ambiente Virtual Moodle em consonância com a concepção de libertadora e autêntica, vislumbrada por Paulo Freire (1967, 2013). Diante da conjuntura de crise sanitária e de desvalorização da educação pública vivenciada no Brasil no biênio 2020/2021, essa experiência formativa apresentou-se como uma das alternativas de formação pública, gratuita e 100% on-line ofertada a toda comunidade da UFRJ e fora dela, pautada nas diretrizes da extensão universitária. Neste sentido, acreditamos que esta ação se configura em um inédito-viável em busca da superação de uma situação-limite imposta pela crise sanitária global em direção da superação de práticas transmissivas e pouco dialógicas na educação, seja na sala de aula presencial ou na online no contexto pós-pandêmico
Museu de Anatomia "Por dentro do Corpo": atuação presencial e virtual
O Museu de Anatomia “Por dentro do Corpo” foi organizado como iniciativa do projeto de extensão Ciência para Sociedade do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UFRJ e inaugurado em 2017 como um espaço de visitação aberto ao público mediante agendamento prévio. Esta coleção visitável está didaticamente organizada em 15 vitrines localizadas ao longo do corredor do Laboratório Anatômico (bloco F subsolo - CCS) e conta com acervo de modelos didáticos, esculturas centenárias em cera (ceroplastia), galeria de fotografias artísticas sobre o corpo humano e cerca de 200 peças anatômicas humanas reais (ossos, órgãos e músculos plastinados) produzidas na Unidade de Plastinação do próprio Instituto. As visitas são mediadas por alunos de graduação da UFRJ, a fim de proporcionar ao visitante uma experiência educacional prazerosa e de grande conhecimento do corpo humano através de atividades lúdicas e oficinas criativas. O objetivo deste projeto é proporcionar treinamento aos alunos de graduação na produção de materiais didáticos e de divulgação científica, na mediação das visitas e no relacionamento com o público, contribuindo para a formação extensionista dos mesmos. Promove-se a relação entre ensino, pesquisa e extensão e a integração com outros espaços do Centro de Ciências da Saúde (CCS), como laboratórios do ICB, o Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF), o Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (CENABIO), entre outros parceiros externos. Nas atividades presenciais o museu já recebeu mais de 4300 visitantes e após a declaração da pandemia de covid-19 direcionou seu trabalho de divulgação científica para as redes sociais como Instagram, Facebook, Youtube e TikTok. Para organização das atividades e produção de conteúdo online a equipe se comunica através do grupo de Whatsapp e das reuniões remotas semanais via Google Meet. Neste período de isolamento social foi produzido o “AnimAnato” - uma série de 15 vídeos de animação sobre os sistemas do corpo humano - e postagens diárias sobre anatomia com enquetes no perfil do Museu no Instagram (@pordentrodocorpo) com uma linguagem mais atrativa e acessível aos jovens. Também foram realizadas oficinas síncronas com estudantes do ensino fundamental do Colégio de Aplicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (CAp-UERJ), produção de vídeos para participação nas duas edições do Festival do Conhecimento e Darwin Day (UFRJ). Dessa forma, o projeto deu continuidade ao seu legado de levar ciência para a sociedade e manteve a atuação dos alunos extensionistas nas atividades acadêmicas no período de pandemia