Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

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    PROJETO DCH I NAS ESCOLAS

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    Jacilene Fiuza de Lima[1] Maria Alice Carvalho Sacramento[2]     APRESENTAÇÃO   A Universidade brasileira é dotada do tripé ensino, pesquisa e extensão. Desse tripé, a atividade de extensão tem se fortalecido, promovendo ações inclusivas que beneficiem sociedade. É justamente o objetivo de garantir a relação transformadora que verte às atividades de extensão do caráter inclusivo e renovador, ao beneficiar direta ou indiretamente a comunidade e transformar seu modo de ver, agir ou sentir a realidade. Então, nessa perspectiva que se enuncia a proposta de apresentação dos cursos do Departamento de Ciência Humana (DCHI) e de informações mais detalhadas sobre as formas de acesso a esses cursos e as possibilidades estudantis de permanência na UNEB, para alunos do ensino médio de escolas públicas.   OBJETIVO   Divulgar os cursos de graduação do DCHI e da UNEB nas escolas do ensino médio públicas de Salvador, proporcionando conhecimento a esse público sobre as formas de acesso, participação nos processos seletivos e as possibilidades estudantis de permanência na UNEB e no DCHI.   OBJETIVOS ESPECÍFICOS -Orientar alunos da escola pública sobre os cursos, formas de ingresso e permanência no DCHI e na UNEB; -Aproximar o DCHI e a UNEB das escolas públicas e de seu alunado, de modo a aumentar a compreensão e interesse desses estudantes pelo ingresso na universidade pública.   METODOLOGIA   Este projeto desenvolve-se em escolas públicas de Salvador, com participação das proponentes. Será determinada uma escola por mês e o quantitativo de alunos, espaço, dias e horários serão definidos pelas escolas. Serão feitas apresentações via exposição oral, com auxílio de slides e folders, demonstrando: a UNEB, o DCHI e seus cursos, as formas de ingresso e participação nos processos seletivos, programas de bolsas, cotas, curso pré-vestibular gratuito. Após a apresentação, os alunos poderão fazer perguntas, esclarecer dúvidas e se pronunciar sobre o tema.   RESULTADOS ESPERADOS   Pretende-se que a aproximação do departamento com as escolas públicas possa favorecer a percepção dos alunos sobre a universidade pública, o DCHI e a UNEB, e despertar seu interesse em participar dos processos seletivos da instituição, além de torná-la mais conhecida para esse público.     [1] Analista universitária na Uneb, Pedagoga, com mestrado e doutorado em educação. [2] Técnica universitária na Uneb, formação em psicologia, com especialização em psicopedagogia

    RELATO DE EXPERIÊNCIA: ANÁLISE DA GESTÃO E ROTINA DOS LABORATÓRIOS DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA A PARTIR DA CHEGADA DAS AUXILIARES TÉCNICAS DO PRIMEIRO EMPREGO

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    Autor: Adriana Pires Nascimento / [email protected], /UNEB Coautor 1: Nelia Cristiane Vivas da Conceição/[email protected], /UNEB Coautor 2: Tatiane Gomes Santos / [email protected], / UNEB Formato: Vídeo Pôster Palavras- Chave: Gestão; Laboratórios; Técnicos; Primeiro Emprego Modalidade: Gestão Pública e Universidade   Resumo: O Programa Primeiro Emprego (PPE) forma técnicos de diferentes áreas por meio de cursos na rede pública de Ensino que ao concluírem sua formação são encaminhados a diversas instituições para o seu primeiro contrato de trabalho. As profissionais do PPE neste programa são estimuladas para o desenvolvimento estudantil e profissional. Essas profissionais são na sua maioria mulheres oriundas de comunidades  e  de tom de  pele parda.  São contratadas através de uma parceria público /privada com a Fundação Luís Eduardo Magalhães que promove a capacitação e administração dessas profissionias.  O Departamento de Ciências da Vida (DCV) no Campus I da UNEB em Salvador é um dos campi que oferta cursos de bacharelado em Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Medicina. O presente trabalho objetiva apresentar o relato de experiência sobre a gestão e rotina dos Laboratórios do DCV pela Coordenação de Laboratórios a partir da chegada das funcionárias técnicas do PPE.  Foi elaborado um questionário na plataforma google  enviado e respondido  pelos docentes  e técnicos. Os dados foram tratados como estatística analítica. Onde de um total de vinte pessoas, treze responderam. E estes informam que das impressões obtidas com a chegada dessas funcionárias 100% foram positivas, 76,9% considerou ótimo o trabalho dessas profissionais, outros 23,1% considerou  bom, 66,7 % considerou o conhecimento apresentado bom, 8,3% suficiente, 16,7% regular e 8,3% informaram que não tiveram contato direto ainda com as profissionais, mas que observaram mudanças favoráveis no ambiente laboratorial, e 100% informaram da importância e contratação dessas profissionais; quanto às relações interpessoais 91,7% considerou ótima e 8,3% boa; das modificações positivas 84,6% sinalizaram que sim 7,7% talvez e 7,7 outros, das mudanças observadas 76,9% sinalizou que houve ordenação dos espaços, 84,6% asseio das bancadas, 69,2% funcionalidade nas rotinas, 69,2% otimização no desenvolvimento das aulas práticas. Conclui-se que é evidente e relevante a continuidade desse Projeto com a admissão dessas profissionais, e a contribuição das mesmas para a comunidade acadêmica, visto que de acordo com o resultado obtido pelo questionário houveram melhorias significativas nas rotinas de trabalho

    A COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA UFRJ COMO INSTRUMENTO DE LEGITIMIDADE SOCIAL A PARTIR DA TRANSPARÊNCIA: O CCMN - UFRJ e os dados apresentados no relatório CPA 2021-2022

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    O tema abordado no presente trabalho trata da transparência sob a perspectiva de aproximação entre a sociedade e o Estado em uma democracia deliberativa. Para isso, o objeto proposto se estreita na importância da Comissão Própria de Avaliação - CPA como elo de transparência entre a UFRJ e as cidadãs e os cidadãos brasileiros e, para isso, tratar-se-á especificamente das atividades desenvolvidas no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da UFRJ, a partir do relatório da CPA, gestão 2021, depositado em 2022. Dada a importância da CPA – UFRJ, pergunta-se como promover uma maior participação do corpo social da universidade para colaborar com a ampliação do trabalho da Comissão? Dentre tantas outras ações, a transparência nas atividades desenvolvidas pela UFRJ, direciona à hipótese de que a sociedade pode elevar a compreensão da importância da universidade no desenvolvimento da ciência no país e no mundo e, com isso, apoiar em maior grau a exigência de investimentos do governo federal, por meio do orçamento público, defendendo incontestavelmente a universidade pública. Argumenta-se que a autoavaliação pode construir uma maior capacidade institucional para a UFRJ em realizar a função de elemento chave da legitimidade social do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação em um Estado democrático de direito. Sobretudo, entende-se que ampliar o caráter informacional das atividades desenvolvidas pela UFRJ pode contribuir para a elevação do sentimento auspicioso de pertencimento, tonificando a legitimidade social, a partir dos resultados dispostos. O objetivo é demonstrar que mesmo em meio à pandemia da covid-19, a UFRJ não parou e o CCMN – UFRJ (decania e suas sete Unidades) seguiu com suas atividades, com responsabilidade, ainda que superando desafios das perdas e da dor que o mundo inteiro sofria no ano de 2021. Justifica-se a relevância do presente trabalho quando a UFRJ se vê capaz de se autoavaliar, antes de qualquer outra instituição externa, conhecendo seus dados, seus feitos e se reconhecendo gigante, principalmente quanto à identificação de falhas para propor melhorias. A metodologia aplicada será de pesquisa documental, analisando o Relatório da CPA, de 2021-2022, do CCMN – UFRJ, em um formato teórico-descritivo sobre a potencialidade da capacidade institucional de agir com eficiência, elegendo como marco teórico os ensinamentos do filósofo Jürgen Habermas, a partir da sua teoria de deliberativa. Palavras-chave: Transparência; Legitimidade; UFRJ; CPA; CCMN

    Museu de Anatomia "Por dentro do Corpo" do virtual ao presencial

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    INTRODUÇÃO: O Museu de Anatomia "Por dentro do Corpo" do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-CCS) completou 5 anos de atividades em 2022. Inaugurado em 2017, como resultado do projeto de extensão "Ciência para Sociedade", o museu recebe visitas escolares e conta com um acervo de cerca de 200 peças anatômicas (ossos, órgãos e músculos) humanas reais (material biológico plastinado), produzidos no Instituto em sua Unidade de Plastinação, além de modelos didáticos e esculturas em cera do século XVIII. Este acervo está disposto didaticamente em 15 vitrines localizadas no corredor do Laboratório Anatômico (bloco F subsolo-CCS). Durante a pandemia o museu atuou ativamente nas redes sociais e com o retorno das atividades presenciais superou o quantitativo mensal do público visitante. OBJETIVOS: Compartilhar o conhecimento sobre Anatomia Humana com os visitantes através da atuação dos mediadores, de diferentes estratégias educativas e da expressão artística, além de contribuir para formação extensionista dos alunos da UFRJ na área de Saúde. METODOLOGIA: O Museu realiza seleção semestral de alunos extensionistas e treinamento prático de mediação com auxílio dos alunos antigos no projeto, orientação da equipe na produção de conteúdo de divulgação científica nas redes sociais e parceria com outros espaços de visitação da UFRJ. RESULTADOS: Em 2017, em 3 meses, o total de público foi de 487 visitantes. Em 2018, recepcionou 1276 pessoas e, no primeiro semestre de 2019, atendeu 2769 visitantes. Durante a pandemia as visitas foram suspensas e no retorno das atividades presenciais, em agosto de 2022, recebeu 565 visitantes em apenas um mês. Valor este com previsão de ser ampliado devido à grande procura pelo agendamento das visitas e maior divulgação nas redes sociais. Além da preservação do acervo e recepção de visitantes, o Museu de Anatomia tem iniciativas de Ciência e Arte, tendo a exposição “Orgânica” da fotógrafa Juliana Theberge, com fotografias artísticas que revelam a similaridade anatômica entre estruturas humanas e da flora da UFRJ, e a produção da exposição de pintura “Corpo em Cores” da artista Raura Galvão, que através das tintas expressa a beleza oculta na ausência de cores das peças anatômicas plastinadas. CONCLUSÃO: O retorno das atividades presenciais, as parcerias estabelecidas e o aumento da equipe e da divulgação nas redes sociais, atraiu a procura pelo agendamento de visitas, além da frequência das escolas que já nos visitaram e retornam com novas turmas devido a satisfação pelo atendimento que declaram nos questionários de opinião do visitante

    A atuação do supervisor de enfermagem na gestão do cuidado: Desafios e demandas de serviços de saúde

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    Resumo: A enfermagem é uma profissão indispensável ao desenvolvimento social, político e econômico de um país. Suas atividades visam promover e restaurar a saúde da população, além de atuar na prevenção de agravos e doenças (COFEN, 2017). Sua formação é constituída por atividades assistenciais, administrativas, gerenciais, de ensino e pesquisa que de forma sistematizada possibilitam o desenvolvimento do gerenciamento do cuidado em seus diferentes níveis de complexidade. A supervisão de enfermagem, é exercida privativamente por enfermeiros conforme Art. 11, III da lei n0 7498 de 1986 que diz assegura privativamente a este profissional exercer o planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem. O processo de supervisão requer conhecimentos que dialoguem com a dinâmica do processo de trabalho no âmbito da saúde, assim como a cultura organizacional da instituição. Tais subsídios possibilitam que o supervisor compreenda o processo assistencial de forma ampla e integrada, permitindo que o mesmo diante de demandas complexas, esteja apto a liderar e gerenciar visando solucionar eventuais conflitos que podem surgir em um cenário que converge avanços tecnológicos, pluralidade cultural e moral e relações intersubjetivas. Assim, o supervisor precisa manter o diálogo crítico, reflexivo e construtivo para delinear a execução de atividades de enfermagem de forma segura e eficaz para atender as necessidades da clientela. O objetivo é identificar os conhecimentos e desafios do supervisor de enfermagem para o desenvolvimento de suas atividades. Utilizou-se a metodologia de revisão integrativa visando sintetizar conhecimentos acerca do papel do supervisor de enfermagem no processo de gerenciamento de pessoal. A análise dos dados demonstrou que o enfermeiro ao desempenhar a supervisão está sujeito a desafios e demandas como questões estruturais, acesso aos demais serviços institucionais, déficit de recursos humanos e materiais. É importante que o responsável pela supervisão conheça o contexto organizacional, tenha dialogicidade, raciocínio clínico, capacidade de resiliência e tomada de decisões. Além disso, precisa incentivar o aprimoramento da equipe de enfermagem e subsidiar mecanismos necessários para obter ações de enfermagem humanizadas, integrais, éticas e que promova a autonomia e protagonismo dos pacientes e ou familiares e acompanhantes. Dessa forma, as ações da supervisão de enfermagem concatenam com o processo de desenvolvimento de ações que visam legitimar o direito à saúde como fundamento de um estado republicano. Palavras chaves: Supervisão de enfermagem; Gestão de Pessoal em Saúde; Desafios e Demandas de Serviços de Saúde.

    CCS Internacional: adotando uma política de mensuração

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    O presente artigo pretende contribuir com a estruturação da área de Relações Internacionais da UFRJ, por meio do compartilhamento das experiências e iniciativas da coordenação de Relações Internacionais do Centro de Ciências da Saúde. A CRI/CCS foi implantada em 2014 e viabiliza suas atividades através da Câmara de Relações Internacionais - CARI/CCS, que reúne como conselheiros, os coordenadores de RI de cada unidade do Centro. Sua implantação foi resultado de um processo dialógico que consolidou e aprovou seu regimento, e teve como desdobramento, a consolidação dos regimentos das unidades do CCS. O trabalho da área de RI é alinhado às metas e diretrizes da Superintendência Geral de Relações Internacionais da UFRJ (SGRI). No entanto, cada Centro tem a autonomia de trabalhar temas caros às suas especificidades. Esse planejamento é apresentado à Comissão Permanente de Políticas de RI, para considerações e aprovação. A frente da coordenação de comunicação da CRI/CCS venho estudando uma maneira de alinhar as informações com objetivo de criar um fluxo ótimo de comunicação, tarefa não muito fácil, dado a grande variedade de informações e a dinâmica das fontes. A pandemia impactou de forma importante nos esforços para a consolidação da política de comunicação do CRI/CCS e nas demais iniciativas da área. Esse trabalho, em especial, tem o objetivo de demonstrar a importância da implantação de uma política de mensuração junto às CRIs das unidades do CCS, para que se tenha visão do ponto em que se encontram e se possa planejar as perspectivas futuras da área de Relações Internacionais em cada unidade do Centro. Palavras-chave: Relações Internacionais, política de Mensuração, Cenários Futuros 

    A garantia de Direitos Humanos e o enfrentamento às diferentes expressões de violências que emergiram no contexto universitário ao longo dos anos.

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    A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem caminhado na luta em defesa aos Direitos Humanos (DH). Considera-se importante relacionar as atividades realizadas na UFRJ para promoção de DH, do passado ao presente, pensando na perspectiva do futuro com a formulação de uma Política que trata do enfrentamento de violências e promoção de DH, a fim de que possamos contribuir com a transformação da realidade. Temos como objetivo descrever as ações desenvolvidas na UFRJ, com vistas a garantia de Direitos Humanos e enfrentamento das diferentes expressões de violências. Pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa. A coleta de dados foi iniciada em julho de 2022, a partir de fontes documentais produzidas na UFRJ sobre o tema, entre 2002 e 2022. A síntese das informações foi organizada num quadro construído em Excel. Para análise, consideramos as Unidades/Centros envolvidos, os tipos de violências e/ou atos discriminatórios que trataram e as atividades realizadas. Os resultados iniciais apontam que a Administração Central, Centros e Unidades da UFRJ desenvolveram atividades como cursos, palestras e campanhas voltadas à promoção, prevenção e tratamento de violências e atos discriminatórios. As violências e violação aos Direitos Humanos tratadas foram tipificadas como: assédio moral, violência sexual, capacitismo, intolerância a LGBTQIAP+, racismo, violência autoprovocada, violência de gênero, trote e como relações abusivas no ambiente universitário. Concluímos que, no período estudado, foi observada a preocupação da UFRJ com enfrentamento de violências e garantia de Direitos Humanos em diversos espaços, o que culminou com a elaboração da proposta de política institucional “Valorização dos Direitos Humanos e enfrentamento às diferentes expressões da violência” e com a proposição de uma resolução que será apreciada em breve pelo Conselho Universitário. É momento de toda a comunidade unir forças para fazer valer o cumprimento das diversas ações propostas. Destaca-se a Ouvidoria-Geral da UFRJ, como espaço de acolhimento, recebimento de denúncias e como propositora de ações de enfrentamento. Para continuidade ao estudo, sugere-se a realização de entrevistas com os diversos sujeitos envolvidos nessas atividades ao longo dos anos, além do acompanhamento da implantação e implementação das propostas. Espera-se contribuir para o fortalecimento desta política, considerando o envolvimento de múltiplos sujeitos com essas ações no passado e, no presente, abrindo caminho para novos atores atuarem no futuro. Descritores Ouvidoria. Direitos Humanos, Formulação de Política

    Comparação dos níveis de capital acadêmico entre egressos cotistas e não cotistas das universidades federais brasileiras

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    É em um cenário histórico de desigualdade social no acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade que foi estabelecida em 2012 a política de cotas (Lei 12.711) para que universidades e institutos federais reservem pelo menos metade das vagas de seus cursos de graduação para estudantes oriundos do ensino médio de escolas públicas, que são os popularmente chamados estudantes cotistas. Estudantes admitidos pelo sistema de ampla concorrência são os chamados estudantes não cotistas. No entanto, para além da admissão desses estudantes à universidade federal, até o momento, nenhuma pesquisa investigou, a partir de diferentes cursos e universidades, se estudantes cotistas e não cotistas são distintos quanto à participação em atividades acadêmicas, de pesquisa e extracurriculares durante o curso de graduação na universidade, às quais chamamos de capital acadêmico. Consideramos o capital acadêmico como representado pelo conjunto de atividades desenvolvidas durante o curso de graduação pelos estudantes na universidade como a participação em Empresa Júnior, Iniciação Científica, Monitoria de disciplinas, Programa de Educação Tutorial (PET), Intercâmbio no exterior, Grupos de Pesquisa, Atléticas, Diretório Estudantil, entre outras. Diante dessa escassez de evidências, questionamos: egressos cotistas possuem os mesmos níveis de capital acadêmico do que os egressos não cotistas? Para responder essa pergunta, o objetivo da pesquisa foi verificar se os níveis de capital acadêmico são iguais entre egressos cotistas e não cotistas. Para tanto, aplicamos um questionário eletrônico a uma expressiva amostra de 11.458 egressos, sendo 32,41% cotistas e 67,59% não cotistas, de 248 cursos de graduação, de todas as áreas do conhecimento, de 18 universidades federais, das cinco regiões do Brasil e que colaram grau entre 2016 e 2021. Criamos a variável “Capital acadêmico” a partir de uma Análise Fatorial de escores Z (padronizados) e Alfa de Cronbach, ou seja, de uma combinação de variáveis relacionadas à participação dos egressos em atividades acadêmicas e extracurriculares durante o curso de graduação. Comparamos as médias obtidas entre egressos cotistas e não cotistas por meio do Teste t de Student. Os resultados sugerem que egressos cotistas possuem os mesmos níveis de capital acadêmico do que os egressos não cotistas. Nossos resultados enfraquecem as críticas à política de cotas e destacam a relevância do investimento na oferta contínua dessas atividades acadêmicas e extracurriculares por parte das universidades federais a seus estudantes, pois elas podem representar uma forma de mudança de vida e inclusão social, especialmente para os cotistas. Palavras-chave: Capital acadêmico; Egressos; Cotas

    O DESAFIO DE APLICAR A PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL FRENTE ÀS PROPOSTAS DE MUDANÇAS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO PARA O TELETRABALHO

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    Introdução: A pesquisa de clima organizacional é um processo de engajamento das pessoas, de crescimento da organização, além de ser uma poderosa ferramenta para melhoria da gestão. A pesquisa permite mapear o ambiente organizacional fornecendo ao gestor um “raio-X” da satisfação do corpo social munindo-o, assim, de informações que após a análise dos resultados, ele obtém um diagnóstico situacional para tomada de decisões. Além de servir como canal de comunicação entre a alta liderança e todo o corpo social da organização. Desenvolvimento: A Decania do CT adaptou um modelo de pesquisa de clima organizacional desenvolvido e aplicado no Laboratório de Tecnologia Submarina da Coppe (LTS). O LTS tem o modelo de gestão da NBR ISO 9001 implantado e os seus resultados serviram de referencial comparativo para os resultados da Decania. A pesquisa de clima foi aplicada na Decania do CT no período de 2007 a 2011 e o resultado fez parte do diagnóstico para o planejamento estratégico de 2010. Durante esse período a Decania utilizou os respectivos indicadores para implantar as melhorias sugeridas nas pesquisas. Em 2021, a Decania desenvolveu o Planejamento Estratégico para atender a IN 24 de 18/03/2020, mas não foi possível avaliar o nível de satisfação do corpo social no diagnóstico devido, naquele momento, todos estarem trabalhando remotamente. A ferramenta utilizada em outros planejamentos não era adequada para mapear o clima organizacional no trabalho remoto. Conclusão: Após a experiência do trabalho remoto e com o avanço da tecnologia, a UFRJ vem discutindo nas instâncias superiores a mudança das relações de trabalho convencional para outra modalidade como "Teletrabalho", conforme Decreto 11.072 de 17/05/2022. Talvez a tradicional "pesquisa de clima organizacional" tenha perdido o sentido, quando as relações de trabalho tendem a mudar continuamente com o avanço da tecnologia. Por exemplo, como perguntar para o trabalhador se está satisfeito com o equipamento disponibilizado pela organização, se ele mesmo quem irá provê-lo e mantê-lo funcional. Ou se o trabalhador está satisfeito com o ambiente de trabalho, se depende do trabalhador manter um ambiente tranquilo e saudável. A adesão ao teletrabalho trará desafios para a instituição no que tange à gestão de pessoas quanto à satisfação de seus servidores. A pesquisa de clima organizacional deve ser pensada para os novos cenários de relações de trabalho que estão por vir

    PROGRAMA ESPORTE E LAZER COMO POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO: um estudo avaliativo à luz dos participantes

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    O presente estudo avaliativo teve por objetivo avaliar o Programa Esporte e Lazer como parte integrante da Política de Assistência Estudantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A permanência estudantil sempre foi um tema de grande interesse por parte de estudiosos, em todos os níveis da oferta de ensino no Brasil. No campo legal, tanto a Constituição do país quanto diferentes instrumentos legais disciplinam amplamente sobre o assunto. O Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) se constitui como marco regulatório das questões de permanência no bojo das Instituições Federais de Ensino Superior, de forma a assumir a assistência estudantil como política pública. Dentre as diferentes áreas estratégicas de atuação concebidas no PNAES, tem-se o Esporte. O estudo, em seus procedimentos metodológicos, utilizou a abordagem centrada nos participantes. Foram aplicados questionários aos discentes beneficiados pelas atividades e aos discentes que atuam como monitores nas atividades desenvolvidas durante o segundo semestre de 2019. Utilizou-se como critério de avaliação quatro dimensões com seus indicadores específicos: Favorecimento do acesso às atividades físicas, esportivas e de lazer; Atendimento das demandas discentes; Contribuição para o bem-estar e/ou para a qualidade de vida; e Resultado para a permanência estudantil. Os resultados obtidos mostraram que o Programa Esporte e Lazer favorece o acesso às atividades físicas, esportivas e de lazer pelo corpo discente da UFRJ, atendendo quanto aos fatores que envolvem o funcionamento do Programa e às contribuições para o bem-estar e/ou para a melhoria da qualidade de vida de seus participantes. Entre as recomendações apresentadas, foi sugerido o fortalecimento dos laços do Programa com outros programas, projetos, iniciativas dentro da própria UFRJ que dialoguem com a atenção integral do corpo discente, suscitando possibilidades de melhorias mútuas

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