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QUALIDADE DA INFORMAÇÃO E USABILIDADE DO SITE DO INSTITUTO DE ECONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade da informação e a usabilidade do site do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo como respondentes integrantes da comunidade acadêmica (alunos de pós-graduação, docentes e técnicos administrativos). A abordagem avaliativa foi a centrada nos consumidores. Critérios do framework de Eppler orientaram a avaliação da qualidade da informação do site e categorias básicas de Nielsen, a avaliação da usabilidade. A coleta de dados foi feita a partir do questionário construído e validado por Storino (2017), que, após adaptações e acréscimos, ficou com 32 questões fechadas e três abertas. Embora a aplicação do instrumento tenha ocorrido junto aos 400 membros da comunidade acadêmica, o número de respondentes totalizou 117 sujeitos. A análise fatorial das questões fechadas as correlacionou em quatro Fatores: I (Atributos do Site); II (Organização e Uso da Informação); III (Atributos da Informação); e IV (Recursos do Site). As análises textual e temática serviram ao tratamento das respostas das questões abertas. Os resultados do estudo, organizados por Fatores, revelaram prevalência de dois níveis de julgamento: I - bom (48,7%); II e III - regular (54,7%); e IV - regular (60,7%). Das considerações, constam as respostas às questões avaliativas: a qualidade da informação do site, do Instituto de Economia, obteve desempenho regular e a usabilidade, desempenhos bom e regular, no que tange, respectivamente, aos Fatores I e IV. A centralidade das recomendações do estudo avaliativo foi atribuída aos pontos fracos e às sugestões de melhoria do site, enumerados pelos próprios respondentes. Dentre as demais recomendações, destacam-se a ênfase ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária, no âmbito do Instituto, e o desenvolvimento do site em versão mobile
Botânica nas escolas: uma semente
Este trabalho vem apresentar o Projeto de Extensão Botânica nas Escolas, que começou suas atividades no segundo semestre de 2022. É portando, um projeto muito novo, que vem sendo construído por técnicos e professores do Departamento de Botânica do Museu Nacional, com a participação de extensionistas – alunos de graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que busca construir um diálogo efetivo com a educação fundamental. O projeto tem como objetivos levar informações e atividades a escolas, divulgando a Botânica para alunos da pré-escola e do ensino fundamental, aumentando seu universo de conhecimento, especialmente no que tange à ciência e promovendo encontros entre estudantes de graduação e de educação fundamental em torno do conhecimento científico. A Botânica é uma ciência fundante para os estudos do meio ambiente. As atividades desenvolvidas pretendem levar a esses alunos o reconhecimento sobre sua importância. Inicialmente, as atividades se concentram em duas escolas públicas: Escola Municipal Professor Walter Russo de Souza – no Município de Duque de Caxias – e Escola Municipal Mestre Waldemiro – no Rio de Janeiro; entretanto, outras escolas já manifestaram interesse em receber as atividades. O Departamento de Botânica do Museu Nacional possui um conjunto de atividades educativas já aplicadas em encontros com o público e que são constantemente atualizadas e ressignificadas. São atividades como contação de histórias, jogos, oficinas de exsicatas, terrários, entre outras. Essas atividades são levadas as escolas e desenvolvidas de acordo com a faixa etária das turmas. O ensino fundamental se entende por nove anos, o que exige uma grande variedade de atividades. Uma das escolas contempla, ainda, e educação de jovens e adultos (EJA), o que torna essa variação de idade ainda mais significativa. Falar de ciência com esses alunos, mostrando que existe uma ciência que se preocupa com as plantas e que interage diretamente com as questões ambientais, tão urgentes no nosso tempo, é uma forma de impactar positivamente em suas vidas. O projeto está em fase inicial e as primeiras atividades tem se concentrado na pré-escola e em turmas dos anos iniciais da educação fundamental, com atividades lúdicas envolvendo contação de história e ilustrações para colorir. Ainda é cedo para falar em resultados, mas as sementes estão sendo lançadas
Proposta de reutilização da água descartada durante o processo de destilação para reduzir o desperdício hídrico com ênfase na sustentabilidade
O processo de destilação da água consiste na separação dos sais presentes na água mineral por meio de sua evaporação seguida pela condensação. A técnica de destilação é amplamente difundida e necessária na prática de atividades do âmbito acadêmico, sendo imprescindível na obtenção da água destilada para a preparação de meios de cultura, soluções químicas, diluições de reagentes químicos e higienização de materiais utilizados para preparação das soluções e de reagentes. Todavia, é importante pontuar que há um entrave relacionado ao seu uso: o desperdício de água. A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), possui alta demanda nos laboratórios do Departamento de Ciências da Vida, visto que a água destilada é requerida em diversos laboratórios, a exemplo: Laboratórios de Bioquímica, Microbiologia, Biologia, Farmacovigilância, Parasitologia, Bromatologia, Genética, Fisiologia, Imunologia, entre outros. Portanto, há uma demanda de aproximadamente 15L de água destilada por semana para este fim, porém estima-se que para a produção de 1L de água em sua forma destilada, são desperdiçados 21 litros de água potável, mas a eficiência hídrica do processo pode ser ainda menor, requerendo mais água. O presente trabalho objetiva apresentar uma proposta de reutilização da água descartada durante o processo de destilação com o fim de reduzir o desperdício hídrico com ênfase na sustentabilidade dos Laboratórios do Departamento de Ciências da Vida da UNEB Campus I. A partir disso, a intenção é atenuar o desperdício no âmbito da Universidade Pública para alcançar uma destinação adequada e contribuir para a preservação dos recursos hídricos. O conceito está fundamentado nas orientações internacionais de Gestão sustentável e no uso eficiente dos recursos naturais disposto na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta, se aplicada, pode impactar positivamente a Universidade, e ainda, se outras instituições aderirem tornar-se-ia uma prática comum nos laboratórios. Conclui-se que, mediante a necessidade de um mindset coletivo de práticas de sustentabilidade ambiental, urge uma adequação do ambiente acadêmico para preservação ambiental. Nesse sentido, a medida proposta é uma solução factível para mitigar os impactos negativos do desperdício de água, sobretudo no ambiente acadêmico, tendo em vista o seu papel social na educação
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DA UFRJ: uma proposta para avaliar a Experiência do Usuário (UX)
Esta é uma proposta de instrumento avaliativo que foi resultado de dissertação de mestrado que objetivou adaptar um instrumento de avaliação (Ux Tips - Versão 2) e validá-lo para julgar a Experiência do Usuário do Sistema de Avaliação de Desempenho da Universidade Federal do Rio de Janeiro - AVADES. O estudo, de cunho metodológico, tratou de questões referentes ao desenvolvimento e à validação da versão adaptada do instrumento e se utilizou de abordagem avaliativa centrada em especialistas que sustentou as validações de conteúdo e técnica realizadas por profissionais de Tecnologia de Informação e Comunicação e das áreas de Avaliação, Educação, Ciências Sociais e Letras. Após análise, 10 dos 13 Fatores originais foram julgados pertinentes ao novo contexto. Os itens foram apreciados quanto à pertinência contextual, adequação redacional e suficiência de número de itens. Construíram-se dois itens para abordar aspectos dos serviços prestados pelo Sistema AVADES: a disponibilidade e a latência. A apresentação, as instruções gerais, os blocos do instrumento e a forma de uso também foram adaptadas. Os resultados das validações indicaram o atendimento dos Fatores e dos itens aos critérios considerados em cada etapa. As observações e sugestões, julgadas pertinentes, foram agregadas à versão do instrumento em adaptação, que, ao final, nomeado Instrumento de Avaliação da Experiência do Usuário do Sistema AVADES - Adaptação do UX-Tips Versão 2, constou de 26 itens mistos. Produto secundário foi a construção da Planilha para cálculo do resultado percentual por Fator que, associa os itens aos seus respectivos Fatores e instrumentaliza avaliadores a mensurar os julgamentos relativos aos Fatores. Dentre as principais recomendações incluem: a realização de pré-teste da versão adaptada do instrumento, para verificar a sua eficiência, e a sua incorporação ao Sistema AVADES, para acompanhar a qualidade percebida pelos usuários segundos os aspectos abordados pelo instrumento e apoiar decisões técnicas por parte da Universidade
A filha de Minerva tem lá seus calcanhares de Aquiles: As fragilidades da UFRJ em linguagem metafórica
O trabalho considera o recurso de se valer da mitologia e da linguagem metafórica para facilitar a sua comunicação, sem exigências com a precisão das analogias envolvidas. A estratégia metodológica é usar uma pegada de metalinguagem metafórica para trazer reflexões sobre alguns dos pontos frágeis UFRJ, ou ainda, seus calcanhares de Aquiles, supostos pelo autor. Aquiles, na mitologia grega, foi filho de Peleu e Tétis. Sua mãe para torná-lo imortal, o mergulhou em um rio, mas o segurou pelo calcanhar, que, não tendo sido banhado, tornou-se o único ponto vulnerável, seus calcanhares e seus tendões. Aquiles foi um dos participantes da Guerra de Troia, protagonista e maior guerreiro da Ilíada, de Homero. É objetivo desta comunicação provocar reflexões sobre o paradoxo enfrentado pela filha de Minerva, a centenária UFRJ. Por um lado, a UFRJ se caracteriza pela excelência em conhecimentos. Por outro lado, em sua longa trajetória, ela vem colecionando algumas fragilidades. A estratégia aqui é trazer à tona materialidades da vida cotidiana universitária para enfrentar o paradoxo da convivência da excelência com a precariedade e provocar reflexões. A deusa romana Minerva (Atena para os gregos), segundo a mitologia, é filha do deus dos deuses, Júpiter para os romanos (Zeus para os gregos). Minerva nasce adulta, da cabeça de seu pai, portando escudo, lança e armadura. É a deusa da sabedoria, das ciências, das artes, da estratégia e da guerra. É inspiradora de todas as artes e protetora de todos os ofícios. Mas será que a filha de Minerva consegue protegê-las e protegê-los aqui? Considero que algumas e alguns vêm sendo negligenciados, ou terceirizados. Trarei aqui apenas alguns exemplos, como calcanhares de Aquiles da UFRJ: os serviços de transportes; os serviços de alimentação; serviços de segurança; serviços de limpeza, capina e jardinagem; serviços de manutenção em geral; os serviços de saneamento e tratamento de resíduos; serviços de aplicações em tecnologias da informação e redes sociais em tempos de internet. Se reflexões forem suscitadas, adendo que os calcanhares de Aquiles e seus tendões não são somente sinônimos de fragilidades, pois eles tornam humano e mortal o herói. Por fim, diz a lenda que Aquiles em fúria cega, estando prestes a liquidar Agamenon em grande combate, encontra Atena, que toca o seu ombro e o aconselha a dominar-se, convencendo em contentar-se em ofender Agamenon somente com palavras. O herói prontamente guarda a espada já desembainhada. Será que consegui corujar?
ENTRE DESAFIOS E CONQUISTAS NASCEU O BANCO COMUNITÁRIO DA CIDADE ESTRUTURAL NO DISTRITO FEDERAL
No início da década de 1960, com a recém-inauguração da capital Federal, Brasília, iniciou-se na sua periferia, mais precisamente na Cidade Estrutural, atividades de catadores de recicláveis ao redor do lixão que ali se formava. Ativo até janeiro de 2018, ao seu redor surgiu uma pequena vila de catadores. Na década de 1990 ocorreu um adensamento populacional irregular e com o passar dos anos tornou-se uma cidade, atualmente com cerca de 40 mil habitantes. O Movimento de Educação e Cultura da Estrutural (MECE) do Distrito Federal (DF), representado por lideranças locais da região, iniciou suas atividades no ano de 2003 com a alfabetização de jovens e adultos, pois na época existia apenas uma escola. Diante da realidade social, econômica e cultural da cidade, sem estrutura adequada e baixa renda, o MECE desde a sua criação, incentivou inúmeras ações educativas comunitárias. Nos anos de pandemia, organizou campanhas de doação para famílias que se encontravam em vulnerabilidade social. Com a expansão dos Bancos Comunitários no Brasil ocorrida entre os anos de 2005 e 2012, inspirado na experiência do Banco Comunitário PALMAS de Fortaleza, aliado ao desejo de estimular a economia local, o MECE aceitou o desafio e criou um banco comunitário que contou com o engajamento da comunidade. No ano de 2012, a partir de uma consulta popular que contou com a mobilização da comunidade, o MECE criou o Conselho Gestor que fez frente a outros processos, como a criação da moeda social do Banco Comunitário, chamada Conquista, que teve lastro de moeda nacional e o objetivo claro de circular livremente no comércio local. A Conquista, nome da moeda, foi inspirada na chama que queima o gás metano, produzido pela decomposição do lixo. No ano de 2015 o Banco Comunitário Estrutural passou a trabalhar com a Moeda Social Eletrônica e-dinheiro que também é utilizada pelos bancos Comunitários da Rede Nacional de Bancos Comunitário da qual faz parte. O presente artigo pretende apresentar esta genealogia, a importância da participação popular na criação de redes solidárias, além da iniciativa governamental que contribuiu para a consolidação desse processo. O Banco Comunitário da Estrutural no DF por ser um empreendimento que depende da atuação comunitária, dada a realidade social e emergencial enfrentada pela comunidade ainda apresenta muitos desafios e conquistas para serem alcançadas. Palavras-chaves: Banco Comunitário; Economia Solidária; Moeda Social Eletrônica