Resistances. Journal of the Philosophy of History
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Direito e Dever. Restrições à Liberdade?
¿Se puede hablar filosóficamente de una limitación justificada de la libertad? La definición hegeliana del libre albedrío, fundamentada lógicamente, y su comprensión del derecho y la obligación puede contribuir a la clarificación del concepto de libertad. Importa diferenciar de manera precisa entre libertad y arbitrio - este último un elemento necesario, pero unilateral, de la voluntad libre. Con el arbitrio la voluntad no se encuentra todavía en la forma de razón. Los derechos y obligaciones racionales no son una restricción de la libertad. En la medida en que los derechos individuales pueden colisionar (por ejemplo, en situaciones de emergencia), puede haber una restricción temporal y proporcionada de ciertos derechos en favor de derechos más elevados, como el derecho a la vida. Las dictaduras son instancias de un ejercicio del poder del orden de lo arbitrario en las cuales se restringe la libertad. El Estado diseñado racionalmente, por el contrario, restringe únicamente el arbitrio. Lo que debe definirse son las obligaciones y los derechos del Estado y las obligaciones y derechos de los ciudadanos.Can one speak philosophically of a justified limitation of freedom? Hegel’s logically founded definition of free will and his understanding of right and duty can contribute to a clarification of the concept of freedom. Important is a precise differentiation between freedom and caprice (Willkür) – the latter being a necessary but one-sided element of the free will. In caprice, the will is not yet in the form of reason. Rational rights and duties are not a restriction of freedom. Insofar as individual rights can collide (e. g. in emergency situations), there can be a temporary and proportionate restriction of certain rights in favour of higher rights, such as the right to life. Dictatorships are instances of capricious rule which restrict freedom; the rationally designed state, by contrast, restricts only caprice. What is tobe defined are the duties and the rights of the state and the duties and the rights of the citizens.É possível falar filosoficamente de uma limitação justificada da liberdade? A definição logicamente fundamentada de livre arbítrio de Hegel e sua compreensão da lei e da obrigação podem contribuir para o esclarecimento do conceito de liberdade. É importante diferenciar precisamente entre liberdade e agência - esta última um elemento necessário, mas unilateral, do livre arbítrio. Com o livre arbítrio, a vontade ainda não está na forma da razão. Os direitos e obrigações racionais não são uma restrição à liberdade. Na medida em que os direitos individuais possam colidir (por exemplo, em situações de emergência), pode haver uma restrição temporária e proporcional de certos direitos em favor de direitos mais elevados, tais como o direito à vida. As ditaduras são instâncias de um exercício arbitrário de poder em que a liberdade é restrita. O estado racionalmente projetado, pelo contrário, restringe apenas a arbitrariedade. O que deve ser definido são as obrigações e direitos do Estado e as obrigações e direitos dos cidadãos
Mapping the emergence of the National Health Care Policy for Indigenous People in Brazil
Este artigo é um estudo de caso sobre a construção da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), em que se reconstitui processos causais e realiza inferências descritivas concernentes à entrada da saúde indígena na agenda governamental como política pública do Estado brasileiro. Os modelos teóricos-analíticos que embasaram este artigo são o Modelo de Múltiplos Fluxos, de John W. Kingdon, e o Modelo do Equilíbrio Pontuado, desenvolvido por James L. True, Bryan D. Jones e Frank R. Baumgartner. A pesquisa que lhe deu origem foi empreendida por meio da análise documental, bibliográfica e de entrevistas. São resultados deste artigo a descrição do processo pelo qual a saúde dos povos indígenas tornou-se uma política pública, a identificação das instituições e dos atores envolvidos, a construção da imagem da política de saúde diferenciada aos povos indígenas bem como as condições políticas, o contexto histórico e o “clima” nacional predominantes. Conclui-se que a constituição da PNASPI é decorrente da participação efetiva dos povos indígenas nos conselhos e conferências de saúde e nas diferentes formas de mobilizações reivindicatórias. Além disso, as mudanças institucionais ora têm sido no sentido de dar concretude à proposta de política diferenciada para os indígenas ora, no sentido oposto, o de promover a integração dos povos ao restante da sociedade brasileira, ignorando a multiculturalidade brasileira. This article is a case study about the construction of the National Health Care Policy for Indigenous Peoples (PNASPI), in which causal processes are reconstituted and descriptive inferences concerning the entry of indigenous health into the government agenda as a public policy of the Brazilian State are made. The theoretical-analytical models that supported this article are the Multiple Streams Framework, by John W. Kingdon, and the Punctuated Equilibrium Theory, developed by James L. True, Bryan D. Jones, and Frank R. Baumgartner. The research that gave rise to it was undertaken through documental, bibliographical, and interviews analysis. The results of this article are the description of the process by which the health of indigenous people became a public policy, the identification of institutions and actors involved, the construction of the image of the differentiated health policy for indigenous people, as well as the political conditions, the historical context, and the prevailing national “climate”. It is concluded that the constitution of the PNASPI results from the effective participation of indigenous people in health councils and conferences and in different forms of demand mobilization. In addition, institutional changes have been both in the sense of making concrete the proposal for a differentiated policy for indigenous people and, in the opposite sense, of promoting the integration of people into the rest of Brazilian society, ignoring Brazilian multiculturalism
Itinerarios terapéuticos y pluralismos médicos de las migrantes bolivianas en Argentina
This article arises from the question of how intercultural health processes can be generated within limited contexts for health care and healthcare access for migrants, particularly women who migrate. We propose the analysis of the health systems and the broader life context that surrounds the processes of health, disease and care of Bolivian migrant women living in three Argentinean inner cities. From a qualitative perspective, we carry out interviews with health professionals and key informants as well as observations in living spaces, health services and public institutions. We conclude the need to generate approaches towards the reflection on the resolution capacity of the healthcare systems as well as the inclusion of the different forms of understanding the ways of healing the body and discomfort, especially in the context of high levels of vulnerability.Este artículo surge de la pregunta respecto a cómo se pueden generar procesos interculturales en salud dentro de contextos limitados para el cuidado de la salud y el acceso a servicios de migrantes, en particular mujeres que migran. Para esto, proponemos el análisis de los sistemas de salud y del contexto de vida más amplio que rodea los procesos de salud, enfermedad y atención de mujeres migrantes bolivianas viviendo en tres ciudades del interior de la Argentina. Desde una perspectiva cualitativa, llevamos adelante entrevistas con profesionales de la salud e informantes clave, así como observaciones realizadas en espacios de vida, servicios de salud y organismos públicos de referencia. Se concluye la necesidad de generar abordajes que permitan reflexionar sobre la capacidad resolutiva de los sistemas sanitarios, así como una mayor inclusión de los distintos modos de entender las formas de sanar el cuerpo y el malestar, especialmente en contextos de alta vulnerabilidad social
La pandemia y la escritura de la Historia en la actualidad
Neste artigo serão discutidos alguns dos aspectos teóricos da prática do historiador do Tempo Presente, problematizando o método, as fontes e a narrativa do cenário de pandemia. No artigo serão utilizados referenciais teóricos que auxiliem na compreensão tanto da escrita da história como da sua prática historiográfica do Tempo Presente, procurando demonstrar a importância e as dificuldades do trabalho do historiador que ademais levar em conta que os fenômenos da aparência são apenas a expressão dessas determinações, manifestas na maior parte dos casos política e culturalmente, e que podem ser investigadas pela História do Tempo Presente.This article will discuss some of the theoretical aspects of the practice of the historian of the Present Time, problematizing the method, the sources and the narrative of the pandemic scenario. The article will use theoretical references that help in the understanding of both the writing of history and its historiographical practice of the Present Time, seeking to demonstrate the importance and the difficulties of the work of the historian who, in addition to taking into account that the phenomena of appearance are only the expression of these determinations, manifested in most cases politically and culturally, and that can be investigated by the History of the Present Time.Este artículo discutirá algunos de los aspectos teóricos de la práctica del historiador del Tiempo Presente, problematizando el método, las fuentes y la narrativa del escenario pandémico. El artículo utilizará referencias teóricas que ayuden a la comprensión tanto de la escritura de la historia como de su práctica historiográfica del Tiempo Presente, buscando demostrar la importancia y las dificultades del trabajo del historiador que también tiene en cuenta que los fenómenos de aparición son sólo la expresión de estas determinaciones, manifestadas en la mayoría de los casos política y culturalmente, y que pueden ser investigadas por la Historia del Tiempo Presente
Moldeando la Noosfera: geoética y resistencia espiritual en les Terres de l’Ebre, Cataluña, España
The concept of the Noosphere is of great importance when looking at the values underpinning the technocratic artifacts and technocracies (human physical technological objects and knowledge processes) by which Humans relate to the Geosphere through other human beings. In this sense, the Noosphere may inform geoethics as an environmental, social, and spiritual praxis and thinking aiming at ecological justice. The concept of the Noosphere represents the coexistence and coevolution of Humans and the Geosphere, overcoming the dichotomy between instrumental materialistic and intrinsic ecocentric values but considering the meaning of a constitutive dimension. Thus, the Noosphere becomes a concept for reconnection with the human community, the natural world, and the Divine, and develops into an ecological mysticism that, in turn, unfolds in resistance in hope as a kind of spiritual activism. The theoretical framework is illustrated with the case study of the Terres de L’Ebre in Catalonia (Spain).El concepto de Noosfera es de gran importancia cuando se analizan los valores que sustentan los artefactos tecnocráticos y las tecnocracias (objetos tecnológicos físicos humanos y procesos de conocimiento) mediante los cuales los Humanos se relacionan con la Geosfera a través de otros seres humanos. En este sentido, la Noosfera puede informar a la geoética como una praxis y pensamiento ambiental, social y espiritual que apunta a la justicia ecológica. El concepto de Noosfera representa la coexistencia y coevolución de los Humanos y la Geosfera, superando la dicotomía entre valores instrumentales es intrínsecos, considerando una dimensión constitutiva de los mismos que da significado a la existencia humana y a la geosfera. Así, la Noosfera se convierte en un concepto de reconexión con la comunidad humana, el Mundo natural y lo Divino, que se desarrolla en un misticismo ecológico y una praxis en forma de resistencia en la esperanza como activismo espiritual. El marco teórico se ilustra con el caso de estudio de las Terres de L’Ebre en Cataluña (España)
Identidad y derechos: los límites en la demanda y legislación de la Ley para la Interrupción Voluntaria del Embarazo
In December 2020, in the midst of the health emergency resulting from COVID-19, Law No. 27,610, which guarantees the right to decide and access to voluntary termination of pregnancy up to the fourteenth week (inclusive) of the gestational process, was enacted in Argentina. From a position in favor of the legalization of abortion, this article aims to point out the enunciative and argumentative limits present in the demand and in the letter of the Law. To this end, we use the methodology of a theoretical article, taking as a fundamental antecedent the work of Blas Radi, placing this article in the paradigm of Reproductive Justice. This framework, together with other theoretical contributions, allows us to analyze the theoretical and practical limits of the right to abortion as expressed in the slogans and arguments put forward during the debate and in the text of the Law. Through this analysis, we suggest that the legalization of abortion per se does not produce the reorganization of the social order necessary to guarantee that all people with the capacity to bear children have access to the formally recognized right. Therefore, we conclude that, despite the recognition of the right to the Voluntary Interruption of Pregnancy, people with the capacity to bear children under unequal conditions can easily be eclipsed by the sunny formulations of “progress” that in fact only defends and guarantees the freedom and equality of some.En diciembre del 2020, en medio de la emergencia sanitaria producto del COVID-19, la Ley No 27.610 que garantiza el derecho a decidir y acceder a la interrupción voluntaria del embarazo hasta la semana catorce (inclusive) del proceso gestacional, fue sancionada en Argentina. Desde una posición a favor de la legalización del aborto, el presente artículo tiene como objetivo señalar los limites enunciativos y argumentativos presentes en la demanda y en la letra de la Ley. Con este fin utilizamos la metodología propia de un artículo teórico, tomando como antecedente fundamental el trabajo de Blas Radi inscribiendo este artículo en el paradigma de la Justicia Reproductiva. Este marco junto con otros aportes teóricos nos permite analizar los límites teóricos y prácticos del derecho al aborto que se expresan en los lemas y argumentos esgrimidos durante el debate como en el texto de la Ley. Mediante este análisis sugerimos que la legalización del aborto per se no produce la reorganización del orden social necesaria para garantizar que todas las personas con capacidad de gestar accedan al derecho reconocido a nivel formal. Por ello, concluimos que, a pesar del reconocimiento del derecho a la Interrupción Voluntaria del Embarazo, las personas con capacidad de gestar en condiciones de desigualdad pueden fácilmente quedar eclipsadas por las soleadas formulaciones de un “progreso” que en los hechos sólo defiende y garantiza la libertad e igualdad de algunas personas
A economia política e a questão da liberdade: Notas sobre Hegel e Marx
The reception of classical political economy played a prominent role in the development of Hegel’s and Marx's political thought. The purpose of this paper is twofold: firstly, to present the general outlines of the reception of classical political economy in Hegel and Marx; secondly, to evaluate the implications of the reception of classical political economy in the concept of freedom in both philosophers. I argue that the reception of classical political economy, due to different philosophical standpoints, leads Hegel and Marx to develop a different conceptualization of freedom. My main concern was to provide not an exhaustive analysis of the topic but a brief sketch of the implications which different interpretations of political economy have on the question of freedom, indicating, if that should be the case, works that may shed more light on some of the issues addressed throughout the contribution.La recepción de la economía política clásica desempeñó un papel destacado en el desarrollo del pensamiento político de Hegel y Marx. El propósito de este trabajo es doble: en primer lugar, presentar las líneas generales de la recepción de la economía política clásica en Hegel y Marx; en segundo lugar, evaluar las implicaciones de la recepción de la economía política clásica en el concepto de libertad en ambos filósofos. Sostengo que la recepción de la economía política clásica, debido a los diferentes puntos de vista filosóficos, lleva a Hegel y a Marx a desarrollar una conceptualización diferente de la libertad. Mi principal preocupación es ofrecer, no un análisis exhaustivo del tema, sino un breve esbozo de las implicaciones que las diferentes interpretaciones de la economía política tienen en la cuestión de la libertad, indicando, si es el caso, trabajos que puedan arrojar más luz sobre algunas de las cuestiones abordadas a lo largo de la contribución.A recepção da economia política clássica desempenhou um papel proeminente no desenvolvimento do pensamento político de Hegel e Marx. O objetivo deste trabalho é duplo: primeiro, apresentar os contornos gerais da recepção da economia política clássica em Hegel e Marx; segundo, avaliar as implicações da recepção da economia política clássica no conceito de liberdade em ambos os filósofos. Defendo que a recepção da economia política clássica, devido a diferentes pontos de vista filosóficos, leva Hegel e Marx a desenvolver uma conceituação diferente da liberdade. Minha principal preocupação foi fornecer não uma análise exaustiva do tema, mas um breve esboço das implicações que diferentes interpretações da economia política têm sobre a questão da liberdade, indicando, se for o caso, trabalhos que possam lançar mais luz sobre algumas das questões abordadas ao longo da contribuição
Desaparecimento e terror: A crítica de Hegel sobre a violência positiva da lei
El artículo se propone analizar la relación entre violencia y ley en la filosofía temprana de Hegel, rastreando el concepto de positividad en los textos de juventud (con particular énfasis en los fragmentos de Frankfurt conocidos como “El espíritu del cristianismo y su destino”) en paralelo con el análisis de la libertad absoluta y el terror en la Fenomenología del Espíritu. Se plantea como tesis central que las nociones de desaparición y terror, presentadas en este artículo como dos momentos, diferenciados, en el análisis de dicha figura de la conciencia en la Fenomenología, no son otra cosa que las caras más extremas, llevadas hasta sus últimas consecuencias en el mundo práctico, de lo que Hegel en sus escritos tempranos había ya desarrollado como las dos caras de la positividad. Las herramientas conceptuales que Hegel desarrolla a lo largo de sus escritos de Frankfurt, y que son puestas a prueba en la Fenomenología, resultan útiles para comprender el aspecto crítico de lo que Hegel presenta como el riesgo de una violencia radical, alojada en el corazón de una interpretación paradigmáticamente moderna de la soberanía, y de sus desarrollos conceptuales e históricos en las nociones modernas (positivas) de derecho y acción de Estado que la presuponen. In this paper, I intend to address the relation between law and violence in Hegel’s early writings. I propose to analyze the development of the concept of “positivity” in Hegel’s Early Theological Writings (with a particular emphasis on the fragments written in Frankfurt and known as “The Spirit of Christianity and its Fate”) in comparison with Hegel’s analysis of ‘Absolute Freedom and Terror’ in the Phenomenology of Spirit. I contend that the concepts of disappearance and terror that Hegel associates with the latter, are two distinct and differentiated moments of what Hegel in his early writings describes as the violence of positivity. In fact, I show that disappearance and terror are the extreme versions, put to the test in their actualization in the practical world, of the two ‘faces’ of positivity in the Frankfurt fragments. Hegel’s insightful criticism of the violence of the law in these fragments, together with the putting to the test of these ideas in the Phenomenology, provides a very useful set of tools for understanding the risk of a radical form of violence that Hegel sees at the foundation of a paradigmatically modern interpretation of the notion of “sovereignty” and its concrete manifestations in modern conceptions of right and state action. O artigo se propõe a analisar a relação entre violência e lei na filosofia inicial de Hegel, traçando o conceito de positividade nos textos de sua juventude (com ênfase particular nos fragmentos de Frankfurt conhecidos como "O Espírito do Cristianismo e seu Destino") em paralelo com a análise da liberdade absoluta e do terror na Fenomenologia do Espírito. A tese central é que as noções de desaparecimento e terror, apresentadas neste artigo como dois momentos distintos na análise desta figura de consciência na Fenomenologia, nada mais são do que as faces mais extremas, levadas até suas últimas conseqüências no mundo prático, do que Hegel em seus primeiros escritos já havia desenvolvido como as duas faces da positividade. As ferramentas conceituais que Hegel desenvolve ao longo de seus escritos de Frankfurt, e que são colocadas à prova na Fenomenologia, são úteis para compreender o aspecto crítico do que Hegel apresenta como o risco de violência radical, alojado no coração de uma interpretação paradigmaticamente moderna da soberania, e de seus desenvolvimentos conceituais e históricos nas noções modernas (positivas) de direito e ação estatal que a pressupõem
O cuidado do direito como administração da justiça na Filosofia do Direito de Hegel
El presente capítulo tiene como pretensión tanto ilustrar los momentos primordiales del apartado sobre administración de justicia (§ 209-229) al interior de los Lineamientos de la Filosofía del derecho, como exponer algunos elementos conflictivos en su comprensión. Este capítulo se separa en tres momentos: i) tematiza la tarea de la administración de justicia como salvaguardia del derecho; ii) caracteriza la cohesión narrativa de la administración de justicia al interior de la sociedad civil y su tensión con el concepto de Estado y, finalmente, iii) la problemática de la personalización al interior del sistema de leyes y la interpelación de Marx. La hipótesis que aparece, entonces, es que Hegel intenta probar la necesidad de la codificación del derecho en virtud la defensa de la libertad personal y de la propiedad, pero la cual solo es posible mediante el poder o violencia judicial.The aim of this chapter is both to illustrate the main moments of the section on the administration of justice (§ 209-229) within the Lineaments of the Philosophy of Right, and to expose some conflicting elements in its understanding. This chapter is separated into three moments: i) it thematizes the task of the administration of justice as a safeguard of law; ii) it characterizes the narrative cohesion of the administration of justice within civil society and its tension with the concept of the State and, finally, iii) the problematic of personalization within the system of law and the interpellation of Marx. The hypothesis that appears, then, is that Hegel tries to prove the necessity of the codification of law in virtue of the defense of personal freedom and property, but which is only possible through judicial power/violence.Este capítulo visa tanto ilustrar os momentos-chave da seção sobre a administração da justiça (§ 209-229) dentro das Diretrizes sobre a Filosofia do Direito, quanto expor alguns elementos conflitantes em seu entendimento. Este capítulo é separado em três momentos: i) ele tem como tema a tarefa da administração da justiça como salvaguarda do direito; ii) ele caracteriza a coesão narrativa da administração da justiça na sociedade civil e sua tensão com o conceito de Estado e, finalmente, iii) a problemática da personalização dentro do sistema do direito e a interpelação de Marx. A hipótese que emerge, então, é que Hegel está tentando provar a necessidade da codificação da lei em virtude da defesa da liberdade pessoal e da propriedade, mas que só é possível através do poder judicial ou da violência.
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Este capítulo visa tanto ilustrar os momentos-chave da seção sobre a administração da justiça (§ 209-229) dentro das Diretrizes sobre a Filosofia do Direito, quanto expor alguns elementos conflitantes em seu entendimento. Este capítulo é separado em três momentos: i) ele tem como tema a tarefa da administração da justiça como salvaguarda do direito; ii) ele caracteriza a coesão narrativa da administração da justiça na sociedade civil e sua tensão com o conceito de Estado e, finalmente, iii) a problemática da personalização dentro do sistema do direito e a interpelação de Marx. A hipótese que emerge, então, é que Hegel está tentando provar a necessidade da codificação da lei em virtude da defesa da liberdade pessoal e da propriedade, mas que só é possível através do poder judicial ou da violência
A resistência epistemológica e a busca de alternativas à modernidade na história intelectual
The violence of modernity has led to epistemological resistances around the world and the search for alternative ways of reconstructing philosophy. Among the Frankfurt School and early Kyoto School thinkers, for instance, the problem of modernity is framed as an excess of objective rationality, but among the decolonial thinkers of Latin America, the problem is conceptualized as the very myth of modernity itself that has legitimized the colonization and exclusion of non-Europeans. In the search for alternatives modernities, the Kyoto School and Latin American philosophy agree to a vision of inter-civilizational dialogue, which amounts to an engagement of alterity or differences, whereas with the Frankfurt School, albeit struggles to find consensus on how to overcome modernity, aims to merely preclude the problem of reproducing the impulses toward the domination of oneself and others. Nonetheless, all these paradigms have a theoretical point of convergence: that is, since we are all participants of modernity, we are both victims and executioners of its violence, and thus compelled to negate it. This article will discuss how the violence of modernity is experienced, theorized, and then challenged around different continents in order to make visible not just how the violence of modernity is reproduced in different ways but to force ourselves to engage in self-critique in the pursuit to make explicit our own assumptions that repeats the violence of modernity.La violencia de la modernidad ha provocado resistencias epistemológicas en todo el mundo y la búsqueda de formas alternativas de reconstruir la filosofía. Entre los pensadores de la Escuela de Frankfurt y de la primera Escuela de Kioto, por ejemplo, el problema de la modernidad se enmarca como un exceso de racionalidad objetiva, pero entre los pensadores decoloniales de América Latina, el problema se conceptualiza como el propio mito de la modernidad que ha legitimado la colonización y la exclusión de los no europeos. En la búsqueda de modernidades alternativas, la Escuela de Kioto y la filosofía latinoamericana coinciden en una visión de diálogo intercivilizacional, lo que equivale a un compromiso con la alteridad o las diferencias, mientras que con la Escuela de Frankfurt, aunque se esfuerza por encontrar un consenso sobre cómo superar la modernidad, se propone simplemente excluir el problema de la reproducción de los impulsos hacia la dominación de uno mismo y de los demás. No obstante, todos estos paradigmas tienen un punto de convergencia teórico: es decir, que como todos somos partícipes de la modernidad, somos a la vez víctimas y verdugos de su violencia, y por tanto estamos obligados a negarla. En este artículo se analizará cómo se experimenta, se teoriza y se cuestiona la violencia de la modernidad en diferentes continentes, con el fin de hacer visible no sólo cómo se reproduce la violencia de la modernidad de diferentes maneras, sino para obligarnos a hacer una autocrítica en la búsqueda de explicitar nuestros propios supuestos que repiten la violencia de la modernidad.A violência da modernidade tem provocado resistência epistemológica em todo o mundo, assim como a busca de formas alternativas de reconstruir a filosofia. Entre os pensadores da Escola de Frankfurt e da Escola de Kyoto, por exemplo, o problema da modernidade é enquadrado como um excesso de racionalidade objetiva, mas entre os pensadores descoloniais da América Latina, o problema é conceitualizado como o próprio mito da modernidade que legitimou a colonização e a exclusão dos não-europeus. Na busca de alternativas, a Escola de Kyoto e a filosofia latino-americana coincidem em uma visão de diálogo inter-civilizacional, o que equivale a um compromisso com a alteridade ou as diferenças, enquanto que com a Escola de Frankfurt, ao mesmo tempo em que se esforça para encontrar um consenso sobre como superar a modernidade, ela simplesmente propõe excluir o problema da reprodução dos impulsos para a dominação de si e dos outros. No entanto, todos estes paradigmas têm um ponto teórico de convergência: a saber, que como todos nós somos participantes da modernidade, somos tanto vítimas quanto executores de sua violência e, portanto, obrigados a negá-la. Este artigo analisará como a violência da modernidade é vivida, teorizada e questionada em diferentes continentes, a fim de tornar visível não apenas como a violência da modernidade é reproduzida de diferentes maneiras, mas também para nos forçar a sermos autocríticos na busca de explicitar nossas próprias suposições que repetem a violência da modernidade