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ESPORTE E LAZER - CONSTRUINDO UMA TRAJETÓRIA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE
Em virtude do aumento dos índices de ansiedade e do estresse na saúde mental, bem como do sedentarismo na saúde física, publicados na literatura recente e, talvez, potencializada exponencialmente com a factual pandemia do novo coronavírus, o Projeto de Extensão “Esporte e Lazer - construindo uma trajetória para promoção da saúde”, iniciado em 2022, pela Divisão de Esporte, Cultura e Lazer (Decult/PR7/UFRJ), tem contribuído para formação dos estudantes extensionistas, seja pela ampliação do universo de referência que o contexto da prática permite, seja pela compreensão diversificada e flexibilizada curricularmente em seus diferentes ângulos de formações do saber. O projeto tem como objetivo a promoção da saúde por meio de práticas corporais, além da ressignificação de espaços públicos e educacionais, criando novos vínculos, redes de proteção e sentimento de pertencimento territorial à comunidade. Ao mesmo tempo que, e não menos importante, propõe uma ação sob múltiplos olhares, em uma construção dialógica com os extensionistas, por meio de ações temáticas integradas aos saberes que compõem o Centro Multidisciplinar Macaé.A metodologia da pesquisa assumiu a abordagem qualitativa da pesquisa social. De acordo com Minayo et al. (2005), a investigação por método qualitativo trabalha com atitudes, crenças, comportamentos e ações, procurando entender a forma como as pessoas interpretam e conferem sentido às suas experiências e ao mundo em que vivem. O resumo em tese trata-se de um relato de experiência sobre a implementação de um projeto de extensão na cidade de Rio das Ostras/RJ, e sugere resultados positivos no campo observacional, além de oportunizar a operacionalidade dos compromissos éticos e solidários da universidade com a sociedade.Palavras-chave: extensão; saúde; práticas corporais; múltiplos saberes
Casa de José de Alencar – Um equipamento de extensão cada vez mais aberto ao público
Mais do que o local de nascimento do romancista José Martiniano de Alencar Filho (José de Alencar), a Casa de José de Alencar (CJA) é, desde 1964, um equipamento de extensão da Universidade Federal do Ceará. Trata-se de um complexo cultural que reúne museu, pinacoteca, biblioteca, auditório, salas de aulas e está em uma área verde de oito hectares que se localiza dentro da malha urbana da capital cearense. Em seus mais de cinquenta anos, a Casa, passou por bons e maus momentos e foi administrada por treze gestores. O mais recente foi Frederico Andrade Pontes (Fred Pontes). Servidor técnico administrativo admitido mediante concurso no ano de 2004, Fred Pontes, é graduado em administração e história, tem mestrado em história e, atualmente, cursa doutorado também e história. Inicialmente lotado na Coordenadoria de Concursos, Fred, chegou a CJA em 2009 e em 2013 assumiu a direção do equipamento. Unindo a formação em administração e história, iniciou uma série de ações e implantou projetos que visavam aumentar o número de frequentadores e, ao mesmo tempo, aproximar a CJA da comunidade que a rodeia, neste caso os moradores do bairro Messejana, especialmente, da comunidade São Miguel. Por meio de parcerias foram criados eventos como o Piquenique Literário e o Pré-Carnaval Infantil. Também foram implantadas ações voltadas para a capacitação de trabalhadores e sua inserção, ou reinserção, no mercado de trabalho. Foram criados os projetos Capoeira Cidadã e Escoteiros da Casa de José de Alencar. Aulas de música para crianças e jovens de Messejana são ministradas pelos profissionais do Instituto de Música Jacques Klein (IMJK) e uma horta comunitária é mantida pelos idosos vinculados ao Projeto Ser Amado. Além das ações e dos projetos realizados através dos parceiros, foi criada a Biblioteca O Guarani e ações culturais voltadas para as escolas de Fortaleza. Foi criado ainda um milionário (abelhas-sem-ferrão) que, atualmente, está desativado. A maioria dos projetos está em andamento e fizeram aumentar o fluxo de pessoas que visitam o equipamento. Em recente pesquisa a Casa de José de Alencar foi apontada como o terceiro equipamento cultural mais lembrado pelos fortalezenses, perdendo apenas a para ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e o Teatro José de Alencar
Radiodifusão universitária no contexto das políticas de comunicação: desafios do debate, da escrita e da prática
Há décadas a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tenta construir sua política de comunicação, documento basilar das práticas comunicacionais integradas. A mais recente dessas iniciativas partiu da Superintendência Geral de Comunicação Social (SGCOM), em um esforço de seus trabalhadores, que gerou a Portaria N° 10.596/2022 e a criação de um comitê técnico para a escrita coletiva do documento. Nomeada por tal portaria para representar o Núcleo de Rádio e TV (NRTV) do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), unidade responsável pela gestão da Rádio UFRJ, fui incorporada aos debates realizados pelo Grupo de Trabalho 4 – Comunicação Multimídia, em especial para colaborar com a redação do capítulo sobre a radiodifusão universitária. Este trabalho versa sobre tal experiência. Apoiada por literatura da área (DEUS, 2003; KISCHINHEVSKY et. al., 2018; LOPES & SOUZA, 2020), apresentei o conceito de radiodifusão universitária, compreendendo-o como um sistema comunicacional em construção e em disputa nos espaços de ensino, pesquisa e extensão, formado por mídia sonora e audiovisual, analógica e digital, realizado pela comunidade universitária de forma sistematizada, em diálogo com os pares e o público geral. Para compor a política de comunicação, propus o desenho de um sistema formado pela Rádio UFRJ e pela WebTV UFRJ, canal atualmente coordenado pela SGCOM, buscando fortalecer a parceria e o diálogo entre ambos, resguardando suas especificidades e seus modelos de gestão. No documento e na prática, esse sistema deve afirmar o compromisso com a democratização da comunicação, o interesse público, a autonomia editorial e a participação social nas instâncias deliberativas. Ainda, deve ter como princípios a informação de qualidade e socialmente referenciada, a pluralidade de vozes e de imagens, a acessibilidade, a partilha entre saberes e a divulgação científica, tecnológica, da inovação e das artes. Quais os caminhos possíveis para tais finalidades? Que transformações precisam ocorrer no ambiente laboral para que tal sistema se consolide? Referências: DEUS, Sandra de. Rádios Universitárias Públicas: compromisso com a sociedade e com a informação. Em Questão, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p. 327-338, jul.-dez. 2003. KISCHINHEVSKY, Marcelo et.al. Rádios universitárias no Brasil: Um campo em constituição. Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación, v. 15, n. 9, p. 132-142. Alaic: 2018. LOPES, Paulo Fernando de Carvalho; SOUZA, Roberto de Araújo. As rádios universitárias como espaços de fortalecimento de uma política pública em radiodifusão. Revista Midia e Cotidiano. Volume 14, Número 1, jan-abr de 2020
SISTEMA GESTOR DO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS: FERRAMENTA OTIMIZADORA DE ATIVIDADES
INTRODUÇÃO: O Programa Universidade para Todos reúne um grande contingente de pessoas, pois oferece curso preparatório para os processos seletivos Enem e Vestibular da Uneb para egressos e estudantes da rede pública de ensino. Com a experiência no trabalho da gestão de polo do Programa UPT de 2017 a 2020, notamos que do início até os dias atuais, algumas atividades foram incluídas na função do gestor, do supervisor e da coordenação em geral. Visando reduzir tarefas do gestor de polo e da equipe da coordenação do Programa, pensamos em elaborar um banco de dados no intuito de padronizar e reduzir as atividades feitas manualmente. OBJETIVOS: Agilizar as atividades da gestão; facilitar o trabalho dos gestores e equipe da coordenação; reduzir atividades manuais; reduzir possibilidades de erros humanos; conectar dados; aumentar a assertividade da equipe. METODOLOGIA ou MATERIAIS E MÉTODOS: Pesquisa empírica e qualitativa. RESULTADOS E DISCUSSÃO: pesquisando formas de facilitar a vida das pessoas com o uso da tecnologia, pensamos em desenvolver um protótipo de banco de dados online que permita que a coordenação e toda sua equipe a trabalhar de maneira mais assertiva, padronizada, organizada e conectada. A intensão é que a conexão dos dados aconteça desde a inscrição do possível cursista, a inscrição da equipe de trabalho, o envio de dados dos estudantes que receberão a isenção na taxa de vestibular da Uneb até a emissão de relatórios de gestão. CONCLUSÃO ou CONSIDERAÇÕES FINAIS: Pensamos na tecnologia como aliada para a conexão de dados, otimização, organização do trabalho e assertividade para as tarefas da coordenação do Programa Universidade para Todos. Estamos apresentando um protótipo para testes.Palavras-chave: Tecnologia. Conexão de dados. Assertividade. Banco de dados. Redução de tarefas manuais
Protagonismo Tae na extensão universitária
Palavras-chave: Extensão universitária. Protagonismo. Capacitação. Carreira. O presente trabalho versa sobre vivências educacionais do servidor técnico-administrativo em educação (Tae) na extensão universitária na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Tal participação abriu portas para a inserção social na comunidade da região gerando possibilidades e, consequentemente, avanços no nível educacional (extensão para a pesquisa) por meio da capacitação estrito senso. Com a aprovação de resoluções no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, instância superior da administração da instituição, garantiu-se carga horária na práxis para o servidor Tae da UFPR coordenar programas/projetos de extensão, com isso, criou-se ambiente favorável para a atuação, o que garantiu também os recursos institucionais como transporte e materiais para aplicação nas atividades de campo, sem prejuízo para a rotina administrativa o que muito impedia a atuação de Taes em ações institucionais para além do gabinete – que não é o caso dos servidores professores. Como resultado da inserção prática do Tae na extensão (em um primeiro momento como vice-coordenador do projeto), houve a possibilidade de interação com um grupo de artesãs no município de Antonina, litoral paranaense. As ações do projeto visavam fomentar as capacidades artesanais, sociais, laborativas para o desenvolvimento local por meio de ferramentas de empreendedorismo com a proposta de “oficializar” a criação e fortalecer a associação de artesanato na qual as artesãs vinham somando forças, ainda que com organização limitada. Para além da formalidade, o projeto colaborou por meio de cursos, rodas de conversa, inclusive abrindo portas para adquirir equipamentos e materiais para o ateliê do grupo, instigando o empoderamento das artesãs para lutar por um espaço público diante da administração municipal e assim garantir uma sala na antiga estação ferroviária, o que originou o nome do grupo das artesãs: Artesanato Estação. A participação – no campo de ação institucional – permitiu ao Tae interação e inserção no grupo de mulheres artesãs o que possibilitou espírito colaborativo na busca por direitos sociais e laborais, ratificando assim um dos princípios que norteiam a extensão: “impacto e transformação social, que visa o estabelecimento de inter-relação entre a UFPR, sua comunidade e os demais segmentos da sociedade para uma atuação transformadora, contribuindo para a formação acadêmica, os interesses e necessidades sociais, o desenvolvimento regional, econômico, social, ambiental, cultural e o aprimoramento de políticas públicas;”. No âmbito pessoal, a vivência permitiu analisar a realidade de trabalho das artesãs promovendo o despertar crítico sobre a atividade, o que levou ao interesse para avanço educacional na pesquisa acadêmica, se efetivando com a escrita de projeto de pesquisa para o processo seletivo em um programa de pós-graduação, resultando em uma dissertação sobre coletivos de artesanato do litoral paranaense, bem como a ascensão profissional.Palavras-chave: Extensão universitária. Protagonismo. Capacitação. Carreira
Caminhos para as práticas de ações afirmativas na educação básica em territórios vulnerabilizados
Após 10 anos da Lei de ações afirmativas, quais os caminhos possíveis, dentro das ações afirmativas, em busca de menos desigualdade no cenário educacional? E quando pensamos nos territórios vulnerabilizados, quais as possibilidades de atuação neste campo, no combate às desigualdades? Este trabalho busca refletir sobre esses questionamentos e sobre quais as possibilidades e impedimentos de exercer as boas práticas em ações afirmativas nos territórios vulnerabilizados. Este trabalho nasce como resultado do grupo de pesquisa e extensão Cultura Avaliativa da UFRJ. O caminho para compreender este cenário será com a seleção de escolas e identificar se estas adotam práticas de ações afirmativas. Para alcançar esse objetivo, será realizada uma investigação sistemática iniciada a partir de uma conversa com representantes das escolas selecionadas, além da análise documental dos PPPs (Projeto Político Pedagógico) das escolas selecionadas, sendo estas escolas públicas estaduais e/ou municipais de diferentes regiões do estado, considerando critérios como índice de vulnerabilidade social da região, ausência de outros projetos externos na unidade escolar, entre outros. De modo geral, espera-se compreender se os resultados obtidos estão diretamente relacionados aos desafios encontrados pelas escolas por sua localização geográfica. Em continuidade, há a oferta de realização de oficinas junto ao corpo pedagógico das escolas, a fim de propor meios de viabilizar as boas práticas de ações afirmativas, visando diminuir os impactos da desigualdade na educação, ainda que a unidade escolar se encontre em território vulnerabilizado.Palavras-chave: políticas de ações afirmativas, educação básica, território vulnerabilizado
A DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM UM PAÍS DE CAPITALISMO DEPENDENTE: acesso e permanência nos cursos superiores no Brasil Império
O presente trabalho é resultado de pesquisa de dissertação de mestrado em andamento e propõe analisar as formas de acesso e permanência nos cursos de ensino superior criados durante o Brasil Império (1808-1889), considerando as particularidades do capitalismo dependente e das relações de classe no país. A assistência estudantil (AE) é uma das medidas de democratização do ensino superior mais antigas, está prevista em quase todas as constituições federais a partir de 1934, mas apenas em 2010 será efetivamente regulamentada, ainda que por meio de um decreto. O estudo investiga como se deu o surgimento da AE no Brasil, pesquisa histórica imprescindível para compreender por que apenas em 2010 essa política será regulamentada a nível nacional. A pesquisa foi elaborada a partir de análise documental e de dados quantitativos de censos e de levantamentos realizados por diferentes instituições e o referencial teórico da investigação dialoga com o materialismo histórico por compreendermos a necessidade de particularizar a assistência estudantil sem perder os nexos com a totalidade do modo de produção capitalista. A pesquisa propugna que as políticas educacionais estão em conexão com as relações sociais, políticas e econômicas determinadas pelo capitalismo. Para tanto, resgata o debate sobre a formação histórico-social brasileira sob a perspectiva do capitalismo dependente, conceito que consideramos essencial para interpretar as contradições sociais e educacionais na sociedade de classes, sobressaindo a profunda desigualdade educacional, notadamente da juventude negra, do campo, povos originários, assim como a população que vive nas periferias e favelas do país e que, sem medidas efetivas de assistência não lograriam condições de permanência nas instituições de ensino superior. Palavras-Chaves: Assistência Estudantil, Políticas de Democratização da Universidade, Ensino Superior, Desigualdade educacional
Estudo do processo de implementação do BIM na UFRJ
A implementação do BIM- Building Information Modelling na Administração Pública é uma ação legalmente prevista, com respaldo no Decreto 9.983, de 22 de agosto de 2019, por meio do qual o Governo Federal instituiu a “Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling – BIM BR” (BRASIL, 2019). A Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos nº 14.133/2021, também recomenda a utilização do BIM, em seu Art.19, §3º. Considerando os impactos positivos potenciais, bem como as dificuldades inerentes à adoção dessa nova concepção, este trabalho aborda o processo de implementação do BIM na Administração Pública Federal, estudando as iniciativas tomadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Escritório Técnico Universitário (ETU). Para alcançar tal objetivo, esse estudo estabelece um resumo sobre o que é o BIM, apresenta as atividades em desenvolvimento no ETU no sentido de viabilizar a implementação na UFRJ, identificando os principais obstáculos, bem como ações potenciais futuras. Modelagem da Informação da Construção ou Building Information Modelling é tido como um novo paradigma para o desenvolvimento de empreendimentos de arquitetura e de engenharia, é um conjunto de políticas, processos e tecnologias combinados, e criam uma metodologia para gerenciar o processo de projetar uma edificação, coordenar as suas informações e dados, utilizando plataformas digitais através de todo seu ciclo de vida. Para atender essa demanda legal, do Decreto 9.983 e da lei 14.133/2021, o ETU precisa estudar a metodologia em questão para revisar sua política interna, adotando o BIM como parte do planejamento estratégico da instituição. Atualmente o ETU possui uma proposta de plano de ação desenvolvida pelo Núcleo BIM, criado em 2019 pela Portaria nº 5970, no qual está sendo realizado uma atualização dessa proposta para alinhamento às demandas legais e aos avanços da metodologia BIM. A proposta do planejamento de implementação desenvolvido foi descrita no Termo de Abertura de Projeto. São definidos alguns objetivos para o plano de implementação do BIM no ETU: Diagnóstico de maturidade BIM Definição dos Usos BIM Cronograma de palestras e workshops a serem realizados. Plano de Implementação Logo, o processo de implementação a ser desenvolvido precisa responder a seguinte questão: "Como o ETU precisa reestruturar o seu processo de projeto para que seja capaz de planejar, projetar e contratar em BIM? Tal resposta será buscada através de uma metodologia faseada de implantação cujo avanço estará condicionado à maturidade técnica, processual e de pessoas
Astronauta Patrusko
Este projeto propõe a criação de um protótipo de um jogo digital de exploração espacial, denominado Astronauta Patrusko, ambientado em um ambiente fictício de Marte, apresentado visualmente em três dimensões espaciais e em terceira pessoa, de caráter cartunizado e estilizado. O gênero do jogo é de ficção científica, com transições por outros gêneros como humor, aventura e mistério. O projeto tem como motor de jogo o Unreal Engine, desenvolvido pela Epic Games, para composição e programação dos níveis e desafios do jogo; e utiliza elementos gráficos, sonoros e textuais produzidos em outros softwares. Para enriquecer a narrativa principal do jogo, o projeto propõe uma extensão transmídia da obra por meio de futuras animações digitais, artes sequenciais e artes interativas. O projeto também procura, de maneira lúdica e divertida, despertar interesse no público pelo universo da ciência e a astronomia, fazendo que os jogadores lidem com situações em que fazem experimentos de laboratório, investigam o espaço marciano, e coletam materiais para transformá-los em novos itens e ferramentas. Estão elencados em cronograma a pesquisa de referências para o projeto: a sua definição de viabilidade econômica; o esboço de elementos na conceptualização do projeto; o desenvolvimento dos elementos que compõem o protótipo do jogo; a composição dos objetos criados no motor de jogo Unreal Engine; a realização de testes do protótipo; a busca de desenvolvedores e publicadoras de jogos eletrônicos para desenvolvimento a partir do protótipo; a implementação de ações transmídia que possa enriquecer o universo do jogo
Gestão de Riscos para a Preservação do Arquivo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) completou no ano de 2020 um século de existência. Diante desse fato, a instituição possui um enorme patrimônio documental, onde representa a história da Universidade e mantém viva sua memória. Preservar documentos e facilitar o acesso é um dever das instituições públicas. De acordo com a Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, cabe aos órgãos e entidades do poder público, assegurar a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação. Diante do problema apresentado, através do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Arquivos (PPGARQ) em seu Mestrado Profissional, propomos uma reflexão sobre como aplicar diretrizes de boas práticas de conservação preventiva de documentos na UFRJ. Para isso, foram buscadas informações acerca da metodologia de gerenciamento de riscos em alguns estudiosos na área como Pedersoli, Bojanoski, Spinelli, Leite, assim como no Guia de Gestão de Riscos para o Patrimônio Museológico (IBERMUSEUS; ICCROM, 2017) e na norma internacional ISO 31000:2009 (Gestão de riscos – Princípios e diretrizes), que, no decorrer do processo de pesquisa nos pareceu uma opção viável de estratégia de redução de impactos provenientes de agentes causadores de degradação de acervos. De acordo com Leite a gestão de riscos, caracteriza-se como uma metodologia que contribui para o planejamento e a execução da administração da preservação como um todo. Observando o Guia a gestão de riscos abrange tudo o que fazemos para compreender e lidar com possíveis impactos negativos sobre nossos objetivos. Neste mesmo guia são apresentadas etapas do processo de gestão de riscos que são: estudo do contexto, identificação de riscos, análise de riscos, avaliação de riscos, tratamento e monitoramento (com fins de melhoria constante do processo). Na execução do trabalho foram aplicadas todas as etapas nos principais depósitos de documentos do Arquivo Central da UFRJ. O estudo do contexto em que os depósitos estão inseridos, a identificação dos riscos encontrados, a análise e avaliação dos riscos gerando o quadro de prioridades, a sugestão de tratamento e as recomendações de monitoramento. Como produto final da pesquisa desenvolvida no PPGARQ, foi realizado um diagnóstico com a função de endossar junto à administração superior a importância de se aplicar as sugestões contidas, reduzindo a ação e os impactos dos agentes de deterioração, entendendo a magnitude dos riscos encontrados, contribuindo assim para a manutenção do acervo e facilitação do acesso aos documentos.Palavras Cheves: Arquivologia; Conservação preventiva; Gestão de riscos em arquivos; Preservação; Universidade Federal do Rio de Janeiro