Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

Portal de Conferências da UFRJ
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    Atenção psicossocial e pedagógica no contexto da Assistência Estudantil: possibilidades e desafios

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    Este trabalho busca contribuir com as discussões no campo da Assistência e Permanência Estudantil, divulgando uma experiência de trabalho com foco na atenção psicossocial e pedagógica junto aos estudantes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), uma universidade multicampi com departamentos na capital e interior do estado. As políticas de Assistência e Permanência Estudantil envolvem um conjunto de ações voltadas para apoiar a trajetória acadêmica dos estudantes e evitar sua evasão. São fundamentais para possibilitar a permanência de discentes oriundos de contextos de vulnerabilidade social, tradicionalmente excluídos desses espaços, e que chegam na universidade com necessidades materiais, pedagógicas, emocionais e simbólicas. Diante disso, as ações de assistência estudantil se mostram cada vez mais necessárias, pois não é suficiente favorecer o acesso, mas também apoiar a permanência do aluno até a conclusão da graduação. Entre as ações que precisam ser contempladas estão o apoio psicossocial e pedagógico, campo de trabalho da Equipe Multidisciplinar de Atenção ao Estudante (EMAE), que está inserida na Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAES) da UNEB, e é composta por psicólogas, assistentes sociais e psicopedagoga. Este trabalho objetiva refletir sobre as possibilidades e desafios da atenção psicossocial e pedagógica, a partir da atuação da EMAE e do contexto da UNEB. Trata-se de um relato de experiência, que se caracteriza, principalmente, por realizar uma descrição de uma intervenção vivenciada. Os resultados apontam como possibilidades: a atuação na perspectiva de acolhimento, psicológico, social e psicopedagógico, para escuta de demandas e proposições de intervenções, conforme as especificidades de cada profissão; a articulação com outros setores da universidade e setores externos; além do desenvolvimento e apoio a projetos no campo da assistência e permanência estudantil. Indicam também os desafios de atuar no contexto da multicampia da UNEB, com uma equipe de profissionais reduzida, e sem representação em todos os campi da universidade, o que limita a ampliação das ações, além de dificuldades relacionadas ao contexto de precarização das políticas públicas. A partir disso, conclui-se que a assistência e permanência estudantil deve considerar não apenas os aspectos materiais, mas também as dimensões psicossociais e pedagógicas, e suas ações na UNEB devem ser fortalecidas, tanto a nível preventivo e coletivo, quanto com a constituição de equipes multidisciplinares locais. Por fim, ressalta-se a importância de fortalecer a luta pela educação superior gratuita e pela oportunidade de acesso e permanência estudantil. Palavras-chave: Assistência Estudantil; Permanência Estudantil; atenção psicossocial; equipe multidisciplina

    Suporte social da espiritualidade/religiosidade para vítimas de violência nas universidades: uma abordagem alternativa para o enfrentamento

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    Em 2002 a OMS definiu a violência como o uso intencional da força ou poder em uma forma de ameaça ou efetivamente, contra si mesmo, outra pessoa, grupo ou comunidade, que pode ou não ocasionar lesão, morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento ou privações. No meio universitário, sendo um local de extrema socialização natural, os episódios de violência embora divulgados nas mídias, poucos são efetivamente denunciados, e é necessário entender como ocorrem os amparos às vítimas, caso aconteçam. Também se constituem como desafios atuais na assistência às vítimas, a integralidade no atendimento e a importância da equipe multidisciplinar como tentativa de construção dessa perspectiva, não apenas para quem presta o serviço, mas fundamentalmente na formação profissional. Faz-se necessário esboçar como uma equipe multiprofissional e universidade podem atuar. Nesta ótica, onde estudos sinalizam a importância da espiritualidade/religiosidade (E/R) como fator de resiliência ante vários enfrentamentos, podem, também, corroborar neste auxílio. Por convenção, espiritualidade é o estímulo que nos conduz à transcendência, verticalmente com um sagrado, e horizontalmente com o outro e, religiosidade é um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos projetados para auxiliar a proximidade do indivíduo com um sagrado e/ou transcendente. A proposta tem como objetivo criar um fórum permanente acerca da E/R como contributo para o enfrentamento de toda e qualquer situação de violência. Destaca-se, portanto, na relevância desta abordagem, uma ferramenta a mais sob a perspectiva interdisciplinar de auxílio ao público que se destina. Assim, imprime-se no escopo: rodas de conversa, troca de experiências e exposição de evidências científicas positivas entre os membros do grupo, convidados com suas expertises e pessoas vulneráveis que voluntariamente queiram participar. Para tais ofertas, a modalidade destes encontros poderão ser presenciais, online ou híbridos. Como resultado, espera-se gerar reflexões de modo a contribuir sobremaneira em possíveis intervenções com a finalidade de subsidiar não somente o acolhimento sob a forma de política pública, mas também a inserção de disciplinas que abordem tais temáticas. Para avaliação dos debates, serão elaborados questionários internos e anônimos, como indicadores de desempenho, e que serão entregues aos membros partícipes das rodas de conversa. As perguntas avaliarão se os debates foram benéficos, se o convidado apresentou de forma clara, e ainda sugestões de temas e afins. Os resultados esperados serão balizados para melhorias destes debates e também para produzir proposições para fomento de políticas públicas efetivas de inclusão e auxílio às vítimas/familiares de violências, preconceitos e discriminações

    A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: aspectos de sua configuração

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    O presente trabalho apresenta resultados da pesquisa sobre o trabalho das assistentes sociais na assistência estudantil da rede federal do Rio de Janeiro, realizada pelo Núcleo de Mapeamento e Articulação em Ruptura - o Serviço Social na Assistência Estudantil e o Núcleo de Estudos da Educação e Assistência Estudantil, no período de 2017-2019. O objetivo é compartilhar aspectos da organização desta política nas Instituições Federais de Ensino (IFEs) que, no nosso recorte, inclui quatro universidades e quatro instituições da Rede Profissional Tecnológica. No geral, essa política encontra-se subordinada à Pró-Reitorias e Diretorias e a maioria dessas instituições possui regulamentação específica, conforme exigência do Decreto nº7234/2010 (Decreto PNAES). As ações se estruturam por meio de auxílios pecuniários, conforme os eixos estruturantes do PNAES, em alguns casos, utilizando quase a totalidade do orçamento para esse fim. São condicionantes para a manutenção das bolsas/auxílios: frequência, inscrição em disciplinas, coeficiente de rendimento e participação em atividades acadêmicas, havendo variações em cada IFE. Não há uma estrutura básica comum, desde nomenclatura até valores, durabilidade e renovação. Observamos que os 10 eixos não são integralmente atendidos e supomos que, naqueles com ações existentes, há uma aparente insuficiência do atendimento das necessidades estudantis, dado o caráter focalizado da maioria das ações. Na ausência de uma política nacional que estruture a implementação dos referidos eixos, há uma considerável disparidade na forma como são atendidos.A organização desta política configura um processo de trabalho para os profissionais envolvidos, sobretudo, para as assistentes sociais que compõem a maior parcela das equipes e são a principal referência na execução dos editais. O fato desta categoria profissional aparecer em maior número no total das instituições pesquisadas expressa a tendência de redução da assistência estudantil à bolsificação, o que gera um grande volume de trabalho. A requisição institucional pelo atendimento das demandas estudantis via bolsas/auxílios se sobrepõe a outras demandas que não se relacionam nem se esgotam nesse formato de política. Na ótica das profissionais, há outros fatores que incidem na permanência e que refletem as demandas estudantis. Estes ultrapassam os eixos PNAES e demandam ações mais efetivas que podem exigir a articulação com outras políticas setoriais. Além disso, envolvem mecanismos discriminatórios que também são reproduzidos na própria estrutura das IFEs, tais como, racismo, machismo, homofobia, etc..  Assim, as profissionais de cada instituição destacam aspectos que são apresentados pelos estudantes e reforçam a necessidade de ampliação da cobertura dos serviços apresentados

    Capacitação e Pesquisa em Gerenciamento de Resíduos Eletroeletrônicos (CPGREE)/LIpE: a extensão universitária como ferramenta para a formação no gerenciamento de resíduos eletrônicos

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    O presente trabalho trata de um estudo sobre o projeto de extensão denominado “Capacitação e Pesquisa em Gerenciamento de Resíduos Eletroeletrônicos (CPGREE)”, desenvolvido no âmbito do Laboratório de Informática para Educação da UFRJ (LIpE/UFRJ), tendo como fundamento a otimização e a reciclagem de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, para fins educativos e sociais. Este trabalho foi realizado no sentido de identificar a relevância do referido projeto em termos de redução de impactos ao meio ambiente, conscientização social e geração de renda. Para tanto, optou-se pela adoção da entrevista semiestruturada, com o objetivo de investigar os pontos de interesse relativos às ações desenvolvidas pelo projeto. No que tange à elaboração do roteiro de entrevista, optou-se, em sua primeira parte, por seguir os seguintes eixos: visão geral sobre o projeto; seu objetivo e importância; quando e como surgiu; e o significado social. Em sua sequência, o roteiro foi desenvolvido em torno de subeixos específicos, organizando-se a partir da fragmentação dos discursos, tais como: os desafios na implementação do projeto; os impactos positivos para a sociedade; quais as tecnologias sociais aplicadas; as pessoas envolvidas e os seus papéis; as parcerias que ajudaram na concretização do projeto; e os desafios para o futuro. Nesse intento, foram entrevistados os participantes do projeto, dentre eles os extensionistas e o coordenador da ação. Quanto à análise dos dados, suas falas foram articuladas com base nos diferentes eixos e subeixos temáticos. O trabalho contém a apresentação dos dados coletados, sua respectiva análise e os resultados alcançados. Como principais resultados, foi possível verificar, a partir do modo de operar do grupo envolvido, a importância de ampliar o debate sobre a reciclagem dos resíduos eletroeletrônicos, rumo à conscientização das pessoas em relação ao descarte dos artefatos tecnológicos de maneira responsável, como forma de não prejudicar o meio ambiente e a saúde de todos os seres vivos que habitam o planeta. Além disso, foi possível captar a ideia de que, na ênfase da reciclagem, o elemento mais importante para os envolvidos no projeto é exatamente o reuso das peças de tais equipamentos, o que se faz por meio de treinamentos e cursos, como forma de prover uma destinação positiva, em lugar do descarte indevido, além de alertar para os perigos inerentes ao manejo desses componentes.   Palavras-chaves: extensão universitária; gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos; reciclagem

    O trabalho pedagógico na relação com a divulgação científica no Centro de Ciências e Planetário do Pará

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    O Centro de Ciências e Planetário do Pará “Sebastião Sodré da Gama” - CCPPA, vinculado a Universidade do Estado do Pará – UEPA, fundado em 30 de setembro de 1999, tem como missão difundir, promover e aplicar o conhecimento em ciências, principalmente em astronomia, visando um maior desenvolvimento científico sociocultural da população paraense. De acordo com a resolução CNE/ CP n 1/2006, o profissional da pedagogia tem novos espaços de atuação, necessitando de competências e habilidades para atuar dentro e fora dos espaços formais e não formais de ensino, bem como, capacidade de liderança e planejamento. Como pedagogas do CCPPA, estamos buscando novos conhecimentos para subsidiar a formação dos estagiários que atuam nesse espaço. O CCPPA conta com 25 estagiários das seguintes áreas: química (06), física (06), biologia (06), matemática (04) informática (01), jornalismo (01), libras (01) pedagogia (01). Esses estagiários têm como atribuição principal criar, por meio da mediação, a divulgação científica entendida como o conjunto de atividades que pode ser realizado com a finalidade de aproximar o público amplo da produção científica. Logo, democratizam o acesso ao conhecimento científico e criam possibilidade de uma alfabetização científica, onde os visitantes tenham a capacidade de discutir assuntos que impactam de alguma forma na sociedade. O processo de mediação deve ser claro e bem explicado, podendo ter um formato flexível e adequado às todas as idades. Para isso, organizamos um planejamento anual com formações diversas. Dessa forma, vão desde ao conhecimento do desenvolvimento biopsicossocial das crianças até a montagem e desmontagens de telescópio. Nas formações ressaltamos que o processo de mediação não pode ser estático, pelo contrário, é importante dinamizar as estratégias, adequando ao público visitante. Usou-se como instrumentos de coleta de dados a observação participante e os relatos dos estagiários. na qual um dos relatos pontua que estagiar no CCPPA tem permitido obter conhecimentos por meio de um aprendizado técnico e humano, com o objetivo de observar e aplicar os conhecimentos adquiridos em seu dia a dia e agregando conhecimentos e experiências que serão relevantes para seu crescimento acadêmico e profissional. Concluímos que o planejamento e a formação junto aos estagiários proporcionando o diálogo, a superação das dificuldades, as descobertas de novas práticas educativas, a autonomia, e sobretudo, o respeito e a ética profissional, contribuem não somente para sua carreira profissional, mais, sobretudo, para a sua vida pessoal.Palavra-chave: museus, planejamento, estagiários, mediação.

    Núcleo de apoio à produção cultural da UFRJ (NAPROCULT): o relato de uma experiência da extensão universitária na cooperação de redes para a garantia de exercício dos direitos culturais e democratização de acesso à formação de profissionais da cultura

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    Introdução O Núcleo de Apoio à Produção Cultural da UFRJ (NAPROCULT/UFRJ) é um projeto de extensão, criado em 2018, que desenvolve ações gratuitas de formação em cultura e trocas de metodologias com agentes culturais de diferentes realidades: artistas, produtores, representantes de movimentos sociais, universidades, fóruns, instituições culturais e secretarias de cultura. Propõe-se apresentar como essa experiência contribui com a articulação de parcerias e a cooperação de redes para a garantia de exercício dos direitos culturais e democratização de acesso à formação de profissionais da cultura. Fundamentação Apesar da expressa previsão constitucional de dever do estado promover a todos a garantia do pleno exercício dos direitos culturais (CF/88), nota-se a instabilidade institucional para a formulação e implementação de políticas públicas culturais, agravada especialmente a partir de 2016 no âmbito federal, com ameaças de extinção do Ministério da Cultura, que acabou se concretizando em 2019. Foi nesse contexto de grande incerteza ao setor cultural que o NAPROCULT/UFRJ foi criado e vem desenvolvendo ações de formação a profissionais da cultura, buscando facilitar o acesso a estratégias que viabilizem a continuidade e potencialização de suas práticas culturais e, assim, exerçam seus direitos de expressão e manifestação cultural. Ressalta-se que durante a pandemia da COVID-19, o projeto ampliou a sua atuação nacionalmente e fortaleceu sua rede de parcerias com fóruns, conselhos e secretarias de cultura e educação de diferentes regiões do país. Objetivos Compartilhar a experiência do Núcleo de Apoio à Produção Cultural da UFRJ, como uma perspectiva da extensão universitária enquanto potencialidade para a articulação e integração de políticas públicas culturais, especialmente voltadas à formação de agentes e gestores culturais. Metodologia Os resultados parciais apresentados são obtidos a partir da análise das informações enviadas nos formulários de consultorias do NAPROCULT/UFRJ, bem como pelo levantamento do histórico já publicado em redes sociais do projeto sobre as oficinas realizadas em parceria com outras instituições culturais, fóruns, conselhos, universidades e secretarias de cultura. Resultados O projeto já recebeu mais de 3.290 agentes culturais, com destaque a um importante movimento de interiorização no Estado do RJ e demais regiões do país. A iniciativa, que em 2019 já havia recebido o prêmio Diploma Heloneida Studart da Comissão de Cultura da ALERJ, também foi contemplado com a Medalha de Ordem do Mérito Cultural Carioca em 2021. Já são 59 municípios do estado fluminense, 22 Estados representando todas as regiões do Brasil e DF, que contaram com o apoio do NAPROCULT.

    Noções Básicas em Primeiros Socorros - Capacitação para os Servidores da UFRJ.

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    O Curso Básico em Primeiros Socorros visa capacitar o número máximo de servidores da UFRJ participantes em como proceder em acidentes e em situações de urgência/Emergência nos locais de trabalho. Aprendendo a tomar decisões acertadas no que se deve ser feito nesses casos e também no que não deve ser feito para evitar o agravamento de lesões.Ainda é pequeno o número de servidores devidamente treinados e o intuito do curso de capacitação é poder atingir um número importante de pessoal treinado para que em caso de acidentes, o primeiro socorro seja prestado de maneira correta e eficiente.

    Organizações públicas nas redes sociais: o uso de memes como ferramenta de divulgação científica

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    Em um contexto no qual cada vez mais organizações públicas e cidadãos encontramse conectados à internet, cabe às instituições divulgarem informações de interesse público e derelevância social. Também, a produção e a popularização do conhecimento científicoproduzido nas universidades federais podem ser vistas como uma contrapartida pelo que éinvestido nestas instituições. Um recurso estratégico são os memes. Os memes são capazes dereunir humor e contextualização com as referências culturais do público, além de sereminovadores, em comparação à linguagem comumente adotadas em organizações públicas. Autilização de memes para fins de divulgação da produção científica pode resultar em maiorengajamento da audiência com perfil que faz uso deste tipo de recurso, dado sua potencialidadede viralização e reconfiguração. Como resultado, espera-se que os públicos que acessem osconteúdos tenham maior compreensão acerca da ciência produzida nas universidades, visto queos memes são de fácil entendimento e popularização nos espaços onde circulam. Este trabalhoobjetiva, portanto, demonstrar que o uso de memes pelas universidades públicas pode ser degrande valia para a divulgação de conteúdos de divulgação científica no âmbito das redessociais. Metodologicamente, será feita a observação da página oficial do Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação (MCTI) na rede social Instagram, a fim de que seja possível identificaras estratégias comunicativas utilizadas por este órgão nessa rede no que se refere aos conteúdosde divulgação científica que possuem memes como ferramenta de interlocução. A escolha destapágina deve-se ao fato de ser uma página oficial, que representa um Ministério no âmbito dopoder executivo federal e que já se utiliza de memes no Instagram para a divulgação deconteúdos relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Para tanto, será feita a observaçãodurante o período de dez dias das publicações da página do MCTI no Instagram, observandoas publicações que: (a) possuam conteúdo de divulgação científica; e (b) utilizem memes emseu discurso comunicativo. Após a coleta de dados será feita a classificação destes, conformeseu engajamento, ou seja: número de visualizações, curtidas e comentários na rede. Osresultados encontrados contribuirão para a produção de um manual de divulgação científicanas redes sociais através de memes, produto comunicativo resultante do trabalho desenvolvidopelas autoras atualmente, que futuramente será compartilhado com todas as universidadespúblicas brasileiras por meio digital

    Orientações em Data Science na gestão cultural

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    A proposta de comunicação foi pensada no contexto da minha atuação profissional como técnica em assuntos educacionais, focada na gestão e produção cultural. Destaco meu envolvimento na divulgação e popularização do edital de apoio a eventos estudantis, em vigor desde 2012 com exceção do ano de 2020 devido à pandemia. Minha atuação no edital começou em 2017, quando fui designada para a Superintendência Geral de Políticas Estudantis (SuperEst), responsável por administrar recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) visando a permanência dos alunos no ensino superior público. O ineditismo desta análise advém da pesquisa realizada entre os anos de 2016 a 2018 na UFRJ que visava subsidiar a transformação da então Superintendência de políticas estudantis, relacionado ao gabinete do reitor da UFRJ, em uma Pró-reitoria de políticas estudantis(PR7/UFRJ). Nesta foi feita a consulta a sites de instâncias ligadas ao campo da assistência estudantil, sendo verificada a inexistência de ações culturais em diferentes universidades. Destaca-se que este é um dos eixos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) que desde 2010 prevê o estímulo ao desenvolvimento de atividades culturais.De forma a contribuir com a gestão cultural no âmbito da assistênca estudantil buscaremos apresentar o esforço de criação e organização de uma base de dados com as informações do edital de apoio a eventos dos estudantes que incentivam a autonomia de ações esportivo-culturais na universidade.O Edital de Apoio a Eventos do Estudante tem como objetivo principal viabilizar a realização de eventos de natureza técnico-científica, artística ou cultural dentro da UFRJ, organizados pelos próprios alunos, por meio de recursos financeiros provenientes do PNAES. Conforme relatado no Relatório de Gestão da DECULT de 2017, a alocação de recursos do PNAES para este edital visava, sobretudo:"A promoção do acesso dos alunos da universidade às atividades culturais, reconhecendo que a formação deve transcender os limites puramente acadêmicos. Esses eventos se tornavam oportunidades de interação para os alunos, contribuindo para seu desenvolvimento humano e acadêmico, tanto para os organizadores quanto para os participantes que compareciam." (SUPEREST/DECULT, 2017)Nesse contexto, na preparação do edital para o ano de 2017, a equipe procurou aprimorá-lo com base nas discussões sobre políticas culturais no Brasil ocorridas na década de 2000. Essas discussões enfatizavam programas e ações governamentais que incentivavam a participação de grupos sociais anteriormente excluídos da esfera política e da produção cultural. Um exemplo relevante foi o "Seminário Cultura para Todos", do Ministério da Cultura, que propôs debater o fomento à cultura com segmentos da sociedade civil, empresariado e gestão pública local.Outra influência significativa para o projeto foi o plano de cultura da UFRJ, apresentado na Revista "Você Faz Cultura". Este documento-síntese, de responsabilidade do Fórum de Ciência e Cultura, incluiu discussões conduzidas na UFRJ em favor de uma política cultural na universidade. Entre as diretrizes delineadas, a definição dos direitos culturais, que abrangia desde o direito de preservar, expressar e criar formas culturais singulares até o acesso à arte e cultura universais, parecia fundamental ao considerar as ações no âmbito da assistência estudantil. Além da simples apreciação de locais culturais estabelecidos, havia a defesa da expressão cultural individual.O diferencial do edital do estudante residia no reconhecimento das iniciativas dos próprios estudantes para realizar eventos na universidade, sem a exigência de supervisão de um professor ou tutor. Isso constituía um espaço importante para fomentar a cidadania cultural, promovendo a ideia de que todo cidadão é capaz de produzir cultura, como um agente transformador de símbolos. Também incentivou a participação dos alunos nas decisões políticas e na gestão pública da cultura.Além disso, como objetivo secundário, o edital buscava promover a autonomia dos alunos na gestão dos recursos financeiros, ainda que de forma limitada. Isso incluía a responsabilidade pelo uso do dinheiro público, com a avaliação dos itens escolhidos, a necessidade real deles, o acompanhamento dos processos de compra e a prestação final de contas. Os alunos também deveriam explicar como a realização do evento não apenas aconteceu, mas também como impactou sua formação acadêmica.Importa dizer que os projetos passam por uma avaliação de uma comissão multidisciplinar composta por servidores da DECULT e de outras instâncias da UFRJ. Trata-se de uma avaliação que considera vários critérios, como a consistência e o conteúdo dos projetos, sua relevância social para a comunidade acadêmica e externa, originalidade e inovação, condições de financiamento e execução, adequação do orçamento e viabilidade de execução de acordo com o cronograma.As Orientações em Data Science nos ajudou a organizar um sistema de gestão de dados que possibilitou a análise de informações como: número de inscrições por ano; áreas temáticas mais populares e valor do apoio financeiro concedido. A ênfase da nossa apresentação é como o exame minucioso dos dados históricos do edital foi fundamental para identificar oportunidades de melhoria, vist que com base nas informações coletadas, implementamos uma série de ações, incluindo: aumento da divulgação do edital para alunos de cursos de exatas e biológicas; incentivo à realização de eventos relacionados a outras áreas do conhecimento e ampliação do valor do apoio financeiro.

    “GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM MACAÉ – RJ: O CASO DO NUPEM-UFRJ”.

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    Os resíduos dos serviços de saúde (RSS) correspondem 1 a 3% dos resíduos urbanos, mas configuram um risco à saúde humana e ao meio ambiente, por possuírem alta capacidade de infecção e contaminação, dentre outros, resíduos radioativos, microbiológicos e patogênicos. Os RSS são regulamentados pela Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) nº 222 de 2018 (BRASIL, 2018). Essa legislação define como serviços de saúde aqueles relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os estabelecimentos de ensino e pesquisa. O Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade - NUPEM/UFRJ promove o tripé universitário, de forma interdisciplinar, incluindo atividades relevantes nas ciências da saúde, que propiciam a geração de resíduos de diferentes tipos, incluindo resíduos potencialmente infectantes, químicos e perfurocortantes. Porém, apesar de fazer a gestão de seus resíduos, até o presente o NUPEM não possui um Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), conforme preconizado pela legislação. O PGRSS é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos e suas etapas. Deve considerar as características e riscos dos resíduos, as ações de proteção à saúde e ao meio ambiente e os princípios da biossegurança e contemplar medidas de envolvimento coletivo. O planejamento do programa deve ser feito em conjunto com todos os setores definindo-se responsabilidades e obrigações de cada um em relação aos riscos. Este estudo de caso objetiva analisar a situação do gerenciamento de RSS gerados nos laboratórios do NUPEM/UFRJ, a fim de se compreender os procedimentos e ações atualmente realizadas, a observância do cumprimento das obrigações legais em vigor e elaborar o PGRSS da Instituição. Está sendo realizada a revisão bibliográfica e pesquisa documental, análise territorial dos espaços do NUPEM/UFRJ que geram RSS, através de consulta aos dados institucionais e observação da instituição. Serão aplicados questionários e entrevistas - após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) - com os responsáveis pelas áreas geradoras. Os dados obtidos serão analisados quanto a conformidade à legislação e normativas em vigor. Mediante essas informações e à luz das pesquisas teóricas e prática, pretende-se elaborar o PGRSS de acordo com as especificidades e realidade do NUPEM, juntamente com os membros da instituição envolvidos com a gestão de RSS. Espera-se obter uma redução na geração dos RSS do NUPEM; a conformidade com as normas e leis que regulam a gestão de RSS; a minimização de potenciais riscos ambientais e à saúde

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