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Padronização na formalização do pedido de compras e/ou contratações.
Padronização na formalização do pedido de compras e/ou contratações para aumentar a eficiência e a qualidade das aquisições e conntratações do departamento de Ciências da Vida da UNEB
Ensino Superior e os Tradutores-Intérpretes de Libras e Língua Portuguesa: um relato de experiência sobre percalços na/da atuação profissional
O crescente número de surdos presentes nos múltiplos espaços do Brasil tem demandado a presença de profissionais para fruição da acessibilidade e melhor condição da formação, no que tange à mediação linguística entre os ouvintes e surdos do país. Destaques expostos na Lei de Libras, sancionada em 2002, do decreto que a regulamenta, promulgado em 2005, para além da Lei Brasileira de Inclusão, de 2015; tem fundamentado a presença de Tradutores-Intérpretes de Libras e Língua Portuguesa no referido espaço, visando a garantia de acesso à informação e a comunicação (BRASIL, 2015) desse grupo de cidadãos. Porém, apesar disso, muitas instâncias ainda desconhecem a importância da categoria destacada, no campo da sala de aula, especificamente, o que contribui para a produção e perpetuação de diferentes barreiras que impossibilitam, diretamente, a atuação significativa dos mesmos. Assim, tal fator impacta a qualidade do trabalho realizado por esses profissionais diante dos aprendizes surdos em processo de formação. Sabendo isso e considerando que hoje muitos discentes surdos estão presentes nos espaços de Educação Superior, amparados, legalmente, pelas políticas públicas nacionais, esta pesquisa objetivou detectar e colocar à mostra as dificuldades encontradas durante a atuação profissional enquanto Tradutores-Intérpretes de Libras e Língua Portuguesa vinculados à DIRAC da UFRJ, na graduação em Ciências Biológicas, cujas aulas ocorreram no primeiro semestre de 2023. Sob o viés de um relato de experiência (MUSSI, FLORES e ALMEIDA, 2021), os impasses dificultadores da atuação foram facilmente notados. Essa experiência possibilitou compreender o quanto a formação docente ainda está distante dos apontamentos voltados à Educação de Surdos, apesar dos dispositivos legais e da vasta produção acadêmico-científica acerca da temática. A inexistência de uma compreensão sólida acerca da categoria; a ausência de sinais em Libras específicos voltados à área do curso, para além das limitações formativas e de preparo prévio para interpretação das aulas, ainda são fatores reais que impossibilita um melhor trabalho. Esses fatores colocaram à vista o quanto ainda se precisa evoluir na disseminação dos aspectos ligados aos sujeitos surdos, do seu processo de aprendizagem, além das questões que perpassam a atuação desses profissionais no espaço da sala de aula, para melhor garantir a acessibilidade das pessoas surdas que encontram-se em fase de formação. Espera-se que as reflexões realizadas a partir dessa pesquisa possam embasar novos olhares e novas ações acerca da categoria, assim como sobre os sujeitos surdos não apenas no espaço educacional, mas também no social
Patrimônio Intelectual e Memória Institucional: um estudo de caso no quadro científico do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro IF UFRJ
O tema do artigo no contexto do campo da Museologia, envolve o Patrimônio Intelectual e a Memória Institucional interpretados como Bem Cultural e construídos através da produção científica dos docentes do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF UFRJ). Portanto, dentro do contexto de memória, patrimônio e museu, a pesquisa se propõe responder a seguinte questão: Qual o volume da produção científica (artigos científicos) dos docentes do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF UFRJ) no ano de 2020? Ressalta-se que a justificativa do recorte temporal (2020) para a coleta de dados foi o fato do tópico produção científica do Museu Virtual do IF UFRJ ter sido pensado, planejamento, compilado e consolidado no decorrer do referido ano. Pautado nessa discussão, o estudo tem como objetivo geral identificar, analisar e quantificar a produção científica (artigos científicos) dos docentes do IF UFRJ no seu quadro de vivências memorialístico-patrimonial. O desenlace é incorporá-lo ao Museu Virtual (tópico produção científica), objetivando assim enquadrá-lo como ferramenta de preservação e disseminação de informação. Dentro dessa perspectiva, delimitou-se aos seguintes objetivos específicos: 1. Elaborar um referencial teórico balizado no diálogo entre Memória Institucional / Patrimônio Intelectual / Musealização / Museu Virtual, buscando pontos comuns e interfaces prováveis. 2. Identificar os docentes do IF UFRJ que produziram artigos científicos em 2020; 3. Quantificar a produção científica (artigos científicos) desses agentes sociais - ano de publicação 2020; 4. Analisar e descrever os artigos científicos localizados de acordo com a publicação; 5. Elaborar tabelas com o quadro de vivências memorialístico-patrimonial; objetivando assim colocar o tópico “produção científica” do Museu Virtual do IF UFRJ dentro dos padrões necessários para uma ferramenta de preservação e disseminação no campo da Física. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, apoiada em fontes documentais e primárias. Os resultados relacionam conteúdos especializados da Museologia, Memória Institucional, Patrimônio Intelectual e o campo da Física. E apontaram que os pesquisadores da instituição produziram, em 2020, 335 artigos científicos, publicados em diversos periódicos científicos a nível nacional e internacional. Conclui-se que enquadrar a produção docente como bem imaterial integrado ao Museu Virtual da instituição foi uma ação necessária e relevante, porque a produção científica dos sujeitos da pesquisa são integrantes do Patrimônio Cultural da Ciência, visto que representam uma forma de transmissão de conhecimentos, valores e experiências de uma geração para outra, e representativo de um elemento adequado para o processo de musealização num contexto referencial de memória, de patrimônios em ambiente da internet
Desafios do Gestor de Polo do UPT no Sertão da Bahia: Desbravando os Territórios Bacia do Paramirim, Chapada Diamantina, Irecê e Velho Chico
O presente estudo traz um panorama dos desafios do Gestor de Polo do Programa Pré-Vestibular Universidade para Todos, mantido pelo Governo do Estado da Bahia em parceria com as universidades estaduais UNEB, UEFS, UESB e UESC, no qual esse Gestor desbrava os diferentes Territórios de Identidade do Estado da Bahia, enfrentando diversas dificuldades no percurso, visando à promoção da inclusão de alunos de baixa renda no curso preparatório para vestibulares e para o ENEM, de modo a contribuir para o ingresso desses/as estudantes nas universidades públicas e privadas, através dos diferentes meios de acesso. Para isso, o estudo traz, também, registros de viagens às diversas cidades do sertão da Bahia, em especial nos territórios Bacia do Paramirim, Chapada Diamantina, Irecê e Velho Chico; depoimentos de estudantes, monitores/as e parceiros/as, nos municípios; relatos das atividades desenvolvidas; dificuldades encontradas na articulação de funcionamento do Programa; levantamento de aprovações em vestibulares; políticas de permanência e assistência estudantil, dentre outras questões. Por fim, o estudo se ampara na legislação baiana sobre Políticas de Desenvolvimento Territorial; na obra freiriana pautada numa educação inclusiva e para todas as pessoas, além da contribuição de autores/as como Boaventura de Souza Santos, Edgar Morin e outros/as que discutem a temática das políticas de afirmação e de inclusão
OS ARQUIVOS NO CONTEXTO DAS AÇÕES DE TRANSPARÊNCIA DO PODER EXECUTIVO DO MUNICÍPIO DE NITERÓI, RJ
Esta pesquisa aborda a situação dos arquivos do Poder Executivo do município de Niterói, os profissionais, a gestão de documentos e as práticas de acesso à informação desenvolvida nestes arquivos, como contribuição para o debate sobre transparência administrativa neste município. A partir de dados de pesquisas anteriores, observou-se que este município não conta com uma instituição arquivística municipal responsável pela gestão de seus documentos, apesar de sido considerada modelo de transparência administrativa várias vezes, pela Controladoria Geral da União. Sabendo que o Arquivo, como instrumento de gestão pública, é um pressuposto da transparência administrativa, é questionável que a mesma exista sem que haja uma gestão de documentos eficiente, arquivos organizados e o arquivo municipal institucionalizado. Esses são elementos fundamentais de uma política arquivística. Pergunta-se então, qual a situação dos arquivos do Poder Executivo do município de Niterói? Como um município que não possui uma política pública para seus documentos e arquivos, pode ser considerado modelo de transparência administrativa? Dessa forma, o objetivo geral deste trabalho é discutir o papel dos arquivos municipais como requisito de transparência administrativa no município de Niterói. Já os objetivos específicos são: compreender os conceitos de arquivos nos municípios, de gestão de documentos e de políticas públicas arquivísticas como requisitos de transparência administrativa; descrever o município de Niterói a partir de sua história político-administrativa, bem como as suas iniciativas de política transparência e acesso à informação administrativa e identificar os arquivos do Poder Executivo Municipal de Niterói. Esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa e quantitativa. Do ponto de vista metodológico, foi feita uma revisão bibliográfica dos temas principais e o estudo de caso para identificação dos arquivos do Poder Executivo municipal. Os resultados da pesquisa indicam que: não há gestão de documentos nas secretarias municipais; os locais de guarda de documentos não são adequados para conservá-los e preservá-los e não há procedimentos transparentes de acesso à informação na maioria das secretarias. Dessa maneira, apesar de a cidade contar com uma Política Municipal de Transparência e Controle Social, não elaborou uma política para seus documentos. Entende-se que, somente com a implementação de uma política pública que priorize a criação do Arquivo Público Municipal de Niterói, será possível garantir uma gestão de documentos efetiva e colaborativa para uma sociedade mais justa, transparente e de informações acessíveis ao cidadão
Botânica nas escolas: um diálogo possível
Esse trabalho vem apresentar "Botânica nas escolas", um projeto de extensão desenvolvido por técnicos e professores do Departamento de Botânica do Museu Nacional, contando com a participação de extensionistas – alunos de graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto tem como principal objetivo divulgar a Botânica para alunos da pré-escola e do ensino fundamental, através de visitas às escolas. A Botânica é uma ciência fundamental em muitas áreas, especialmente para os estudos do meio ambiente. As atividades desenvolvidas pelo projeto visam levar aos alunos das escolas visitadas o reconhecimento sobre sua importância e suas potencialidades. Inicialmente, as atividades foram previstas para duas escolas públicas: Escola Municipal Professor Walter Russo de Souza – no Município de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro – e Escola Municipal Mestre Waldemiro – no Município do Rio de Janeiro. Entretanto, devido aos convites recebidos, outras escolas também foram atendidas. O Departamento de Botânica do Museu Nacional possui um conjunto de atividades educativas já aplicadas em encontros com o público em eventos de divulgação e popularização da ciência. São observações no microscópio, jogos, oficinas de exsicatas, construção de terrários, entre outras. Algumas dessas atividades são utilizadas nas escolas, respeitando a faixa etária das turmas. Entretanto, devido a grande adesão das turmas de educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, o projeto vem se revestindo de um caráter interdisciplinar, dialogando especialmente com a arte e a literatura. Nessas turmas, o foco está voltado para atividades como contação de história, ilustrações para colorir e montagem de painéis. O trabalho do Departamento de Botânica inspirou a criação de dois livros infantis: Vamos falar sobre plantas e Herbário. Os livros podem ser baixados gratuitamente e impressos, facilitando a utilização e a distribuição para crianças. O projeto “Botânica nas escolas” completou seu primeiro aniversário em agosto de 2023 e os resultados iniciais mostram que mais de 500 alunos foram atendidos em quatro escolas. Entre os muitos retornos positivos, observamos que os alunos da educação fundamental podem ter encontros com jovens universitários, percebendo que são estudantes como eles; os universitários têm acesso às escolas, espaços onde poderão atuar profissionalmente; os professores acompanham suas turmas em atividades diferenciadas, acrescentando atividades aos seus portfólios e o Departamento de Botânica do Museu Nacional/UFRJ vem dialogando, efetivamente, com escolas de educação básica
Contribuição para implantação de teletrabalho em instituições federais: revisão de escopo
O serviço público está passando por uma transformação no trabalho. Para a CONFERÊNCIA LABORA-GOV e PEOPLE IN GOVERNMENT LAB OXFORD (2022), promovida pelo laboratório de inovação do Ministério da Economia - ME, é tendência a expansão do teletrabalho, no serviço público, mas há uma preocupação em como essa expansão poderá ocorrer, preservando o interesse público. Visando uma possível uma implantação do teletrabalho de forma permanente para os demais órgãos da administração pública, tais como as instituições de ensino superior públicas federais no Brasil, neste estudo são enunciados os elementos significativos para implantação e gestão do teletrabalho que se mostraram eficazes nessas instituições. No serviço público brasileiro, o teletrabalho teve início em 2006, com o SERPRO, da administração pública, órgão ligado ao Ministério da Fazenda (SOBRATT, 2013). Entre 2008 e 2018, alguns outros órgãos também iniciaram a prática de teletrabalho, mais de forma tímida e uma pequena parcela da Administração Pública. Com o advento da pandemia e da publicação do Instrução Normativa 65/2020 e do Decreto 11.072/2022, tem havido um indicador crescente na adesão de tal modalidade. Conforme Ministério da Gestão e Inovação (2023), até julho de 2023, 123 órgãos da administração pública federal direta e indireta já aderiram ao programa que permite a implantação do teletrabalho na instituição, incluindo agências, ministério e universidades. Foi adotado o método de revisão de escopo, para levantamento e compilação dos elementos trazidos pela literatura. Os artigos selecionados têm por tema central a percepção sobre o trabalho remoto e melhorias que podem ser aplicadas a ele, abordando sobre tendência de continuidade do teletrabalho pós-pandemia (LOPES & LUNARDI, 2022). Os elementos mais significativos mencionados nos artigos foram: treinamento de lideranças, avaliação, feedback, autonomia, flexibilidade, automotivação, produtividade, performance, qualidade, inovação, suporte técnico, planejamento organizacional. O planejamento organizacional foi um dos elementos citados como necessário para o engajamento e performance e alcance dos resultados individuais e organizacionais, quando elaborado da forma mais adequada possível. Lopes e Lunardi (2022) relacionam automotivação e performance. Portanto, esta transformação do trabalho não é trivial e deve ser realizada com cautela, observando as experiências já relatadas por organizações de atividades análogas, a fim de assegurar os resultados esperados e benefícios para todos os atores
Diálogos para o respeito: gênero e Diversidade na UFRJ
No presente resumo, apresentamos uma análise preliminar de perfil dos estudantes trans na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir desse perfil, objetivamos a construção de uma política e/ou ações voltadas ao atendimento da população LGBTQIA+ no interior da política de Assistência Estudantil da instituição.O interesse pela construção do perfil desse segmento deriva do rotineiro quadro de violações de direitos e pelas dificuldades impostas às pessoas transexuais, que por apresentarem uma aparência física destoante de seus nomes de registros, eram impedidas de acessarem os direitos mais elementares que estão disponíveis a qualquer cidadão. Durante o acompanhamento dos estudantes que recorreram a assistência estudantil era comum a recorrência de situações que extrapolam os eixos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).Nesse sentido, observamos que na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o recurso ao “nome social” não resolvia a situação de impedimentos e violações pelas quais essas pessoas passam posto que as relações formais no âmbito acadêmico e estágio, por exemplo, não são alcançadas pelos decretos e normatizações relativas ao uso do nome social. Acreditamos que a relevância desse levantamento se justifica pela contribuição que o mesmo vem a oferecer no sentido de conhecer a realidade vivida por esses estudantes, visando ampliar as ações da assistência estudantil para além dos critérios de renda per capita.Sobre o perfil dos estudantes, solicitamos ao setor de matriculas a listagem de alunes que solicitaram o uso do nome social na UFRJ. Esse levantamento também foi realizado em 2018, por isso, realizaremos comparações com os dados daquele ano e os de 2023. No entanto, cabe uma ressalva: tais dados não revelam a totalidade, uma vez que temos a informação de há um relativo número de estudantes que já possuem nome retificado. Nesse sentido, a listagem apresenta uma limitação, pois só contempla estudantes que, em algum momento, solicitaram o recurso do nome social. Além disso, não há nenhum campo de preenchimento sobre a identidade de gênero dos estudantes no sistema de gestão acadêmica (SIGA), apenas de sexo biológico. Portanto, a partir de uma atualização no sistema, na qual se reconheça as diferentes identidades de gênero, essa realidade possa ser visibilizada.Apesar dos dados iniciais, salientamos que a construção de um perfil desse segmento revela-se como uma oportunidade de dar visibilidade às demandas, antes ignorada no ambiente universitário
Encontro de Comunicadores UFRJ: eventos institucionais como estratégia de comunicação dirigida aproximativa
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a utilização de eventos institucionais para construção e fortalecimento de relacionamentos com os públicos de interesse da UFRJ, além de refletir sobre a importância da comunicação pública para o exercício da cidadania, utilizando como metodologia o Estudo de Caso do Encontro de Comunicadores UFRJ, realizado nos anos 2022 e 2023, em formato híbrido. A primeira edição do evento, realizada em 2022, tinha como objetivo reunir profissionais de comunicação para compartilhar experiências, pensar em possibilidades de integração e discutir como aperfeiçoar a comunicação interna e externa. Contudo, na segunda edição, em 2023, o evento passou a ser aberto à sociedade e ao corpo social da Universidade, após ser identificada uma demanda que se interessava pelo tema. Para Fortes e Silva (2011), as organizações que executam eventos desenvolvem a construção de relacionamentos, aumentam os contatos efetivos, promovem a aproximação de seus públicos e fortalecem sua imagem e posicionamento. Contudo, torna-se relevante salientar a importância da utilização das novas tecnologias e plataformas digitais na execução de eventos (como a ferramenta Zoom e o YouTube). Para Terra (2011), as novas tecnologias são criadas tendo como principais características a interação e o feedback, além de possibilitar a comunicação dirigida com público que se quer alcançar. Kunsch (2006, p. 25) defende que a comunicação deve ser compreendida como parte inerente à natureza das organizações. Essas são formadas por seres humanos que se comunicam entre si e, por meio de processos interativos, viabilizam o sistema funcional. Assim, elas conseguirão sobreviver e atingir seus objetivos num ambiente de diversidades e de transações complexas. Para autora, os eventos organizacionais se inserem nesse contexto. Mediante as definições elucidadas pelas autoras, podemos observar a importância da utilização de eventos na construção de relacionamentos, no fomento à discussão de ideias, ao compartilhamento de experiências, entre outros. Além disso, concluímos que em tempos de comunicação digital e virtual, os eventos continuam sendo instrumentos valiosos para construção e manutenção do relacionamento com os públicos de interesse de uma organização propiciando uma comunicação dialógica. Referências FORTES, W. G.; SILVA, M. B. R. Eventos: estratégias de planejamento e execução. São Paulo: Summus, 2011. KUNSCH, Margarida M. Krohling. Comunicação organizacional: complexidade e atualidade. Grupo de Estudos sobre Práticas de Recepção a Produtos Mediáticos. ECA/USP Novos Olhares. Edição 18, 2º semestre de 2006. TERRA, Carolina. Relações públicas na era dos megafones digitais. In FARIAS, Luiz Alberto de (Org.). Relações públicas estratégicas: técnicas, conceitos e instrumentos. São Paulo, Summus, 2011
DESECONOMIAS DE ESCALA NOS REGISTROS DE PREÇO: casos e hipóteses para as causas
O Sistema de Registro de Preços (SRP) é um procedimento onde os órgãos públicos realizam licitações com o objetivo de fixar preços de fornecedores para compras futuras. Neste procedimento é possível a participação de outros órgãos, realizando-se compras conjuntas. Um maior quantitativo licitado promove economias de escala e, consequentemente, preços mais vantajosos para a administração pública. As Atas de Registro de Preços, desde 2001, quando foi regulamentado pelo Decreto 3931/2001, têm sido um importante instrumento de planejamento, fato recentemente reconhecido pela Lei 14.133/21, a Nova Lei de Licitações e Contratos, que ampliou a possibilidade de Registro de Preços para outras modalidades e até mesmo para Dispensas de Licitação. Algumas das principais vantagens das licitações processadas por SRP é que delas podem ser produzidas Atas de Registro de Preços com as demandas de compra de um objeto para todo o exercício financeiro. Isto promove, além da já citada economia de escala, economia de processos administrativos, tornando a Administração mais ágil e, também, menos suscetível ao fracionamento de despesas. Porém, em pesquisa realizada na plataforma Painel de Preços, é possível encontrar situações em que o SRP promoveu o efeito inverso, tornando os preços registrados nas Atas menos vantajosos que os obtidos até mesmo através das Dispensas Eletrônicas, introduzidas pela Instrução Normativa SEGES 67/2021. Este trabalho visa apresentar casos onde esta situação ocorreu e discutir hipóteses para que o resultado obtido nestes certames fosse o oposto do pretendido