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Isa Aderne: fazendo política com a xilogravura - anos 60
Artista gravadora dos anos 60, com formação em pintura e gravura na Escola Nacional de Belas Artes, Isa Aderne envereda pela xilogravura de cunho popular. Cria um universo ambivalente da tradição popular e da realidade política daqueles anos, com obras atravessadas pelo debate sobre a liberdade e arbítrio: uma poética da resistência
A lógica do modernismo
A autora argumenta o quanto o formalismo greenbergiano, ao promover um divórcio entre a forma artística e o conteúdo social, constitui-se como uma incompreensão, verdadeira aberração, do formalismo europeu que sempre associou a forma inovadora com a crítica social. Mostra como as estratégias antiformalistas do minimalismo e, posteriormente, aquelas da arte conceitual, minaram a pretensão à pureza, reintroduzindo na arte a questão social. Salienta, todavia, como o formalismo vazio, que acometeu a arte norte-americana nos anos 50, foi útil às políticas reacionárias do senador McCarthy que perseguiu os intelectuais e os artistas de esquerda. Atualizando sua crítica, compara a política maccarthista à atual postura do governo norte-americano ao censurar as questões “politicamente sensíveis” na arte contemporânea
A vertigem dos corpos: violência, suplício e poder
Este texto propõe um olhar sobre imagens contemporâneas que suscitam noções de corpo, violência, suplício e poder. Se a crise da representação insere no campo visual um tensionamento da figura humana, tem-se elaborado um intenso debate acerca da vulnerabilidade e marginalização dos corpos – através de movimentos identitários e contraidentitários, da decolonialidade e de conceitos como biopolítica e necropolítica. O texto parte de poéticas contemporâneas, propondo ferramentas para pensar esses corpos atravessados pela violência; imagens que evocam a vertigem de corpos que, mesmo quando não visíveis, permanecem incomodamente presentes
Estética do performativo ou o fim do teatro de pesquisa dos grandes mestres pedagogos? Eugenio Barba, Presente!
Neste estudo coloca-se em questão se o teatro de pesquisa dos grandes mestres pedagogos do século XX, no qual Barba é herdeiro, seria o último baluarte de um teatro que se investe, de forma artesanal, contra a doxa institucionalizada pelas práticas pós-dramáticas ou da estética do performativo, que em sua consagração mundial vem sistematicamente sacrificando e esvaziando de significado ou importância aquilo que na essência se constitui a base de pesquisa dos mestres pedagogos, de toda uma geração: a busca pela arte secreta do ator
Confiar na escuridão, nas regiões desertas do céu
Partindo do encontro fortuito com um antigo mapa da Lagoa dos Patos e seus arredores, este texto busca apresentar questões sobre o processo de criação em artes visuais do autor e a sua imbricada relação com a paisagem, partindo da premissa de que, por trás de toda prática artística, subjaz uma poética resultante de uma forma particular de contemplar o mundo. A partir do entrecruzamento das percepções do artista com referenciais da literatura, da teoria da arte, da filosofia e da geografia, por meio de uma escrita que transita entre a teoria e a ficção, buscou-se apontar procedimentos possíveis de se pensar, de se relatar e de se escrever sobre o processo de criação na universidade, que estivessem de acordo com a incerteza e a espontaneidade inerente ao fazer artístico
Coelhos: tecnologia humana e tecnologia material
Este ensaio discute os conceitos de diagrama e de dispositivo a partir do debate entre Peter Eisenman e Rem Koolhaas, tentando pensá-los nas relações entre arquitetura e arquitetura conceitual
Tópicos sobre curadoria
Este ensaio analisa alguns princípios referentes à curadoria, contextualizando-a historicamente ao mesmo tempo em que aborda aspectos relativos à sua prática no contexto contemporâneo: a natureza de seu ofício, sua condição intermediária entre profissão e função, os diferentes perfis, experiências e tarefas de quem a exerce. Por fim, colocam-se certas questões acerca do ensino e formação em curadoria, de modo a fomentar o debate e a tentar circunscrever o campo de ação de tal prátic