Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

Portal de Conferências da UFRJ
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    3173 research outputs found

    Contribuições para uma formação anticapacitista no ensino superior

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    Este trabalho tem por objetivo compartilhar a experiência que tivemos com a criação e execução do curso de extensão intitulado “Acessibilidade no ensino superior: o que temos a ver com isso?”. O curso visou oferecer formação inicial para docentes e técnicos administrativos no campo da acessibilidade e dos Estudos sobre Deficiência (Disability Studies). Com base no modelo social da deficiência (OLIVER, 1983) e nas contribuições das teóricas feministas para este modelo (KITTAY, 1999, CAMPBELL, 2009, TAYLOR, 2017) partimos da premissa de que a acessibilidade deve ser uma responsabilidade coletiva (MINGUS, 2018). Deste modo, nossa atenção deve estar voltada para as barreiras que obstaculizam a permanência de estudantes, servidores e funcionários com deficiência na universidade. É importante também que estejamos atentos para o fato de o capacitsimo ser estrutural (MELLO, 2016) e, como tal, forma nossas subjetividades e interfere no modo como nos relacionamos com as pessoas com deficiência. Atentar para o capacitismo em nós e problematizar a concepção de deficiência como “tragédia pessoal” ou como sinônimo de doença ou condição que deve ser curada é fundamental para que tenhamos posturas anticapacitistas no ensino superior. O curso de extensão ocorreu na modalidade online e contamos com a participação de servidores de distintas instituições de ensino superior e também de estudantes de graduação e pós graduação de diversos cursos que se interessaram por discutir tal temática. Apostamos, nesta edição de curso, no protagonismo das pessoas com deficiência afirmando o conhecido lema criado por elas, o “nada sobre nós, sem nós”. Sendo assim, selecionamos artigos acadêmicos e textos produzidos por pessoas com deficiência. Além disso, realizamos quatro encontros síncronos, dos quais dois contaram com palestras proferidas por elas. Acreditamos que, com essa aposta, pudemos contribuir com a criação e disseminação de posturas anticapacitistas no ensino superior.  Referências bibliográficas: CAMPBELL, Fiona Kumari. Contours of Ableism. The production of disability and abledness. Palgrave Macmillan, UK, 2009. KITTAY, Eva Feder. Love’s Labor: Essays on Women, Equality and Dependency. New York: Routledge, 1999. MELLO, Anahi Guedes. Deficiência, incapacidade e vulnerabilidade: do capacitismo ou a preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC. Ciência e Saúde Coletiva, 21(10): 3265-3276p, 2016. MINGUS, Mia. Disability Justice is Simply Another Term for Love, 2018. Disponível em: https://leavingevidence.wordpress.com/2018/11/03/disability-justice-is-simply-another-term-for-love/#:~:text=Because%20I%20would%20argue%20that,is%20an%20act%20of%20love. Acesso em: agosto de 2023 OLIVER, Michael. Social Work with Disabled People. Basingstoke: Macmillan, 1983. TAYLOR, Sunaura. Beasts of Burden: Animal and Disability Liberation. New York: The New Press. 2017

    A criação do acervo de História Oral sobre a trajetória dos professores cassados pela UFRJ durante a ditadura civil-militar

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    Este trabalho se relaciona com a pesquisa que coordeno na Divisão de Memória Institucional do Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ e com a pesquisa que desenvolvo no Pós-Doutorado no PPGHIS/UFRJ referente à reflexão sobre as disputas de memória dentro da Universidade sobre o seu papel e de seus atores sociais durante a ditadura civil-militar (1964-1985). Neste evento, apresentarei a análise da trajetória dos quarenta e quatro professores cassados pela Universidade com o apoio de integrantes da instituição. Desde o final de 2022, começamos a realizar entrevistas com os docentes que trabalharam com estes professores cassados ou com os seus familiares para assim organizarmos o acervo de História Oral sobre as suas memórias. Reforçamos que esta pesquisa também incentiva a análise, a disseminação do acervo universitário, de seus lugares de memória, a orientação de novas pesquisas de Iniciação Científica entre os estudantes que se apropriam destes acervos como fontes e objetos e a divulgação dos resultados das pesquisas e destas fontes históricas nos canais de informação da DMI. Promovendo, dessa maneira, não apenas a divulgação científica sobre a Universidade, mas também um debate sobre a sua História Pública, com um público que nem sempre é do campo da História, mas que tem uma identidade com a UFRJ, até mesmo uma memória afetiva com a instituição. Além disso, no caso específico dos docentes ao analisar as suas trajetórias promovemos um debate sobre o que foi o esvaziamento científico, político, social e cultural enfrentado pela UFRJ, e por muitas instituições de ensino e pesquisa, ao longo dos 21 anos de ditadura através da censura, perseguições, expulsões, violências e prisões sofridas pelo seu corpo social e em suas pesquisas

     Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) nas Secretarias de Graduação da UERJ

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    Este resumo apresenta o projeto "Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) nas Secretarias de Graduação da UERJ", uma iniciativa voltada para a otimização dos serviços administrativos nas Secretarias de Graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).O projeto visa aprimorar a eficiência e qualidade dos serviços oferecidos por meio da criação e implementação de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), visando a padronização e aprimoramento das atividades diárias. Reconhecendo a importância de processos bem definidos para garantir um atendimento consistente aos alunos e professores, este trabalho tem como objetivo principal a elaboração de diretrizes claras e abrangentes para orientar as atividades das secretarias.Sob a liderança do servidor técnico-administrativo e sua equipe, o projeto abrange uma série de treinamentos abordando temas cruciais, como Introdução aos POPs, Vantagens e Tipos de POPs, Legislação e Normas Relacionadas, Elaboração Passo a Passo, Identificação de Falhas e Correções, Elaboração de POPs nas Secretarias e Implementação e Monitoramento.O projeto se baseia em uma fundamentação teórica sólida e práticas de sucesso em outras instituições. Sua implementação ocorrerá ao longo de um período de dois anos, dividido em etapas bem definidas. O progresso será avaliado por meio de relatórios, avaliações e verificações in loco. Espera-se que o projeto resulte em padronização de processos, melhoria da eficiência administrativa, maior qualidade nos serviços e conformidade com as legislações e normas vigentes, além da redução de erros e retrabalho.Avaliações de impacto serão realizadas, medindo tanto a satisfação dos usuários quanto o progresso das Secretarias de Graduação após a implementação do projeto. Além disso, pretende-se desenvolver material didático que possa ser utilizado para a capacitação contínua dos colaboradores. Este trabalho está alinhado com os interesses institucionais da UERJ, visando contribuir para o aprimoramento dos serviços oferecidos pelas secretarias e para a valorização dos técnicos-administrativos em educação.Os autores comprometem-se com os termos da Declaração de Direito Autoral, permitindo a disseminação do conhecimento produzido através da licença Creative Commons Attribution e explorando possibilidades de publicação futura. O projeto reflete uma abordagem colaborativa, inovadora e estratégica para a otimização dos serviços administrativos nas Secretarias de Graduação, demonstrando alinhamento com as demandas atuais da gestão universitária.Este resumo apresenta uma visão abrangente e concisa do projeto, destacando sua importância, objetivos, abordagem metodológica e expectativas de resultados. A equipe está à disposição para compartilhar mais detalhes e informações conforme necessário para a submissão deste projeto no seminário

    Como somos por dentro do corpo? Atividades educativas sensoriais no Museu de Anatomia da UFRJ

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    Qual o tamanho do coração? Quantos ossos tem o corpo humano? Como os sistemas interagem em nosso organismo? Como somos por dentro do corpo? As respostas destas questões que nos cercam são construídas ao longo da visita ao Museu de Anatomia da UFRJ. O Museu foi inaugurado em 2017 no Laboratório Anatômico do prédio do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ e, desde então, apresentamos aos visitantes como somos por dentro do corpo, através das vitrines com peças anatômicas humanas reais, dentre ossos, músculos e órgãos. Além deste material biológico, contamos com um acervo de fotografias artísticas, pinturas, modelos didáticos e esculturas em cera centenárias. Realizamos jogos didáticos com o público e proporcionamos a ele a experiência sensorial de poder tocar nestas peças anatômicas humanas que são plastinadas (preservadas com resina) e, por isso, podem ser manipuladas com segurança, garantindo uma experiência única de sentir, visualizar e dimensionar de forma palpável partes do nosso corpo que geralmente conhecemos apenas através de imagens de livros didáticos. A principal dinâmica realizada com os visitantes no Museu é denominada "Cadeira da Confiança", onde eles têm os olhos vendados e, sentados em uma cadeira, podem tocar partes do corpo como coração, cérebro, ossos (...) e nesta experiência tátil inclusiva para todos os públicos, a pessoa é convidada a tentar adivinhar que parte do corpo ela está tocando, enquanto os mediadores extensionistas do museu interagem com ela e os demais visitantes fazendo perguntas e dando dicas para que a pessoa consiga descobrir o que está manipulando. Outras dinâmicas realizadas com nosso público nas visitas ao Museu de Anatomia “Por dentro do Corpo” são os jogos didáticos como: quebra-cabeças, jogo da memória, quiz de perguntas, “Onde está o Cláudio?” (o visitante deve procurar as logos do nosso mascote, que estão escondidas nas vitrines) e o “Desafio Orgânica” (o visitante deve identificar em algumas fotografias quais estruturas anatômicas humanas estão ali representadas de forma artística junto com elementos da flora da Ilha do Fundão). O objetivo dessas atividades é de, além de proporcionar uma ação educativa, deixar o público mais à vontade para interagir com os nossos mediadores e com o acervo do museu, dialogando conosco ao longo de toda a visita. Com mais de 2100 seguidores no Instagram @pordentrodocorpo e dezenas de vídeos no Youtube, o Museu já contribuiu para a formação de mais de 80 alunos da UFRJ e atende em média 1200 visitantes/semestre

    PROJETO - Anistia Solidária

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    Esta ação permanente consiste em aplicar, alternativas, as suspensões dos usuários em débito com as bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas - SISB mediante a doação de leite em pó (as, quatro, primeiras fase) e Fraldas geriátricas (quinta última fase), que serão destinados a diversas instituições sociais. A Campanha Anistia Solidária é uma iniciativa da Biblioteca Edivaldo Machado Boaventura, do campus I que visa incentivar a doação de alimentos e produtos de higiene para instituições sociais em troca da suspensão de usuários em débito com a biblioteca. Segundo Silva (2018, p. 27), "ações como essa demonstram o compromisso das bibliotecas com a responsabilidade social e a promoção do bem-estar da comunidade". A campanha pode ser vista como uma forma de estreitar a relação entre a biblioteca e seus usuários. De acordo com Figueiredo (2017, p. 42), "ações que incentivam a participação dos usuários na vida da biblioteca contribuem para fortalecer o vínculo entre ambas as partes, tornando a biblioteca um espaço mais acolhedor e participativo". Por fim, a Campanha pode ser vista como uma forma de promover a cultura de doação e solidariedade entre os usuários da biblioteca. Conforme destacado por Ribeiro (2012, p. 23), "as bibliotecas têm um papel importante na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a sociedade, e ações como essa contribuem para essa formação". Promover anistia dos usuários em débito na biblioteca via ações sociais e culturais e conscientizar os usuários para cumprir os prazos estabelecidos no regulamento da biblioteca Recuperar materiais com devolução atrasada, promovendo a circulação dos mesmos;Promover a doação de leite e fraldas para instituições e organizações sociais na região do entorno da UNEB;Conscientizar os usuários da importância no cumprimento dos prazos na entrega dos materiais; O usuário fará doações de latas ou sacos de leite em pó e fraldas geriátricas em troca da anistia do seu débito na biblioteca, que serão destinados às instituições como creches, abrigos, orfanatos, ONGs e outras instituições sociais Atualmente a campanha está na sua 10ª fase, e já foram arrecadados mais de 260 quilos de leite em pó. Sendo dez instituições contempladas. Referências FIGUEIREDO, M. A. Bibliotecas universitárias: espaços de convivência e aprendizagem. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 27., 2017, Fortaleza. Anais... Fortaleza: FEBAB, 2017. Disponível em: http://www.febab.org.br/anais/arquivos/2017-GT-1.pdf. Acesso em: 03 out. 2018. RIBEIRO, L. A. Biblioteca pública e responsabilidade social: um olhar sobre as ações desenvolvidas pela Biblioteca Pública Municipal de Belo Horizonte. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 13., 2012, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ANCIB, 2012. Disponível em: http://www.ufpb.br/evento/13enancib/anaisXIII/textocompleto/361.pdf. Acesso em: 05 ago. 2018. SILVA, J. A. Bibliotecas e responsabilidade social: uma análise das ações desenvolvidas por bibliotecas públicas brasileiras. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2018. Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/1084. Acesso em: 25 set. 2019

    Mapeamento 360 - Uma alternativa para Treinamento de Rotas de fuga no Prédio do CCS

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    O Centro de Ciências da Saúde (CCS) localizado na cidade universitária é um edifício que abrange cerca de 400 laboratórios que realizam atividades distintas envolvendo a pesquisa, o ensino e a extensão.  Considerando a natureza das atividades, a alta complexidade dos laboratórios e a manipulação de agentes de riscos químicos, biológicos e radioativos em um ambiente  de grande circulação de pessoas, torna-se fundamental o manejo dos riscos de acidentes. A depender do tipo de acidente, da localização e dos agentes de risco envolvidos, áreas do prédio ou mesmo todo o prédio podem precisar ser evacuados rapidamente. Neste cenário a eficiente sinalização de saídas de emergência são mandatórias pela lei estadual COSSIP e regulamentadas por NBRs (15291/2020 e 9050/2004), no entanto, pela complexidade do CCS, seria salutar prover um treinamento de rotas de fuga para familiarizar os usuários no caso de emergência. Treinar situações de emergência e as rotas de fuga em um ambiente com atividades diversas torna-se um desafio para garantia de segurança nas instalações. Neste contexto, este trabalho visa descrever os resultados preliminares do projeto de mapeamento 360º do CCS, de maneira a criar um ambiente virtual no qual o usuário pode, a seu tempo, executar o treinamento de rota de fuga remotamente. O mapeamento em 360º consiste na criação de um ambiente virtual navegável, iniciando-se na aquisição sistemática de imagens equirretangulares obtidas através de equipamento específico de captura (Insta360 X2), com o auxílio de tripé fixado em altura aproximada de 1,60m obedecendo as marcações no espaço previamente estudado. Foi realizado o monitoramento fotográfico de todo o prédio do CCS incluindo seus interblocos e prédios em anexo, que resultou em 1020 imagens 360º e 11,41 Gb. As plantas baixa do CCS foram utilizadas para elaborar a interface web de forma que todos os usuários possam se localizar no prédio e identificar os laboratórios e as saídas de emergências. O acesso ocorre por meio de link de uma página da internet. No momento está em construção a interface web para acesso, no qual as imagens poderão ser visualizadas com camadas de informações, tais quais: nome e responsável dos laboratórios, indicação das saídas, rotas de fuga e correções. Políticas de segurança específicas ainda precisam ser implementadas para oferecer acesso somente aos servidores, discentes e terceirizados do prédio. acredita-se que a implementação dessa ferramenta possibilitará maior segurança em situações de emergência no CCS

    A MUSEALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO INTELECTUAL DOS DOCENTES DO INSTITUTO DE FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

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    O tema  envolve o Patrimônio Intelectual e a Memória Institucional interpretados como Bem Cultural e construídos através da produção científica dos docentes do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem como objetivo identificar, analisar e quantificar  a produção científica dos docentes no seu quadro de vivências memorialístico-patrimonial. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, apoiada em fontes documentais e primárias. Os  pesquisadores  produziram em 2020, 335 artigos científicos, publicados em diversos periódicos científicos. Conclui-se que  a produção docente é representativo de um elemento adequado para o processo de musealização em ambiente da internet

    As ações afirmativas, como políticas públicas, não têm fim no ingresso. Repensemos a continuidade das políticas para manutenção de talentos, planejando e agindo por meio de inserção da população negra nos círculos de práticas de poder.

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    A partir da reformulação do sítio da Pró-Reitoria de Pessoal, com o destaque dado aos números relativos aos quadros da UFRJ, somos convidados a pensar na continuidade da política pública de ações afirmativas para a população negra com o viés interno. Há possibilidade de reversão dos números que demonstram  os caminhos dispares entre o número da população preta e parda apresentada pelos órgãos governamentais, versus a partipação desses segumentos nos cargos de direção da UFRJ. Desse modo, cabe uma reflexão na maior Universidade Pública Federal do Brasil de como mudar essa realidade e de como inserir essa população no locus próprio de práticas de poder.As ações afirmativas, como políticas públicas, não têm fim no ingresso. Repensemos a continuidade das políticas para manutenção de talentos, planejando e agindo por meio de inserção da população negra nos círculos de práticas de poder

    DCH-I NA FORMAÇÃO DE FUTUROS SERVIDORES ADMINISTRATIVOS: CURSO DE EXTENSÃO PREPARATÓRIO PARA CONCURSO PÚBLICO DE TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS

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    RESUMO O curso de extensão preparatório para Concurso Público de Técnico Administrativo objetiva contribuir com a preparação dos interessados em participar de concursos públicos para a área administrativa, abrangendo as principais áreas de conhecimento exigidas em editais para técnicos administrativos e atuando na formação de futuros servidores dessa área. Dentre os resultados, espera-se propiciar uma visão geral dos principais temas e conceitos relacionados à administração pública estadual para futuros servidores técnicos administrativos.     PALAVRAS-CHAVES Concurso Público, Técnicos administrativos, Qualidade no serviço público.   APRESENTAÇÃO   A oferta de um curso de extensão gratuito preparatório para concurso público pode ser vista como uma estratégia de gestão de pessoas por parte da instituição universitária, uma vez que a capacitação e o desenvolvimento dos servidores são fundamentais para o alcance dos objetivos institucionais. Compreende-se que essa oferta também pode contribuir para a valorização da instituição universitária, uma vez que evidencia o seu compromisso com a formação e a qualificação de profissionais capacitados para atuar no serviço público.  Nessa direção, a iniciativa da realização do Curso preparatório para Concurso Público de Técnico Administrativo pelo Departamento de Ciências Humanas do Campus I da Uneb (DCHI) se justifica, também, pelas áreas de alguns cursos que são ofertados no DCHI, que têm professores especializados na maior parte dos temas e conteúdos que normalmente são requeridos nas provas para esse tipo de concurso, como Língua portuguesa, Legislação, Raciocínio lógico e informática. Esses profissionais são professores dos cursos de graduação em Direito, Letras, Administração e Ciências contábeis, ministrados pelo departamento.   Dessa forma, ciente dos profissionais habilitados para as áreas requeridas em concursos públicos para Técnicos administrativos, tipo de profissionais que têm uma alta demanda no serviço público e, ciente também do papel da universidade com a comunidade e a sociedade em geral, o DCHI, através da Direção do departamento e da Comissão Setorial de Avaliação (CSA) decidiu por elaborar e ofertar um curso preparatório gratuito para interessados em participar de concursos públicos para Técnicos administrativos. O curso tem com carga-horária de 110 horas e aulas realizadas aos sábados, no formato híbrido, de julho a outubro de 2023.   OBJETIVO Propiciar conhecimentos necessários para um bom desempenho nos processos seletivos para os interessados em participar de concursos públicos para a área administrativa.   METODOLOGIA   A metodologia foi pensada de forma a contemplar as principais necessidades de alunos interessados em participar de concursos públicos para a área administrativa, com conteúdos baseados em Editais de concursos de universidades estaduais, federais e do Ministério Pública da Bahia.   RESULTADOS INICIAIS   Os resultados iniciais mostraram uma alta demanda por esse tipo de curso, com procura muito além das 75 vagas disponibilizadas. As aulas têm sido ministradas por oito professores do DCHI e um professor convidado da Universidade Federal da Bahia, trabalhando os conteúdos propostos e questões práticas para concursos públicos para Técnicos administrativos, atendendo, até o momento, as expectativas dos cursistas matriculados. Dentre os resultados esperados encontram-se o provimento de uma melhor compreensão dos principais pontos dos editais, com ênfase nos conteúdos de maior relevância, estimulando assim a troca de conhecimentos entre os participantes e criando, dessa forma, um ambiente de aprendizado colaborativo e motivador, que propicie também uma visão geral dos principais temas e conceitos relacionados à administração pública estadual para futuros servidores técnicos administrativos.       REFERÊNCIAS   IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-trimestral.html?=&t=o-que-e. Acesso em: 21 de mar. 2023.   EDITAL-CONCURSO-MPBA-2022.pdf. Disponível em: https://www.mpba.mp.br/sites/default/files/area/concurso/2022/. Acesso em 21 de mar. 2023   EDITAL 022/2010.   CONCURSO PÚBLICO PARA NOMEAÇÃO DE ANALISTA UNIVERSITÁRIO E TÉCNICO UNIVERSITÁRIO. Disponível em:   http://selecao.uneb.br/concursopublico/docs/edital.pdf  

    Sonhos que suscitam Museus na UnB

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    A seguinte pesquisa busca compreender o espaço museal da Universidade de Brasília a partir da análise dos projetos e planos institucionais elaborados ao longo dos anos de implantação e consolidação do Campus Darcy Ribeiro. Ao pensar  a criação da Universidade de Brasília, os agentes envolvidos no processo de elaboração de projetos não deixaram de pensar seus museus, espaços de salvaguarda e preservação da história e da cultura da sociedade. Walter Benjamin disse que os museus são "espaços que suscitam sonhos" e museus universitários além de sonhos, são suportes fundamentais no fomento de pesquisas e estudos, razão maior da existência da própria instituição de ensino, enquanto ferramenta de evolução científica, cultural e social da comunidade a que se destina. As fontes primárias estudadas foram fundamentais para o entendimento da transformação do pensamento museal ao longo dos anos que se mostraram como um registro histórico do espírito do tempo. A análise também apresentou uma diversidade programática e tipológica dos espaços museais sonhados para a UnB, como também desvelou indagações sobre os obstáculos em suas concretizações. Além disso, trouxe questionamentos sobre o espaço cultural dentro do território universitário como potência real na ideia de preservação cultural. Por fim, possibilitou a ampliação do entendimento sobre os espaços museais consolidados e propôs pensar o próprio Campus como um museu, baseado nos conceitos de ecomuseus e museus de território

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