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As ruínas do tempo: memória e levantes
Our century is marked by countless crises and upheavals. One of the hallmarks of the uprisings is the urgency for new signs and symbols that are capable of representing new narratives, marked by difference and by the critical stance towards the instituted. In this area, public space is the privileged stage for such a dispute. The overthrow of the statues rekindled the debate about collective memory. What is at stake in the construction and demolition of monuments? Do the symbols represented there still make sense? The artistic proposals of Rosangela Rennó and the collective 3Nós3 touch on this issue and guide us in the search for making explicit its implications in the fields of art and politics. It is on the perspective of affections and micropolitical analysis that the relationship with contemporary symbols and narratives is being built.Nuestro siglo está marcado por innumerables crisis y insurrecciones. Una de las señas de identidad de insurrecciones es la urgencia de nuevos signos y símbolos que sean capaces de representar nuevas narrativas, marcadas por la diferencia y por la postura crítica hacia lo instituido. En este ámbito, el espacio público es el escenario privilegiado para tal disputa. El derrocamiento de las estatuas reavivó el debate sobre la memoria colectiva. ¿Qué está en juego en la construcción y demolición de monumentos? ¿Los símbolos representados allí todavía tienen sentido? Las propuestas artísticas de Rosangela Rennó y el colectivo 3Nós3 tocan este tema y nos orientan en la búsqueda de hacer explícitas sus implicaciones en los campos del arte y la política. Es desde la perspectiva de los afectos y el análisis micropolítico que se construye la relación con los símbolos y narrativas contemporáneas.Nosso século é marcado por inúmeras crises e levantes. Uma das marcas dos levantes é urgência por novos signos e símbolos que deem conta de representar novas narrativas, marcadas pela diferença e pela postura crítica diante do instituído. Nessa seara o espaço público é palco privilegiado para tal disputa. A derrubada das estátuas reacendeu o debate acerca da memória coletiva. O que está em jogo na construção e na derrubada de monumentos? Os símbolos que estão ali representados ainda fazem sentido? As propostas artísticas de Rosangela Rennó e do coletivo 3Nós3 tocam essa questão e nos guiam na busca por explicitar suas imbricações nos campos da arte e da política. É sobre a perspectiva dos afetos e da análise micropolítica que vai se montando a relação com os símbolos e as narrativas contemporâneas.
Uma identidade amazônica em deslocamento: o trabalho com as redes
In An Amazonian Identity in Displacement: Work With Hammocks, the hammock was an object of interest. Since the arrival of europeans in Brazil, both because of novelty and usefulness, this indigenous invention has been for writers and personalities, a theme of many texts. In a letter to Portugal, Pero Vaz de Caminha mentioned its presence with enthusiasm. Since then, the portuguese settlers wives started to adapt it, adding ornamental balconies, taking for themselves the local custom.En Una identidad amazónica en movimiento: el trabajo con las hamacas, la hamaca fue un objeto de interés. Desde la llegada de los europeos al Brasil, tanto por su novedad como por su utilidad, este invento indígena ha sido el tema de numerosos textos de escritores y personalidades. Pero Vaz de Caminha, en una carta a Portugal, la cita con entusiasmo. De ahí en adelante, las mujeres de los colonos portugueses lo adaptaron, añadiendo balcones ornamentales y adueñándose de la costumbre local.Em Uma identidade amazônica em deslocamento: o trabalho com as redes, a rede de dormir ou descansar foi objeto de interesse. Desde a chegada dos europeus no Brasil, tanto pela novidade quanto pela utilidade, essa invenção indígena foi tema de muitos textos por parte de escritores e personalidades. Pero Vaz de Caminha, em carta a Portugal, a cita com entusiasmo. Daí, as mulheres dos colonos portugueses a adaptaram, acrescentando varandas ornamentais, tomando para si o costume local
Mudança estrutural dos contrapúblicos em face a controvérsias artístico-culturais
In recent years, demonstrations against the arts have questioned the supposed receptivity of the audience. The fact that detractors share several characteristics of the counterpublics suspended the term\u27s exclusive link to progressive audiences. But the change has not just expanded the scope of the concept; it ranges from the rise of ultraconservatives to the disjunction between the normative and descriptive instances which the concept was able to conflate. After reviewing Michael Warner\u27s theory about counterpublics, we discuss the uses of the term in the field of art, and so confront them with two expressions of that change: the Queermuseu case and the formation of an ultraliberal counterpublic.En los últimos años, las manifestaciones contra las artes han cuestionado la supuesta receptividad de los públicos. El hecho de que los detractores compartan varias características de los contrapúblicos ha suspendido el vínculo exclusivo del término con los públicos progresistas. Pero el cambio no se trata solo de ampliar el alcance del concepto; va desde la ascensión de los ultraconservadores a la disyunción entre las instancias normativas y descriptivas que el concepto supo superponer. Después de revisar la teoría de Michael Warner sobre los contrapúblicos, discutimos los usos del término por parte del campo del arte, para luego confrontarlos con dos expresiones de ese cambio: el caso Queermuseu y la formación de un contrapúblico ultraliberal.Nos últimos anos, manifestações contrárias às artes questionaram uma suposta receptividade dos públicos. O fato de os detratores compartilharem várias características dos contrapúblicos suspendeu a vinculação exclusiva do termo aos públicos progressistas. Mas a mudança não se reduz a uma ampliação de escopo do conceito; ela vai da ascensão de ultraconservadores à disjunção entre as instâncias normativa e descritiva que o conceito era capaz de sobrepor. Após revisarmos a teoria de Michael Warner sobre os contrapúblicos, discutimos os usos do termo pelo campo da arte, para então confrontá-los com duas expressões daquela mudança: o caso Queermuseu e a formação de um contrapúblico ultraliberal
Revista Poiésis 38 (v. 22, n. 38, jul./dez. 2021) - Edição na íntegra - 33 Mb
Not applicable.No se aplica.Não se aplica
Sentidos do fio: diálogos com as artistas Simone Moraes e Sonia Gomes
This text presents the transcripts of the interviews conducted with the artists Simone Moraes and Sonia Gomes for the documentary Sentidos do fio, a project of one documentary about the motivations and reflections carried out by contemporary Brazilian artists whose research touches the investigation with thread as materiality and concept in this art. The interviews present an overview of the artists\u27 relations with textiles, the insertion of practices, originally restricted to domestic spaces, in the contemporary art scene, the deconstruction and undoing of uses and expansion of language.Transcripciones de las entrevistas realizadas con las artistas Simone Moraes y Sonia Gomes para el documental Sentidos do fio, un proyecto de una pe-lícula documental sobre las motivaciones y reflexiones realizadas por artistas brasi-leños contemporáneos cuya investigación toca el alambre como materialidad y concepto en esta arte. Las entrevistas presentan un panorama de las relaciones de los artistas con los textiles, la inserción de prácticas, originalmente restringidas a los espacios domésticos, en la escena del arte contemporáneo, la deconstrucción y deshacer los usos y la expansión del lenguaje.O texto apresenta as transcrições das entrevistas realizadas com as artistas Simone Moraes e Sonia Gomes para o documentário Sentidos do fio, projeto de documentário que versa sobre as motivações e reflexões realizadas por artistas contemporâneos brasileiros cuja pesquisa tangencie a investigação com o fio como materialidade e conceito nesta arte. As entrevistas apresentam um panorama sobre as relações das artistas com o têxtil, a inserção das práticas, originariamente restritas aos espaços domésticos, no cenário da arte contemporânea, a desconstrução e o desfazimento dos usos e a expansão da linguagem
Ouvir o “grito” de Frans Krajcberg: reverberar sua luta
In this paper, the approach of Frans Krajcberg’s artwork will be carried out considering the urgencyof current moment of the coronavirus pandemic. Based on reflections about the climatic crisis produced due to the deforestation of the forests, facing the possibility of reaching the end of the world, talking about Krajcberg’s artwork is more than honoring him, it is the way for us to resist the destruction which is taking place, presents more and more large. Thus, joining to Krajcberg’s cries in defense of the Amazon Forest and its indigenouspeople is a way to help carry out his struggle and establish possibilities for survival and resistance.En este artículo, el planteamiento del trabajo de Frans Krajcberg se llevará a cabo considerandola urgencia del momento actual de la pandemia del coronavirus. A partir de reflexiones sobre la crisis climática producida por la deforestación de los bosques, ante la posibilidad de llegar al fin del mundo, hablar del trabajo de Krajcberg es más que honrarlo, es una forma de resistir la destrucción que se está produciendo, cada vez más grande. Por lo tanto, unirnos a la voz de Krajcberg en defensa de la selva amazónica y su gente es una forma de ayudar a llevar adelante su lucha y establecer posibilidades de supervivencia y resistencia.A abordagem da obra de Frans Krajcberg neste artigo será realizada considerando a urgência do momento atual da pandemia do coronavírus. A partir de reflexões sobre a crise climática produzida em função das desvatações das florestas, diante da possibilidade de chegada ao fim do mundo, falar da obra de Krajcberg é mais do que homenagea-lo, é uma maneira de procurarmos resisitir à destruição que se apresenta cada vez mais vultosa. Assim, unir-se à voz de Krajcberg em defesa da Floresta Amazônica e de seus povos é uma forma ajudar a levar adiante sua luta e estabelecer possibilidades de sobrevivência e resistência.
Miçangas tchecas como arte na Amazônia? – produção de corpos e beleza na Guiana indígena
Based on the uses and circulation of beads between the inhabitants of the Parque do Tumucumaque and Rio Paru d\u27Este Indigenous Reserves (Tiriyó, Katxuyana, Wayana, Aparai), located in the north of Pará, I indicate the importance of everyday life and the alterity in the aesthetics of these Amazonian peoples. – and how this experience impacts beyond the Amazon. Mobilizing elements of the history and cosmology of the peoples of the region, I bring elements that can contribute to debates about authorship, cultural transformations and the role of women in the production of bodies and arts. This article was prepared based on bibliographic and ethnographic research, including a visit to the collection of the Museu Paraense Emílio Goeldi.Basado en los usos y la circulación de cuentas entre los habitantes de las Terras Indigenas Parque do Tumucumaque y Río Paru d\u27Este (Tiriyó, Katxuyana, Wayana, Aparai), ubicado en el norte de Pará, indico la importancia de la vida cotidiana y la alteridad en la estética de estos Pueblos amazónicos. – y cómo esta experiencia trae impactos más allá del Amazonas. Al movilizar elementos de la historia y la cosmología de los pueblos de la región, aporto elementos que pueden contribuir a los debates sobre la autoría, las transformaciones culturales y el papel de la mujer en la producción de cuerpos y artes. Este artículo fue preparado en base a investigaciones bibliográficas y etnográficas, incluida una visita a la colección del Museu Paraense Emílio Goeldi.A partir dos usos e circulações de miçangas entre povos habitantes das Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d\u27Este (Tiriyó, Katxuyana, Wayana, Aparai, dentre outros), localizadas no norte do Pará, indico a importância do cotidiano e da alteridade na estética desses povos amazônicos – e como essa experiência traz impactos para além da Amazônia. Mobilizando elementos da história e da cosmologia dos povos da região, trago elementos que podem contribuir para debates sobre autoria, transformações culturais e o papel das mulheres na produção de corpos e de artes. Este artigo foi elaborado a partir de pesquisa bibliográfica e etnográfica, incluindo visita ao acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi
Jogos-rituais na encruza: pesquisa performática entre feminismos decoloniais e ancestralidade
This article deals with a performance research in the process of creating ritual games, intertwining daily experiences with decolonial feminisms, ritual performance and symbols of the number three intrinsic to Exu. From a continuous letter addressed to Gloria Anzaldúa, it is discussed how decolonial theoretical concepts are connected with collective performance actions and the principles of the orisha. The present work investigates the crossroads as an expansion of the possibilities of being a woman, using the need for self-enunciation being so urgent to think about art, politics and daily life in the contemporary Latin scene.Este artículo trata de una investigación de performance en el proceso de creación de juegos rituales, entrelazando experiencias cotidianas con feminismos decoloniales, performance ritual y símbolos del número tres intrínsecos al Exu. A partir de una carta continúa dirigida a Gloria Anzaldúa, se discute cómo los conceptos teóricos decoloniales se relacionan con las acciones de actuación colectiva y los principios del orixá. El presente trabajo indaga en la encrucijada como una ampliación de las posibilidades de ser mujer, utilizando la necesidad de auto enunciación tan urgente para pensar en el arte, la política y la vida cotidiana en la escena latina contemporánea.Este artigo trata de uma pesquisa performática em processo de criação de jogos-rituais, entrelaçando vivências diárias com feminismos decoloniais, per-formance ritual e simbologias do número três intrínsecas à Exu. A partir de uma carta contínua endereçada a Gloria Anzaldúa, discorre-se como conceitos teóricos decoloniais se conectam com ações performáticas coletivas e aos princípios do ori-xá. O presente trabalho investiga a encruzilhada como expansão de possibilidades de ser mulher, utilizando a necessidade da enunciação de si sendo tão urgente para pensarmos arte, política e cotidiano na cena contemporânea latina
Entre a Terra e o corpo: a experiência da natureza na obra de Giuseppe Penone
This paper discusses the possibilities of sensitive experience of nature raised by the works of Giuseppe Penone. Understood as an aesthetic phenomenon, such experience presupposes a direct contact between the man and the Earth. The space produced in Penone\u27s works, in which this contact is possible, is here understood as a reality that is always shared, in which subject and object are mutually confused. In this sense, Penone\u27s production is located halfway between the Earth - whose materiality is, at the same time, the theme and support of artistic expressions - and the body that sculpt, decal, imagine, dream, experiment.Este artículo analiza las posibilidades de experiencia sensible de la naturaleza planteada por las obras de Giuseppe Penone. Entendida como un fenómeno estético, tal experiencia presupone el contacto directo entre el hombre y la Tierra. El espacio producido en las obras de Penone, en el que este contacto es posible, se entiende aquí como una realidad que siempre se comparte, en la que sujeto y objeto se confunden mutuamente. En este sentido, la producción de Penone se encuentra a medio camino entre la Tierra, cuya materialidad es, al mismo tiempo, el tema y el soporte de expresiones artísticas, y el cuerpo que esculpe, calcomanía, imagina, sueña y experimenta.O presente artigo procura discutir as possibilidades de experiência sensível da natureza suscitadas pelas obras de Giuseppe Penone. Entendida enquanto fenômeno estético, tal experiência pressupõe um contato direto entre o homem e a Terra. O espaço produzido nas obras de Penone, no qual torna-se possível esse contato, é aqui entendido como uma realidade sempre compartilhada, na qual sujeito e objeto confundem-se mutuamente. Nesse sentido, a produção de Penone situa-se a meio caminho entre a Terra – cuja materialidade é, a um só tempo, tema e suporte de expressões artísticas – e o corpo que a esculpe, a decalca, a imagina, a sonha, a experimenta