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Análise da diferenciação de memória em modelo murino na infecção do VSR após o tratamento com rapamicina
Classe de Origem e Resultados Educacionais: uma análise considerando o caráter posicional da escolaridade
Vulnerabilidade a desastres naturais: implicações para a enfermagem / Vulnerability to natural disasters: implications for nursing</b>
Libertação ou regressão? Uma análise de 50 Tons de Cinza e Babygirl sob a ótica da pornografia feminista e do patriarcado
Este trabalho propõe uma análise fílmica no universo do cinema erótico contemporâneo e uma análise comparativa entre os filmes 50 Tons de Cinza (2015) e Babygirl (2023). O estudo se âncora em bases teóricas feministas e no conceito de pornografia feminista, buscando compreender se essas obras oferecem novas formas de representação do desejo e da autonomia feminina ou se, ao contrário, apenas ressignificam velhas estruturas patriarcais sob uma estética mais palatável. Através de uma análise fílmica, esta pesquisa observa como o erotismo é construído em cada narrativa, nos corpos, nos olhares, nos silêncios e nas violências que se escondem sob a superfície do prazer. Enquanto 50 Tons de Cinza (2015) romantizam as práticas de dominação e abuso, BabyGirl (2024), tenta levantar questionamentos sobre o consentimento e o desejo. A protagonista Romy busca se liberar e conhecer o que lhe agrada com vulnerabilidade, mas não só ela, seu parceiro Samuel, também se encontra da mesma maneira, tão vulnerável quanto, ambos estão conhecendo os limites dos seus prazeres, muito diferente de 50 Tons de Cinza (2015), onde Grey tem total controle de Anastasia. Ao longo desta pesquisa pretendemos reunir teorias feministas (com autoras como Laura Mulvey e outras pensadoras do olhar feminino no cinema) em uma escuta empática às subjetividades envolvidas. Esta monografia não busca respostas absolutas, mas tensionar perguntas urgentes: o que é erotismo sob uma perspectiva feminina? É possível existir uma pornografia que liberte? E quando o desejo é filmado, ele ainda é nosso?This study proposes a film analysis within the realm of contemporary erotic cinema, focusing on a comparative examination of Fifty Shades of Grey (2015) and Babygirl (2023). Grounded in feminist theory and the concept of feminist pornography, the research investigates whether these films offer new representations of female desire and autonomy or merely repackage patriarchal structures under a more palatable aesthetic. Through film analysis, this work explores how eroticism is constructed in each narrative— through bodies, gazes, silences, and the underlying violences masked as pleasure. While Fifty Shades of Grey romanticizes domination and abuse, Babygirl interrogates consent and desire. The protagonist Romy seeks liberation and self-discovery with vulnerability, mirrored by her partner Samuel—a dynamic starkly different from Fifty Shades, where Christian Grey exerts total control over Anastasia. Drawing on feminist film theory (including Laura Mulvey’s work on the male gaze), this research engages empathetically with the subjectivities at play. Rather than providing definitive answers, it raises urgent questions: What constitutes eroticism from a feminist perspective? Can pornography be liberatory? And when desire is filmed, to whom does it truly belong