Publicações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC)
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    COGUMELOS COMESTÍVEIS COMO MÉTODO DE AGRICULTURA ALTERNATIVA NA PRODUÇÃO FAMILIAR

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    Os cogumelos comestíveis, pertencentes ao reino Fungi, destacam-se por seu elevado valornutricional e proteico, sendo alimentos de baixa caloria, ricos em fibras e compostos antioxidantes.Seu consumo crescente impulsionou a transição da coleta extrativa para o cultivo controlado,viabilizada por avanços na pesquisa sobre habitat, substratos e seleção de linhagens. Nesse contexto,os cogumelos representam uma alternativa viável de geração de renda para a agricultura familiar,exigindo baixo investimento e conhecimentos técnicos acessíveis. Este projeto teve como objetivoapresentar e viabilizar práticas sustentáveis para o cultivo de cogumelos comestíveis em sistemasfamiliares de produção. A espécie selecionada foi o shimeji (Pleurotus ostreatus), devido à suafacilidade de cultivo e adaptação ao clima local. Buscamos demonstrar a viabilidade técnica eeconômica do cultivo por meio de métodos simples e de baixo custo, favorecendo sua adoção porpequenos produtores. O cultivo foi estruturado em etapas: obtenção do inóculo, preparo da“semente” (spawn) e do substrato autoclavado para controle de contaminantes, seguidos pelas fasesde incubação, frutificação e colheita. Utilizaram-se diversos substratos alternativos como serragemde pinus, borra de café, bagaço de cana, casca de soja, folha de bananeira, casca de arroz e o métodoJunCao, todos corrigidos com calcário para ajuste do pH e criação de um ambiente propício aodesenvolvimento do micélio. Durante a fase de colonização e maturação, foram mantidas condiçõescontroladas (22–24 °C), seguidas por choque térmico (14–15 °C) para indução da frutificação. Osresultados parciais demonstram boa colonização micelial e início da formação de corpos defrutificação, evidenciando o potencial do cultivo. Espera-se apresentar futuramente os resultadoscompletos, com ênfase na viabilidade prática e econômica da atividade. Conclui-se que oscogumelos comestíveis, além de representarem uma fonte nutricional relevante, constituem umapromissora estratégia de diversificação produtiva, promovendo a segurança alimentar e a geração derenda no contexto da agricultura convencional, alternativa e agroecológica

    CONTROLE DA MASTITE EM VACAS LEITEIRAS: ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E IMPACTOS NA QUALIDADE DO LEITE

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    A mastite bovina é uma das enfermidades de maior impacto na bovinocultura leiteira,comprometendo tanto a qualidade quanto a quantidade do leite produzido, além de afetar obem-estar dos animais e gerar prejuízos econômicos significativos. Trata-se de um processoinflamatório da glândula mamária que pode ocorrer de forma clínica, com sinais evidentes comoedema, hiperemia e alterações nas características do leite ou de forma subclínica, quando não hámanifestações visíveis, mas a infecção persiste, elevando a contagem de células somáticas (CCS) ereduzindo a produtividade. O presente trabalho teve como objetivo reunir e discutir as principaisestratégias de controle da mastite em vacas leiteiras, com ênfase na prevenção, diagnóstico precoce eimpacto produtivo. A metodologia adotada foi a revisão bibliográfica, baseada em artigoscientíficos, literatura técnica e documentos institucionais atualizados sobre fisiopatologia, agentescausadores, manejo e impacto econômico da enfermidade. Os principais agentes etiológicosenvolvidos incluem bactérias como Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Escherichiacoli, cuja entrada no canal do teto ocorre, em grande parte, durante o processo de ordenha,especialmente em sistemas com falhas de higiene. A prevenção da mastite depende, portanto, de umconjunto de práticas de manejo higiênico e sanitário, com destaque para o uso sistemático depré-dipping e pós-dipping, imersão dos tetos em soluções antissépticas antes e após a ordenha, osquais reduzem substancialmente a incidência de novas infecções intramamárias. Adicionalmente, autilização de papel toalha para a secagem dos tetos, luvas para os ordenhadores e a manutençãoadequada dos equipamentos de ordenha são práticas indispensáveis. Equipamentos mal reguladospodem causar hiperqueratose na ponta dos tetos, o que pode ser irreversível predispondo à infecções.O ambiente também exerce papel crucial na prevenção: camas sujas, úmidas ou mal manejadaspromovem a proliferação de microrganismos patogênicos. A adoção de instalações limpas, secas ebem ventiladas reduz significativamente o risco de proliferação de patógenos. Durante o período desecagem, recomenda-se fazer testes como o CMT (California Mastitis Test) e a análise de CCS(Contagem de Células Somáticas), logo após análise individual microbiológica do teto que acusaralterações no CMT, com objetivo de identificar a presença de agentes patogênicos, a partir desseresultado se for passível de tratamento, trata-se quando o animal estiver no período seco, caso nãofor passível de tratamento, não há indicações de intervenção com medicamentos. É indicado fazeresses testes anteriormente da secagem para não ser passível de descartar o leite, já que que otratamento ocorre no período em que a vaca será seca. Conclui-se que o controle eficaz da mastitedepende de um programa preventivo contínuo, envolvendo higiene na ordenha, monitoramento dasaúde do úbere e boas práticas de manejo. Tais estratégias asseguram a qualidade do leite, obem-estar animal e a rentabilidade da propriedade leiteira, destacando-se como pilares da produçãosustentável

    DA ÁGUA AO SUSTENTO: O PAPEL DA PISCICULTURA NA AGRICULTURA FAMILIAR

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    Nos últimos anos, a piscicultura tem se consolidado como uma atividade essencial tanto na produçãode alimentos quanto na geração de renda, especialmente em áreas rurais. Diante desse cenáriopromissor, na Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE), que será realizado no segundosemestre de 2025 no Instituto Federal Catarinense, campus Concórdia com o objetivo de apresentaraos colegas, professores e visitantes o funcionamento da criação de peixes e sua relevância dentro daárea de zootecnia e da agricultura familiar. Com o intuito de despertar o interesse das pessoas poressa área, evidenciando seu potencial como alternativa sustentável e acessível. Este trabalho serádesenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica, baseada na análise de publicações técnicas. Aabordagem adotada será qualitativa e exploratória, buscando reunir, interpretar e organizarinformações relevantes sobre a piscicultura no contexto da agricultura familiar. Na prática apsicultura exige cuidados específicos, como o monitoramento da qualidade da água, o fornecimentode uma alimentação balanceada, o manejo diário adequado e a escolha criteriosa das espéciescultivadas. Todas essas ações visam garantir o bem-estar animal e maximizar a produtividade dosistema. Destacando algumas espécies de peixes como no caso da Tilápia que é uma espécie exóticae uma das mais populares no Brasil, conhecida por seu rápido crescimento e boa adaptação aoambiente, o Tambaqui que é muito apreciado pelo sabor da carne e o Pintado muito valorizado nagastronomia e de grande importância comercial. Outro ponto importante dentro da psicultura e aalimentação, um fator determinante para o bom desenvolvimento dos peixes, com destaque osdiferentes tipos de ração utilizados conforme as fases de crescimento e sua influência na saúde dosanimais e na qualidade do produto final. Portanto, o trabalho tem como fator principal demonstrarque a piscicultura vai muito além da simples criação de peixes. Trata-se de uma atividade queenvolve planejamento, técnica, responsabilidade ambiental e dedicação por parte dos produtores, évalorizar o trabalho no campo e reconhecer o esforço de quem produz alimento de forma conscientee sustentável

    DETECÇÃO DE FRAUDES NO LEITE E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A QUALIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR: UMA REVISÃO TÉCNICA

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    O leite é um alimento de alto valor nutricional, rico em cálcio, proteínas, vitaminas e minerais, sendoessencial para o crescimento ósseo, desenvolvimento muscular e manutenção da saúde humana.Dada sua elevada demanda no mercado, o leite tornou-se alvo de práticas fraudulentas por parte dealguns produtores que, buscando maior lucratividade, adulteram sua composição, seja por adição ouremoção de substâncias, comprometendo sua qualidade e segurança. Este trabalho teve comometodologia uma revisão bibliográfica em fontes científicas e técnicas, com o objetivo de identificaras principais formas de adulteração do leite e métodos de detecção acessíveis. Entre as fraudes maiscomuns, destaca-se a adição de água, prática que visa aumentar o volume do produto, mas dilui osnutrientes e reduz o valor nutricional. Além dessa, outras adulterações frequentes incluem a adiçãode soro de queijo, amido, sal e substâncias químicas perigosas, como formaldeído e água oxigenada,utilizadas para mascarar alterações sensoriais e microbiológicas. De acordo com o Ministério daAgricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), entre 2016 e 2022, mais de 3.000 toneladas de leiteadulterado foram identificadas e recolhidas no Brasil, revelando a gravidade do problema. Paracombater essas irregularidades, órgãos como o MAPA e a Anvisa adotam métodos físico-químicosrigorosos, incluindo análise de densidade, crioscopia (ponto de congelamento), teor de acidez, alémde testes colorimétricos para detecção de conservantes e estabilizantes. Além disso, laticínios devemseguir protocolos de autocontrole e submeter seus produtos a auditorias laboratoriais periódicas.Como exemplo prático de um teste educativo e de baixo custo, pode-se realizar um experimentoutilizando três amostras de leite: uma pura (controle), outra com 20% de água e a terceira com 20%de soro de queijo. Ao misturar partes iguais dessas amostras com álcool 70% ou solução de alizarol,um reagente usado para avaliar a estabilidade proteica do leite, observa-se a estabilidade proteica. Oleite puro tende a permanecer estável, o com água pode apresentar leve separação, e o com soroexibe coagulação visível em até 30 segundos, com formação de flocos brancos, indicandoinstabilidade das proteínas. Fatores como temperatura ambiente, acidez, tempo de repouso eproporção de soro adicionado também influenciam os resultados, podendo acelerar ou retardar oprocesso de coagulação. Conclui-se então que esse tipo de teste serve como importante ferramentade educação e conscientização, tanto para estudantes quanto para pequenos produtores,demonstrando como as adulterações afetam a qualidade do leite e os riscos à saúde pública. Ocontrole da qualidade ao longo da cadeia produtiva é essencial para garantir a integridade do produtoe a confiança do consumidor

    FERMENTADO NATURAL DE LIMÃO: ALTERNATIVA CASEIRA E SAUDÁVEL AOS REFRIGERANTES INDUSTRIAIS

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    A fermentação é um processo biológico milenar, utilizado há séculos na produção e conservação dealimentos e bebidas. Inicialmente descoberta de forma acidental, a fermentação passou a sercompreendida e aplicada intencionalmente por diferentes culturas ao longo do tempo, resultando emprodutos como iogurtes, queijos, pães, vinhos, kombucha e kefir. Com base nos conhecimentostradicionais de fermentação e nos princípios da microbiologia, este trabalho tem como objetivodemonstrar, de forma prática e acessível, a produção de uma bebida fermentada (fermentaçãoalcoólica) à base de suco de limão, apresentando-se como uma alternativa natural, sem aditivosquímicos, aos refrigerantes industrializados. A formulação utilizada foi ajustada para o preparoartesanal. Em um recipiente com capacidade para 20 litros, foram incorporados 16 litros de águafiltrada, 2 litros de suco de limão, 2 quilogramas de açúcar cristal e dois limões inteiros, cortados aomeio, com casca. O recipiente foi coberto com tampa sem vedação hermética e mantido emcondições de temperatura ambiente por três dias, permitindo a ação dos microrganismos endógenospresentes na casca dos limões. Após esse período, os limões foram removidos, o líquido foi coado etransferido para embalagens higienizadas, que permaneceram fechadas por mais 15 dias para acontinuidade da fermentação e formação natural de gás carbônico. Após esse período, as garrafasforam refrigeradas, interrompendo o processo fermentativo. O produto final é uma bebida levementegaseificada, com sabor ácido e refrescante, livre de conservantes e corantes artificiais. Além dosabor, esse processo proporciona o desenvolvimento de microrganismos benéficos, conhecidoscomo probióticos. Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidadesadequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro, podendo contribuir, por exemplo, para oequilíbrio da microbiota intestinal e o bom funcionamento do organismo. Dessa forma, conclui-seque, a partir de um método simples, é possível produzir bebidas saborosas com poucos ingredientese baixo custo, que se apresentam como alternativas mais saudáveis às versões industrializadas. Alémdisso, a atividade é uma experiência educativa que estimula a reflexão sobre os hábitos alimentares evaloriza métodos naturais de produção de alimentos

    MANEJO DA CRECHE DE SUÍNOS: PRÁTICA SUSTENTÁVEL EEFICIÊNCIA PRODUTIVA

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    O manejo adequado de suínos na fase de creche é essencial para garantir o bem-estar, a saúde e odesempenho dos leitões. Esse período, que se estende do desmame até cerca de 70 dias de vida, édecisivo para o sucesso nas fases seguintes do ciclo produtivo. Fatores como nutrição balanceada,controle ambiental e biosseguridade exercem impacto direto sobre o desenvolvimento uniforme dosanimais. Este trabalho tem como objetivo apresentar as principais práticas de manejo na fase decreche dos suínos, destacando a importância da alimentação, do controle ambiental e das medidas debiosseguridade para a promoção da saúde e do desempenho zootécnico dos leitões. A metodologiautilizada consistiu em uma revisão bibliográfica descritiva, com levantamento de informações demanuais técnicos e publicações especializadas na área de suinocultura. Durante essa fase, a nutriçãobalanceada é fundamental. A introdução gradual da ração sólida permite a adaptação dos leitões semprovocar distúrbios gastrointestinais, evitando sobrecargas nos sistemas digestivo e imunológico. Omanejo alimentar cuidadoso contribui para o crescimento saudável e uniforme dos animais. Outroaspecto crucial é o controle ambiental, a manutenção de condições adequadas de temperatura,ventilação e conforto térmico minimiza o estresse e favorece o desempenho dos leitões. Asinstalações bem projetadas também colaboram na prevenção de doenças, garantindo um ambientepropício ao desenvolvimento. Além disso, a adoção de protocolos de higiene, vacinação e controlesanitário reduz significativamente os riscos de contaminações e doenças, colaborando com animaissaudáveis. A observação constante do comportamento, ganho de peso e consumo alimentar éessencial para detectar precocemente quaisquer alterações no estado de saúde dos animais.Conclui-se que a fase de creche exige um manejo criterioso e multidisciplinar, envolvendoalimentação adequada, controle rigoroso do ambiente e estratégias eficazes de biosseguridade. Aatenção a esses fatores é fundamental para reduzir a mortalidade, melhorar o bem-estar dos animaise garantir um crescimento saudável e uniforme dos leitões, preparando-os para um desempenhoprodutivo satisfatório nas etapas seguintes do ciclo de criação

    MODELAGEM DA ESTRUTURA TERRESTRE, TECTÔNICA DE PLACAS E O RIFT VALLEY

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    O planeta Terra, formado há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, é um sistema dinâmico, que semantém em contínua transformação. Sua estrutura interna exerce influência em fenômenos que semanifestam na superfície, como o vulcanismo, os terremotos, as falhas geológicas e a formação edeslocamentos de grandes porções da sua estrutura solidificada. Nesse aspecto, a teoria da DerivaContinental, proposta por Alfred Wegener em 1915, e a moderna teoria da tectônica de placas,formatada com o mapeamento do assoalho oceânico, através de novas tecnologias surgidas nasdécadas de 1950 e 1960, explicam a movimentação de grandes porções da litosfera terrestre eoportunizam a identificação de regiões geologicamente ativas, como por exemplo, o Rift Valley,uma fenda continental de 6.000km de extensão, localizada na África Oriental. Assim, nessecontexto, o objetivo do trabalho é explorar os processos formativos e transformações do planetaTerra e demonstrar, através de uma maquete, a relação entre a estrutura interna da Terra, a dinâmicadas placas tectônicas e a formação do Rift Valley. A metodologia adotada envolveu pesquisabibliográfica em livros, artigos científicos e fontes digitais confiáveis para entender as camadasInternas da Terra, o movimento das placas tectônicas e a compreensão das forças que movem edirecionam essas placas à longas distâncias. Nesse processo, foram produzidos fichamentos eesquemas explicativos, que embasaram um roteiro para elaboração da maquete representativa. Comoresultados, constatamos: que o interior do planeta pode ser classificado por sua estrutura geoquímica(crosta, manto e núcleo) e por sua estrutura geodinâmica (litosfera, astenosfera, mesosfera eendosfera); que a litosfera (crosta e parte superior do manto) é constituída por uma série de placastectônicas que se movem, umas em direção às outras, sobre a astenosfera (camada parcialmentefundida da parte superior do manto terrestre); que o movimento das placas tectônicas é impulsionadopelas correntes de convecção presentes no manto; que as placas tectônicas se movimentam emdiferentes direções, sendo seus limites classificados em divergentes, convergentes e transformantes;e, que os riftes, como o Rift Valley, formam-se em limites divergentes, nos quais as placas tectônicasse afastam, permitindo o surgimento de fissuras. Ainda, constatamos que o Rift Valley representauma fase geológica inicial de separação do continente africano, podendo, no futuro geológico,originar um novo mar ou oceano. Por fim, o desenvolvimento desse trabalho permitiu materializarconceitos e processos, muitas vezes abstratos, que compõem conteúdo programático da disciplina deGeografia, permitindo visualizar e apreender a interação entre as camadas terrestres, os limites deplacas tectônicas e a gênese de riftes continentais de forma mais estimulante

    O FUNCIONAMENTO DO DOMO DE FERRO: UM SISTEMA DE DEFESA

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    O Domo de Ferro é um sistema de defesa aérea altamente sofisticado e inovador, desenvolvido porIsrael para interceptar mísseis de curto alcance, com uma notável alta taxa de precisão, sendo estetrabalho dedicado a apresentar seu funcionamento técnico, com ênfase primordial nos sofisticadossoftwares e algoritmos que possibilitam sua operação em tempo real com uma agilidadeimpressionante. O estudo aborda a evolução da tecnologia defensiva utilizada anteriormente, como ouso de abrigos físicos, baterias convencionais de mísseis e sistemas manuais de alerta, mostrandonão apenas as limitações desses métodos, mas também os avanços significativos e a transformaçãona estratégia de segurança obtidos com a criação do Domo de Ferro. Destaca-se, neste contexto, aimportância crucial do software embarcado, que atua em três etapas principais: detecção por radar,análise da trajetória do projétil e decisão automatizada sobre a necessidade de interceptação; osistema é capaz de prever com extrema acurácia se o míssil cairá em área habitada ou desabitada e,com base nessas informações processadas em milissegundos, decide se irá lançar um interceptador,o que tem impacto direto na proteção da população civil, diminuindo drasticamente o número devítimas e danos materiais em regiões sob risco constante e permitindo que a vida cotidiana persistamesmo em cenários de ameaça. A metodologia adotada inclui pesquisa aprofundada em diversasfontes técnicas e confiáveis disponibilizadas por instituições de defesa e pesquisa em tecnologia,bem como a construção de uma maquete representando o território de Israel, com o objetivo deilustrar a localização das áreas mais expostas e a abrangência do sistema de defesa para uma melhorlocalização e visualização estratégica; a proposta busca facilitar a compreensão da aplicação daciência da computação em sistemas críticos de segurança nacional, sublinhando a relevância daengenharia de software na proteção de infraestruturas e vidas. Conclui-se que a união entre sensoresavançados, algoritmos complexos e processamento de dados em tempo real é fundamental para ofuncionamento eficiente de tecnologias defensivas como o Domo de Ferro, ressaltando-se, por fim,que este trabalho tem caráter exclusivamente educacional e técnico, sem qualquer intenção depromover posicionamentos políticos ou ideológicos

    ZOONOSES E MICRORGANISMOS NA MESA: O RISCO INVISÍVEL DA CARNE CONTAMINADA

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    O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carnes em âmbito mundial, sendo tambémum grande consumidor desse produto. A carne pode ser classificada em vermelha (bovina, suína,ovina entre outras) ou branca (aves e peixes), sendo uma importante fonte de nutrientes presentediariamente no prato da maioria da população. Devido aos processos de criação, abate e às suascaracterísticas intrínsecas, a carne pode ser um excelente meio para o desenvolvimento demicrorganismos e também ser uma fonte de transmissão de doenças zoonóticas. Segundo oMinistério da Saúde, uma a cada dez pessoas adoecem por DTHA (Doenças de Transmissão Hídricae Alimentar), e a carne é um dos principais alimentos envolvidos nessas transmissões. Desta forma,o objetivo deste trabalho é informar e conscientizar a comunidade sobre as consequências doconsumo de carnes, principalmente cruas e/ou mal passadas, contaminadas por parasitas e bactérias,com ênfase nas DTHA’s originadas do consumo de carnes vermelhas. Para uma melhorcompreensão do assunto realizam-se pesquisas bibliográficas publicadas em bancos de dados comoSciELO, Google Acadêmico e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde eAgência Nacional de Vigilância Sanitária. De acordo com as bibliografias há uma alta ocorrência deListeria monocytogenes decorrentes do consumo de produtos cárneos. Essa contaminação éproveniente da manipulação imprópria, tendo uma frequência particularmente alta em salsichasfrescas. Já a Salmonelose, doença causada pelo microrganismo mais amplamente distribuído nanatureza, é responsável pelos principais casos de surtos de origem alimentar decorrentes do consumode ovos, aves e carnes mal passadas. Outra enfermidade de origem bacteriana é a infecção porEscherichia coli que foi amplamente identificada em surtos de 2012 a 2021, com maior frequênciaem carnes frescas (cruas). Além das bactérias, diversos parasitas também representam riscoconsiderável. Neste grupo destaca-se a toxoplasmose, tendo seu maior surto mundial no Brasil, peloconsumo de carne crua e mal passada. Um ponto crítico dessa zoonose é a sua capacidade abortivaem gestantes. A Teníase pode atingir os humanos pela ingestão de carne crua ou mal cozidacontendo as larvas da tênia (cisticercos), sendo essa a zoonose mais frequentemente encontrada emabatedouros. De modo geral, as doenças causadas pelo consumo de carnes contaminadas têm umagravidade maior em pessoas com baixa imunidade, podendo levar à óbito. Apesar disso, nas redessociais encontram-se desinformações a favor do consumo de carne crua ou mal passada, tanto porenaltecer as características sensoriais deste produto quanto por hábitos culturais, independente destaforma de consumo apresentar maior probabilidade de veicular patógenos causadores de doenças. Apartir dos aspectos apresentados, é possível concluir que a carne, além do rigor técnico nas etapas deobtenção (criação, abate, armazenamento entre outras), precisa passar por processos que mitiguem aincidência de DTHA’s, dentre estes destacam-se: consumir produtos de procedência, manutenção decarnes cruas separadas de outros alimentos e realizar o cozimento completo antes do consumo.Assim, aliar informações sobre DTHA, mais especificamente de origem cárnea, com formas deprevenção é uma notável estratégia para a saúde pessoal e coletiva

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