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Entrevista com Beatriz Preciado
“Fazemos o favor de te trazer, indiazinha, à catedral do orgulho gay.
De crioulo doido: paródia, vanguardas e teatro de revista
O artigo trata das relações entre teatro de revista e paródia, esta pensada não apenas como procedimento estilístico, mas, de modo mais amplo, como recurso estético que reflete determinada cosmovisão popular. Pautado na pluralidade, na heterogeneidade, tal recurso se mostra atemporal, adaptando-se a praticamente todos os estilos que tenham de alguma forma se associado à visão popular de mundo e neles se manifestando de diferentes modos. Por isso também se acrescenta ao estudo alguns apontamentos sobre as relações entre paródia e vanguardas do século XX
Uma Pesquisa Prática do Musical na Universidade: Encontro com Aracy Cortes.
Neste artigo relatamos a experiência de encenar um musical com alunos do Curso de Teatro, do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Com este trabalho materializamos os procedimentos cênicos da pesquisa sobre o Teatro de Revista Brasileiro. Demos grande atenção ao trabalho do ator e da encenação na perspectiva revisteira. Acentuamos o fato de que na atuação para uma Revista, um musical, o ator deve ser capaz de cantar, dançar diferentes ritmos, num diapasão cômico/paródico ou dramático
Para Inventar um Qorpo Santo.
Este artigo foi construído a partir de uma série de fragmentos que caracterizam o universo de José Joaquim de Campos Leão Qorpo Santo (1829-1883). Procura perceber como sua escritura permite a invenção de uma biografia poética do escritor gaúcho. Trata-se de um mosaico de referências composto por pedaços de textos do próprio Qorpo Santo, artigos jornalísticos, escritos de autores que se aproximaram de sua obra e recordações de montagens das peças do autor
O mamulengo na cultura de massas e na cultura popular brasileira
O mamulengo é uma forma de teatro de animação difundido no Brasil principalmente através da cultura de massas, nas escolas, e da cultura popular, no nordeste. Este paralelo foi pensado neste artigo a partir da obra Entre o passado e o futuro, de Hannah Arendt e o texto A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin
«O retorno da vilegiatura», III, 2 no triângulo Strehler-Missiroli-Castri
Gosto de trabalhar sobre a passagem do texto à sua encenação. Há algum tempo, sinto-me particularmente atraído (quase como uma obsessão), pelo triângulo maldito Strehler-Missiroli-Castri no que concerne às suas produções da Trilogia da Vilegiatura de Goldoni
O tempo criador: análise da poética da decomposição na obra fotográfica de Éric Rondepierre
A questão da temporalidade na construção da imagem fotográfica será aqui analisada. Para tal, o tempo é empregado como fundante na constituição da imagem, mas, do mesmo modo que a cria, é também o que a deteriora. Busca-se, com este estudo, elementos para a discussão de uma poética que se apóie no tempo como ação estética: uma poética da decomposição. A discussão será proposta a partir da análise de imagens do fotógrafo francês Éric Rondepierre
Exposição: uma experiência de clínica em arte
Em Exposição (Casos 1 e 2), estabeleço uma clínica, que em arte não diagnostica nem cura, para refletir o comentário sobre o outro, como espectro, simulacro, paciente e espectador. Investigo o desejo de ser outro, ou do outro e desse vínculo com a autobiografia, através de jogos mentais de desejo e memória
A construção de significação na dança
Este artigo visa apresentar alguns estudos que vêm propondo que a dança não apenas reflete ou representa a ordem social, como também constrói modos de operarmos no mundo. A dança gera significados ao reforçar, desarticular ou recriar alguns dos nossos gestos, ações corporais, interações com objetos e relações entre os corpos no espaço. Ao serem compartilhadas, estas significações afetam e constituem a nossa visão de mundo
Relatos em primeira pessoa: Confissões artísticas.
Abordaremos neste ensaio a emergência de relatos biográficos que expõem narrativas dolorosas e angustiadas presentes na obra de três artistas contemporâneas. Por meio da montagem interpretativa as obras funcionarão como elementos delatores do que denominamos de confissões artísticas. Os conceitos vertiginosos do medo e da solidão falarão de um momento onde a ferida se torna a própria língua