Universidade de Brasília: Portal de Periódicos da UnB
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    Apresentação - Edição N. 39

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    por Rógerio Ferreira Diretor de Desenvolvimento e Integração Social DDIS/DEX/Un

    Violetas em Desmontagem: Voltar a Falar é Voltar a Viver

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    This article is part of my doctoral research at the State University of Santa Catarina, supervised by Prof. Dr. Daiane Dordete Steckert Jacobs. In this research, I share the process of disassembling Violetas, involving the report and reflection on the creation of this theater play, encompassing the sewing of a new dramaturgy, both written and corporeal-vocal, as well as the writing of the thesis itself. All these dimensions are considered in this work as a “self-writing” (Rago, 2013). This article, or small excerpt, aims to treat the voice from a feminist perspective, as the ability to be one’s own author and to narrate one’s own story. The voice as your personal power, as your place in the world and your pleasure in life. For centuries women have been silenced and oppressed to a place of inferiority and subalternity. The book A Room of One’s Own by Virginia Woolf is used as a reference, as well as writings by historians Letícia Milan and Michelle Perrot. I draw a parallel with the concept of “Self Writing”, by Margareth Rago. I observe harmful effects of silencing on the physiological and communicative aspects of the voice through the authors Anna Alice Almeida and Naomi Wolf. I seek a conceptualization of the voice through the works of Freya Jarman-Ives and especially Adriana Cavarero. Through the writings of Leonor Arfuch and bel hooks I find and reflect on the urgency and importance of freeing one’s voice. Finally, I present the invitation and appeal to raise our voices together, in the struggle to end gender violence and for a fairer society.Este artículo es parte de mi investigación doctoral en la Universidad Estadual de Santa Catarina, supervisada por el Prof. Dr. Daiane Dordete Steckert Jacobs. En esta investigación comparto el proceso de desmontaje de Violetas, involucrando el relato y la reflexión sobre la creación de este espectáculo teatral, abarcando la costura de una nueva dramaturgia, tanto escrita como corpóreo-vocal, así como la redacción de la tesis sí mismo. Todas estas dimensiones son consideradas en este trabajo como una “autoescritura” (Rago, 2013). Este artículo, o un pequeño extracto, pretende tratar la voz desde una perspectiva feminista, como la capacidad de ser autora de uno mismo y de narrar la propia historia. La voz como tu poder personal, como tu lugar en el mundo y tu placer en la vida. Durante siglos, las mujeres han sido silenciadas y oprimidas a un lugar de inferioridad y subalternidad. Se utiliza como referencia la obra Un Techo Todo Tuyo de Virginia Woolf, así como escritos de las historiadoras Letícia Milan y Michelle Perrot. Trazo un paralelo con el concepto de “Self Writing”, de Margareth Rago. Observo los efectos nocivos del silenciamiento en los aspectos fisiológicos y comunicativos de la voz a través de las autoras Anna Alice Almeida y Naomi Wolf. Busco una conceptualización de la voz a través de los trabajos de Freya Jarman-Ives y en especial de Adriana Cavarero. A través de los escritos de Leonor Arfuch y bel hooks encuentro y reflexiono sobre la urgencia e importancia de liberar la voz. Finalmente, presento la invitación y llamado a alzar la voz juntos, en la lucha por el fin de la violencia de género y por una sociedad más justa.O presente artigo é um recorte de minha pesquisa de doutorado pela Universidade do Estado de Santa Catarina, orientada pela Prof.ª Dr.ª Daiane Dordete Steckert Jacobs. Nessa pesquisa, compartilho o processo de desmontagem de Violetas, envolvendo o relato e a reflexão sobre a criação desse espetáculo teatral, abrangendo a costura de uma nova dramaturgia tanto escrita como corpórea-vocal, assim como a escrita da própria tese. Todas essas dimensões são consideradas nesse trabalho como uma “escrita de si” (Rago, 2013). Este artigo, ou pequeno recorte, tem o objetivo de tratar a voz em uma perspectiva feminista, como a capacidade de ser autora de si mesma e de narrar a própria história. A voz como seu poder pessoal, como seu lugar no mundo e seu prazer de viver. Por séculos as mulheres foram silenciadas e oprimidas para um lugar de inferioridade e subalternidade. A obra Um Teto Todo Seu de Virginia Woolf é utilizada como referência, bem como escritos das historiadoras Letícia Milan e Michelle Perrot. Traço um paralelo com o conceito de “Escrita de Si”, de Margareth Rago. Observo efeitos nocivos do silenciamento nos aspectos fisiológicos e comunicativos da voz através das autoras Anna Alice Almeida e Naomi Wolf. Busco uma conceituação da voz através das obras de Freya Jarman-Ives e especialmente de Adriana Cavarero. Através dos escritos de Leonor Arfuch e bel hooks encontro e reflito sobre a urgência e importância de soltar a voz. Por fim, apresento o convite e o apelo para soltarmos juntas as nossas vozes, na luta pelo fim da violência de gênero e por uma sociedade mais justa

    A minha nossa voz, Delicadas Criaturas

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    My our voice, a sound-narrative scenic experience with tales by Oscar Wilde, the first production of the Delicate Creatures collective, is presented here by two of its creators, Nara Keiserman and Marcus Fritsch. His reflections and analyzes expose aspects such as spatialization, sound-corporal construction, interactions between performers and relations with the audience, conceived as listeners, due to the primordial emphasis on Listening, since they are blindfolded throughout the performance. The different points of view exposed reveal the complexity of the experience, when its visual communicability is removed from the Scene.Mi nuestra voz, una experiencia escénica narrativa sonora con cuentos de Oscar Wilde, la primera producción del colectivo Delicadas Criaturas, es presentada aquí por dos de sus creadores, Nara Keiserman y Marcus Fritsch. Sus reflexiones y análisis aportan aspectos como la espacialización, la construcción cuerpo-sonido, la interacción entre los intérpretes y las relaciones con el público, concebido como oyentes, debido al énfasis primordial en la Escucha, ya que tienen los ojos vendados durante toda la actuación. Los diferentes puntos de vista expuestos revelan la complejidad de la experiencia, cuando se sustrae a la Escena su comunicabilidad visual.A minha nossa voz, experiência cênica sonoro-narrativa com contos de Oscar Wilde, primeira produção do coletivo Delicadas Criaturas, é aqui apresentada por dois de seus criadores, Nara Keiserman e Marcus Fritsch. Suas reflexões e análises expõem aspectos como espacialização, construção sonoro-corporal, interações entre performers e relações com a plateia, concebida como escutadoras/escutadores, pela ênfase primordial na Escuta, já que se encontram com os olhos vendados durante toda a performance. Os diferentes pontos de vista expostos revelam a complexidade da experiência, quando é retirada da Cena a sua comunicabilidade visual

    Expediente

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    Expediente Universidade de Brasília Reitora: Márcia Abrahão Moura Vice-Reitor: Enrique Huelva Unternbäumen Instituto de Artes Diretora: Fátima Aparecida dos Santos Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas: Érico JosÉ Editor-chefe César Lignelli (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Editoras Associadas Daiane Dordete Steckert Jacobs (Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Meran Muniz da Costa Vargens (Universidade Federal da Bahia - UFBA, Salvador/BA, Brasil) - ORCID Editor Assistente Tiago Elias Mundim (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Conselho Editorial Adriana Fernandes (Universidade Federal da Paraíba - UFPB, João Pessoa/PB, Brasil) - ORCID Ana Cristine Wegner (Université de Poitiers - UP, Poitiers, França) - ORCID César Lignelli (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Claudia Echenique (Pontificia Universidad Católica de Chile - PUC/Chile, Santiago, Chile) - ORCID Daiane Dordete Steckert Jacobs (Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Domingos Sávio Ferreira de Oliveira (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, Rio de Janeiro/RJ, Brasil) - ORCID Eugênio Tadeu Pereira (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte/MG, Brasil) - ORCID Fernando Manuel Aleixo (Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Uberlândia/MG, Brasil) - ORCID Giuliano Campo (Ulster University - UU, Belfast, Irlanda do Norte) - ORCID Janaína Träsel Martins (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Jane Celeste Guberfain (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, Rio de Janeiro/RJ, Brasil) - ORCID Leonel Martins Carneiro (Universidade Federal do Acre - UFAC, Rio Branco/AC, Brasil) - ORCID Marcos Machado Chaves (Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, Dourados/MS, Brasil) - ORCID Meran Muniz da Costa Vargens (Universidade Federal da Bahia - UFBA, Salvador/BA, Brasil) - ORCID Mônica de Almeida Prado Montenegro (Escola de Arte Dramática|Escola de Comunicações e Artes|Universidade de São Paulo - EAD|ECA|USP, São Paulo/SP, Brasil) - ORCID Rose Mary de Abreu Martins (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Recife/PE, Brasil) - ORCID Sulian Vieira (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Tiago Porteiro (Universidade do Minho - UMinho, Braga/Minho, Portugal) - ORCID Wânia Storolli (Universidade Estadual Paulista - UNESP, São Paulo/SP, Brasil) - ORCID Wendell Kettle (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Recife/PE, Brasil) - ORCID Comitê Editorial - Dossiê Temático “Vocalidades, Oralidades, Práticas Integrativas e Feminismos” Daiane Dordete Steckert Jacobs (Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Janaína Träsel Martins (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Meran Muniz da Costa Vargens (Universidade Federal da Bahia - UFBA, Salvador/BA, Brasil) - ORCID Sulian Vieira (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Pareceristas ad hoc (v. 04, n.01, 2023) César Lignelli (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Daiane Dordete Steckert Jacobs (Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Diego Pizarro (Instituto Federal de Brasília - IFB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Elthon Gomes Fernandes da Silva (Universidade Federal da Paraíba - UFPB, João Pessoa/PB, Brasil) - ORCID Janaína Träsel Martins (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Florianópolis/SC, Brasil) - ORCID Jussara Rodrigues Fernandino (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte/MG, Brasil) - ORCID Meran Muniz da Costa Vargens (Universidade Federal da Bahia - UFBA, Salvador/BA, Brasil) - ORCID Sulian Vieira (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Editoração Gráfica Tiago Elias Mundim (Universidade de Brasília - UnB, Brasília/DF, Brasil) - ORCID Ilustração da Capa João Lucas - [email protected] Apoio Financeiro CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Contatos Universidade de Brasília - Instituto de Artes Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas Prédio Multiuso I, Bloco A, sala A1 15/2 Campus Universitário Darcy Ribeiro CEP 70910-900, Brasília-DF-Brasil Telefone: +55 61 3107-6134 - E-mail: [email protected] https://periodicos.unb.br/index.php/vozecena/  

    Análise do impacto econômico, da expansão de popularidade e das novas tecnologias do fenômeno Vtuber

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    O presente trabalho busca analisar a expansão, popularização, o impacto econômico, e as tecnologias envolvidas dentro do conceito de criação de conteúdo digital conhecido como “VTuber” (abreviação do inglês de Virtual Youtuber), que são criadores de conteúdo que utilizam avatares virtuais criados em softwares de computação gráfica para criar conteúdo anonimamente. Este novo tipo de criação de conteúdo nasceu a partir da popularização de diversas tecnologias antes restritas como mapeamento facial, computação gráfica, arte digital etc. Este estudo busca analisar as origens desse fenômeno dentro de seu contexto cultural, quais tecnologias utiliza e como isso está impactando culturalmente e economicamente o meio digital e real

    Realidade virtual, realidade aumentada, games e gamers: a tecnologia invade a praia do turismo

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    A tecnologia da informação é sem dúvida para a sociedade contemporânea a sua melhor estratégia de negócios. Especialmente porque a informação é a “matéria-prima de todas as áreas do conhecimento” (MIRANDA, 2003, p. 200). O turismo, não poderia ficar imune a esta nova tendência, já que a informação tem sido considerada a base de todo o processo da indústria do turismo e tem provocado, por meio do conhecimento, o poder de decisão de compra de um produto que não é palpável. Este artigo, assim, tem por objetivo identificar os impactos que as novas tecnologias estão gerando na indústria do turismo, principalmente ao evidenciar a transformação no perfil de um novo turista a partir da evolução das novas tecnologias. Tendo como base uma pesquisa bibliográfica exploratória referente à inovação e às tecnologias que estão contribuindo para um novo comportamento dos consumidores e invadindo a indústria e o mercado de turismo

    Encontrando a voz em serviços de SVOD

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    O objetivo deste artigo é analisar a natureza das principais métricas usadas no setor audiovisual, mais especificamente em serviços de streaming. Textos de referência localizados em busca exploratória são analisados para mapeamento de métricas que são analisadas à luz dos conceitos de Saída e Voz propostos por Hirschman (1973). Segundo o autor, quando uma organização entra em declínio, seus membros ou clientes tipicamente têm duas respostas: abandonar a organização, a Saída; ou manifestar-se para buscar a recuperação, a Voz. O principal argumento do artigo é que a maioria dos indicadores comumente utilizados em serviços de SVOD tem como objetivo monitorar apenas respostas de Saída, deixando pouco espaço para a Voz

    Um carnaval com as escolas de samba em Manaus (AM)

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    Neste ensaio fotográfico acompanhamos o ciclo carnavalesco das escolas de samba de Manaus (AM) iniciado na conturbada apuração do carnaval de 2014, que terminou com todas as escolas declaradas campeãs, até o desfile do carnaval de 2015. Neste caminho buscamos ressaltar as particularidades das escolas de samba na cidade e acompanhar as redes de sociabilidade produzidas por seus componentes. A pesquisa organiza-se em três momentos, sendo o primeiro a abordagem das estratégias de identificação frente à cidade por parte de uma escola de samba em um bairro estigmatizado. Logo após, enfocamos o processo de reafirmação simbólica da escola de samba em um bairro socialmente valorizado. Finalmente chegamos ao desfile como momento apoteótico das agremiações

    Pesquisando carnavais: entre escolas de samba no Rio de Janeiro (RJ) e Manaus (AM)

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    A experiência etnográfica junto às escolas de samba é revisitada através da memória deste pesquisador. Acompanhando sua trajetória acadêmica as questões auditadas em pesquisas junto aos barracões de preparação de alegorias das escolas de samba quando da ocupação do complexo conhecido como Cidade do Samba. Acompanhando os desdobramentos daquela ocupação temos as redes de relações sociais ampliadas às escolas de samba das divisões inferiores e uma breve reflexão sobre a competição e a colaboração entre escolas de samba. Chegamos até Manaus (AM) onde a tese que nos orienta é a singularidade das escolas de samba em diferentes cidades brasileiras. Em campo novos problemas surgem dessa relação como a sociabilidade através da fofoca e da rivalidade em diferentes âmbitos, inclusive o das relações mediadas pela interne

    Apresentação do Dossiê: Nojo, humilhação e desprezo: Uma antropologia das emoções hostis e da hierarquia social

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