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O TERRITÓRIO QUILOMBOLA EM ILHA DE MARÉ ESTABELECENDO PONTES COM PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS – (UPT)
RESUMO Euclides da Silva Santos [email protected] O interesse pela temática Universidade para Todos e o Território Quilombola em Ilha de Maré emergiu como proposta em analisar o programa e sua atuação na comunidade quilombola. O programa Universidade para Todos (UPT) visa a preparação de estudantes concluintes ou egressos da rede pública da Bahia para o processo seletivo de ingresso ao ensino superior, com aulas de todos os componentes curriculares que permeiam a preparação do sujeito em diferentes polos ou territórios. Nesse contexto, o programa deve trazer a ação afirmativa no sentido de reparação e inclusão social dos educandos/estudantes que pertencem a esse território. Essa pesquisa irá analisar a trajetória do Programa Universidade para Todos (UPT) na comunidade quilombola de Ilha de Maré e tem como objetivo geral compreender como o programa desenvolve suas ações formativas do ponto de vista epistemológico, teórico e prático e contribui como agente de construção do processo histórico, sociocultural e político dos estudantes quilombolas envolvidos. Seus objetivos específicos é compreender a história local, a partir das memórias e saberes dos sujeitos na comunidade quilombola de Praia Grande, em Ilha de Maré; conhecer e analisar os documentos legais que tornam a comunidade a ser quilombola; descrever a cultura local como sustentação histórica, política e sociocultural e sua relação os agentes e instituições da contemporaneidade (educação, saúde, meio- ambiente, economia, turismo, alimentação entre outros) e estabelecer a criticidade através da realidade dos estudantes quilombola através da concepção do processo de aprendizado direcionado pelo programa e contribuir para a melhoria de cursos universitários e preparativos para a inclusão quantitativa e qualitativa de estudantes quilombolas e de comunidades tradicionais em geral, e o diálogo com seus saberes específicos. A metodologia de aspecto qualitativo através de entrevistas com os estudantes quilombolas participantes da formação na UPT, servirão como fontes primordiais para a pesquisa de campo, assim como as observações .visitas ao campo e registros fotográficos e audiovisuais . Ou seja, pesquisar como os atores envolvidos na pesquisa pensam, sentem e como agem dentro do seu habitat. Descrever, compreender e explicar as vivências das pessoas ou grupos dentro de um contexto histórico, social, econômico e afetivo ressaltando a importância do pertencimento do objeto a ser estudado deve ser a prioridade dessa investigação . Palavras-chave: Cultura; Historicidade; Educação; Território; Quilombo
UTILIZAÇÃO DE JOGOS COMO RECURSO METODOLÓGICO PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA
Durante o Programa de Residência Pedagógica (PRP), os preceptores identificaram defasagens educacionais entre os estudantes das escolas. Os residentes desenvolveram práticas e metodologias para auxiliar na superação dessas dificuldades, incluindo a criação de videoaulas abordando temas como operações matemáticas, porcentagem, frações e cálculos de área. Além disso, foram elaborados jogos complementares visando tornar o aprendizado mais dinâmico e interativo. Um dos destaques consistiu no "Tabuleiro Matemático", que tinha como propósito solucionar problemas matemáticos e fomentar a compreensão das quatro operações aritméticas. Embora o jogo tenha sido planejado para ser implementado no terceiro ano do ensino médio, ele enfrentou desafios relacionados ao calendário escolar. A equipe busca encontrar uma data para promover a participação ativa dos estudantes. O jogo foi concebido como complemento às videoaulas, visando tornar o ensino mais atrativo e efetivo. A expectativa é que a aplicação do jogo contribua para a aprendizagem dos conteúdos abordados de forma lúdica e que os resultados obtidos possam ajudar para a utilização de jogos como recursos metodológicos no ensino de Matemática
ORIENTAÇÃO TÉCNICA PARA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA DOS PROJETOS
A orientação técnica para execução orçamentária e financeira visa nortear os professores e funcionários do corpo técnico administrativo, contemplados em Edital para execução de projetos.Foi verificado a necessidade de prestar maiores informações aos professores e funcionários sobre como proceder com a formalização de processos para compras e serviços. Com isso, nessa orientação técnica foi demosntrado as diversas modalidades de contemplação dos projetos para as compras de material de consumo, material permanente, serviço de pessoa jurídica e física, passagens aéreas e diária. A execução tem como pilar os elementos de despesa os quais estão divididos em grupos, vale dizer, despesas correntes, que se iniciam pelo numeral 3, e despesas de capital, pelo numeral 4. Além dos grupos também existem os projetos atividades, que são as ações orçamentárias definidas pela PROPLAN( PRÓ- REITORIA DE PLANEJAMENTO), na aplicação do recurso. É necessário informar que se encontra atrelado ao elemento de despesa, bem como as ações, a fonte do recurso financeiro, que nada mais é do que a origem de onde brota o recurso financeiro, que será aplicado na despesa. Todas essas orientações facilitam a execução dos recursos financeiros viculados aos projetos, pois faz-se necessário otimizar os valores que são disponibilizados para cada solicitação feita, com a finalidade de se concluir os projetos de maneira satisfatória e adequada a cada segmento, aproveitando a melhor forma de distribuição dos valores nos elementos de despesa.
Um Estudo Sobre os Processos de Emissão de Diplomas e Certificados na Universidade do Estado da Bahia: A utilização do Sistema Acadêmico no Aperfeiçoamento desses processos.
Resumo: Este trabalho se destinou a promover um estudo analítico sobre os processos de emissão de diplomas e certificados. Identificamos os principais problemas em torno desses processos e apresentamos medidas que minimizaram os impactos negativos. A Universidade do Estado da Bahia – UNEB passou por várias transformações em sua estrutura e, como servidora administrativa, pude vivenciar algumas mudanças em um de seus setores ou unidades. Refiro-me à Secretaria Especial de Diplomas e Certificados (SERDIC), a partir de 2017, quando assumi Cargo Temporário de Coordenador III. Nesse mesmo ano, esse setor passou por uma importante mudança ao implantar o Sistema de Registros de Diplomas e Certificados (SRDC). Esse sistema, totalmente online, incrementou uma nova dinâmica, otimizando os trâmites dos processos relativos à emissão de certificados e diplomas dá universidade. Assim, a SERDIC possui finalidades e características bem definidas institucional para desenvolver aquilo que lhe é atribuído regimentalmente: a emissão e registro de diplomas e certificados dos cursos ofertados pela universidade Este trabalho objetivou extrair do sistema de dados acadêmicos relatórios, de modo a validar as informações necessárias aos processos de solicitações de emissão de diplomas e certificados, com o propósito de contribuir no aprimoramento dos processos de análise. A metodologia utilizada foi a técnica de investigação denominada pesquisa documental que se baseia na observação participante e na análise de informações oriundas de registros com o propósito de compreender um determinado objeto. A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e dispersas e sem tratamento analítico tais como tabelas estatísticas, jornais, relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes, fotografias, pinturas, tapeçarias, relatórios de empresas (FONSECA, 2002, p.32). Assim, com base na analogia de Severino (2007) se afirma que, no contexto da realização de uma pesquisa, é a técnica de identificação, levantamento e exploração de documentos fontes do objeto pesquisado que foram utilizados no desenvolvimento do trabalho. A partir dos relatórios disponibilizados, subsidiaram o desenvolvimento de uma consulta de validação para aplicação, realizada pela Microsoft SQL Server, que está inserida na interface do sistema SRDC. A consulta de validação trata as inconsistências entre os documentos apresentados e as informações registradas no sistema acadêmico. Palavras-chave: Estruturas Institucionais da UNEB. Relatório de validação. Validaçã
O trabalho administrativo em um setor de pós-graduação com nove Programas em uma Instituição Federal de Ensino após a reestruturação prevista no Decreto 9.739
O trabalho administrativo em um setor de pós-graduação com nove Programas em uma Instituição Federal de Ensino após a reestruturação prevista no Decreto 9.739 O trabalho considera os trabalhos desenvolvidos pela equipe de técnicos administrativos em educação em um setor de pós-graduação que compreende nove Programas com treze cursos stricto sensu (Mestrado e Doutorado) e a atuação de nove Técnicos Administrativos em Educação. O atendimento compreende demandas internas, processos realizados dentro da própria instituição e demandas externas, atuações com agências de fomento, avaliadores externos à instituição, mobilidade acadêmica, internacionalização. Essa consideração e atenção pelo setor de pós-graduação emana com maior intensidade após a implementação da reestruturação administrativa para a adequação ao organograma previsto no Decreto 9.739 de 28/03/2019 e SIORG - Sistema de Organização e Inovação Institucional do Governo Federal. Antes, oito unidades diferentes e autônomas são compelidas a se tornarem uma. Como conciliar nove Programas com treze cursos? Cada Programa com uma avaliação específica da CAPES, com Conceitos CAPES diferentes, regulamentos e deliberações internas, valores e utilização de recursos, pessoas de diferentes gerações e jeitos de trabalho. O presente trabalho pretende apresentar a aproximação dos programas com as mesmas ou semelhantes áreas de avaliação da CAPES, a necessidade de adequação do espaço físico, a adaptação dos sistemas e processos digitais com o mapeamento dos processos (Gestão por processos), bem como a importância do comprometimento e adequação da força de trabalho do setor com o foco na melhoria contínua dos processos de trabalho no desenvolvimento da pós-graduação
O pacto federativo em debate na gestão de pessoas das IFES: a definição de oferta de cursos pela ENAP ou pela própria instituição
O governo Bolsonaro centralizou ainda mais recursos e a oferta de cursos nas mãos da ENAP. Essa escolha foi feita em detrimento das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que só podem oferecer cursos ainda não ofertados pela ENAP. A ENAP possui reconhecida expertise na oferta de cursos e este trabalho, de forma alguma, está questionando a qualidade deles. O ponto principal dessa apresentação é que por detrás de uma decisão aparentemente muito racional - centralizar na ENAP - há uma tradição do modelo administrativo do Estado brasileiro. Em 1988, nossa Constituição Federal gerou expectativas de descentralação nas políticas públicas e criou responsabilidades para todos os entes federativos, inclusos os estados e os municípios. Além disso, gerou expectativas de que Brasília não resolveria todos os problemas locais brasileiros, reconhecendo que boas iniciativas já são realizadas em municípios, estados, e mesmo pela oferta federal direta descentralizada. Estudiosos do tema afirmam que se frustaram com as expectativas de descentralização e que o governo federal foi novamente centralizando e dando ainda mais poderes a si mesmo. Este trabalho apresenta como conclusão que é preciso conhecer as raízes históricas de nosso pacto federativo, implementado imediatamente após o fim do Brasil-Império, para compreender como uma decisão aparentemente apenas técnica - mais cursos via ENAP - possui profundas raízes históricas. Palavras-Chave: Gestão de Pessoas. IFES. Pacto Federativo
O Audiovisual na Universidade Federal do Rio de Janeiro: O capítulo do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), antes mesmo da pandemia de COVID-19, já apresentava a necessidade de possuir, em seu quadro de servidores, técnicos em audiovisual com uma formação atualizada, alterando inclusive as atividades descritivas do cargo no concurso público de provimento de vagas de técnico-administrativos, como a anteriormente apresentada no Edital 39/2009, onde se lê “Montar e projetar obras audiovisuais; manejar equipamentos audiovisuais utilizado nas diversas atividades didáticas, de pesquisa e extensão, bem como operar equipamentos eletrônicos para gravação em fita ou fios magnéticos, filmes, discos virgens e outras mídias. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão”, que foi substituída no Edital 455/2017 por “Operação de equipamentos de gravação e reprodução de áudio. Operação de equipamento de gravação e reprodução em vídeo e película. Operação de equipamentos fotográficos (analógico e digital). Operação de equipamentos de edição digital e analógico. Utilização de equipamento de iluminação. Operação de equipamentos de projeção áudio visual. Operação de equipamentos de transcrição de áudio e vídeo para diversas mídias (dvd, cd, vhs, mini dv, entre outros). Ter conhecimentos básicos de informática e internet”. Uma mudança aparentemente sutil e inevitável diante dos avanços das tecnologias, porém apontam para necessárias reflexões sobre a formação, a carreira, as atividades executadas, o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e a permanência dos técnicos em audiovisual, não apenas na UFRJ, mas em todas as Universidades e Institutos Federais de Educação. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a experiência da Seção de Audiovisual da Decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), cujo saber técnico-científico tem sido construído nos últimos 10 anos. Considera-se uma formação continuada de tais profissionais, uma efetiva participação destes servidores em Grupos de Trabalho e Comissões da UFRJ, uma imediata aquisição de equipamentos audiovisuais e renovação dos existentes no parque de materiais desta universidade, dos quais sua maior parte está em obsolescência e também da urgente revogação do Decreto 10.185/2019, que vedou a abertura de concursos públicos para técnicos em audiovisual e outras carreiras na Administração Pública Federal.
Desafios para a atuação de Técnicos Administrativos em Educação na Extensão Universitária
Consideramos que no contexto da Extensão Universitária, pressuposta como diretriz "o incentivo à atuação da comunidade acadêmica e técnica na contribuição ao enfrentamento das questões da sociedade brasileira, inclusive por meio do desenvolvimento econômico, social e cultural", o papel dos Técnicos Administrativos em Educação (TAE) poderia estar melhor dimensionado para uma atuação mais sistemática e com maior participação, o que aumentaria exponenciamente o quantitativo das atividades de extensão ofertadas atualmente.O tripé Universitário, segundo a Constituição Federal de 1988, se ancora no “princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, no entanto não há regulamentação da participação em ação de extensão no plano de carreira dos TAE, nem está prevista para progressão; não sendo previsto como atividade profissional fica facultada a liberação de carga horária pela chefia. E ainda ques esteja regulamentada a participação dos TAE como coordenadores de ações de extensão, mas sem a participação docente não são creditáveis para os estudantes, mesmo que esse técnico seja mestre e/ou doutor. O mesmo TAE que pode supervisonar estágio curricular não pode orientar estudantes em ações de Extensão Universitária sem a participação docente, que é desejável, mas não deveria ser compulsória, assim como não é obrigatória a participação de TAE em ação de extensão coordenada pr docente.A Extensão Universitária possui características que potencializam o contato e integração dos segmentos docente, discente e técnico-administrativo de forma horizontal, para que de fato aborde as questões levantadas pela sociedade de forma acessível e dialogada, em busca de soluções que a Universidade possa contribuir para construir conjuntamente soluções.É fundamental integrar os segmentos docente, discente e técnico-adminsitrativo para que as ações de Extensão Universitária possam, através da interação dialógica, concretamente implicar em mudança das práticas universitárias a partir do contato com o público-alvo dessas ações. É necessário o cuidado e observação constante para que a ações de extensão Universitária não reproduzam métodos tradicionais de abordagem do ensino universitário, atuando através da transmissão de conhecimentos, mas afirmando o conhecimento produzido nos territórios como ponto de partida do desenvolvimento de propostas de qualquer ação extensionista.Trata-se de um desafio garantir as formalidades que a creditação da extensão requer sem perder de vista que não deve se tornar uma atividade exclusivamente voltada para a composição do currículo acadêmico, mas uma das principais vias, junto com a prestação de serviços, de contato com a sociedade para manter viva a função da Universidade Pública, que busca respostas às questões relevantes para a maioria da população, integrando sujeitos para articular respostas úteis, democráticas, compondo com os saberes produzidos nos territórios em que atuam
PANDEMIA, BIBLIOTECAS E O USO DE RECURSOS ELETRÔNICOS
A pandemia do Covid-19 pegou as Bibliotecas Universitárias (BU) despreparadas e apresentou-lhes novos desafios. A necessidade de distanciamento físico, fechou bibliotecas e enviou seus funcionários para trabalhar em casa. As bibliotecas tiveram que se adaptar a nova realidade e desenvolver ideias criativas para atender seus usuários sem contato físico. As mídias sociais surgem como alternativa para realocação dos serviços tradicionais para o espaço virtual
Cidade Universitária, 50 anos: documentando histórias
Em 2022, a Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comemora meio século de sua inauguração efetiva. Construída a partir do aterramento de ilhas localizadas na Baía de Guanabara, é mais conhecida popularmente como Fundão – que é, de fato, o nome de uma das ilhas que constituem sua formação. O local é comparado a uma cidade de porte médio em virtude de sua estrutura e extensão, abrigando importantes faculdades e institutos bem como toda a administração central, além de exercer papel fundamental como via de acesso na capital fluminense. Assim, para celebrar este momento especial, a Divisão de Arquivos Permanentes do Sistema de Arquivos da UFRJ, dada a sua atribuição de reunir a documentação administrativa de terceira idade, procedeu não somente à identificação mas também à análise de informações relevantes e até mesmo curiosas, que antecedem e permeiam sua construção mediante pesquisa em seu acervo de valor histórico. Desta forma, propõe-se uma abordagem expositiva de um acontecimento que tanto consolida quanto comprova a importância de atividades intrínsecas ao arquivo permanente no tocante à preservação da memória e história institucionais, de modo a ressaltar sua participação primordial no jubileu de ouro do principal campus da primeira universidade criada pelo governo federal.Palavras-chave: Arquivo permanente; Cidade Universitária; documento; preservação.