Instituto Politécnico de Beja

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    Bem me quer sono quer: Importância dos hábitos de sono saudáveis em famílias com crianças na idade pré-escolar: Abordagem do enfermeiro de saúde familiar

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    nquadramento: O desenvolvimento familiar caracteriza-se por uma diferenciação progressiva d os seus elementos, acompanhada de transformações ao longo do ciclo vital. A chegada dos filhos exige r eajustes, tanto na vida quotidiana como na estrutura familiar. Entre os três e os cinco anos de idade, as crianças atravessam mudanças significativas a nível biológico, psicossocial e cognitivo, preparando-se p ara a adoção de estilos de vida futuros. Neste contexto, o sono desempenha um papel fundamental, s endo amplamente reconhecido como um fator essencial para um desenvolvimento saudável. Estima-se q ue uma percentagem considerável de crianças sofra de perturbações do sono, com impactos relevantes n a saúde. A promoção de hábitos de sono adequados requer a implementação de mudanças c omportamentais, a organização criteriosa das atividades diárias e a gestão adequada do ambiente. O bjetivo: Descrever a prática profissional na promoção de hábitos de sono saudáveis, d emonstrando a aquisição dos conhecimentos, aptidões e competências na qualidade de mestre e de e nfermeiro especialista na área de enfermagem comunitária enfermagem de saúde familiar. M etodologia: Consiste num estudo de caso empírico descritivo e correlacional, sobre os hábitos d e sono de duas famílias com crianças na idade pré-escolar, inscritas na Unidade de Saúde Familiar. C onclusões: O enfermeiro especialista tem um papel crucial na promoção da saúde familiar, com f oco nos hábitos de sono e respetivas complicações. A presença de problemas do sono nas crianças, e videncia a necessidade de mais investigação sobre hábitos de sono nas famílias em Portugal

    Segurança da pessoa em situação crítica no transporte intra-hospitalar

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    O presente relatório está integrado no plano curricular do Mestrado em Enfermagem em Associação, na área de especialização de Enfermagem Médico-Cirúrgica, na vertente da Pessoa em Situação Crítica, associado à Unidade Curricular Estágio em Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica com Relatório. Neste relatório será apresentada uma análise reflexiva das atividades realizadas e das experiências vivenciadas durante os estágios em contexto de Serviço de Urgência e de Unidade de Cuidados Intensivos. O Transporte intra-hospitalar apresenta-se à pessoa em situação crítica como uma predisposição para a ocorrência de eventos adversos, colocando em risco a sua segurança. Sendo uma temática transversal ao Serviço de Urgência e à Unidade de cuidados Intensivos, procurou-se abordar esta temática, através da melhor evidência científica, compreendendo assim o papel do enfermeiro na segurança da pessoa em situação crítica durante o transporte intra-hospitalar. Ainda no presente relatório foi abordada a Teoria da Incerteza na Doença de Merle Mishel e realizada uma análise crítica e reflexiva acerca da aquisição das competências do enfermeiros especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica, na área da Pessoa em Situação Crítica, bem como das competências de Mestre em Enfermagem

    Capacitação da criança na primeira infância: Uma ferramenta digital

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    O Presente Relatório insere-se no âmbito do 8º Curso de Mestrado em Enfermagem, na área de especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, e tem como foco a capacitação parental enquanto estratégia promotora da literacia em saúde e do fortalecimento das competências parentais na primeira infância. A partir da identificação de necessidades reais dos cuidadores na abordagem a situações comuns da infância, como a febre, recorreu-se à metodologia Design Thinking (DT) para desenvolver soluções educativas centradas na família, nomeadamente através de recursos digitais acessíveis e interativos, como resposta inovadora à necessidade de disponibilizar informação fiável e compreensível, adaptada ao contexto digital atual, e às vivências dos cuidadores. A utilização destas ferramentas permitiu potenciar o empoderamento parental, promovendo comportamentos mais seguros, informados e autónomos. Este relatório revelou-se igualmente uma oportunidade de consolidação das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, enquanto agente de promoção da saúde, da literacia e da prática baseada na evidência, bem como das competências de Mestre, com destaque para a investigação e intervenção educativa sustentada

    Reabilitação da pessoa hospitalizada: Contributos para a mobilidade

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    Atualmente, consequência do aumento da esperança média de vida, verifica-se uma tendência para o envelhecimento demográfico, acompanhado pelo crescente aumento de comorbilidades e índice de dependência. Constata-se um aumento das pessoas portadoras de doença crónica como também a sua longevidade. Por outro lado, devido aos avanços tecnológicos e científicos, cada vez mais as pessoas sobrevivem a lesões potencialmente fatais. Como tal, perspetiva-se que em algum momento vão requerer de cuidados de saúde complexos com necessidade de internamentos prolongados. Aos períodos de hospitalização associa-se a restrição da mobilidade, pelo que se torna fundamental compreender as implicações clínicas do compromisso da mobilidade, nomeadamente, a diminuição da capacidade funcional que influencia diretamente a aptidão para realizar as atividades de vida diária. Esta problemática assume-se de extrema importância, considerando-se indispensável a intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação nas diferentes populações, visando manter, recuperar e maximizar a funcionalidade das pessoas ao longo do ciclo de vida. Este relatório expõe a implementação de um Programa de Enfermagem de Reabilitação dirigido à Pessoa Hospitalizada com compromisso da mobilidade, o qual evidenciou que as intervenções são benéficas na promoção da capacidade funcional. Além disso, encontra-se descrito o processo de aquisição e desenvolvimento de Competências Comuns do Enfermeiro Especialista, de Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação e de Competências de Mestre e as atividades desenvolvidas no decorrer dos Estágios

    Pediatric nursing in selected European countries

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    have been a pediatric nurse for nearly 50 years, and I have met pediatric nurses from all over the world. This means I have witnessed many of the changes that have happened in the way pediatric nurses have been educated and the different philosophies and approaches that have influenced the way we provide care to children and their families. When I started training as a pediatric nurse, there was very little evidence to underpin our practice, and much of what we did was task-oriented. Current practice is now informed by research, often undertaken by nurses, and it is typically child-centred and trauma-informed. Education has moved to become degree-level with many more opportunities for post-registration education at Masters level and beyond. What is very clear to me is that pediatric nurses are part of a very special community. A passionate community with the ambition and determination to improve the care of children, young people and their families. We share a vision for the future and by appreciating where we have come from, we move practice, leadership, management and research forward. Despite differences between different countries in terms of pre- and post-registration education opportunities, differences in regulation and governance, as well as other factors such as resources, pediatric nurses are part of a global family. We recognise the challenges that members of that global family face and we appreciate the work they do. Pediatric nurses play a vital role in providing care and essential services during the early stages of a person’s life course. When we get things right for babies, children and young people, they have a better opportunity to flourish as they reach adulthood. Pediatric nurses face the same external challenges as nurses who are part of the wider global nursing workforce; challenges such as economic uncertainty, politics, conflict, climate change, pandemics. As can be seen in the most recent World Health Organisation (2025) ‘State of the World’s Nursing 2025’ report there is a shortage of nurses globally and there is an expectation that this shortfall will grow. The projection is that 69% of this shortage will be “borne by the WHO African and the Eastern Mediterranean regions” (WHO, 2025, p. viii). This projection will be of particular interest to the readers of this book. The migration of pediatric nurses within Europe and other countries is understandable. It is driven by many factors including the drive for better pay, career prospects and working conditions. However, this means that some children have better access to highly qualified pediatric nurses than others do. This book provides insights into the histories, structures, systems of regulation and shifts in thinking about pediatric nursing, as well as the current and future challenges facing pediatric nurses in seven European countries: Bulgaria, Cyprus, Lithuania, Poland, Portugal, Sweden, and the UK. It reveals the similarities and differences between these selected countries and helps create a better understanding of pediatric nursing in Europe. It provides pediatric nurses with a way of examining how challenges have been and are being met. Across the chapters in this book, the authors explore and examine core issues that help the reader to position their understanding of pediatric nursing within their own country and often position it in relation to other professions and other countries. There is a wealth of information within this book and, within this review, I’ve only space to select and reflect on some aspects Although in writing this review I’m adopting the term ‘pediatric nursing’ and, indeed the book’s title is ‘Pediatric nursing in selected European countries’, I would not call myself a pediatric nurse. I describe myself as a children’s nurse; this is one of several differences between the UK (where I trained) and the other countries in this book. When I first registered as a qualified nurse I was on the register as a Registered Sick Children’s Nurse; following later changes to training and registration I am now registered as a Registered Nurse (Child). The terminology may not seem to be that important as, regardless of whether we describe ourselves as children’s nurses or pediatric nurses, the focus of our care is on babies, children, young people and their families. However, for me as a UK trained nurse, the wording is important – we look after children, not ‘pediatrics’ – but for the purposes of this review I use the terminology of the majority and talk of pediatric nursing. For pediatric nurses, politics matters, as does the positioning of children within society; this is obvious in different ways. Nursing, and particularly pediatric nursing, is typically female-dominated and historically as well as currently (see the chapter on Bulgaria) this can influence the regard in which being a pediatric nurse is held. The impact of politics and other significant factors on nurse education shapes practice. For example, it is clear in Cyprus how a history of conflict and invasion shaped nursing and educational opportunities; similarly, revolution in Portugal impacted changes to nursing education. Nursing is part of society and subject to the changes that occur within society. The shortage of pediatric nurses, increasing demand for specialised pediatric care, and financial and other constraints on healthcare systems creates challenges. Bulgaria, for example, faces challenges related to internal migration of nurses (from rural to urban) and out-of-country migration (to other countries). When Bulgaria loses skilled nurses, other countries that offer better wages, opportunities, careers and working conditions benefit. The core of pediatric nursing education is broadly similar across these seven countries, with education spanning a wide range of subjects including developmental care assessment, supporting families, communication, and multidisciplinary teamwork, with the child’s physical, emotional and social well-being as central. There are differences in the age range of children cared for by pediatric nurses, typically covering infancy to adolescence, with some such as Poland and Portugal noting a cut off as under the age of 18 years. However, perhaps one of the biggest differences in pediatric nursing education is that the UK, unlike all the other countries in the book, allows pre-registration training as a pediatric nurse (Registered Nurse, Child). For the other countries, pediatric nursing is a specialised training undertaken after having completed a general nursing programme. There are clearly arguments for and against pediatric nursing being a pre- or post-registration programme of study. I’ve long been an advocate for protecting and retaining the pre-registration route within the UK. Further, within the UK there are different pre-registration routes to qualifying as a pediatric nurse, ranging from apprenticeships through to Bachelor of Science and Master of Science. There are also some dual pre-registration programmes such as pediatric nursing and learning disability nursing. Additionally, there are different requirements in terms of experience post-qualification in terms of the level of experience a nurse requires before commencing postgraduate pediatric nursing education. For example, in Sweden nurses must have worked for a period of at least one year as a registered nurse to undertake specialist education in pediatric care. In Poland nurses must have worked in the profession for at least 2 years within the last 5 years, before starting post-graduate pediatric nursing training. However, in countries such as Lithuania, pediatric nurses do not need additional specialisation, although mandatory training courses are required to work in some practice settings. In Cyprus, there is no distinct registry for pediatric nurses and few opportunities for dedicated post-registration education for nurses working with children, young people and their families, although the first Masters-level programme in child and adolescent nursing care is expected to commence in 2026. It seems that, regardless of the route taken, in most – if not all – of the countries covered in this book, more educational opportunities post-qualifying as a pediatric nurse are needed. Not all children and young people who receive care will have that care given by a pediatric nurse. What is clear from the book is that there is a drive to change this. One way in which change occurs is through networking and collective action and this is best embodied through the work of nursing associations. The range of nursing associations and organisations available for nurses to join varies between different countries and not all have specific associations for pediatric nurses, although pediatric nurses can be active participants in generic associations (e.g. Lithuanian Nurses’ Organization). However, a pediatric nursing association such as the Swedish Pediatric Nursing Association) creates opportunities for members to network with colleagues who understand your field, shares values that are specific pediatric nursing and create opportunities to learn from those with different or greater expertise. Pediatric nursing associations have the potential to drive forward the nursing care of children and young people and their families, promote collaboration, more educational opportunities as well as advocate for the pediatric nurses. Pediatric nurses are passionate about delivering the best care to babies, children, young people and their families. Reading this book provides a wealth of information about pediatric nursing in seven European countries. It shines a light on our similarities and differences and what we can learn from each other. I commend the authors and editors for bringing this book to fruition

    Promoção do aleitamento materno: Intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde infantil e pediátrica

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    O aleitamento materno é reconhecido mundialmente como uma prática fundamental para a promoção da saúde e o desenvolvimento e crescimento infantil. A atuação dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros especialistas em enfermagem de saúde infantil e pediátrica, é crucial no apoio e incentivo do aleitamento materno. Ao logo de todo o percurso académico, no qual foram realizados estágios, tanto em contexto dos cuidados de saúde primários, como nos cuidados hospitalares, houve oportunidade de refletir acerca dos desafios enfrentados pelas famílias no âmbito do aleitamento materno. Por forma a compreender a dimensão cultural, na população migrante, foi também realizada uma revisão da literatura que permitiu mapear e descrever como é que a população migrante vivência o aleitamento materno, e cujo objetivo era “Conhecer de que forma é que a população migrante vivencia o aleitamento materno”. O presente documento foi desenvolvido sob a metodologia de projeto, na qual, o desenvolvimento das atividades propostas facilitou a aquisição de conhecimentos acerca da temática, tanto a nível global como local, permitiu implementar estratégias promotoras do aleitamento materno, adequadas e atuais. Este relatório pretende divulgar as estratégias utilizadas para a promoção do aleitamento materno e a valorização do cuidado centrado na família, mas também refletir acerca do desenvolvimento das competências profissionais, inerentes ao curso de mestrado com especialização em enfermagem de saúde infantil e pediátrica

    Multidecadal water quality trends across 15 European river basins along a Mediterranean climate gradient

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    Water quality degradation is a major issue in Mediterranean regions, but identifying the key natural and human drivers remains challenging, requiring large–scale studies for meaningful synthesis and comparison. This study analyzed a vast Mediterranean dataset spanning 89,015 km 2 across 15 Iberian river basins along a climate gradient (cooler-wetter north to warmer-drier south), 3 decades, 3441 stations, 19 parameters, and ∼15 million observations. It is the first study of this scale in the region, utilizing custom scripts for automated data compilation and processing. The study revealed an evident north–to–south water quality decline, with rising electric conductivity, pH, total suspended solids, nitrogen, phosphorus, organic carbon, and sulphate, alongside reduced dissolved oxygen and transparency. This pattern correlated with the latitudinal climate gradient and intensified agriculture in the south (Pearson correlation coefficient: 0.1 to 0.53; Spearman's rank correlation coefficient: 0.17 to 0.56), while increased forest cover had a mitigating effect (Pearson: 0.50 to 0.07; Spearman: 0.51 to 0.10). Multidecadal trend analysis revealed a shift around 2005 with most parameters decreasing, except for nitrate and phosphate, which rose likely due to the 2004/05 drought reducing river dilution and expanded irrigated agriculture, especially in Alentejo with the Alqueva reservoir

    Promoção do sono saudável na infância- Contributos do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde infantil e pediátrica

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    O sono é uma das principais atividades do cérebro no desenvolvimento durante os primeiros anos de vida de uma criança e interfere no desenvolvimento cognitivo e psicossocial. No entanto muitas crianças não têm rotinas estabelecidas para uma boa higiene do sono. O enfermeiro especialista em saúde infantil e pediátrica deve intervir, promovendo hábitos de sono saudáveis nos diferentes contextos de atuação: na comunidade, nas escolas, nas consultas de vigilância e no internamento. Assim, de acordo com a temática do projeto de intervenção integrado na linha de investigação “Segurança e qualidade de vida” foram realizadas atividades promotoras do sono saudável em cada contexto de estágio. Neste relatório são apresentadas as atividades realizadas, promotoras do sono saudável, impulsionadoras do desenvolvimento das competências comuns e específicas do EESIP, bem como de mestre. Foi ainda realizada uma reflexão crítica sobre o percurso realizado e suas aprendizagens

    Ganhos sensíveis aos cuidados de enfermagem de reabilitação: Programa de atividades de exercícios terapêuticos à pessoa idosa

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    Enquadramento: O envelhecimento como um processo natural e irreversível, está associado a um declínio gradual das capacidades físicas e cognitivas, exige uma atenção espacial da pessoa, sociedade no geral do sistema de saúde. As alterações da mobilidade são altamente influenciadoras na manutenção funcionalidade dos idosos, na execução do seu autocuidado, que por si, influencia o seu bem-estar e qualidade de vida. Este é um relatório de estágio, no âmbito do Mestreado em Enfermagem com Especialidade em Enfermagem de Reabilitação. Objetivo: Atingir competências comuns de Enfermeiro Especialista, Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação e Mestre. Perspetiva ainda, verificar os ganhos sensíveis aos cuidados de Enfermagem de Reabilitação através da implementação de um plano de exercícios. Metodologia: Como foco de intervenção a pessoa idosa, foram realizados 3 estágios numa ULS em Portugal. Recorre-se a uma abordagem metodológica qualitativa, de tipo estudo de caso múltiplos. Realizou-se um plano de intervenção de ER, com intervenções direcionadas para a população em estudo. Alicerçadas em modelos teóricos de referência na Enfermagem e na Enfermagem de Reabilitação, a Teoria do Défice de Autocuidado de Orem, a Teoria de Médio-Alcance de Manuel Lopes e no Modelo de Autocuidado de César Fonseca. Foi utilizado como instrumento de avaliação o Elderly Nursing Core Set (ENCS), permitindo medir ganhos nos domínios da funcionalidade, autocuidado, aprendizagem, funções mentais, comunicação e ambiente. Faz também parte uma scoping review centrada nos exercícios terapêuticos mais frequentemente prescritos por ER neste grupo etário. Resultados: Através resultados obtidos do plano de Enfermagem de Reabilitação, evidenciaramse melhoria global da capacidade funcional, do autocuidado e da capacidade de conhecimento dos participantes. Conclusão: Os estágios realizados mostraram ser um importante contributo para a aquisição e competências técnicas, científicas e éticas na prestação de cuidados especializados como Enfermeiro Especialista e Mestre na área da Enfermagem de Reabilitação, reforçando a importância da especialização dos Enfermeiros, e a influencia dos cuidados especializados na comunidade e sistema de saúde. Os programas de exercícios terapêuticos têm um papel diferenciador na melhoria da saúde das pessoas idosas, comunidade e sistema de saúde

    Transformar olhares – melhorar cuidados: Intervenção do enfermeiro especialista na área de enfermagem de saúde familiar em famílias com pessoas trans

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    As pessoas trans apresentam, para além das necessidades de saúde comuns à população, necessidades de saúde específicas, e continuam a estar sujeitas a formas institucionalizadas de discriminação, pelo que, continua a ser imprescindível a capacitação dos profissionais de forma a assegurar uma correta articulação funcional. Neste relatório, pretende-se retratar a experiência de aquisição de competências de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar, no âmbito do Curso de Mestrado na referida área, que teve por base, o regulamento próprio que rege essas competências, assim como os que definem as de Enfermeiro Especialista e de Mestre. Deste modo, foram estabelecidos dois principais objetivos para o desenvolvimento da componente clínica, o cuidar da família, enquanto unidade de cuidados, e de cada um dos seus membros, ao longo do ciclo vital e aos diferentes níveis de prevenção, e liderar e colaborar nos processos de intervenção no âmbito da Enfermagem de Saúde Familiar. Neste sentido, identificaram-se, no ficheiro da Unidade onde decorreram os estágios, duas famílias com pessoas trans, e procedeu-se à sua avaliação e intervenção, com base no Modelo Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar. Concomitantemente, foi desenvolvido um plano de formação aos profissionais da Unidade de Saúde Familiar, segundo necessidades formativas identificadas. Com as atividades desenvolvidas, foi possível obter ganhos em saúde a nível da prevenção de complicações, das modificações positivas no estado dos diagnósticos de enfermagem e dos ganhos esperados de efetividade, com aumento no nível de satisfação das famílias em estudo, em relação aos cuidados prestados, e aumento do conhecimento dos profissionais

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