607 research outputs found
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O Escritor: uma “máquina de produzir desordem”
O Escritor: uma “máquina de produzir desordem” tem como objetivo estudar o romance visual de Ana Hatherly, composto entre 1969 e 1972, que apresenta afinidades estéticas com as vanguardas históricas e com as tradições barroca e maneirista, e em especial com os labirintos (ou textos visuais) do século XVII
Arte em observação
Por meio da apresentação de dados etnográficos, o artigo descreve e analisa formas do público estabelecer contato com obras de arte expostas em centros culturais e museus de arte. Decompondo a observação das obras nos procedimentos de aproximação, permanência e visão, discute premissas embutidas em modelo de estudo do público da arte ainda calcado na relação um indivíduo / uma obra, e propõe uma abordagem voltada para práticas e interações sociais
Histórias cruzadas nas ruas do Rio de Janeiro
Inspirando-me nos escravos de ganhos observados por Debret no início do século XIX, traço com este ensaio um paralelo entre as transformações urbanas por que passou o Rio de Janeiro e a persistência de uma subcidade anacrônica em meio à ordem modernizadora e excludente. A turba emergente de vendedores ambulantes, forjando uma outra cidade superficial, movediça e oficiosa, gera uma mancha negra e efêmera que se superpõe diariamente ao desenho fixo da carta oficial. A reflexão está motivada na realização de um trabalho artístico que mapeia nos dias de hoje algumas dessas pequenas profissões marginalizadas em analogia àquelas que Debret registrou no passado
Zoo
O artigo propõe uma reflexão sobre a videoinstalação performática ZOO, apresentada no Festival Internacional de Arte e Tecnologia F.A.S.E, realizado no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires, Argentina, em 2013. O trabalho consiste de uma projeção de vídeo sobre uma instalação construída com caixas de arquivo que são movimentadas pelos artistas durante uma performance. Os performers assumem a posição de animais enjaulados, relacionando-se com um ambiente imagético artificial e essencialmente cultural. A obra discute criticamente as complexas relações entre homens e animais na sociedade contemporânea. Nesteartigo, o trabalho ZOO é discutido a partir de um diálogo com autores como JohnBerger e Jacques Derrida, que se concentram nas questões éticas e filosóficas darelação homem-animal
Eugenio Barba: memória e resistência no teatro
Este texto é uma introdução ao pensamento de Eugenio Barba acercade seu fazer teatral, um teatro criativo e auto-criador. Mas é também um agradecimento à generosidade desse mestre; generosidade que pude vivenciar em alguns encontros e que está na base de seu projeto de um teatro que prevê comunhão e trocas; um teatro efêmero como a vida, mas tão vivo e intenso como ela pode ser
Modelando diálogos e compondo traduções a partir da poética de Sara Ramos
De onde iniciar a ver/ler a obra de Sara Ramos? Desejo partir dos dispositivos do discurso e do saber, além de percepções subjetivas, com o intuito de operar em algumas possibilidades de tradução. Além disso, me agrada a ideia de buscar uma possibilidade de compreensão de sua obra a partir de diálogos com a minha própria fatura artística. Tal desafio é assumir caminhar junto dela - e me por à prova - em um limiar de transmutação poética ou, como diria Benjamim, traição. Apesar de o conceito de tradução inscrever-se em uma herança racional que pretende estabelecer uma espécie qualquer de ordem ao caos, um tradutor é antes ser criador, ser imaginativo que interpreta a seu modo uma multiplicidade infinita de impossibilidades
Do estruturalismo ao pós-estruturalismo: as fragilidades do modelo de documentação museológica aplicado à arte contemporânea
O objetivo deste artigo é localizar o trabalho de Paul Otlet (1868-1944) – teórico responsável pelo desenvolvimento do sistema de catalogação considerado pai da ciência da informação – como pertencente à corrente de pensamento estruturalista. No segundo momento, buscaremos evidenciar as inconsistências da aplicação de uma teoria documental e museológica estruturalista a acervos de arte contemporânea, a partir de teorias pós-estruturalistas que fundamentam a transição do meio específico em arte, para sua condição pós meio