Revista Leia Escola
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PROGRAMA BALE: ONDE LER É RESISTIR; É PARTILHAR SONHOS; É TRANSFORMAR VIDAS! Entrevista com Maria Lúcia Pessoa Sampaio
O Programa BALE – Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas é uma ação de extensão do Departamento de Educação do Campus Avançado de Pau dos Ferros-UERN, que tem como objetivo formar leitores e proporcionar o acesso ao livro e a leitura em diferentes espaços. O BALE encontra-se em sua 14ª edição, atuando na promoção da leitura e do acesso ao livro, além de ser um espaço formativo para mediadores de leitura, contadores de histórias e pesquisadores
LEITURA EXPANDIDA:: A LITERATURA COMO PONTE EM AÇÕES REALIZADAS EM ÁREAS E SITUAÇÕES PERIFÉRICAS
O artigo busca compreender a concepção de leitura desdobrada segundo oito experiências fomentadoras decomunidades leitoras em diferentes locais do Brasil: MG, SP, RS, PB e DF. São todas iniciativas extraescolares previamente agraciadas com o prêmio Vivaleitura, outorgado até 2016 pelo governo federal. Para incentivar a leitura de literatura junto a públicos não familiarizados com esta, as iniciativas pesquisadas se vinculam a objetivos que levam em conta aspectos sociais e de fortalecimento da subjetividade das pessoas atendidas. O artigo procura entender as propostas segundo uma noção da leitura como prática social encarnada em diferentes contextos e, para isso, serãoapresentadas motivações e ações realizadas pelos/as proponentes para atingir os objetivos de cada projeto. As práticas observadas são associadas a conceitos deleitura literária (PAULINO, COSSON) e aos temas do direito à literatura (CÂNDIDO, MONTES) e da mediação de leitura (PETIT)
A EXPERIÊNCIA DE UMA AÇÃO DOCENTE PARA O DESENVOLVIMENTO DE PRÁTICAS DE LEITURA NA ESCOLA
Neste trabalho, analisamos a experiência da realização de um projeto desenvolvido por uma professora de português para alunos do ensino fundamental e sobre como a visão de leitura e história de leitora dela foram importantes para a execução dessa prática. Os objetivos foram: descrever a visão de leitura e a história de leitora da professora que desenvolveu o projeto Descobrindo os deleites da leitura e da escrita, bem como identificar os fatores que motivaram a realização do referido projeto e refletir sobre suas contribuições. Esta pesquisa é de abordagem qualitativa e de objetivo descritiva. Os dados foram coletados através de uma entrevista, gravada e transcrita, realizada com a docente. A análise está composta por onze trechos retirados dessa entrevista. Os resultados mostraram que a visão de leitura da professora é abrangente e que a universidade teve grande participação na construção de sua história como leitora. Observou-se que as motivações para o desenvolvimento do projeto foram baseadas nas dificuldades de leitura dos alunos e que resultados positivos vieram tanto para eles quanto para ela. Concluímos que, embora as dificuldades dos alunos não tenham sido totalmente resolvidas, o projeto foi uma prática fundamental de estímulo à leitura, apesar de tersido temporário
POLÍTICAS PÚBLICAS DE FORMAÇÃO DO LEITOR:: ANÁLISE DO EIXO DE LITERATURA DO PROGRAMA APRENDIZAGEM NA IDADE CERTA (MAIS PAIC)
O foco investigativo deste artigo é analisar a estrutura teórico-metodológica do eixo de Literatura e Formação do Leitor utilizada nos anos finais do Ensino Fundamental no âmbito do Programa Aprendizagem na Idade Certa (Mais Paic), pois nos interessa refletir acerca da relevância concedida à leitura literária nessa política pública educacional do Ceará. Desse modo, realizamos uma pesquisa bibliográfica, estabelecendo o diálogo entre os pressupostos do Programa e as concepções acerca da literatura apresentadas por Compagnon (2009), bem como acerca das concepções teóricas desenvolvidas por Koch (2015). As análises indicam que o Programa aposta na literatura como uma arte de poder humanizador e necessária para a formação ampla dos educandos, bem como aponta para a necessidade de um reposicionamento da literatura no âmbito escolar, que passa a ser abordada, a partir do Mais Paic, como fonte de fruição e apreciação estética, e não comouma obrigação escolar
ENSINO DE LITERATURA E FAMÍLIA:: INTERAÇÕES POSSÍVEIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Família e escola deveriam ser coparticipantes na formação do indivíduo, inclusive no que se refere às habilidades cognitivas. Nessa perspectiva, esta pesquisa objetiva-se a analisar a função da família no que se refere às práticas de leitura literária com crianças da Educação Infantil. O presente estudo se trata de uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, o instrumento aplicado para a coleta de dados foi um questionário estruturado enviado pelo WhatsApp aos participantes. Baseando-se nas informações levantadas foi analisada a influência das famílias na formação leitora dos educados em início de formação escolar.Os resultados da investigação apontam para uma participação inconsistente da família na formação leitora das crianças ao evidenciarem-se diversas fragilidades noque se refere à inserção da criança no universo da leitur
LEITURA LITERÁRIA ASSOCIADA AO ENSINO TÉCNICO NO INSTITUTO FEDERAL DE SERTÃO/RS:: QUEBRANDO PARADIGMAS CURRICULARES
Esta pesquisa consiste em uma análise da dimensão da realização de práticas leitoras literárias com obras contemporâneas, atreladas a leituras curriculares, na formação de alunos de uma turma de segundo ano do curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Sertão/RS, visto que o currículo escolar dos estudantes envolvidos prioriza leituras técnicas em detrimento de outras, como as literárias. Trata-se de uma pesquisa-ação envolvendo ações de leitura, visando uma formação leitora em múltiplas linguagens. As práticas desenvolvidas foram realizadas no período de um ano e pensadas com base em temáticas e obras que nortearam sua organização, promovendo leituras literárias e, ainda, produções escritas. Este estudo tem como base teórica os pressupostos de Michèle Petit sobre a importância da leitura e o papel do mediador na formação de leitores e de Judith Langer e Regina Zilberman sobre a literatura na escola e a experiência literária
OLHARES, GESTOS E PRÁTICAS DE LEITURA:: ENTRE “O DESEJO DA FALTA” E “O DESEJO DE LER” DA PROFESSORA MARIA ESTER VIEIRA DE SOUSA
Esta entrevista com a professora Maria Ester tem por propósito socializar com a comunidade universitária seus olhares, gestos e história das suas práticas de leitura desde a infância até sua atuação enquanto pesquisadora na área de Letras e Linguística. Uma entrevista que levará o público leitor a se debruçar sobre o que não foi esquecido, sobre as lembranças da leitora Ester ou sobre “aquilo que a memória pode tão somente recuperar sob o signo da ausência e da falta”, como destacou a professora Ester em seu Memorial Acadêmico, apresentado à Universidade Federal da Paraíba, como parte das exigências para a progressão funcional para Professora Titular, em novembro de 2016
LEITURA INFERENCIAL:: UMA ABORDAGEM NO 9o ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
leitura e inferência são práticas significativas que podem ser exploradas no ensino da compreensão textual. Por conta disso, este trabalho objetiva verificar a realização de inferências feitas por dez alunos do ensino fundamental, a partir da leitura do texto “ELA”, de Martha Medeiros, analisando quais inferências esses alunos utilizam para compreenderem a ideia central do texto. A partir das análises, foi constatado que os estudantes realizaram inferências dos tipos: local, global, controlada e automática, bem como recorreram ao uso de conhecimentos prévios, crenças, motivações, atribuídas à leitura do texto ELA. Teoricamente, dialogamos com Kintsch e Rawson (2013), Kleiman (1996, 1995, 2009, 2008), Solé (1998), Coscarelli (2002), Marcuschi (1885,1989), Martins (2012), Koch (2007, 2002),Campos (2009), e outros
ESPAÇOS DE LEITURA NESTE MUNDO VASTO MUNDO
O livro, ainda, experimenta condição elitizada, o que afeta a atividade de leitura em diversos espaços, especialmente o acadêmico. Por essa razão, devemos saber quais lugares podem ser criados para o desenvolvimento da leitura. Compreender as experiências dos alunos com a leitura e como criar espaços concretos em que eles possam ler dentro e fora da instituição escolar transforma-se em objetivo essencial para a formação do leitor. Sendo assim, tentamos, a partir de pesquisa quantitativa e implementação de projeto de ações integradas, bem como dos resultados obtidos, delinear razões e meios para dinamizar ações que aproximassem os alunos dessa atividade. Assim, os questionários aplicados revelaram o quanto a leitura faz parte da formação dos alunos; no entanto, não forma leitores nem se integra ao seio familiar de muitos alunos. Dessa maneira, foram propostos exercícios que propiciassem a ressignificação da leitura, com atividades de letramento literário, de maneira a dinamizar e motivar os alunos que não liam, e ainda solidificassem a faixa minoritária de leitores. Logo, este artigo pretende exibir a importância do levantamento de dados para subsidiar propostas de atividades
O SAEB E SEU IMPACTO NAS PRÁTICAS DE LEITURA EM UM CONTEXTO ESCOLAR:: TREINAMENTO OU LETRAMENTO?
O presente estudo, desenvolvido em uma escola Municipal, focaliza a elaboração e aplicação de atividades direcionadas ao desenvolvimento das práticas de leitura exigidas pelo SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Tais exercícios, aplicados ao nono ano, baseavam-se na Matriz Curricular da Prova Brasil, um sistema de avaliação nacional, vigente até 2019. Tendo como perspectivas teóricas os conceitos deletramento autônomo e letramento ideológico, por meio de um estudo de caso, observamos 14 simulados elaborados por docentes e coordenadores. Enfatizamos na análise elementos do processo de seleção dos textos (datas de publicação dos textos não literários, tipologias e gêneros textuais). O estudo possibilitou a verificação de que a proposta da secretaria, pautada na referidamatriz, tornou-se direcionadora da organização curricular da escola. Da mesma forma, observamos que as intervenções propostas refletiram de maneira positiva nos resultados do SAEB, todavia não foi possível constatar se garantiam o desenvolvimento do letramento crítico dos estudantes envolvidos