Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

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    A DIGITALIZAÇÃO DE OBRAS RARAS COMO RECURSO PARA GARANTIR O ACESSO A MEMÓRIA: PROJETO DE DIGITALIZAÇÃO DOS PROGRAMAS DE ENSINO DO SÉCULO XVII AO XX DA ESCOLA POLITÉCNICA DA UFRJ.

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    A Biblioteca de Obras Raras do Centro de Tecnologia (BOR/CT) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) guarda, em seu acervo, obras preciosas de grande importância histórica para a Engenharia nacional, assim como obras importantes para a memória institucional, uma vez que grande parte dessa coleção é oriunda das antigas instituições de ensino brasileiro estabelecidas na época do Brasil colônia. Por ser considerada raro pela sua importância histórica e mediante a grande necessidade de preservar e de dar acesso a esse material, BOR/CT vem elaborando, com base no manual de digitalização do Sistema de Biblioteca (SIBI/UFRJ), um projeto para iniciar o processo de digitalização de parte do seu acervo, projeto este que visa salvaguardar e preservar seus originais, garantindo assim integridade, guarda, conservação, segurança e facilidade em sua recuperação. Apesar de ser uma técnica muito utilizada em bibliotecas e por mais que o processo de digitalização de obras raras seja uma possibilidade de preservação da memória, é necessário que este seja muito bem pensado e estruturado, pois ao manusear obras deste acervo, que são frágeis e de alta sensibilidade, há a necessidade de muito cuidado e atenção, já que qualquer má interferência pode causar danos permanentes e até mesmo a perda sua perda.Palavras chaves: Digitalização; Biblioteca,  Obras raras; Preservação, Memória

    A luta pela Universidade Necessária: contribuições na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

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    O trabalho apresenta um resumo das experiências do Projeto de Extensão Universidade Necessária desenvolvido na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, visando contribuir para um debate mais amplo sobre a função social da Universidade no âmbito dos temas ligados à Educação e Ciências Sociais. O Projeto leva o nome de um livro escrito por Darcy Ribeiro e recuperado por outros autores que defendem que a Universidade deve estar a serviço da maioria da população, ou seja, da classe trabalhadora, e dedicada à superação do subdesenvolvimento e da dependência, assim como do colonialismo cultural e científico aos quais estamos submetidos. Buscando contribuir modestamente com essa perspectiva, o Projeto estabeleceu como prioridades a realização de ações que proporcionassem aos participantes uma melhor compreensão da realidade brasileira e latino-americana no contexto mundial, a valorização da cultura desses povos e a aproximação da Universidade com a comunidade. Nesse sentido, o Projeto de Extensão desenvolve cinco objetivos que se viabilizam metodologicamente por meio de cinco ações. A primeira trata-se das “Atividades de Formação”, que se concretizam por meio de cursos e eventos como o “Café com Política”, que já tratou de diversos temas relevantes e organizou atividades culturais. A segunda ação é intitulada “Universidade de Todos e Todas”, por meio da qual são levados estudantes e professores da Educação Básica para conhecer a Universidade, sua estrutura, cursos, formas de ingresso, acesso e permanência. Na ocasião das visitas, também é debatido com esse público a necessidade do acesso universal à Universidade Pública, como propõe os autores que dão subsídio teórico ao Projeto. A terceira, chamada “Biblioteca Colaborativa do Pensamento Crítico”, visa promover o incentivo à leitura e o conhecimento sobre autores brasileiros e latino-americanos, especialmente. Para tanto, realiza divulgações, empréstimos e doações de livros, além de grupo de leitura coletiva. A quarta ação é denominada “Núcleo da Auditoria Cidadã da Dívida”, dedicada à difusão de informações sobre o Sistema da Dívida Pública brasileira e seus impactos na sociedade. A quinta ação, “Apoio a Organizações e Demandas Populares”, é a que possibilita, sempre que necessário, a realização de campanhas como arrecadação de alimentos, roupas ou atendimento a outras demandas que aproximam a Universidade das camadas mais populares da sociedade em suas necessidades mais imediatas. Na execução dessas cinco ações temos logrado avançar na formação crítica dos estudantes e o fortalecimento do vínculo da UFMS com a comunidade local e o debate sobre grandes temas nacionais.  Palavras-Chaves:Universidade Necessária; Acesso à Universidade; Educação Superior; Extensão Universitária; Dívida Pública

    São Januário: o estádio do Vasco é a casa do povo

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    O tema e objetivo desse trabalho é revelar como a construção do Estádio de São Januário e o Clube de Regatas Vasco da Gama alcançaram grande representatividade na luta contra o preconceito e na popularização do futebol frente a uma elite seletiva que impedia negros, pobres e operários de fazerem parte desta tão emblemática manifestação dos povos chamada futebol. Veremos a sua relação com as conquistas dos direitos dos trabalhadores durante o governo de Getúlio Vargas e como o presidente alçou o Estádio de São Januário como tribuna para falar a todo povo brasileiro. Nele, conheceremos as conquistas que obtiveram os trabalhadores durante o governo de Getúlio, fortalecendo mais ainda São Januário como um lugar histórico de transformações sociais. Lugar também de expressão cultural, mais precisamente da cultura musical popular

    Projeto Patrimônio Cultural: lugares de saberes e memórias

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    O Projeto sobre Patrimônio Cultural teve início no CAP UFRJ, entre 2017 e 2019, com estudantes do Ensino Básico, e vem sendo trabalhado pela Coordenação de Educação e Cultura do SINTUFRJ, através de Curso de Capacitação. Acredita-se que trabalhar a educação patrimonial é ampliar os saberes dos trabalhadores ou estudantes, num universo de conhecimentos sobre os bens de seus antepassados e a riqueza da sua identidade cultural. É vivenciar manifestações populares, crenças e tradições promovendo o respeito à diversidade cultural. Contribui para fortalecer a valorização simbólica ou material de um povo, permitir a continuidade das tradições manifestadas por um grupo social, ou individualmente, garantido a construção de novos saberes, e preservando a existência do conhecimento já construído. Neste sentido, patrimônio cultural pode ser uma ferramenta para a formação da cidadania e construção de saberes entre os trabalhadores, em especial da educação. Com isso, podemos nos apropriar de museus, monumentos históricos, arquivos públicos, bibliotecas, grupos sociais, territórios políticos, entre outros espaços, objetos materiais ou momentos investidos de uma aura simbólica a qual o historiador francês Pierre Nora intitula de “lugares de memória” (1993). Neste sentido, o projeto promove visitações aos Patrimônios Culturais, inclusive, os da UFRJ, nos locais da cidade do Rio de Janeiro e na região do sudeste e traz mais uma possibilidade para a “leitura de mundo” e das coisas produzidas pelo indivíduo em sua vida quotidiana, como ressalta (Paulo Freire, 1994), “uma alfabetização cultural” que ajude o sujeito-histórico na sua formação enquanto cidadão e contribua para despertar um sentimento de pertencimento à sua identidade cultural. Ao se defrontar com diversas linguagens, o indivíduo passa a ter um olhar diferenciado sobre o mundo que o cerca, abrindo possibilidades de construir um pensamento crítico sobre as novas realidades a ele apresentadas. Esta provocação o oportuniza a fazer inferências sobre a sociedade em que vive, já que ele se reconhece como sujeito histórico. Dar ao trabalhador/estudante a oportunidade de vivenciar esta experiência, possibilitando a apropriação e, por conseguinte, a transmissão delas aos outros interlocutores. Sair para além do ambiente de trabalho, ou para além dos muros da escola são caminhos que levam os trabalhadores/estudantes a uma visão mais ampla de mundo, permitindo-lhes novas experiências de vida, elementos fundamentais para a construção de saberes ainda não constituídos. É neste movimento de conhecer novas realidades, a partir de experiências concretas, que o estudante/trabalhador pode formar novos conceitos e, a partir deles, percebe-se como sujeito histórico capaz de se tornar lutador de pelos seus direitos enquanto cidadão. Levar os trabalhadores/estudantes ao encontro desses patrimônios culturais é considerar que as inteligências sejam múltiplas e que vão além de desenvolver a habilidade do campo do fazer técnico

    TRADUTORES INTÉRPRETES DE LIBRAS: UMA CARREIRA EM CONSTRUÇÃO ATUAL CONJUNTURA DOS CARGOS

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    A atual conjuntura da profissão dos Tradutores Intérpretes de Libras – Português-TILSP no Brasil, vem ganhando protagonismo e destaque no cenário das políticas educacionais. No entanto, há questões que precisam ser debatidas ao que se refere a carreira, processos formativos e reestruturação dos cargos. Deste modo, pensando na inovação, buscando refletir sobre melhorias ou mudanças que colaborem para o avanço e o progresso da carreira realizei uma pesquisa no Portal da Transparência do governo federal. Tal motivação sucedeu em razão de uma investigação documental e levantamento de dados para a construção de uma tese de doutorado. O mapeamento e a leitura dos dados encontrados culminou na análise reflexiva que suscitou interesse ao tema e na construção deste texto. A pesquisa foi realizada no mês de abril do ano 2023, almejando saber a quantidade TILSP, quantas e em quais instituições de ensino estão lotados? Qual seu enquadramento funcional? Média salarial entre as categorias existentes, entre outras informações. De posse dos dados encontrados, foi realizado uma filtragem, e as informações transformadas em gráficos com os saldos da pesquisa a serem compartilhados no GT 19 que versa sobre o panorama atual e perspectivas do trabalho dos tradutores, intérpretes e guias-intérpretes de Libras - Língua Portuguesa nas Instituições Federais de ensino. Assim, com esse ressumo objetiva-se propor esse debate em busca de compartilhar tais informações sobre a carreira dos TILSPs, e a atual conjuntura do cargo. Fomentar investigações sobre os processos formativos a partir dos levantamentos bibliográficos e documentais em fontes digitais confiáveis como: a Plataformas Brasil-PB[1] nos possibilita saber, compartilhar e propor um diálogo a respeito de uma realidade que poucos conhecem, inclusive com outros colegas de profissão. [1] http://plataformabrasil.saude.gov.br/login.js

    Ferramentas tecnológicas, aplicativos, jogos e games aplicados à educação

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    Os jogos e as atividades lúdicas são constituintes e fundamentais para o ser humano. O jogo marca as atividades arquetípicas da sociedade humana e a acompanha desde seus primórdios. No mundo contemporâneo, as ferramentas tecnológicas, aplicativos, jogos, games e materiais interativos, quando inseridos com o devido trabalho pedagógico, apresentam a possibilidade de promover uma pedagogia diferenciada para a aprendizagem significativa. Essas ferramentas permitem criar situações dinâmicas, através e condizentes com as atuais condições e necessidades educacionais, podendo contribuir tanto para a qualificação do processo de aprendizagem dentro da sala de aula, quanto para seu prolongamento para além das paredes escolares. O presente trabalho, fruto de projeto de pesquisa homônimo, contemplado no Programa de Bolsas de Inclusão Social do Instituto Federal do Paraná, baseia-se e é desenvolvido através de uma ampla variedade de metodologias: pesquisa bibliográfica, busca ativa – seja no ambiente virtual, seja no físico –, observação experimental (teste), rodas de conversa e elaboração de tutoriais. Nele, além do estudo teórico, é realizada, pelos bolsistas e pelo coordenador, a coleta e análise de ferramentas tecnológicas e materiais interativos que possuem conteúdo educacional e/ou possam servir de base para o processo pedagógico. Tem-se como objetivo (o qual tem sido realizado até o momento) montar inventário pormenorizado e tutoriais (em redes sociais) e, através deles e das discussões promovidas pelo projeto, popularizar entre a comunidade acadêmica o uso qualificado de ferramentas tecnológicas, aplicativos, games, jogos e materiais interativos que, com o devido tratamento pedagógico, apresentem diferentes possibilidades para o contexto escolar e o processo educacional. A participação dos bolsistas no projeto tem contribuído para a compreensão do tema e para que o coordenador possa analisar diversas questões que influenciam no uso e aproveitamento das tecnologias por diferentes públicos

    Programa Universidade Para Todos - UPT/UNEB - Atuação dos Gestores de Polo - Exercício de Cidadania

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    RESUMO:   O Programa Universidade para Todos (UPT), criado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria da Educação (SEC-BA), é executado por meio de uma parceria entre as Universidades públicas baianas dentre elas a Universidade do Estado da Bahia \ UNEB, a qual coaduna com a iniciativa voltada para fortalecer a política de acesso à Educação Superior, direcionada a estudantes concluintes e egressos do ensino médio das redes públicas municipais e estaduais, através da oferta de curso presencial, aulas e atividades envolvendo diversas disciplinas, tendo como objetivo consolidar e aprofundar conhecimentos aos alunos, preparando-os para os processos seletivos ao ingresso no ensino superior. A Uneb em parceria com a SEC desenvolve o UPT, conduzem os processos seletivos de monitores, gestores, especialistas, área administrativas, coordenação geral, pedagógica, dentre outros Assim sendo, o trabalho inicia contextualizando as contribuições dos Gestores Uneb para UPT, através da abordagem metodológica com atuação de cada gestor no Polo, onde não se teve dúvidas quanto da escolha da metodologia em ser a pesquisa-ação.  Método que agrega diversas técnicas de pesquisa social, coletiva, participativa e ativa no nível da captação da informação, o exercício da prática através das escutas, diálogos, observações, atuações exercidas por cada gestor, que perpassa por profissional de diversas áreas do conhecimento, com pluralidade de saberes. Nesse contexto, gestores comprometidos, com a execução do programa, atuação diversas através dos diálogos, ajustes a conteúdos com os especialistas, coordenação geral, com os monitores, como também ser ouvinte, mediadores dos educando vinculados ao UPT, nas suas interfaces da vida. A utilização da metodologia pesquisa-ação perpassa por atuação social, via de mão dupla gestores, alunos processo educacional, vivencias, reflexão sobre o programa UPT, seus objetivos, metas e resultados tendo em vista a preparação de aluno para participarem de seleções ao ingresso ao nível superior Assim sendo, seus objetivos visa contribuir retroalimentar a importância do Programa UPT na continuidade do processo educacional, acesso às universidades resgate da cidadania. 0s resultados alcançados com a execução do UPT é de política pública com êxito, haja vista aprovações de alunos para as Universidades fruto de um trabalho de equipe multidisciplinar onde os Gestores tem papel fundamental, contribuindo sobremaneira para o processo de continuidade educacional, exercendo, vivenciando desta forma o Estado Democrático de Direito. Palavras Chaves: GESTORES UPT UNEB CIDADANIA Autor:           Sandra Silva Lasse Cabral Co autores:  Maria das Graças Souza Gonzales Maria Izabel Pereira de Lima Sandro Santos de Matto

    Perspectivas e desafios da orientação acadêmica na SAEG/IB/CCS

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    Uma das formas de fazer um bom gerenciamento acadêmico é através da orientação aos alunos de graduação, seja com informações extraídas do SIGA, seja através de contato direto com as/os discentes via secretaria. Embora a resolução que trata do assunto na UFRJ fale da Comissão de Orientação e de um Corpo de Professores orientadores, algumas secretarias fazem esse trabalho com os técnicos lotados em suas equipes. Um dos desafios é a falta de estrutura, com equipes reduzidas e falta de estrutura definida no organograma da instituição. A maioria dos dados são extraídos do SIGA, que embora permita uma consulta bem ampla por matrícula, ano de ingresso e perigo de cancelamento, entre outros, tem dados que mudam de um dia pro outro conforme a dinâmica de registro feita pela DRE. Acreditamos que um bom trabalho de orientação, que permita um gerenciamento acadêmico adequado que também permita a proposição de políticas voltadas para a diminuição da evasão e retenção, entre outros, exija equipes mais diversificadas e com estrutura adequada dentro do Instituto. Na prática, algumas comissões de orientação acadêmico ficam atreladas às reuniões que cuidam de processos que podem ser evitados se houvesse uma abordagem preventiva. Os dados oriundos da orientação acadêmica permitiriam, inclusive ao Núcleo Docente Estruturante, pensar políticas de acesso e permanência no âmbito do curso

    O Museu Dom João VI - reabertura oficial

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    O Museu Dom João VI tem seu acervo oriundo da criação do primeiro curso oficial de artes no país, A Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), em 1816, criado por Dom João VI, monarca português. Ela permanece no centro do Rio de Janeiro, no atual prédio do Museu de Belas Artes. Em finais de 1974 a Escola é transferida para a Cidade Universitária, somente em novembro de 1979, por iniciativa do professor Almir Paredes, então Diretor da Escola de Belas Artes é oficialmente criado o MDJVI. O MDJVI desde sua inauguração sofre com desafios constantes. O primeiro espaço a ele destinado enfrentava problemas severos com umidade, infiltração, temperatura elevada e circulação de ar. Em 2005 teve um projeto financiado pela Empresa Petróleo Brasileiro (PETROBRAS), onde houve a possibilidade de buscar um novo local para dependência do Museu. No sétimo andar, salas que antes abrigavam a biblioteca da Escola, cederam espaço para o Museu. Porém ainda havia uma problemática, a metragem quadrada era inferior aos espaços anteriores. Assim surgiu a ideia de criar uma reserva técnica (RT), aberta ao público. Desta forma praticamente todo o acervo passou a ficar exposto ao público e atender de forma mais abrangente seu público-alvo, docentes e discentes da EBA. Durante este período de reorganização das dependências, de 2005 a dezembro de 2008, o museu ficou fechado ao público. O presente trabalho objetiva apresentar os desafios enfrentados após a sua reinauguração acontecida em 2008, no segundo andar do prédio. Apesar do ambiente do sétimo andar ser superiormente favorável, se comparado com o segundo andar, as questões de climatologia, umidade, temperatura, e até mesmo a organização de uma reserva técnica requerem cuidados. O principal desafio é manter a RT completamente exposta, sendo fiel aos critérios de segurança física dos objetos. Em outubro de 2016 um incêndio ocorreu no oitavo andar do prédio. O fogo ou mesmo a água dos bombeiros não chegaram ao local, mas a fuligem, adentrou. A energia e água foram cortadas e só restabelecidas por completo mais de um ano depois. Quando os problemas pareciam quase resolvidos uma pandemia surgiu. Com o término dela a bonança, o ganho de duas novas salas para 2 coleções, como desafio a curadoria destas peças. Baseado em experiências pessoais da autora, museóloga a 13 anos no MDJVI, pretende-se exibir os resultados finais de 7 anos desafiadores. Palavras chaves: Museologia, Reserva Técnic

    Narrativas de Mulheres-Mães-Acadêmicas-Servidoras Federais. Os desafios de ser uma mulher do século XXI.

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    Esta comunicação, a ser apresentada no SINTAE (UFRJ) no simpósio de “Ciências Sociais e Educação”, visa descrever uma pesquisa preliminar, parte de um projeto de doutorado. Pretende analisar os possíveis “lugares” e o “não lugares” (AUGÉ, 2004) ocupados pelas mulheres na universidade, bem como a presença e atuação das mesmas nos mais elevados graus da hierarquia organizacional. Embasados em teóricos dos estudos decoloniais por meio do viés da interseccionalidade (COLLINS,2020), serão analisados discursos sociais que atravessam o cotidiano das mães-acadêmicas-servidoras lotadas em diversas instituições de ensino na rede federal. A partir de pressupostos da História Oral, conceitos de “escritas de si” e a Parrésia (Rago,2013) e uma investigação acerca da “incentivo a qualificação” direcionado aos servidores da esfera Federal, preconizado pelo Lei Nº 8.112 /1990, pretendemos analisar as narrativas dessas mulheres. Os processos sócio-históricos da História das mulheres e estudos feministas também serão problematizados nessa pesquisa, como destacou Federici (2017) acerca da   participação feminina no processo de desenvolvimento do capitalismo, à medida que a submissão e confinamento das mesmas se mostrou como forte aliado para o desenvolvimento do capitalismo, dessa maneira, muitas mulheres são representadas por essa frase: “Não, não estamos emancipadas, estamos cansadas e em crise”[1]. Dito isso, pretendemos compreender de que maneira a prática educacional das mulheres descritas acima podem pensar uma educação como prática de liberdade (HOOKS, 2017 de modo a observar a atuação dos poderes disciplinar (FOUCAULT,1996) - e os dispositivos de gênero (ZANELLO, 2017) nas escolhas dessas docentes diante das possíveis tentativas de conciliar as múltiplas funções sociais presentes em sua vida como: trabalho remunerado, pós-graduação, maternidade etc, Portanto, nesse trabalho pretendemos analisar as possibilidades de institucionalização de projetos de educação antissexistas na educação básica desde os anos iniciais da formação do sujeito, como estratégia fundamental para a diminuição das desigualdades de gênero. Como afirmou a primeira presidente da academia brasileira de ciência, Helena Nader, uma jovem senhora de setenta anos que no ano de 2022 se tornou a primeira presidente mulher depois de 105 anos de fundação dessa instituição: “Sem educação para igualdade de gênero, nunca teremos igualdade de gênero”[2] Palavras-chave :  universidade, maternidade, gênero [1] Entrevista da autora, na íntegra neste link: https://elefanteeditora.com.br/silvia-federici-nao-estamos-emancipadas-estamos-cansadas-e-em-crise/ acesso em 22 de agosto de 2023 [2] https://www.elsevier.com/pt-br/connect/helena-nader-sem-educacao-para-igualdade-de-genero-nunca-teremos-igualdade-de-gener

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