Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

Portal de Conferências da UFRJ
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    Pesquisa virtual de satisfação em Restaurante Universitário na melhoria da assistência estudantil

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    Pesquisas indicam a importância dos Restaurantes Universitários (RU) na alimentação de estudantes de nível superior, realçando a contribuição deste equipamento público na assistência estudantil. Visando melhores formas de atendimento aos universitários, faz-se necessário ouvir a opinião dos comensais, ressaltando a importância da contribuição dos usuários no aprimoramento da qualidade dos restaurantes através de um programa institucionalizado de pesquisa de satisfação, contribuindo para o princípio da publicidade na Administração Pública. O objetivo do trabalho foi relatar a contribuição de uma pesquisa de satisfação virtual realizada em um Restaurante Universitário na melhoria das ações voltadas ao fornecimento de refeições na unidade, durante o período de pandemia, através de um relato de experiência de caráter qualitativo. A partir da pesquisa de satisfação virtual de comensais, de carácter voluntário e de auto preenchimento, foi possível verificar satisfação com a apresentação da refeição nas embalagens de comida para viagem pronta para consumo, insatisfação moderada com atraso ou paradas de atendimento, boa aceitação de cardápio ofertado e o recebimento de sugestões para melhoria de prestação de serviço de fornecimento de refeições, como pedido de inclusão de preparações no cardápio, melhora da informação nutricional disponibilizada, reorganização de mesas e cadeiras para aumento do número de atendimentos no refeitório, possibilidade de levar refeições para outros alunos, evitando que mais estudantes se deslocassem no período crítico da pandemia, flexibilização de horários frente às novas organizações de aulas virtuais da faculdade, dentre outras. Estratégias de melhoria a partir dos dados colhidos na pesquisa, aliados a outras ferramentas de gestão da qualidade na produção de refeições, possibilitaram traçar novas estratégias para o aumento da satisfação dos comensais e melhorias no acesso e na qualidade do fornecimento de refeições de baixo custo e alta qualidade nutricional no RU durante a pandemia de COVID 19, contribuindo para a  segurança alimentar e nutricional dos estudantes e favorecendo o atendimento aos princípios do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) através do acesso à alimentação de qualidade aos universitários, favorecendo a igualdade de condições para o acesso, a permanência e a conclusão de curso. 

    Coleção de instrumentos científicos do instituto de física da universidade federal do Rio de janeiro: o espaço cibernético como ferramenta de disseminação de informação

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    O tema do estudo é o Museu Virtual do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF UFRJ), um espaço cibernético voltado para a memória institucional do IF UFRJ, que em 2021 fez 57 anos, e ocupa um lugar de destaque entre as instituições de ensino e pesquisa no Brasil que reverbera no exterior. Aponta uma problemática contemporânea a respeito da virtualidade nos museus e a organização de conteúdos dos acervos materiais e virtuais. A pesquisa tem como objetivoatualizar e revisar o tópico – instrumentos científicos - que compõem a ferramenta de disseminação da informação; ou seja, Museu Virtual do IF UFRJ. Concluí-se que todos os objetivos traçados para o estudo foram cumpridos, o serviço online está atualizado, com o conteúdo revisado e dentro dos padrões de uma ferramenta de disseminação da informação voltada para o campo da Física e áreas afins. Dentro deste contexto, foram desenvolvidos nove fichas catalográficas e um quadro descritivo do acervo museológico do serviço online; e posteriormente, eles foram incorporados ao Museu Virtual do IF UFRJ no tópico: instrumentos científicos.Seguindo a mesma linha de raciocínio, atesta-se também que os objetivos traçados para esta pesquisa foram cumpridos, o tópico do serviço online já está atualizado e revisado, constando as modificações e de acordo com os padrões de uma ferramenta de disseminação de informação; podendo ser acessado através do link http://biblioteca.if.ufrj.br/museu-virtual/. Ressalta-se que há um enorme campo de trabalho para a disseminação de informação científica nas universidades públicas brasileiras, e esse trabalho é urgente, pois as novas Tecnologias da Informação e Comunicação redefiniram a forma de trabalho nas Unidades de Informação. Entretanto, destaca-se que por limitações técnicas, temporais e operacionais, houve entraves ao longo da pesquisa, tais como, a dificuldade na localização e doação de instrumentos científicos; e dificuldade na elaboração das fichas catalográficas e no quadro descritivo. Porém, todas as fases foram cumpridas - o Museu Virtual do Instituto de Física tem o papel de disseminador da informação, fazendo com que a Biblioteca busque realizar um trabalho ligado aos interesses da comunidade científica, onde ela participa, interroga e descobre valores, além de poupar o tempo do usuário, através da otimização do serviço. A forma tradicional de disponibilizar produtos e serviços de referência e informação ainda é largamente difundida, no entanto buscar formas virtuais para melhor atender as necessidades de informação do usuário, ainda é a forma dinamicamente mais efetiva de disponibilizar informação

    O Conselho Universitário nas escolas da cidade

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    Diferentes personalidades nomeiam as escolas do município do Rio de Janeiro. A propósito, quem são elas? E se dissermos que algumas delas estão entrelaçadas com a história da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – enquanto denominava-se Universidade do Rio de Janeiro e, mais tarde, Universidade do Brasil – tendo sido representantes de suas unidades no Conselho Universitário? É mister ressaltar que uma das frentes de trabalho da Divisão de Preservação Documental do Sistema de Arquivos da UFRJ é o projeto referente à preservação e acesso aos livros de atas do Conselho Universitário (CONSUNI), todavia em andamento. Apesar disso, a partir da análise dos documentos ora trabalhados aliado ao levantamento minucioso dos estabelecimentos que compõem as onze Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) subordinadas à Secretaria Municipal de Educação, constatou-se a presença de nomes identificados como membros do CONSUNI, os quais foram devidamente homenageados em escolas distribuídas pelas principais regiões da cidade. Propõe-se, desta forma, um percurso onomástico através de uma abordagem meramente informativa e, sobretudo, curiosa, que envolve uma das etapas concernentes à descrição arquivística, cuja tarefa é primordial nos arquivos de terceira idade no tocante à pesquisa, assinalando um aspecto dentre tantos que demonstram a relação entre a capital fluminense e a universidade federal recém-centenária

    Tecnoversas – uma experiência de divulgação científica integrada

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    Este trabalho tem como objetivo apresentar o programa de rádio “Tecnoversas” produzido pela Coordenação de Integração Acadêmica e Assessoria de Comunicação da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ em parceria com o Laboratório de Produção Multimídia da COPPE. A formulação e implementação do programa foi motivada pela Chamada Pública do Núcleo de Rádio e TV do FCC/UFRJ para “seleção e veiculação de conteúdos radiofônicos a serem distribuídos, nas mais diversas plataformas, através da Rádio UFRJ.O programa Tecnoversas tem como objetivo geral a apresentação e debate de assuntos de interesse da sociedade com base na produção científica, tecnológica e de inovação das unidades do Centro de Tecnologia - Escola Politécnica, Escola de Química, COPPE, Instituto de Macromoléculas, Núcleo Interdisciplinar para Desenvolvimento Social.  Como objetivos específicos, que se aplicam tanto ao público interno quanto ao público externo, pode-se elencar a promoção do conhecimento sobre a diversidade de projetos desenvolvidos e da potencialidade da área tecnológica; a contribuição da área tecnológica, percebendo por meio das entrevistas, a sua contribuição para vários setores da sociedade; a abertura de canais de aproximações internas e externas; o estímulo do exercício de comunicação com públicos diversos; o fortalecimento da identidade, integração local e a incrementação da visibilidade do que acontece no Centro de Tecnologia. A metodologia aplicada segue um passo a passo necessário para a construção de uma programação semestral:Levantamento das pesquisas, estudos e projetos desenvolvidos nas unidades do CT;Acompanhamento dos assuntos em discussão na sociedade brasileira e que se relacionem com as áreas de conhecimentos desenvolvidas no CT;Análise e definição conjunta entre os setores envolvidos sobre os temas e convidados;Levantamento de informações sobre os trabalhos e entrevistados;Agendamento das gravações;Elaboração dos roteiros base para as gravações;Gravação;Edição;Veiculação na Rádio UFRJ e nos canais associados de forma mensal.O programa vai ao ar uma vez por mês, na primeira quinta feira às 10 h com reprise às 15h. Em função das limitações da equipe e da pandemia, não é possível manter uma programação semanal, como é o ideal para fidelizar os ouvintes. Contudo, após a veiculação de 10 entrevistas, o que podemos aferir é um maior impacto no público interno. Há boa aceitação na comunidade do CT sobre o programa, interesse e entusiasmo dos convidados em participar. Ainda é um desafio a conquista de um público assíduo e a troca com o público.

    Comunicação em tempos de pandemia: boletim on-line do Sintufrj

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    O “Sintufrj Dia a Dia” surgiu diante dos técnico-adminsitrativos estarem trabalhando remotamente e também das restrições sanitárias que interditou durante meses a circulação do Jornal do Sintufrj. A criação de uma publicação on-line foi caminho natural para aperfeiçoamento da comunicação digital do sindicato, viabilizando ainda uma pauta diversificada na área da cultura e do noticiário nacional

    Inclusão, envelhecimento e construção de políticas públicas

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    A luta pela inclusão é ampla, abrangendo a população idosa e sua presença em todos os espaços. O futuro de todos os seres humanos é a velhice ou a morte. Este trabalho se propõe a apresentar dados sobre inclusão, envelhecimento e políticas públicas. Objetiva conhecer as características da faixa etária acima dos 60 anos, com ênfase na valorização do trabalho dos servidores técnicos administrativos com essa faixa etária que continuam a exercer funções laborais. A pesquisa é do tipo descritiva, exploratória e aplicada. A abordagem é qualitativa. Foram utilizadas como técnicas de coleta de dados: pesquisa bibliográfica, análise de documentação e páginas da web como fontes de informações. A primeira fase caracteriza as pessoas idosas. Os resultados parciais apontam o crescimento da população idosa no Brasil e no mundo, sendo o grupo etário com mais de 60 anos o que mais tem aumentado. A tendência é que até 2050 a população de idosos supere a de jovens. Urge ampliar as políticas destinadas aos idosos, garantindo os direitos previstos em seu Estatuto. Envelhecer faz parte do desenvolvimento humano e apresenta características desconhecidas por muitos profissionais. A falta de proximidade com o tema e o reconhecimento de sua importância nos desafia a aprofundar conceitos que alicercem teoricamente a compreensão sobre os aspectos físico, mental, psicológico, sociocultural, político e ambiental que acompanham a população idosa. Envelhecer traz como consequências alterações fisiológicas e funcionais, que podem comprometer a mobilidade e a autonomia, por isso a população idosa pode ser designada como pessoa com mobilidade reduzida (PMR). O envelhecimento ocorre pela via da senilidade ou da senescência. Ocasionalmente as duas vias se encontram. Alterações altamente prevalentes tem potencial de resultar em desfechos desfavoráveis para a saúde: quedas, incapacidade, hospitalização e morte. Não existe um modelo ou estratégia única para compreender o envelhecimento. Envelhecer é fenômeno complexo, não inteligível por um único campo do saber, havendo múltiplos modelos teóricos explicativos como balizadores. Conclusões parciais: A pesquisa possibilitou aprimorar conhecimentos sobre o processo de envelhecer. E, requer que nos debrucemos sobre a construção de políticas públicas que conscientizem sobre a população idosa e as especificidades deste período de desenvolvimento. Acredita-se que a realização de estudos nessa área viabilizem a elaboração de propostas sólidas que auxiliem na criação e ampliação de políticas públicas que impactem os processos de trabalho

    Sistema SEI: solução ou novo desafio?

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    Diante da pandemia de Covid-19 iniciada no Brasil em 2020, as rotinas laborais foram reorganizadas para atender às normativas de isolamento a fim de evitar a propagação do vírus. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a recomendação foi a preferência pelo trabalho remoto. Neste cenário, um facilitador a esta adequação foi a adesão da UFRJ ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Este trabalho baseou-se em uma revisão bibliográfica sobre o uso do sistema em diferentes ambientes da administração pública e tem como objetivo demonstrar que o SEI, por mais tenha inovado o campo da gestão de processos e documentos na UFRJ, não pode ser reduzido a seus aspectos positivos aparentes, pois a introdução de uma nova tecnologia traz consigo novos desafios. Não se pode negar diversos benefícios contemplados pela adesão do SEI, como a transparência, redução de custos, possibilidade de acesso remoto, inclusão de assinatura digital, economia com material de escritório e agilidade de tramitação (RODRIGUES, 2017; SARAIVA, 2018). Contudo, há também fatores que agem como inibidores da funcionalidade do SEI, como infraestrutura de TI deficitária, dificuldades em adequar corretamente o sistema para a realidade da entidade, prazo curto para implantação, resistência de pessoas à mudança, pouco conhecimento técnico dos servidores, falta de pessoal, treinamento ineficiente, planejamento inadequado e má divulgação das novas práticas (SILVA & BARBOSA, 2020). Segundo Tunes (2020) não se pode encarar as inovações apenas do ponto de vista positivista aliado ao progresso, mas também enxergar uma série de conflitos e contradições que as inovações geram. A simples adesão ao sistema não será solucionadora dos problemas da administração documental e processual, podendo até mesmo gerar novas questões como proteção de dados e sigilo de informações, cuja possibilidade de ocorrência merece especial atenção no meio digital. Este ambiente gera um universo de dados que podem ser coletados e aplicados de diferentes formas diante da invisibilidade das redes, dados estes que nem sempre estarão sob controle do gestor público que o utiliza. Portanto, os entraves relacionados à implementação e uso do SEI dentro da esfera digital devem ser considerados e debatidos, a fim de garantir que o sistema consiga atuar de maneira satisfatória e condizente a sua proposta de criação

    Comunicação do Plano Diretor UFRJ 2030 em tempos de pandemia

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    A Comunicação de um Plano Diretor não é uma tarefa fácil, ainda mais, em tempos de pandemia. Para viabilizar a divulgação e o debate dos diagnósticos e diretrizes traçados pelo Comitê do Plano Diretor 2030 da UFRJ (PD 2030), foi constituída a Comissão de Comunicação que conta com representantes de áreas estratégicas da Universidade, a saber: PR3, Coordcom, Rádio UFRJ, STIC, além de contar com representante do projeto de extensão TJ UFRJ.Um grande desafio da comunicação do Plano Diretor foi envolver a comunidade interna e externa à UFRJ no debate, em um período em que todos, compulsoriamente, tiveram que dedicar atenção e esforços para adaptação de suas rotinas de trabalhos e estudos às restrições impostas pela pandemia de covid-19 e aos cuidados para proteção de sua saúde e dos mais próximos.Um outro desafio foi esclarecer, principalmente, junto à comunidade UFRJ a diferença entre Plano Diretor e Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), quanto ao papel, importância e impactos que cada um dos planos têm para a Universidade, visto que, em determinado período, ambos estavam em desenvolvimento pela UFRJ.A fim de superar tais desafios e outros, a Comissão de Comunicação definiu um plano de trabalho dividido em três fases, denominadas: O que é?; O que muda? e Como atua na mudança?. Para ancorar as informações sobre o PD 2030, o site https://planodiretor.ufrj.br foi criado. Peças de comunicação, como logotipo e templates de documentos, foram desenvolvidos para que o Plano tivesse uma identidade visual e o slogan Preservar o passado, gerir o presente, edificar o futuro foi adotado no intuito de fixar na memória da comunidade o principal objetivo do PD2030.Para fomentar o debate, matérias foram produzidas, vídeos curtos foram gravados com falas dos principais atores do PD 2030, apresentações foram realizadas em conselhos superiores e na Plenária de Decanos e Diretores além de terem sido promovidos eventos, como mesa redonda e audiência, com transmissão ao vivo pelo canal da UFRJ no YouTube.Para reforçar a divulgação das ações do Comitê do PD 2030 foram realizadas parcerias com a PR1, PR4 e PR5 para que, por meio de seus canais de comunicação, os discentes, servidores e comunidade externa acompanhassem o desenvolvimento do Plano.O desafio imposto agora para Comissão de Comunicação é traçar estratégias que viabilizem e garantam a continuidade da participação da comunidade na fase de implementação, monitoramento e revisão do Plano Diretor com vigência até 2030

    Técnicos universitários e tecnologia: potencialidades de um círculo virtuoso social da universidade pública brasileira

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    A universidade pública brasileira se forma dentro de uma sociedade que significa o público com um viés de serviço estruturado para uma função social. Essa função denota não só os aspectos de relação interpessoal entre professores e alunos e seus respectivos círculos de sociabilidade no propósito compartilhado de fomentar ciência (no ensino, na pesquisa e na extensão) mas também entre as relações que se estabelecem para gerar uma estrutura acadêmica que, em cada instituição, se constitui conforme seus pressupostos fundantes mas que continuamente dialogam com a realidade vigente. Grosso modo, o trabalho dos técnicos (no âmbito das demandas administrativas) se apresenta como uma saída para a inviabilidade funcional de professores e alunos em se ocupar dessas atribuições que compõem a estrutura da instituição.Restringir a definição do trabalho dos técnicos como um vácuo de atribuições de professores e alunos em uma universidade limita a compreensão de vários aspectos de suas potencialidades. Ao se situar a demanda universitária, há toda uma complexidade de atribuições que acabam por tornar a função do técnico da universidade como uma parte essencial das atividades desenvolvidas, para além de um mero cumprimento de rotinas administrativas. Paralelamente, a tecnologia tem se tornado um fator potencial de transformação da realidade da universidade pois se vincula ao meio estrutural na sua capacidade de formar a dialética entre a técnica e o conhecimento, ironicamente fruto do desenvolvimento proporcionado pelo avanço científico das universidades.Contudo, assim como professores e alunos são continuamente necessários para esse avanço em seus locais de diálogo do ensino e da aprendizagem, a cada dia o espaço do trabalho dos técnicos se relaciona com essa formação de um conhecimento que permanece primordial para o desenvolvimento da ciência. E, diferentemente de outras ocupações laborais, que encontram antagonismo funcional na tecnologia, o técnico da universidade é comumente participante do processo que a insere no cotidiano da instituição, tanto no âmbito das suas atribuições laborais (com os sistemas de acompanhamento acadêmico, das pesquisas, dos projetos de extensão, etc) como na interlocução com as atividades de professores e alunos (suporte à reuniões, encontros, eventos, etc).Urge abordar como a função social do técnico se alia ao meio acadêmico na medida que o trabalho desenvolvido pode se valer da tecnologia e até mesmo impactar no avanço de suas possibilidades técnicas para discutir um espaço de atuação relevante tanto para a estrutura da instituição como para o fomento da ciência em si

    ATUAÇÃO DA SUPERVISÃO DE ENFERMAGEM DO HUCFF NA PANDEMIA POR COVID-19

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    Introdução: A Supervisão de Enfermagem deve dirigir seus esforços junto à equipe visando o suprimento das necessidades individuais e coletivas, além de desempenhar o papel de orientador e facilitador na instituição de saúde. Durante a pandemia por COVID-19, o grupo se propôs a subsidiar as práticas da equipe, detectando fragilidades, compartilhando conhecimentos e mantendo uma firmeza empática nas ações, no intuito de mobilizar recursos para enfrentamento do momento atípico. Objetivo: Descrever a experiência de atuação da Supervisão de Enfermagem no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na perspectiva da pandemia por COVID-19. Método: Estudo qualitativo, descritivo, do tipo relato de experiência, construído com base na vivência dos autores e na análise de documentos no período compreendido entre março e dezembro de 2020. Resultados: A descrição da experiência foi dividida em três momentos: histórico de formação da Supervisão, estruturação e organização da equipe e atividades realizadas. Em histórico de formação, foi informado como se compõe o quadro atual dos supervisores; em estruturação e organização, foram descritas as condições para o devido funcionamento do grupo. Já para a apresentação das atividades implementadas, foi pormenorizada a rotina do supervisor e as ações desenvolvidas, tanto educativas quanto de capacitação da própria equipe. Discussão: A pandemia por COVID-19 ampliou os desafios para o desenvolvimento do trabalho da Supervisão, além daqueles inerentes a uma instituição vinculada ao Sistema Único de Saúde e Ministério da Educação, relativos a diversos aspectos – estruturais, de recursos humanos e financeiros, políticos, bem como os intrínsecos à própria profissão. O aumento e a especificidade da demanda modificaram a estrutura física dos setores e acentuaram a carência de recursos humanos e materiais, demandando um refinamento na atuação do grupo de supervisores a fim de otimizar processos e respostas, servindo como elo de uma tríade composta por pacientes, equipe e instituição. Conclusão: É importante destacar o protagonismo da Enfermagem, dando-lhe voz e participação nas tomadas de decisão. Busca-se assim, construir uma prática ancorada na ética e na ciência, contextualizada nas diversas esferas – social, histórica e política. Destaca-se ainda a importância de um olhar atento ao ambiente de trabalho, que trate de forma respeitosa os profissionais e o desenvolvimento criativo e participativo para os problemas frequentemente vivenciados no cotidiano hospitalar, tangenciado pela pandemia de COVID-19

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