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Design-antropofagia: só me interessa o que não é meu
Em 1929 era lançada a primeira edição da Revista de Antropofagia afirmando que “a antropofagia não tem orientação ou qualquer forma de pensamento: só tem estômago.” A proposta segue de extrema atualidade. Neste artigo serão aproximadas a Antropofagia de Oswald de Andrade e uma arte-ciência nômade inspirada em Deleuze e Guattari que vem sendo experimentada no Laboratório de Design e Antropologia da Esdi/UERJ. Como o trajeto é longo, faremos três paradas: a primeira para debater os emaranhamentos universidade-sociedade, a segunda para observar a constituição de um design em campo e entre campos na cidade e a terceira para se aproximar de um design-devir com outros. Ao final do percurso pretendemos apresentar algumas armadilhas de um multiculturalismo que se afasta da multiplicidade
Creative Dialogues Between University of Nicosia Fine Art Students and Strovolos III Residents: A Displaced Housing Estate in Nicosia, Cyprus
This text concentrates on creative dialogues shaped by fine art students together with elderly residents from Strovolos III, displaced housing estate in Nicosia. Such neighbourhood became the classroom for the module Public Art and Socially Engaged Practices of the Fine Art program of the Uni-versity of Nicosia in the academic year 2017-2018 in collaboration with Artos Foundation. Students collaborated with the residents of Strovolos III to shape a series of creative mappings and actions
Os desafios da arte e da estética no século XXI
O presente artigo discute os desafios da estética contemporânea em tempos de profunda mutação nos modos de sentir, pensar e existir. Assumindo que a presente mutação se dá no próprio sentido de forma e em todas as formas de sentido, o artigo considera que o grande desafio da “estética” é dar sentido ao em aberto dos sentidos, propor formas em aberto de convivência e ação, de pensamento e sensibilidade e não propor novos ou outros sentidos e formas fechadas e determinadas. Buscar formas formadas e sentidos fechados é o que caracteriza o fascismo em todos os seus modos de expressão e mobilização. A reflexão propõe uma poética do sendo, isto é, do gerúndio, que encontra nas experiências de esboço e ritmo algumas de suas palavras indicadoras. Considera que para resistir ao fascismo das formas contemporâneas de controle é preciso seguir as indicações dos restos resistentes aos processos de totalização de sentido e inventar uma linguagem que sente e pensa no gerúndio. Esse seria um modo de devir floresta em tempos de devastação total
A percepção do espectador sobre o movimento do corpo que dança
Este texto apresenta aspectos da apreciação em dança e composiçõescoreográficas com ênfase no próprio movimento. Busca-se evidenciar especificidades da dança que envolvem a apreciação e a composição. O texto proporciona pensar sobre a valorização do conhecimento sensível pela via da apreciação em dança. São ressaltadas as especificidades das experiências em dança marcadas pela presença, isto é, pelo encontro no espaço e tempo que produz no espectador sensações corporais, como vibrações, arrepios e vontade de mover-se. Além disso, a percepção ampliada e o estado alterado de vigília durante o processo de recepção em dança são destacados
El dinero, una bomba molotov: supervivencias warburguianas en el arte latinoamericano post 68
A partir de la indagación de algunas supervivencias, conforme entendidas por Aby Warburg, y atendiendo sobre todo a su carácter anacrónico, trazamos una constelación de intervenciones artísticas (pertenecientes al cine, la pintura, el arte urbano y la instalación) producidas desde 1968 hasta el presente, en Argentina, Brasil y Colombia. Se busca recuperar la entrada del dinero sea como material, sea como temática, al espacio de las obras de arte realizadas en ese periodo, que, a fin de cuentas, persiguen una posibilidad profanadora de su uso y concepción según son definidos en el capitalismo tardío. Las aproximaciones entre arte y dinero revelan el carácter violento de la economía y tal vez ese sea su último pathos incendiario
Arte e Autoritarismo (entrevista com José Rufino para a série História da ditadura: novas perspectivas)
Entrevista com José Rufino realizada por Paulo Cesar Gomes, na qual o artista aborda sua formação dupla, tanto pela graduação em geologia, mestrado e doutorado em paleontologia pela UFPE, quanto por sua atuação artística transdisciplinar experimental ampliada pela transversalidade entre arte e ciência. Literatura, política e natureza compõem sua poética conceitual, estética e existencial. É desta base complexa de transbordas e invenções de processos plásticos e fenomenológicos, sem deixar de explorar um forte posicionamento político contra a ditadura e tortura “nunca mais”, que Rufino abre caminhos para um devir floresta para a escola de arte
Iconoclasistas: ações cartográficas no Antropoceno
Este artigo analisa quatro cartografias realizadas em oficinas de mapeamentocoletivo propostas pelo Iconoclasistas, um grupo de artistas argentinos cujas práticas podem ser entendidas como arte ativista. Esses mapas abordamquestões relacionadas ao Antropoceno, tais como o neoextrativismo, o consumo, o lixo e os movimentos sociais. Partindo de algumas ideias de Rancière, afirma-se que essas imagens constituem sistemas de evidências sensíveis que mostram a existência de um comum e as divisões que os atravessam. O mapeamento, como prática crítica, acompanha, divulga as lutas, tece laços e cria formas alternativas de sociabilidade
O que importa o que vem depois?
Resenha crítica da exposição Bruce Nauman: Disappearing Acts, Museum of Modern Art, Nova Yor