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“A voz que vem da raiz”: um olhar sobre a trajetória da formação musical de Milton Nascimento
Grupos de trabalho como agentes de mobilização política e ativa dos TAE nas IES: perspectivas pós pandemia
O Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná surge com o fenômeno das expansões dos campi fora de sede das Instituições Federais de Ensino Superior e está localizado numa região litorânea abrangendo sete municípios. A possibilidade de fazer uma nova educação permitiu ao corpo técnico-administrativo em educação (TAE) se organizar coletivamente, criando o Grupo de Trabalho e Estudos dos Servidores Técnico-Administrativos do Litoral (GTEST) para refletir, tratar e lutar sobre interesses profissionais como coletivo. Com o retorno das atividades presenciais no início de 2022, os recém eleitos representantes TAE no Conselho Setorial decidiram elaborar e aplicar pesquisa com os pares. O objetivo foi compreender qual o cenário em que os colegas do Setor se encontram para criar estratégias de mobilização e motivação pessoal com foco na carreira, considerando a atuação coletiva, propositiva e inclusiva, retomando a participação ativa e histórica, que marcam os TAEs no Setor. O método aplicado foi um survey, por meio do Microsoft Forms, composto por seis questões objetivas de resposta obrigatória e duas questões discursivas de resposta opcional, onde foi possível discorrer sobre temas que não foram abordados pelas questões objetivas ou opinar sobre temas relacionados ao objetivo do formulário. Foram contabilizados 90 TAEs ativos no Setor, a população da pesquisa totalizou 87 TAEs contatados para responder o formulário com amostra de 35 respondentes. Os resultados foram apresentados no GTEST repercutindo na decisão da criação de grupos de trabalho (GT) para analisar, estudar e aprimorar as respostas às questões apresentadas e decidir ações futuras, como exemplo, abordar o tema no Conselho Setorial, trazendo a luz de toda a comunidade acadêmica do Setor. A criação desses GTs demonstra relevância da ação que revelou temas importantes para o Setor e a convergência de opinião dos TAE. Apesar da heterogeneidade das respostas objetivas e discursivas, foi entendido que há a necessidade de discussão e entendimento aprofundado das questões, por parte do coletivo, para que resoluções que afetam a atividade e modificam o papel do TAE no Setor sejam tomadas. Percebemos que existem fragilidades de fortalecimento político e reconexão pós pandemia com o coletivo, devido quantidade de respondentes, mas uma boa aceitação da iniciativa pelos pares que se dispuseram a participar da construção coletiva nos grupos de trabalho. Palavras-chave: Técnicos-administrativos em educação; Representação política; Gestão universitária; Coletividade
PANDEMIA E MUDANÇAS NO TRABALHO: FORMAÇÃO E MEDIAÇÃO NA CASA DA CIÊNCIA DA UFRJ NA EXPOSIÇÃO ALZHEIMER (2020-2022).
O tema escolhido para ser abordado nesse trabalho é referente a reflexões sobre nossa experiência na coordenação de mediadores na Casa da Ciência da UFRJ. Inicialmente, pretendemos fazer uma análise do trabalho realizado pelos mediadores bolsistas do Sistema de museus e Patrimônio (SIMAP) que atuam na Casa da Ciência, com foco na formação e na realização das atividades de mediação da Exposição Alzheimer, processos estes iniciados em janeiro de 2020, mas que terminaram em junho de 2022 por causa da pandemia. Posteriormente, traremos algumas impressões pessoais e dos mediadores que trabalham na exposição, de como mediar um tema tão sensível e questionar a preparação dos mediadores diante de tal desafio. A exposição Alzheimer foi criada para ambiente físico e para ser também uma exposição virtual. Reúne trabalhos inéditos produzidos por 20 artistas contemporâneos que aceitaram o difícil desafio de dialogar com o tema. Alguns artistas vivenciaram o drama da doença através de casos de familiares ou pessoas próximas acometidas. Outros exploraram o assunto a partir de pesquisas e percepções próprias. O resultado é um painel de interpretações singulares que, em comum – da colagem ao graffitti, da pintura a óleo ao carvão –, revelam um olhar sensível e humanista sobre o tema. Sem a pretensão de ser conclusiva, por abordar uma doença ainda não totalmente decifrada, a exposição ‘Alzheimer’ visa a sensibilizar a sociedade e a jogar luz sobre um importante desafio de saúde do nosso tempo. Através da observação, diálogo com mediadores, servidores e visitantes, constataram-se grandes diferenças do trabalho que era realizado antes e após a deflagração da pandemia, o que obrigou a adaptação de várias atividades ao ambiente virtual, afetando a principal atividade dos mediadores bolsistas, a mediação presencial. Ao final desse relato de experiência, é possível constatar os prós e os contras causados pela adaptação forçada à nova realidade, sendo os positivos: um enorme aprendizado do uso de ferramentas de comunicação pelo computador, como programas de videochamada, redes sociais e programas de edição, além da flexibilidade maior de horários em que os encontros poderiam ser realizados. De negativo podemos ressaltar a perda do contato direto com o público, os processos de adaptação a tecnologias e às questões de saúde física e mental provocadas pelo confinamento e outros problemas da pandemia. Palavras-chave: alzheimer, exposição, mediação, pandemi
Avaliação do Laboratório de Metrologia da UERJ na perspectiva dos usuários.
A atividade avaliativa é indispensável para guiar qualquer instituição que busque a melhoria dos seus processos, serviços e/ou produtos. O Laboratório de Metrologia (LABMETRO) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) possui um sistema de qualidade laboratorial implantado em 2002, em conformidade com a Norma Brasileira da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR ISO/IEC – 17025. Desde outubro de 2016 mantém o Certificado de Acreditação na área das radiações ionizantes pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Atualmente, o LABMETRO conta com 600 usuários ativos entre hospitais, clínicas, que utilizam radiação ionizante para tratamento ou diagnóstico, a indústria de petróleo, de alimentos, têxtil dentre outras nas cinco regiões do país, com maior concentração nas regiões sul e sudeste. Diante desta realidade este estudo tem como objetivo avaliar os serviços de calibração do LABMETRO da UERJ na perspectiva dos usuários, de forma que os resultados dessa avaliação possam também fornecer subsídios aos gestores para a tomada de decisões, com vistas à prestação de melhores serviços à sociedade. Pretende-se adotar uma metodologia com triangulação de métodos qualitativos e quantitativos, utilizado uma abordagem centrada nos consumidores e na administração. Foram formuladas as seguintes questões avaliativas para este estudo: (a) Em que medida os serviços de calibração do LABMETRO/UERJ atendem às expectativas de seus usuários?; (b) Qual o grau de satisfação dos usuários em relação aos serviços prestados pelo LABMETRO/UERJ?; (c) Até que ponto a confiança dos usuários na marca LABMETRO/UERJ garante a sua fidelização? Considerando a especificidade do objeto de avaliação, estudos avaliativos realizados na área da qualidade dos serviços, que impactam na satisfação das empresas-cliente dos laboratórios acreditados, e entrevista exploratória com especialista do LABMETRO foram utilizados como parâmetro para a construção de sete categorias e 22 indicadores que servirão de base para a elaboração dos instrumentos avaliativos deste estudo, sua aplicação junto aos usuários, coleta e análise dos dados, elaboração dos resultados e recomendações para a administração. Este estudo estará assim contribuindo para a estruturação e implementação do sistema de avaliação em desenvolvimento no LABMETRO/UERJ, que busca maior aproximação entre o laboratório e seus usuários, assim como avaliar indiretamente como o laboratório está posicionado em relação aos concorrentes.Palavras chave: Avaliação; Metrologia das radiações ionizantes; Satisfação dos usuário
O Acompanhamento de Egressos no âmbito do Programa Joia Rara
O estudo objetivou avaliar o Programa Joia Rara (PROJOIA), que promove o acompanhamento de egressos dos cursos de graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), conduzido pela Diretoria de Programas e Atividades Especiais de Ensino de Graduação (DPAE). Para tanto, adotou-se a ‘abordagem avaliativa centrada na administração’, a qual auxilia na tomada de decisões acertadas e orienta gestores durante o seu planejamento, operação e revisão do programa. Foram utilizados os dados gerados pelo questionário do programa, aplicado entre 2015 e 2020, chamados de ‘dados secundários’, e que se referem a dados que não foram coletados pelo avaliador para uma determinada avaliação, mas que estão disponíveis para outros estudos. A análise dos resultados permitiu responder às questões avaliativas propostas: Em que medida o Programa Joia Rara promove o acompanhamento dos egressos da UNIRIO conforme o referencial mínimo do INEP (2015)? Em que medida os critérios de análise, referentes ao conceito cinco dos indicadores 3.7, da Política Institucional de Acompanhamento dos Egressos (INEP, 2017) foram atendidos pelo Programa Joia Rara? Em que medida as respostas dos egressos à questão aberta do questionário aplicado (período 2015 a 2020) oferecem contribuições à UNIRIO? Concluiu-se que o PROJOIA dispõe de um mecanismo, o seu questionário, que permite conhecer a opinião dos egressos; por outro lado, no âmbito do Programa, ainda não há um espaço específico para os empregadores opinarem. As informações depuradas, a partir dos dados coletados, podem subsidiar ações de melhoria do programa a serem conduzidas pela Diretoria de Programas e Atividades Especiais de Ensino de Graduação. Dentre os apontamentos dos egressos, prevaleceu a necessidade de maior preparo e integração dos cursos com o mundo do trabalho. Recomendou-se: a expansão do PROJOIA; a atualização do questionário; a utilização das informações prestadas pelos egressos ao revisarem os Projetos Pedagógicos dos Cursos; a promoção de eventos que os integrem à Universidade; e o envio dos resultados obtidos aos participantes, atendendo assim, à solicitação apresentada pelos mesmos. Palavras chave: Acompanhamento de Egressos. Egresso. Programa Joia Rara - PROJOIA. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
O desafio de trabalhar com o acervo de periódicos durante a pandemia na Biblioteca Central do Gragoatá/ UFF
A pandemia da COVID-19 trouxe muitos desafios e não foi diferente para os profissionais das bibliotecas universitárias. Como trabalhar de forma remota, mais especificamente no acervo de publicações periódicas para que o pesquisador encontre o que deseja? Este trabalho é um relato de experiência na Biblioteca Central do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (BCG/UFF). A biblioteca atende a graduação e pós-graduação das áreas: Ciências Humanas, Sociais, Informação, Comunicação, Letras e Artes da UFF. Segundo relatório de 2018, a biblioteca possui, aproximadamente, 2.500 títulos de periódicos e 50.500 fascículos. Devido à quantidade de títulos e para facilitar o acesso, os periódicos são organizados alfabeticamente nas estantes e foram divididos pelas grandes áreas do conhecimento. Os principais objetivos do trabalho realizado remotamente foram: disponibilizar os periódicos eletrônicos da instituição no catálogo Pergamum-UFF; facilitar a recuperação de artigos eletrônicos da comunidade acadêmica no catálogo para futuras pesquisas; consertar e tornar acessível o artigo impresso na BCG/UFF quando houvesse o retorno das atividades presenciais. A metodologia adotada dividiu-se em sete etapas. São elas: recuperar os periódicos eletrônicos e artigos catalogados anteriormente no sistema Pergamum-UFF; acertar a catalogação e/ou a indexação; pesquisar na internet se o artigo encontrava-se disponível eletronicamente; realizar leitura técnica sobre o conteúdo do texto e acrescentar assuntos/termos; catalogar o periódico eletrônico e colocar o artigo indexado linkado a ele; checar a catalogação do periódico e indexação do artigo para ver o resultado final no catálogo da biblioteca; por fim, tornar o trabalho de catalogação e indexação de conhecimento da comunidade acadêmica da UFF, através das redes sociais da BCG/UFF. A partir da iniciativa do Portal Capes na década de 1990, muitos periódicos brasileiros tornaram-se eletrônicos. Vale destacar também o uso da Plataforma Lattes para tomar ciência dos artigos publicados pelos docentes e discentes da universidade. Por fim, o resultado da atividade remota realizada durante o período de um ano e meio foi a catalogação de mais de cem periódicos eletrônicos e a indexação de mais de mil artigos que podem ser acessados pelos usuários no catálogo Pergamum-UFF, aumentando significativamente a recuperação pelo pesquisador. Palavras-chave: periódico eletrônico; indexação de artigos; Biblioteca Central do Gragoatá/ UFF; trabalho remoto; biblioteca universitária
A importância do debate sobre Assédio Moral no ambiente universitário
Como a promoção de curso com esclarecimentos básicos auxilia na ampliação do debate sobre Assédio Moral no ambiente universitário?A definição do que é Assédio Moral nem sempre está clara, sendo frequentemente ações naturalizadas na cultura institucional. A proposta do presente trabalho é demonstrar como a linguagem simplificada e próxima da realidade de cada indivíduo, além de dar visibilidade à temática, também permite que o trabalhador se sinta mais a vontade e próximo ao tema. O objetivo é caracterizar o que é o Assédio Moral e mostrar aos trabalhadores que eles não estão sozinhos na luta por um ambiente de trabalho mais saudável e cooperativo, apresentando ferramentas possíveis para enfrentamento da questão em seu dia a dia. Para os debates, serão utilizados os referenciais teóricos propostos por pensadores como Marie-France Hirigoyen, Margarida Barreto, Christophe Dejours, Chantal LeClerc. A metodologia aplicada foi a avaliação do curso proposto sobre o tema, cuja abordagem introdutória e próxima da realidade laboral de cada um, atraiu interessados técnicos em assuntos educacionais, nível médio e superior, e docentes de diversas áreas. A importância da temática no contexto atual é indiscutível, sendo uma vivência bastante comum e que traz graves consequências em todos os aspectos da vida de quem sofre. A discussão entre pares, em linguagem simples e objetiva é importante para ampliar o debate, criando agentes transformadores e multiplicadores nos diversos contextos dentro da universidade, para que uma mudança cultural seja possível. PALAVRAS CHAVE Assédio moral, direitos humanos, capacitação