Portal de Periódicos Eletrônicos da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp
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Comentário a “Impulso criador e drama vital em Bergson”: A dialética do devir e a dramatização do elã vital
Reference of the commented article. PAIVA, Rita. Creative Impulse and Vital Drama in Bergson. Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp, v. 46, n. 2, p. 253 – 274, 2023.Referência do artigo comentado: PAIVA, Rita. Impulso criador e drama vital em Bergson. Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp, v. 46, n. 2, p. 253 – 274, 2023
Comentário a “G. Canguilhem lector de Politzer”: fazer justiça a Bergson
Comentário a “G. Canguilhem lector de Politzer”: fazer justiça a Bergso
Comentario a “Liberdade contextualizada e sentidos normativos em Foucault”
Reference to the commented article: CARVALHO, B. S. Liberdade contextualizada e sentidos normativos em Foucault. Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp, v. 46, n. 3, p. 79- 88, 2023.Referência ao artigo comentado: CARVALHO, B. S. Liberdade contextualizada e sentidos normativos em Foucault. Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia da Unesp, v. 46, n. 3, p. 79- 88, 2023
Is the political community a precondition for the establishment of an ethical community?
Na Religião, Kant estabelece que uma comunidade ética não pode ser formada sem que haja uma comunidade política em sua base (RGV 6: 94). Meu objetivo nesse artigo é entender a origem e as consequências dessa afirmação. Minha hipótese é a de que a comunidade política é uma condição necessária, mas não suficiente para o estabelecimento de uma comunidade ética pois apenas a passagem a um estado civil de direito pode garantir condições mínimas para que a comunidade ética venha existir.In Religion, Kant claims that the ethical community cannot be brought into existence if there is not a political community at its basis (RGV 6: 94). My aim in this paper is to understand the origins and the consequences of this claim. My hypothesis is that the political community is a precondition to the establishment of an ethical community because the passage to a civil state can guarantee the minimal conditions for the ethical community to exist
Travelling without changing places:: some remarks on Kant’s preface to the Anthropology from a Pragmatic Point of View
Our assumption is that the remarks made by Kant about the “utility” of travel in the preface of the Anthropology from a Pragmatic Point of View fall within the context of modern travel theories, which find their point of completion at the end of the Eighteenth century. According to common sense, travelling abroad has indeed become the privileged means of any anthropological project; nevertheless, Kant regards this practice useless for his own work: this paradox is here taken literally and analyzed. Showing that travels cannot be considered as a necessary “experience” for a pragmatic anthropology, Kant devises a paradoxical “a priori” travelling method. Hence, we both challenge the standard internalist interpretation, arguing in particular that this preface has to be enlightened by the reading of Rousseau’s travel theory, and aim at showing that the historically situated question of travels gives a key to understand Kant’s critical system
Responding to Ann Cahill, Alice MacLachlan, and Jordan Pascoe
This paper reflects on and thinks along with Ann Cahill’s, Alice MacLachlan’s, and Jordan Pascoe’s engagements with my Sex, Love, and Gender: A Kantian Theory (OUP, 2020). The topics engaged range from abortion, authorizing consent, family, human nature, sexual, gender and philosophical identities to the infamous letter exchange between Kant and Maria von Herbert and complexities regarding various kinds of oppression.This paper reflects on and thinks along with Ann Cahill’s, Alice MacLachlan’s, and Jordan Pascoe’s engagements withmy Sex, Love, and Gender: A Kantian Theory (OUP, 2020). The topics engaged range from abortion, authorizing consent, family,human nature, sexual, gender and philosophical identities to the infamous letter exchange between Kant and Maria von Herbert and complexities regarding various kinds of oppression
CLAUDE LEFORT: DEMOCRACIA E LUTA POR DIREITOS
Tendo como eixo organizador o debate acerca da noção de direitos do homem e do cidadão e a eficácia destes no que se refere à luta política por novos direitos, o artigo investiga o caráter inovador da democracia moderna. Em sua abordagem do tema, C. Lefort combate três teses: a de que a defesa de direitos humanos universais representaria um perigo à política vigorosa, instituída em Estados benevolentes; a de que esses direitos seriam a expressão mais acabada da ideologia do individualismo burguês e corresponderiam a formalidades vazias, cujo sentido seria apenas o de escamotear a violência social e sacralizar privilégios; e, por fim, a tese segundo a qual as instituições democráticas visariam somente a reproduzir as relações de propriedade e força vigentes no capitalismo e não permitiriam que as contradições sociais fossem expressas ou mesmo resolvidas no campo da política. Trata-se de retomar a filosofia política proposta por C. Lefort, a qual enfatiza o caráter inédito da democracia moderna, para então explicitar, contrariando tais críticas, a perspectiva histórica de luta por direitos aberta pela invenção democrática
QUE REALISMO É ESSE? UMA ANÁLISE DA ONTOLOGIA SOCIAL DE JOHN SEARLE SOB A ÓTICA DA ARQ UEOLOGIA DAS CIÊNCIAS HUMANAS DE FOUCAULT
O artigo tem por objetivo analisar a ontologia social realista proposta por John Searle através da ótica da arqueologia das ciências humanas de Foucault. A ideia é verificar se a ontologia de Searle consegue escapar dos duplos identificados por Foucault no capítulo 9 de “As Palavras e as Coisas”, de 1966 (o duplo empírico e transcendental, o “cogito” e o impensado e finalmente o recuo e o retorno da origem). A conclusão é que a ontologia de base naturalista proposta por Searle não consegue escapar destes duplos, padecendo, portanto, da mesma circularidade que caracteriza a fundamentação das ciências humanas. Por fim, apresentam-se dois possíveis programas de pesquisa baseados na ontologia social de Searle que poderiam possivelmente fundamentar adequadamente sua ontologia social
ENTRE A PRAGMÁTICA LINGUÍSTICA E A HERMENÊUTICA FILOSÓFICA: HEGEL E OS DESAFIOS DE UMA ESTRUTURAÇÃO LINGUÍSTICA DA EXPERIÊNCIA
Gostaria aqui de contribuir tanto à compreensão das concepções de Hegel acerca da linguagem quanto para uma apreciação da interlocução entre essas concepções e alguns desenvolvimentos na filosofia pós-hegeliana. O tema mais geral consiste em evidenciar os esforços de Hegel para estabelecer uma relação intrínseca entre experiência e linguagem. Primeiramente, tomando como ponto de partida questões diretivas da epistemologia moderna, gostaria de compreender traços da concepção hegeliana de linguagem no contexto de uma tematização intersubjetivista da validade objetiva (1). Em segundo lugar, gostaria de refletir sobre a relação entre metafísica inferencial e cognição (2). Finalmente, depois de tentar respaldar a tese de que Hegel antecipa a questão de uma tensão entre o gramatical e a historicidade do léxico (3), mostro como a conexão entre a guinada ontológica na hermenêutica e a doutrina hegeliana da sentença especulativa conduz à experiência do inacabamento linguístico do sentido poético (4)
FANTASMAS DE REALISMO NA OBRA DE J. M. COETZEE
Com um estilo sóbrio e minimalista, a prosa literária de J. M. Coetzee é um espaço criativo onde diferentes identidades literárias são constantemente baralhadas e uma perigosa sobreposição de alter-egos é sistematicamente ensaiada. Pensando sobre todas essas nuances, filósofos contemporâneos a trabalhar sobre a obra do escritor sul-africano têm descrito o seu trabalho como “realista-modernista’. Neste artigo, discuto uma obra específica de Coetzee (Diário de um Mau Ano) – focando sobretudo a estranha técnica gráfica da tripartição da página em três vozes literárias e a respectiva relação com a ideia de “pensamento ético de substituição” –, confrontando-a com a sua obra como um todo. Num segundo momento, apresento um modelo filosófico para explicar o seu “realismo modernista” e termino traçando o impacto desse modelo filosófico sobre a própria filosofia que o apresenta