Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    Como desarmar o opressor? Reciclagem das emoções para ações estratégicas

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    O presente artigo trata de ações artístico-pedagógicas como estratégias de transformação social. Propondo que a luta contra um opressor externo pode ser travada a partir de nossos mecanismos internos de autossabotagem, a “reciclagem das emoções” é o fio condutor desses processos, nos quais as emoções (agradáveis ou não) são utilizadas como matéria prima para essas transformações. A elaboração da própria energia vital em rituais (não religiosos) baseados em gestos banais, processos coletivos e coautorais se tornam um veículo para criar novas paisagens internas e externas. Serão utilizados como exemplo de “reciclagem das emoções” atividades pedagógicas e ações do coletivo VAV (Vendo Ações Virtuosas), baseadas em uma metodologia indicada pelas luzes do “semáforo das emoções”

    Quando é preciso saber que não sabemos o suficiente: Alfabeto maldito enquanto um exercício de desleitura

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    Este texto foi escrito como apresentação do catálogo de Alfabeto maldito, exposição realizada por Jorgge Menna Barreto e Joélson Buggilla entre julho e agosto de 2019, no SESC-Paraty, que tive a oportunidade de acompanhar também como curador. Na primeira parte, faz-se um percurso breve do trabalho de cada um dos artistas, pensando no ponto de encontro que possibilitou a construção de um trabalho comum; na segunda, propõe-se, brevemente, um caminho para uma experiência de “[des]leitura”, orientada por esse alfabeto muito singular e, por princípio, indecifrável. A segunda parte do texto foi, também, o texto de parede da exposição, de sorte que o seu formato obedece às exigências desses dois gêneros textuais muito específicos, marcados pela reflexão sucinta, sugestiva, mais “direta ao ponto”

    Todas as cores no mundo de Calder

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    Resenha crítica da exposição Alexander Calder, Teatro de Encuentros, Fundación Proa, Buenos Aires

    O poema//processo de Wlademir Dias-Pino: entre escritura e visualidade

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    O presente artigo apresenta o movimento do poema//processo, criado pelo poeta mato-grossense Wlademir Dias-Pino em 1967, que envolveu uma série de poetas e artistas e marcou uma passagem importante na história das vanguardas da literatura e da arte brasileiras. A partir dos principais conceitos do movimento, trataremos das imbricações entre poesia e artes visuais utilizando três abordagens inter-relacionadas na poesia de Dias-Pino: a separação entre as ideias de estrutura e de processo; a separação entre as ideias de língua e de linguagem; e a recusa radical à escrita alfabética. Também serão marcados os aspectos que aproximam e que separam o poema//processo da chamada poesia visual e da Poesia Concreta de Haroldo e Augusto de Campos e de Décio Pignatari

    Notas inferenciais sobre o encargo e as diretrizes poéticas em O Jardim de Rubiane Maia

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    A performance O Jardim (2015), da artista multimídia contemporânea brasileira Rubiane Maia, objeto desta resenha crítica, trata-se de um trabalho especificamente concebido por ela, a convite das curadoras Paula Garcia e Lynsey Peisinger, para compor o projeto “Oito performances”, da exposição Terra Comunal – Marina Abramović + MAI, aberta à visitação de março a maio de 2015, no Sesc Pompeia, São Paulo/SP, Brasil.

    O coletivo como floresta e a pedagogia da imanência

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    O presente artigo explora a possibilidade de uma comunidade transespecífica, definida mais pela categoria de convivência do que pela do comum. Para isso, explora a genealogia do conceito de cultura tal como constituído historicamente até as suas acepções modernas. Depois, o artigo demonstra a possibilidade de engendramento de outro conceito de cultura no Brasil, pressentido por nossa poesia, em sua vocação para uma incomunidade. À semelhança do conceito de floresta, a cultura aparece como um meio ambiente em que convivem as transepecificidades. Por fim, explora a afinidade desta vocação com a de uma existência pedagógica em nossa cultura, principalmente com a filosofia de Paulo Freire. Traz ainda uma constatação final, a saber: a de que as formas da colaboração nos coletivos de arte contemporâneos traduzem uma vocação de um outro povo, sonhado por Oswald de Andrade como aquele que não dicotomiza a escola (o saber) e a floresta (o meio)

    O olho atrapalha

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    A trajetória do Neto é contada pelo próprio artista com especial foco no seu projeto de “indigenização da vida”, na definição de Els Lagrou, antropó-loga e professora da UFRJ. A multissensorialidade de seus ambientes radicaliza o sentido público da arte como espaço de convivialidade e reencantamento. Além de atrair públicos de todas as idades, suas obras refletem um posiciona-mento político e ético legitimado pela total imersão e acolhimento de uma ou-tra sabedoria de vida, fora da razão ocidental junto aos rituais do povo huni kuin, no Acre. Nesta entrevista, Neto aborda um pouco do seu deslocamento ou até mesmo distanciamento de um regime de valores centrados no consumo da produção artística para discutir visões e preocupações ambientais, econô-micas e espirituais que entrecruzam os povos originais, as florestas e as ame-aças atuais geradas por um governo dominado pelo capital

    The Artscience of Planet Formation Import ArtScience.PlanetFormation as AATS

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    The Art, Astronomy, Technology and Society (AATS) project is an artscience collaboration which dwells in the inbetweenness layer of scientific understanding of the origins of planets and the embodied, intuited ways of knowing.  One of the oldest and at the same time one of the newest concerns of humanity is “how did the Earth and the planets come to be?” Planet formation, an intricate and potentially chaotic process, is also very efficient. Every star harbors at least one planet, as evidenced by the high frequency of exoplanet detections. Planet formation must therefore be a frequent process. Yet, learning about the origins of planets has been difficult. Here I share my experience in the AATS artscience project and discuss the nature of artscience collaborations

    Cadeia da Relação: sonhos de pureza em tempos de (neo)liberalismo

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    Na cidade do Porto, a partir de pesquisa realizada no acervo do CentroPortuguês de Fotografia (CPF), situado no edifício da antiga Cadeia da Relação,são apresentados a série de trabalhos denominada Sonhos de Pureza, e opresente texto que narra a história desta Cadeia associada à imigração de portugueses para o Brasil entre os séculos XIX e XX. A pesquisa conceitualmente sugere que as teses criticas de Michel Foucault sobre a sociedade disciplinar e a arqueologia do saber se desdobram na proposta por Bruno Latour de “ecologizar” os conhecimentos, e no conceito de “ecologia de saberes” apresentado por Boaventura dos Santos

    Arte, ciência e vida: práticas curatoriais e de pesquisa na cidade polissêmica

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    Resenha crítica do livro Andrea Vieira Zanella, Entre Galerias e Museus: Diálogos metodológicos no encontro da Arte com a Ciência e a Vida. São Carlos: Pedro & João Editores, 2017

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