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ANÁLISE DO MANEJO DOS RESÍDUOS GERADOS POR LABORATÓRIOS DE ENSINO E PESQUISA DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL
O gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS) está regulamentado pela normativa federal RDC-ANVISA nº 222/2018 que os classifica em 5 categorias: Grupo A - resíduo biológico; Grupo B - resíduo químico Grupo C - rejeito radioativo; Grupo D - resíduo comum; e o Grupo E - resíduo perfurocortante. A mesma resolução define os laboratórios de ensino e pesquisa como geradores de RSS, em virtude dos subprodutos oriundos de suas atividades. Por conseguinte, os resíduos são coletados por empresas especializadas e destinados ao processo de tratamento específico que modifique as características físicas, químicas ou biológicas, reduzindo ou eliminando o risco de dano ao meio ambiente ou à saúde pública. Considerando os riscos intrínsecos aos RSS à saúde pública e ao meio ambiente, a biossegurança trabalha ações voltadas à prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando garantir a saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados. Portanto, a gestão e o gerenciamento de RSS deve integrar as atividades de um programa de biossegurança, inclusive as medidas técnicas administrativas e normativas para prevenção de acidentes, e as orientações sobre biossegurança biológica, química e radiológica. Objetivou-se analisar o manejo dos RSS oriundos dos 418 laboratórios de ensino e pesquisa acadêmicos sob a perspectiva da biossegurança para elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos de saúde. Foi realizado estudo exploratório, descritivo, qualitativo, fundamentado na pesquisa bibliográfica, análise documental e aplicação de questionário online aos funcionários dos laboratórios de ensino e pesquisa de uma Universidade Federal. Identificou-se que dos laboratórios de ensino e pesquisa 76,23% geram resíduos químicos perigosos; 54,78% resíduos biológicos; 8,11% resíduo radioativo e 68,40% perfurocortante. Dos 345 respondentes, a maioria (56,81%) declarou possuir médio conhecimento das legislações sobre RSS. Por conseguinte, esse dado reflete no descarte irregular de resíduos que são observados constantemente nos corredores de menor circulação da unidade de ensino. Embora a instituição possua empresas contratadas para a coleta dos resíduos biológico e químico, faz-se necessário a implementação de cursos que capacitem as pessoas que estão envolvidas diretamente na geração desses resíduos para que não ocorra os descartes irregulares que são observados com frequência, e consequentemente minimizar os riscos de acidentes, contaminação humana e ambiental
ATUAÇÃO DA EQUIPE DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO TÉCNICA EM UM DE CONTRATO DE ALIMENTAÇÃO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Segundo as regras e diretrizes do procedimento de contratação de serviços no âmbito da Administração Pública federal é previsto a designação formal de uma equipe de gestão e fiscalização de contrato (Equipe G&F). A Equipe G&F, tem como atribuição prima fazer com que o termo de referência do objeto contratado por meio de licitação, seja executado com lisura e transparência. Cabe neste momento considerar conceito de governança proposto por Peters (p.2, 2013) “em que esta pode considerar os conjuntos alternativos de agentes para governar de maneira mais eficiente”. O objetivo desta ação é incentivar a participação dos diferentes atores na gestão e fiscalização dos contratos públicos. De modo simplificado, a Equipe G&F é composta pelo gestor, fiscal técnico e administrativo e seus respectivos substitutos. O gestor é responsável pela coordenação das atividades relacionadas à fiscalização técnica e administrativa, enquanto o fiscal técnico é responsável por acompanhar e avaliar a execução do objeto nos moldes contratados considerando o objeto, a quantidade, qualidade, tempo e modo da prestação dos serviços ou fornecimento de bens, já a fiscalização administrativa quando em contratos com dedicação exclusiva de mão de obra, acompanha o cumprimento das obrigações previdenciárias, fiscais e trabalhistas. O presente trabalho se deu a partir da observação participativa, de uma Equipe G&F designada para gerir um contrato de alimentação e nutrição que tem como objeto o fornecimento de refeições para pacientes internos e externos, acompanhantes e residentes de um hospital universitário na cidade do Rio de Janeiro, por meio de uma empresa terceirizada/contratada especializada na área, cuja prestação dos serviços é totalmente realizada nas dependências da cozinha da contratante. Cabe esclarecer que as cozinhas em sua grande maioria apresentam deficiências graves no que diz respeito as suas estruturas físicas (piso, teto, parede, portas, janelas, iluminação, ventilação, instalações elétrica e hidráulica), o que interfere direta e negativamente na segurança dos alimentos e dos colaboradores, exigindo da Equipe G&F atenção redobrada para a manutenção preventiva e corretiva. Com foco nestes aspectos, a equipe em questão em parceria com a contratada obteve êxito nas adequações e melhorias referentes a estrutura física, as condições de trabalho, a qualidade do processo produtivo de refeições desde a seleção dos fornecedores até a distribuição, bem como a segurança dos alimentos. Assim destacamos importância da atuação de Equipe G&F frente a governança dos recursos públicos
APLICAÇÃO DE IOT COMO MODELO DE SISTEMA DE SEGURANÇA EM ACIONAMENTO DE SIRENES E DETECTORES DE FUMAÇA EM SITUAÇÕES DE SINISTRO E PRINCÍPIO DE INCÊNDIOS
A aplicação de tecnologia no dia a dia tem-se tornado cada vez mais comum na sociedade contemporânea. As inovações trazem mobilidade, otimização de tempo e segurança nos diversos sistemas, seja no âmbito social, comercial, industrial ou acadêmico. Com as inovações e aplicações de sistemas tecnológicos do tipo IoT (Internet of Things/ Internet das Coisas), muitas possibilidades tem sido desenvolvidas nos diversos ambientes com a implementação de tecnologias inteligentes e de automação. Dentro do CCS estamos propondo um modelo de uso dos módulos IoT como uma alternativa para o emprego de sistemas de acionamento de sirenes de emergência em caso de ocorrência de algum sinistro, no qual seria necessário a utilização de um alarme, de forma a orientar as pessoas para o pronto abandono do prédio. Ademais, também seriam instalados módulos de detecção de fumaça em caso de princípios de incêndio em locais de riscos com pouco acesso humano e baixa vigilância para uma rápida comunicação e acionamento das brigadas voluntárias de incêndio, bombeiros civis e militares para um ágil atendimento. Nesta proposta de projeto, é sugerido que um sistema seja instalado através de um módulo IoT, o qual controlaria as sirenes de segurança, e que possibilite o seu acionamento de forma remota e/ou presencial mediante a necessidade apresentada. Hoje o ambiente do CCS, local onde está sendo planejado o projeto piloto para implementação da estrutura, não possui nenhuma forma de comunicação imediata para evacuação predial e local em situações de sinistro. E com esse modelo proposto será possível inovar a capacidade de atuação de toda a linha de comando para evacuar e mobilizar o corpo social do ambiente em que o sistema for instalado, sendo possível evitar riscos para as pessoas e salvar vidas. É importante ressaltar que durante a exposição do projeto será executada uma prova de conceito, demonstrando a viabilidade técnica da proposta e sua replicabilidade
Chefia ou Liderança no ambiente educacional
Os servidores Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) se ergueram enquanto uma categoria com presença e importância no cenário universitário a partir da constituição de seus movimentos reivindicatórios por dignidade laboral, melhores condições econômicas, buscas e conquistas em termos de carreira e uma visão de Universidade onde cada um dos três segmentos da Comunidade Universitária está envolvido de forma igualmente responsável e construtiva na instituição que realiza ensino, pesquisa e extensão de forma indissociável. Quarenta anos depois, os “Novos atores na cena universitária”, seguem sendo considerados “cidadãos universitários de segunda classe”. Não bastasse ter uma representação inferiorizada nas estruturas de poder da Universidade, os TAEs seguem lutando por respeito, reconhecimento e relações democráticas no ambiente institucional. A estrutura verticalizada de chefia e subalternos não se coaduna com um projeto de “Universidade Cidadã para os Trabalhadores”. A democratização deve se revelar nas relações interpessoais no cotidiano do ambiente universitário. Atualmente, atitudes autoritárias, culminando até em assédio moral, seguem na realidade da categoria. No momento em que se reestrutura o PCCTAE e se discute e se formaliza o PGD é inadmissível que o autoritarismo permaneça nas relações trabalhistas. A era das chefias deve se encerrar e abrir espaço para lideranças que construam uma relação democrática e colaborativa nas equipes de trabalhadores em quaisquer espaços dentro da Universidade. Esse trabalho tem como objetivo estimular a prática democrática na gestão técnica e administrativa na Universidade, entendendo que o líder não se coloca em posição superior à sua equipe, mas que troca experiências, vivências coletivas, reflexões sobre o desempenho da cada TAE e da equipe com vistas ao melhor cumprimento do seu papel de trabalhador em educação construindo uma Universidade mais democrática, inclusiva e comprometida com a transformação social profunda
Penso, logo existe: Reflexões sobre identidades visuais na UFRJ e em algumas universidades do RJ.
A identidade visual das organizações, via de regra, é uma questão importante e estratégica. Afinal, ser reconhecida a partir de uma marca é um importante diferencial na forma como uma organização se apresenta na sociedade em geral e junto ao seu público de interesse, em particular. Como ilustração disso, no plano do mercado, esta importância pode ser demonstrada através da penetração de algumas marcas que, pela sua difusão através dos instrumentos de marketing, tornaram-se popularmente conhecidas, muitas vezes internacionalmente, por suas marcas que, certamente, estão à sua volta neste momento. Em termos conceituais, uma marca pode ser entendida como um conjunto de sentimentos, percepções e experiências que um usuário constrói com uma organização. Em termos metodológicos são vários processos, sentidos e tudo que ela significa, interna e externamente, para as pessoas de interesse daquela organização. O alcance de uma marca depende de contextos sociais, culturais e econômicos e constitui tanto um processo individual, ou seja, cada um vai entendê-la de uma maneira, quanto um processo coletivo, onde grupos sociais aderem àquela marca, a adotando como uma espécie de insígnia, da qual se orgulham de compartilhar seus valores. A promessa visual de uma marca deve transmitir aquilo que ela entrega. É como se fosse um manifesto. Uma organização tem muita coisa interna, mas a promessa veiculada na sua marca é algo declarado para todo o seu público de interesse, interno e externo. Em termos analíticos, um logotipo ou um logo se confundem numa coisa só. É fundamental que se pense nas cores, no tipo de fonte, em quais outros elementos podem ajudar a criar uma verdadeira identidade que represente a marca da organização. E mais ainda: procurar ser fiel a estas escolhas. É fato que existem aspectos ontológicos e semióticos envolvidos, “logos” é uma palavra que vem do grego e uma de suas possíveis traduções é “significado”. Um logo é um um arranjo visual que pode incluir um nome, uma imagem, uma fonte de letras, cores e tudo mais que vise representar a organização. O logo tem como objetivo associar e vincular a organização ao seu público. O logo é a marca da organização, sua identidade visual. Neste trabalho, se analisará e se discutirá as identidades visuais, tanto da UFRJ e de suas unidades, quanto de outras universidades fluminenses, em especial daquelas públicas. Este recorte epistemológico foi necessário para dar conta do escopo desta pesquisa em seus objetivos
Projeto PertenSer: a experiência de grupo de escuta e reflexão para estudantes de graduação sobre as vivências universitárias
Este trabalho socializa a experiência de um grupo de escuta e reflexão sobre vivências universitárias, como forma de ação coletiva e de promoção da saúde na universidade, no contexto da Assistência e Permanência Estudantil. Na entrada no ensino superior é comum que o estudante lide com desafios, tais como a mudança de cidade, afastamento da família e dos amigos, maior independência no processo de aprendizagem e desconhecimento sobre o funcionamento da universidade. Além disso, muitos alunos apresentam histórias de vulnerabilidade social e trajetórias de exclusão. Esses são apenas alguns dos elementos que podem apresentar repercussões na saúde mental dos estudantes e afetar a sua permanência na universidade. A partir disso, e considerando os benefícios de ações grupais, como o desenvolvimento de vínculos, aprendizagem com o outro e reflexão e ressignificação de experiências, foi pensado o desenvolvimento deste projeto. Este trabalho tem o objetivo de apresentar a experiência de desenvolvimento do Projeto PertenSer, um grupo de escuta e reflexão sobre as vivências universitárias para estudantes de graduação. Foi desenvolvido pela Equipe Multidisciplinar de Atenção ao Estudante (EMAE), que está inserida na Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAES), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Se caracteriza como um relato de experiência do projeto, que foi desenvolvido por meio de 06 encontros temáticos, mediados pelas profissionais da EMAE, na modalidade remota. As temáticas do projeto foram levantadas junto ao grupo de estudantes no primeiro encontro, sendo elas: mudança de cidade para estudar, dificuldades emocionais, aprendizagem/hábitos de estudo, relacionamento interpessoal e dificuldades financeiras. Os resultados apontam que as rodas de conversa desenvolvidas possibilitaram a reflexão sobre a trajetória individual, a troca de experiências entre pares, através do compartilhamento de problemáticas comuns, além de proporcionar acolhimento e conhecimento sobre as temáticas trabalhadas. O convite à fala e escuta permitiu ainda identificar estratégias de enfrentamento, e a possibilidade de atribuição de sentidos e ressignificações relacionadas as vivências da experiência estudantil universitária. Apesar de algumas limitações, como a baixa frequência de participação dos estudantes e restrições do formato virtual, a experiência foi significativa para os alunos, conforme relatos apresentados. Além disso, possibilitou ampliar os modos de atuação da EMAE, por meio de ações coletivas, na perspectiva da promoção da saúde e promoção da permanência estudantil. Assim, considera-se que o projeto mostrou a importância de espaços coletivos de escuta e acolhimento, que contribuam para a permanência estudantil. Palavras- Chave: Experiência universitária; Permanência estudantil; Promoção de saúde
AGestão do SEI e sua relação com o Sistema de Arquivos- O caso da UFJF
O Arquivo Central da Universidade Federal de Juiz de Fora foi designado para implantação do Sistema Eletrônico de Informações SEI/UFJF juntamente com o Escritório de Processo e o Centro de Gestão do Conhecimento Organizacional. Tal desafio motivou a reunião de um grupo de servidores com perfil diferente dos que até então integravam a equipe do arquivo. Sem deixar de lado o papel do arquivista, foi selecionado um economista, dois assistentes administrativos com formação em engenharia de produção, direito e um analista de TI. A nova composição buscou capacitação presencial e à distância na ENAP, benchmarking com outras universidades até chegar ao modelo atual de gestão do sistema. O tema do trabalho aborda o histórico de atuação dos profissionais lotados no Arquivo Central para essa finalidade, os resultados em gestão de documentos buscados e alcançados no contexto digital e o reposicionamento do setor dentro da instituição que, juntamente com o trabalho da Coordenação do SIARQ e Coordenação de Arquivo Permanente, vem galgando maior espaço entre assuntos estratégicos como LAI, LGPD, Repositório Arquivístico Digital Confiável. A atuação da equipe impulsionou a produção de instrumentos normativos que serão apresentados sumariamente. Apresenta ainda as mudanças nos procedimentos administrativos para a gestão dos documentos arquivísticos em suporte de papel, nato-digital ou digitalizado. Um desses procedimentos contempla a classificação de documentos, atividade que define o prazo de guarda e a destinação final do documento. Relata ainda a reformulação do papel da Coordenação do SIARQ na assessoria técnica prestada aos setores da Universidade saindo do paradigma de execução do serviço para orientação e acompanhamento quanto ao uso dos instrumentos de gestão de documentos, são eles: o Plano de Classificação de Documentos PCD e a Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos- TTDD e quanto à importância de atender as legislações arquivísticas referente aos documentos arquivísticos digitais no Sistema Eletrônico de Informação- SEI. Palavras Chaves: gestão; sistema de arquivo; assessoria técnica; classificação de documentos; documentos arquivisticos digitais
Relato de Experiência: Importância da Fiscalização Técnica em Nutrição para um Contrato de Terceirização da Alimentação em um Restaurante Universitário
Em um contexto atual de crescente demanda por refeições em restaurantes universitários, e aumento do número de contratos de terceirização de refeições nesses ambientes, garantir qualidade, segurança dos alimentos e conformidade contratual torna-se essencial. A alimentação saudável é um pilar para o bem-estar dos estudantes, influenciando diretamente o desempenho acadêmico e a qualidade de vida. A presença de nutricionista na fiscalização técnica desses contratos contribui para assegurar o planejamento de cardápios balanceados, assim como a oferta de refeições adequadas às necessidades nutricionais dos usuários e a segurança dos alimentos, baseada em aspectos técnicos e legais. O objetivo principal deste relato foi demonstrar como a atuação técnica de um Nutricionista na fiscalização de contratos de alimentação em restaurante universitário (RU) pode impactar positivamente a qualidade das refeições servidas e a satisfação dos estudantes. Foram coletados cardápios, formulários de controle de qualidade e pesquisa de satisfação de usuários, antes e após o RU dispor da presença de especialista na equipe de fiscalização técnica. Verificou-se que a nutricionista implementou melhorias na adequação dos cardápios propostos, com aumento da prevalência de alimentos in natura, minimamente processados e redução dos alimentos ultraprocessados. Verificou-se melhora na qualidade dos registros dos procedimentos de boas práticas e execução dos cronogramas de capacitação de funcionários, além de melhor cumprimento das cláusulas contratuais. A atuação da fiscal promoveu melhorias no cumprimento das boas práticas de produção na referida unidade sob a responsabilidade da empresa contratada, minimizando riscos de contaminação alimentar e aumentando a satisfação dos comensais. A interação direta do nutricionista fiscal com os usuários promoveu melhora no canal de escuta de sugestões e reclamações e acrescentou pontos positivos aos serviços prestados no RU. Em suma, a presença de um profissional responsável pela fiscalização técnica de contratos de alimentação em um RU demonstrou ser um fator promotor de uma alimentação mais saudável, segura e em consonância com as diretrizes contratuais e legais. A experiência reforça a importância de investir em recursos humanos especializados para garantir a qualidade e segurança de serviços essenciais aos estudantes universitários.
A construção de História em Quadrinhos como estratégia para falar de Qualidade de Vida no Trabalho
Este resumo visa apresentar a relevância de realizar uma pesquisa acadêmica com o direcionamento no fazer técnico universitário. Intervir na realidade do ambiente que trabalha pode transformar a organização ou melhorar em diversos aspectos do labor. Sendo assim, a técnica administrativa ao se inscrever no Programa de Pós-graduação Stricto Sensu priorizou este direcionamento, com a sua expertise referente aos contratos terceirizados e participação no grupo de trabalho da construção da Política da Qualidade de vida no trabalho da Universidade do Estado da Bahia. Para o projeto de pesquisa do Mestrado em Intervenção Educativa e Social que possui a proposta de mudar a realidade junto com os participantes ela decidiu propor uma ideia que impactasse o local de trabalho e também as empresas contratadas. Sendo assim, por meio de observações surgiu a hipótese sobre a melhoria da qualidade de vida no trabalho por meio das relações interpessoais ancorados em Limongi-Franca (1996), Lacaz (2000), Canete (2004), Bittencourt (2010) e Zanelli (2014). Como instrumentos aplicados para coletas de dados foram usados questionários de pesquisa de clima organizacional e de QVT de âmbito profissional e entrevistas semiestruturadas com os terceirizados e de que forma a gestão percebe a relevância desta temática para a Instituição. Analisar o clima organizacional possibilitou compreender os participantes terceirizados sobre questões demográficas, valores compatíveis com o local que atua, conforto com a equipe, pertencimento, a existência de hostilidade, reconhecimento do potencial pela chefia, ajuda de colegas, satisfação com as atividades desempenhadas no cotidiano, questões estruturais como conforto e segurança, os benefícios recebidos, orgulho trabalhar no local. Destarte a pesquisa de QVT possibilitou saber a frequência de adoecimento, autonomia no trabalho, cooperação entre os níveis hierárquicos, liberdade para criar, igualdade de tratamento dos funcionários, orgulho da organização, conhecimento dos processos, nível de participação nas decisões, carreira e avanços salariais, sobre o respeito aos benefícios e direitos, o feedback, treinamentos, estabilidade, apoio dos colegas, acesso às informações, satisfação com a qualidade de vida no trabalho. Estes aspectos são inerentes para a gestão poder tomar medidas assertivas e contribuir na melhoria da comunicação e aprimoramento das relações interpessoais. Por isto, a criação de HQs permitiu de forma estratégica e eficaz transmitir os resultados da pesquisa com uma comunicação envolvente e assertiva
Projeto Esporte para Todos
Introdução: O projeto é uma ferramenta de inclusão social, democratizando o acesso à prática de exercício físico para pessoas com diferentes necessidades, através de uma metodologia baseada em gestos esportivos. Nossa parceria com o Hospital Universitário (HUCFF) nos traz pacientes operados que terminaram as sessões de fisioterapia e necessitam de acompanhamento para realização de exercícios físicos para fortalecimento muscular, minimizar dores, recuperar a autoestima e autonomia, em alguns casos devolvendo dignidade para pessoas que não possuem acesso a esse serviço. Atendemos também não pacientes utilizando o esporte como uma importante ferramenta lúdica para iniciar o processo de construção de um cidadão ativo e consciente. Para os discentes o projeto gera oportunidade de conviver, planejar, estudar e desenvolver atividades físicas para grupos de pessoas com necessidades diferentes, dividir suas angústias, dificuldades e conquistas, tornando o processo de ensino aprendizagem mais humano. Objetivo: o objetivo deste projeto é democratizar o acesso à prática esportiva orientada e oferecer oportunidade para discentes curriculares vivenciarem na prática o processo de ensino e aprendizagem dos exercícios e o desenvolvimento do condicionamento físico dos participantes. Metodologia: Os alunos participantes ao ingressarem no projeto, respondem uma anamnese e fazem a avaliação física inicial, repetida a cada 3 meses, nos proporcionando informações para que possamos nos aprofundar sobre cada caso, assim como obter indicadores que nos mostram a evolução física de cada um. As aulas do projeto acontecem de terça a sexta-feira em dois horários, um entre 8h30min e 10h e outro entre 10h e 11h30min. As aulas acontecem nos espaços esportivos da Escola de Educação Física e Desportos, a utilização desses espaços, dos gestos esportivos e da diversidade do público atendido nos levou a criar o projeto Esporte para Todos. Resultados esperados: Melhoria do bem estar físico, psicológico e social dos participantes, minimizando suas dores, melhorando a mobilidade, buscando a autonomia nos movimentos e promovendo melhoras no condicionamento físico dos participantes, em alguns casos dando dignidade para pessoas com limitações, assim como, capacitar os discentes curriculares bolsistas e não bolsistas. Palavras-chave: autonomia, esporte, saúde, inclusão social