Portal de Periódicos Eletrônicos da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp
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TRÊS FACES DE UM POEMA. LEITURA DO “POEMA DE SETE FACES”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
O presente ensaio visa a interpretar o “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. O exercício de redução fenomenológica, a ambiguidade, a percepção e o corpo próprio, entre outros conceitos da Fenomenologia da percepção, de Merleau-Ponty, orientam o trabalho de leitura, estruturado a partir dos seguintes temas: o lado gauche, a correlação eu-mundo (que apenas se completa na poesia meridiana) e a primazia do olhar. Tal procedimento de leitura reúne o poema hepta-partido em três faces ou tensões fundamentais, levando em conta os efeitos das imagens
SOBRE EL ABUSO DE LO NECESARIO A POSTERIORI
El presente escrito argumenta cómo el denominado abuso de lo necesario a posteriori, propuesto en Beebee y Sabbarton-Leary (2010), asume erróneamente que: a) los enunciados necesarios a posteriori requieren un compromiso metafísico con un esencialismo no trivial; y b) que el experimento mental de la tierra gemela cumple un rol evidencial en la determinación de lo necesario a posteriori. Contra a), se sostiene que lo necesario a posteriori no requiere un compromiso esencialista no trivial; a lo sumo, el esencialismo no trivial es consecuencia de la propuesta de lo necesario a posteriori. Contra b), se afirma cómo el experimento mental de la tierra gemela cumple un rol subsidiario, explicativo y no evidencial. Esto evita un compromiso ontológico con el nexo concebible – posible. Luego, se discute cómo la noción de co- referencialidad rígida (de jure – de facto) es una vía de solución a la exigencia de esencialismo no trivial. Finalmente, se considera de qué modo el esencialismo científico de Brian Ellis, al enunciar condiciones a priori de satisfacción, no afecta la justificación de lo necesario a posteriori. Del mismo modo, se defiende un nexo término rígido de jure/clase sustancial – término rígido de facto/clase propiedad
Una coexistencia rítmica para las duraciones (entre Bergson y Deleuze)
La intención del presente artículo es reexaminar el concepto bergsoniano de Duración entendido como coexistencia de niveles de multiplicidad heterogéneos. Si bien dicho concepto ha sido pensado a partir de una comprensión que podría ser caracterizada como continuista, el mismo Bergson evitará confundir dicha continuidad con la idea de homogeneidad. Intentaremos mostrar que la determinación del concepto de Duración se alcanza al definirla como tensión o entrelazamiento entre sucesión y simultaneidad, y por consiguiente, como una multiplicidad que hace coexistir diferentes flujos de duración. Para ello, Bergson propone la existencia de un Tiempo impersonal y único como base para la relación entre duraciones
La ontología social y el círculo virtuoso de la educación pública
En este artículo argumentamos que la naturaleza pública o privada de la educación tiene una incidencia directa en las instituciones que conforman la realidad social. Para sustentar lo anterior, en primer lugar discutimos cómo, según Searle, habitamos un mundo de instituciones gobernadas por reglas y poderes deónticos, ontológicamente irreductibles. Luego, postulamos que la intencionalidad colectiva requiere de la confianza para mantenerse, y esta aumenta cuando gobiernan reglas y poderes deónticos en circunstancias normales. Finalmente, planteamos que la educación pública es una institución que, a diferencia de la privada, privilegia el espacio de lo común. Sócrates es un ejemplo de esto, al proponer una filosofía que no solo busca la verdad, sino que además privilegia el reconocimiento de la ley por sobre la satisfacción inmediata de deseos e inclinaciones personales. De todo esto se explica el círculo virtuoso: la educación pública, al ser inclusiva y beneficiar a todos, potencia las instituciones sociales que tutelan ese interés y, dentro de ellas, el servicio público
SCIENCES PRATIQUES ET PRATIQUE DE LA SCIENCE
Le problème que nous nous proposons de formuler est celui de l'association des sciences de l'homme à l'action. Toute science, il est vrai, depuis la grande prise de conscience du XVIº siècle européen, semble bien se prolonger plus ou moins directement vers l'action. Mais le cas des sciences de l'homme est assurément très singulier, d'autant plus, sans doute, que la connaissance est en ces domaines moins assurée. C'est à préciser cette singularité que nous allons nous attacher, sans oublier pour autant que le philosophe ne saurait espérer tout au plus que rendre les difficultés plus patentes; c'est aux hommes de sciences qu'il appartient, s'il se peut, de les résoudre.Le problême que nous nous proposons de formuler est celui de l'association des sciences de l'homme à l'action . Toute science, il est vrai, depuis la grande prise de cons cience du xvro siêcle européen, semble bien se prolonger plus ou moins directement vers l'action. Mais le cas des sciences de l'homme est assurément três singulier, d'autant plus, sans doute, que la connaissance e st en ces domaines moins assurée. C'est à préciser cette singularité que nous allons nous attacher, sans oublier pour autant que le philosophe ne saurait espérer tout au plus que rendre les difficultés plus patentes; c'est aux hommes de sciences qu'il appartient, s'il se peut, de les résoudre
Significação & metáfora: algumas reflexões sobre as relações entre literatura e sociedade
Desde a segunda metade do século XI X tornou-se possível discutir a validade das preocupações sociais do poeta. Por isso, a afirmação de John R. Harrison de que "somente a partir do fim do último século tem havido qualquer separação entre as atividades do artista e o estudo da sociedade" aponta para um problema mais complexo
Filosofia e literatura: O problema moral no «Grande Sertão: Veredas»
A exemplo de toda a travesia do Riobaldo - ou de toda filosofia - a gênese do pensamento moral de Guimarães Rosa se dá segundo um processo que comporta etapas prévias e necessárias. Com efeito, encontra-se no Grande Sertão: Veredas se não uma sistemática 'filosofia das ciências", pelo menos um narrador que reflete sobre o conhecimento do seu mundo e do teu tempo, a ponto de já poder "formular" a "hipótese" (ou "tese"?): "Ao que, este mundo é muito misturado..." (GSV, 210, grifo nosso). Embora o problema de uma filosofia das ciências no Grande Sertão: Veredas não esteja compreendido na presente análise, ainda assim é necessário assinalar - para os efeito da análise posterior - que o narrador tem uma síntese coerente de conhecimentos sobre o universo e o homem. Mesmo sem se poder falar ainda e rigorosamente de filosofia, trata-se de uma indagação preliminar que estabelece efetivamente certos referenciais fixos neste "mundo movente" - para usar a feliz expressão de José Carlos Garbuglio
A estrutura formal da argumentação de São Paulo e as suas possíveis relações com a lógica estóica
Todos quantos se interessam pelos estudos bíblicos estão a par do fato de que um grande número de exegetas e críticos tem procurado, com maior ou menor sucesso, há pelo menos um século, demonstrar a evidência de elementos estóicos na forma, no estilo, no vocabulário e até mesmo nas idéias de alguns dos autores do Novo Testamento. A discussão desse problema tão importante e tão amplo refoge, naturalmente, pelo menos em parte, aos objetivos de uma revista dedicada a questões filosóficas. Contudo, ele é aqui mencionado porque, em primeiro lugar, o tema do presente artigo é, de certo modo, aparentado com aquela questão e, depois, porque pretendo começar dizendo estranhar o total silêncio dos especialistas sobre a matéria que é objeto deste estudo. É verdade que duas coisas poderiam ocorrer no caso: ou a bibliografia, aliás, não pequena, a que, por um motivo ou outro, não tive acesso é exatamente aquela na qual o assunto é discutido; ou então, o silêncio se explica pela inconsistência e desrazão da minha hipótese. A publicação deste trabalho evidencia que não estou de acordo com a segunda alternativa. Apesar das imperfeições próprias de um estudo ainda incompleto, pareceu-me conveniente publicá-lo precisamente para ter oportunidade de receber as críticas construtivas dos especialistas e dos estudiosos dos campos envolvidos, aos quais, desde já, agradeço a colaboração
Sobre o trabalho teórico - João Cruz Costa
Juntamente com Lívio Teixeira, o professor Cruz Costa foi o principal responsável pela criação do Departamento de Filosofia da FFCL da Universidade de São Paulo. A presença entre nós de figuras tais como Gilles-Gaston Granger, Claude Lefort, Martial Guéroult, Michel Debrun, Gerard Lébrun, Jules Vuillemin, se deveu ao trabalho pioneiro desses dois professores. Cruz Costa tornou-se catedrático em Filosofia pela FFCL/USP no ano de 1951, deixando suas atividades docentes em 1965. Doutor honoris causa pela Universidade de Rennes (França), foi professor convidado da École de Hautes Eludes de Paris durante o ano de 1964. Autor de alguns ensaios:A Filosofia no Brasil, O pensamento brasileiro, O desenvolvimento da filosofia no Brasil no século XX e a evolução histórica nacional, Augusto Comte e as origens do positivismo e Contribuição à história das idéias no Brasil. Embora modestamente não se defina como um filósofo, mas como "um filosofante, preocupado com a História", nós o temos como uma das inteligências mais lúcidas e críticas da formação cultural brasileira. Pensador e cultivador das ironias, ao nos enviar carta autorizando a publicação de sua entrevista, assim nos ensinou: "(... ) quando tiverem 72 anos como eu, não confiem em microfones. Entrevista, só ali, no duro, na caneta-tinteiro"