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Narrativa Crítica: arte e memória
O Editor convidado nos preparou um dossiê reunindo dois pesquisadores, Etienne Samain e Maria de Fátima Morethy Couto, que discutem em seus textos teorias de dois importantes autores, respectivamente Aby Walburg e Hall Foster. Separados pelo tempo e pela epistemologia, eles se encontram, no entanto, pelo interesse que demonstram pela complexidade simbólica da imagem
O desapego do artista
O texto busca refletir sobre as implicações das práticas de arte contemporânea na esfera pública, nas quais pontua o interesse em processos colaborativos em articulação, aproximação e comprometimento com as comunidades. Para tanto, as reflexões se apóiam na experiência do projeto dESAPEGO, realizado pelo artista fluminense Helio Branco na cidade de Niterói, articulando-o como motivação central e ponto de convergência das reflexões
A Experiência como Potência de Transformação Social
Neste artigo, me perguntando sobre o potencial de transformação social da experiência estética, procuro compreender sua dimensão política e a forma como certas práticas artísticas atuais lhe colocam em curso em contextos específicos
A Comunidade Estética
Partindo da décima-quinta carta de Schiller da obra Cartas para a educação estética do homem, Rancière analisa a relação paradoxal entre a subjetividade estética e a comunidade a que ela dá forma. As implicações políticas desta relação e as suas metamorfoses são desenhadas em três grandes cenários, que culminam na construção do que o autor chama de um ressentimento antiestético contemporâne
Voz, verso e avesso
Este artigo versa sobre processos de criação das interpretações trilhadas pela voz em canções do CD voz, verso e avesso, que reúne composições de Livio Tragtenberg e poemas e transcriações de Haroldo de Campos. Serão desveladas aproximações entre a palavra do poeta e a palavra musicada imersas em estilos musicais diferenciados. As memórias e as partituras utilizadas atuarão como bússolas, em virtude da ausência de registros escritos sobre suas interpretações. Este é inaugural
O ciclo percepção-expressão: uma abordagem holística da realidade a partir da arte
Fundamentados na interação estética entre conteúdo e forma, visa-se delinear uma relação de equivalência frente aos fenômenos da percepção e da expressão. A partir da análise da interação percepção-expressão inserida na natureza humana, seres orgânicos complexos dotados de consciência, objetiva-se estender a questão tanto aos seres orgânicos mais simples, como até mesmo aos inorgânicos, a fim de generalizar tal interação à realidade em si como é experienciada
As tramas perceptivas do Zooprismas de Arthur Omar
Este ensaio procura mostrar os procedimentos temporais que deram ensejo à disposição espacial dos trabalhos que compõem a exposição-obra Zooprismas do artista Arthur Omar. Procedimentos por meio dos quais nos é dado a ver e experimentar a gênese demiúrgica do processo perceptivo
A teoria institucional e a definição da arte
O primeiro artigo sobre arte escrito por Arthur Danto em 1964, chamado “O mundo da arte”, inspirou George Dickie a construir uma Teoria Institucional da arte. De acordo com a TI, uma obra de arte é um “um artefato ao qual uma ou várias pessoas agindo em nome de uma certa instituição social (o mundo da arte) conferem o estatuto de candidato à apreciação”. Apesar da aparente circularidade desta tese, que parece dizer apenas que arte é aquilo que chamamos arte, ela tem sido bastante difundida e amplamente discutida, principalmente por parecer mais adequada para tratar de algumas questões específicas levantadas pela arte atual. Vou discutir suas possíveis vantagens e desvantagens em contraste com a teoria oposta: a de que um objeto só pode ser considerado uma obra de arte se produzir no espectador um tipo singular de experiência, chamada de experiência estética